MEDICINA OCULTA

Samael aun Weor


1º PARTE - INTRODUÇÃO A MEDICINA OCULTA




Capítulo  3     Santuários de Cura

 
Estamos na paragem solitária de um bosque tropical.Aqui tudo respira um ar de profundo mistério. Neste lugar, viveu uma raça de sábios Iluminados, muito tempo antes de a nossa amada América ter sido invadida pelas hordas espanholas. Nesta paragem, chamada Conveñas, Departamento de Bolívar, junto ao povoado de San Andrés, República da Colômbia, vivem ainda alguns sábios gnósticos de raça índia. Percebemos um poço encntado e ao redor dele caminha uma alimária silvestre chamada de centopéia pelos nativos da região, a qual desaparece entre as águas. Tudo está saturado por um ar misterioso. Algumas múmias petrificadas pelos séculos parecem espiar a todos nossos atos. Estamos na presença de um Santuário de Cura.

Peregrinos vindos de distantes terras, em busca de saúde, murmuram orações piedosas; pedem permissão ao defunto mama que cura para entrar em seu Santuário, onde sua múmia parece sorrir. Todos os peregrinos são obrigados a pedir permissão ao defunto para poderem seguir avante. Quando o peregrino viola esse preceito, o céu enche-se de densas nuvens e estala a terrível tempestade; como se o mama indignado açoitasse a comarca com seu látego de fogo.

Nesta paragem, existe algumas riquesas que ninguém se atreve a tocar porque  estão encantadas.

Os peregrinos ao se aproximarem da múmia, recolhem plantas, terra ou metais comos quais se curam milagrosamente... Esse mama, apesar de  morto, segue mandando e curando. Indubitavelmente, ele é Rei e Sacerdote do universo. Assim é o sacerdote gnóstico:um rei e um sacerdote do universo que sabe mandar e abençoar.

O santuário de cura de todo méico gnóstico deve Ter seu altar feito de madeira de cipreste ou de madeira odorífera. antes de sua consagração é necessário lavar a mesa com água quente e sabão perfumado.

Consagra-se a mesa esfregando-a com uma esponja embebida em água de rosas e untando-a com um mástique composto de cera virgem branca, almécega, incenso, alóes, tomilho, resina de pinho e incenso de Esmirna.

Pode-se também fazer a mesa de cedro, que é a madeira do iniciado José, pai de Jesus de Nazaré. O cedro tem grandes poderes ocultos.

Nas quintas e sextas-feitas santas, os gigantescos cedros dos bosques comunicam-se entre si por meio de lúgubres golpes que ressoam em longínquas paragens.

Sobre a mesa do Santuário de Cura deve haver sempre um mantel e sobre este, uma coberta dobrada com pinturas que representem dramas da paixão do Senhor. As cobertar são semelhantes ao corporal da igreja romana. Sobre a coberta, colocar-se-ão os vasos e os cálices sagrado que contém as substâncias vegetais que serão dadas de beber aos enfermos. Não pode faltar sobre a mesa a redoma de perfumes. Um copo metálico, cilíndrico e prismático, que tem base ou pé de taça e sobre a tampa uma torrezinha ou bandeirinha metálica feita de estanho ou cobre que são os metais de Júpiter e Vênus.

Para a cura do enfermo, deve-se rodea-lo de intensos perfumes. O incenso é o principal veículo para as ondas curativas da mente do mago médico, em combinação com os elementais vegetais. Ao incenso pode se adicionar algumas plantas aromáticas: flores de Chipre, açafrão, nardo,âmbar, cálamo, aloés e o pó de especiarias.

O médico gnóstico jamais fará uso de perfumes ou de substâncias odoríferas que contenham substâncias minerais porque isso é executar magia negra.

Se abençoará os perfumes com a seguinte oração: Louvado sejas, Senhor nosso Deus, rei do mundo, que criaste todas as espécies de aromas.

A medicina lamáica divide as substâncias odoríferas em cinco grupos: repugnantes, penetrantes, picantes, aromáticas, rançosas ou mofadas.

Com o utensílio para os perfumes, se medicarão os enfermos que exijam perfumes curativos.

Jamais deverá faltar as velas perfumadas sobre o altar do médico gnóstico, pois o fogo das velas atua sobre o subconsciente do enfermo de forma eficaz. No Tibete, o filósofo Mahayana escreveu um livro só sobre a preparação das velas perfumadas. Depois de toda operação curativa, o médico gnóstico apaga uma vela dentro de uma taça de vinho em ação de graças aos Deuses do fogo.

Em todo Santuário de Cura deve haver doze bolas de pano com ervas aromáticas suspensas do teto. Cada bola conterá as ervas correspondentes a um signo zodiacal. as doze bolas conterão as ervas dos doze signos zodiacais, O enfermo ao inalar o perfume curativo de seu signo zodiacal sentirá que começa a melhorar.

O folclorista Galay, em suas tradições e cantos do Panamá, descreve como os xamãs envolvem os enfermos em perfums e cantam mantrans enquanto os estão medicando.

Os Santuários de Cura devem Ter um piso de ladrilhos brancos e negros e o médico gnóstico usará em seu sactum túnica e cor. Maus pensamentos jamais profanarão esse Santuário em cujo frontispício haverá esta inscrição: TU QUE ENTRAS, DEIXA PARA TRÁS OS TEUS MAUS PENSAMENTOS !
 
 

 


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