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Faca Cega #1

DT - MAIS TRETA (Estopim) [Camarada Vermelho]
POWER TRIO! É isso aí, direto, reto, cru (isso é palavra de resenha da Rock Brigade) e empolgante. Letras políticas, 4 musicas próprias e 1 versão de "Glue" do SSD. A capinha é feita em gráfica, com um desenho legal. Tem também um encarte de 6 folhas em formato A6. No encarte tem letras e colagens bem espertas e uma caveira presença, o que certamente conta pontos. Leiam a entrevista nesse zine para saber mais da banda. www.estopimrecs.cjb.net [email protected]

CD - LIFE IS A LIE (Läjä) [Allärm]
Eis aqui o primeiro cd daqueles que rasgaram o véu da liberdade e disseram que a vida é uma mentira. Você já os conhece há anos, como Parental Advisory, mas agora a coisa está melhor do que nunca. O que já era bom conseguiu ficar melhor ainda! O cruzamento entre o Kult Ov Azazel, Dropdead e Marques de Sade, ou quem sabe algo entre Impaled Nazarene, Ässuck e Nietzsche... Não importa, não adianta ficar fazendo comparações, com suas particularidades eles conseguem soar rápidos, pesados e autênticos. Convenhamos, compare-os à esta leva de bandas grindcore que nos rodeiam ... Existe um certo marasmo, uma mesmice eterna. O LIFE IS A LIE, destaca-se e serve como novidade para nós. Com certeza é a banda de grind que você sempre quis ter, mas nunca conseguiu ter. Brutal, rápido, insano e pesado, muito pesado! Música (?) muito bem construída, levada ao extremo, com vocais feios (às vezes agonizantes), adicionando partes tristes, arriscando partes faladas, mas sempre mantendo o pique. Kusta Pässää e Impaled Nazarene ganharam excelentes versões aceleradas... De grind e metal eles entendem. Capa blasfêmica desenhada por Lourenso Mutarelli, e um encarte bonito que apresenta um emaranhado de profanação, heresia, fetiche e tudo que seja ofensivo. "O Novo Pagão", "Glória e Guerra", "A Dança", "Pensamentos de Assassino serial, comendo", assim segue o cd, canalizando fúria, malícia, desespero e prazer, esclarecidos a cada página virada por citações de Marques Sade, Nietzsche, Emile Zola e por aí vai... Somados as explanações (devaneios?) ofensivas da banda. Ódio e amor fundidos, dolorosamente únicos, dance e faça o momento eterno, sacie a sede de inferno! Cx. Postal 1668, São Paulo/SP Cep.01059-970, Brasil. [email protected] www.lifeisalie.wcj.net

CD - PLUTO "The Bob Marley ep" (L-Dopa) [Sávio]
Sim, sim, este é o notório "The Bob Marley ep", temidos por muitos e aclamados por poucos, muitos poucos. Segundo consta, um número limitado de pessoas conseguiu ter acesso a esta peculiar peça fonográfica, e um número ainda menor foi capaz de fruir a obra em sua totalidade, ou seja, até o término de seus 25 minutos e 11 segundos de duração. Eu fui um dos iluminados. Mas devo admitir que não foi uma tarefa fácil. Tentarei relatar aqui as sensações e impressões provocadas pela experiência. Para sua contextualização leitor: todos os 25 minutos e 11 segundos deste cd são preenchidos por um "reggae" extremamente torto, bêbado e ruidoso, economicamente composto pelo infame trio curitibano. Ao longo dos longos 25 minutos e 11 segundos são repetidas duas frases em portunhol - emitidas por uma voz previamente aquecida por 3 ou 4 litros de cachaça: "queremos la libertad de todo el pueblo" e "queremos la libertad de todos los prisioneros de guerra"(em tese, supostos trechos retirados de um suposto programa do Partido do Panteras Brancas). Tendo em mente todos este itens, prossigamos com meu relato. Nos três primeiros minutos de música, pensei: "interessante, mas repetitivo." Seis minutos e quarenta e dois segundos: "os meninos são bons, mas têm uma ligeira resistência a mudanças." Onze minutos e quatorze segundos: "arte é mesmo uma coisa louca, não?" Quatorze minutos e vinte e três segundos: "o que será que os amigos deles respondem quando são perguntados se gostam do disco?" Dezessete minutos e quarenta e oito segundos: "os garotos são prodigiosos, mas talvez tenham problemas quanto à definição do conceito de música". Dezenove minutos e sete segundos: "eu já tive um canário, por que nunca tive um cão?". Vinte e quatro minutos e trinta e dois segundos "preciso encerar os rodapés do meu quarto." L-dopa Caixa Postal 1860, CEP 80011-970, Curitiba - PR [email protected]

CD - HERO DISHONEST "Pleasure/Disgust" (If Society) [Camarada Vermelho]
Finlândia. Ah, esse nome soa com muita intensidade nos ouvidos do punk rock, não é? Seja por amor ao ao peso das guitarras/motosserras ou por pavor daquela batida torta e capenga que boa parte das bandas finlandesas dos anos 80 tinham. Letras sobre guerra, destruição nuclear e muitos, muitos rebites. Ok, eu amo isso tudo, mas não é bem esse o caso aqui. O Hero Dishonest faz um hardcore velha escola bem dançante e com refrões empolgantes para cantar junto, mas de modo algum eu estou dizendo youth crew. São guitarras sujas, vocais roucos e musicas curtas e simples. Gostei muito da arte, caixinha digipack e um encarte bem bonito com desenhos em preto, vermelho e algo próximo do dourado. Acompanha todas as letras, algumas em finlandês (poucas) e a maioria em inglês, tratando de temas políticos, e atacando também a falsa contestação individualista e o consumismo dentro do hardcore. 26 musicas + um excelente cover do Uutuus. Kauppakartanonkuja 3 f 70 00930 helsinki, finland [email protected] ww.ifsociety.com/herodishonest

CD - POINT OF NO RETURN "Liberdade Imposta, Liberdade Conquistada" (Liberation) [Camarada Vermelho]
Após um final de banda que todo mundo sabia que não ia durar muito, estão aí de volta já há quase 1 ano. Lançaram agora seu segundo CD e já foram e voltaram da Europa nesse meio tempo em que o zine começou a ser escrito. Os caras destruíram tudo lá, segundo reza a lenda. Gerreiros do Vegan Straight Edge brasileiro. Ok, mas alguns gringos já perceberam que a banda tem muito mais que isso a dizer, só falta cair a ficha de alguns brasileiros que parecem não entender isso. A veia política é a força da banda: trata da questão palestina, de manipulação midiática imperialista, a guerra civil não declarada pela qual passam a totalidade dos países subdesenvolvidos, bem como boa parte dos desenvolvidos. Além do encarte com as letras em português e inglês, o disco tem um livreto com um conto que trata do surgimento da atual visão da banda com relação ao Straight-Edge. O som nesse disco ficou mais arrastado e sombrio que no primeiro e devo confessar que gosto mais do outro. Talvez por ter tido um impacto maior, não sei. Mas em todo caso, para os que gostam desse som mosh/metalcore arrastado com poucas partes mais rápidas, está ótimo. Ah sim, tem uma versão para "Massacred and dismembered culture" do MDC. Cx. Postal 4193 - São Paulo/SP Cep.01061-970 Brasil [email protected] / www.xliberationx.com/ponr

CD - CARAHTER "O intenso desespero sobre a decadência humana" (Liberation) [Camarada Vermelho]
Eu não gostava da DT do Carahter. A minha vontade de ver um show dos caras era mais por amizade que por qualquer outro motivo. Mal sabia eu o que me esperava naquele dia em BH, na véspera do Posifest. Caralho, foi absurdo. Eu fiquei muito empolgado com a banda e só não digo que é perfeito porque os poucos grinds que rolam são muito curtos. Mas ok, perfeito apenas eu. Não demorou muito mais que um mês para eu vê-los denovo em ação, lançando esse CD no Liberation Fest, véspera do Festival de Hardcore de São Paulo, em Julho passado. Novamente uma pedrada. Escuridão, desgraça, tormenta, destruição e sombra. É isso o que te espera nesse disco. Muito peso, muito arrastado e nem por isso moshcore. Na verdade passa longe disso, bem longe. Nem vou tentar descrever muito, só ouvindo o CD mesmo (que é muito bom) ou vendo o show (eu gostei mais ao vivo). As letras são políticas, diretas e curtas. Abordam questões como o problema das prisões e o sistema carniceiro de consumo, tão cruel quanto grandes ditaduras da história, mas escoltado pela ideologia transmitida pela mídia corporativa. Junto às letras, vêm suas traduções e alguns textos. A arte é muito bonita, com um encarte tão sombrio quanto a banda. Cinzento, com fotos da cidade e de sua violência. Muito bem montado, as letras escritas em uma cor prateada que dá um contraste bem legal com a capa. Mas o mais foda nesse encarte é o urubu. Tagori (vulgo GxA), o "artista", está de parabéns. [email protected] www.geocities.com/carahter

CD - 2 MINUTOS DE ÓDIO [Camarada Vermelho]
Grind, mas não qualquer grind. Punk, mas não qualquer punk. Numa gravação de ensaio que atingiu ótimo grau de qualidade a molecada de BH arregaça um som muito pesado e rápido com algumas partes mais arrastadas e sombrias. Gostei muito das 5 musicas desse disco. Uma pena que ainda não vi show dos caras, mas pretendo. A arte é uma capa de papelão dura, preta e com um desenho em tinta prateada por fora, acompanha um encarte em papel A3 xerocado com as letras, comentários e colagens. O bom aqui é que mesmo sendo um arte DIY e diferente do padrão da caixinha de acrílico, não cai no "padrão criativo" do papelão puro e simples. As colagens são legais e combinam perfeitamente com o que a banda tem a dizer. Letras políticas e pessimistas, mas ainda assim chamando para a ação. A visão de mundo desses caras é uma chaminé cuspindo fumaça cinzenta, o ser humano alienado de seu trabalho, exercendo exploração sobre os animais e sobre si mesmo, e ainda fingindo estar feliz com tudo isso. Cx. Postal 1350 Cep.30123-280 Belo Horizonte - MG [email protected] www.doisminutosdeodio.cjb.net

7" EP - BETERCORE/OLHO DE GATO (International Solidarity Release) [Camarada Vermelho]
Duas bandas rápidas dividem esse disco. É isso aí, não tem muito o que dizer: o Betercore é rápido, direto e com umas pegadas de youthcrew ao fundo. É da Holanda, segue então a ótima tradição do punk do país. Letras legais, políticas, e falando também de straight-edge. Destaque para uma que fala sobre a mulher se libertar das garras do marido e cair nas garras do partrão. O Olho de Gato eu não sei de onde é, mas segue a linha e faz o som rápido e com letras políticas. O engraçado aqui são os nomes de 3 musicas: Napalm Death, Dropdead e Paradise Lost. Hehehe. A arte é o básico do punk europeu mesmo: colagens em preto e branco, fotos de manifestações e da polícia. Um esquema bem crust tradicional, mas nem por isso ruim. www.noborder.org [email protected] [email protected]

7" EP - BLOODPACT/TIME-X (BEST TIMES RECORDS) [Allärm]
Tudo bem que os desenhos do Michael Bukowski são fodas, os traços deles são diferenciados e que ele tem feito capas para vários discos legais, mas putaquepariu, a idéia da capa deste 7" é horrível! O que seria, um SxE decepcionado com o mundo? Indignado? "Oh, porque não são como eu"? AAAAAIII... isso enfraquece. Ainda bem que capa de disco não correspondem ao conteúdo (pelo menos neste caso), porque aqui eu tenho uma das melhores gravações do Bloodpact. Eu sei que eles andaram sumidos desde o "01101", que muita gente escreve para eles e não têm resposta, mas isso não influi aqui. Bem mais rápido, mais sujo e o vocal está bem nervoso, desesperado. São 4 sons destruidores, sendo 1 é a regravação de "Life sometimes equals shit"... tem até uma música espanhol! O Time X hoje é considerada por muitos como uma das melhores bandas de Portugal (para mim só não é melhor do que o Mad Rats), e justiça seja feita, é mesmo! Youth Crew realmente empolgante, que tenta fugir da mesmice que às vezes muitos torcem o nariz para essas bandas mais novas do estilo. Algo que aparenta ser sincero, assim como as letras. Por dentro o encarte não incomoda tanto quanto a capa, em formato "livro" no tamanho da capa de um 7", aliás a parte do Bloodpact é bem foda. PO Box 229, Sacavém/Portugal [[email protected]]

LP - ABUSO SONORO "Herencia" (Agipunk) [Camarada Vermelho]
Os veteranos do crust nacional voltam com mais um disco foda. Há quem diga que mudou muito. Concordo, mas acho que foi pra melhor. As bases estão pesadas, as musicas mais longas e a bateria bem trabalhada, o som tá foda (só faltou dizer que a cozinha está em perfeita sintonia hahaha). Essa minha versão é a mais foda, porque é a italiana. Tem uma capa preta dupla muito bonita. O disco foi lançado também em CD pela Six Weeks nos EUA, em cujo encarte estão faltando algumas letras e informações, no entanto a banda já preparou um folheto para ser vendido anexo com tudo certinho. No LP italiano vem um encarte bem grande com letras e textos em português e inglês. Qualidade perfeita em todos os sentidos, tanto no esforço da banda quanto o do selo. Agipunk C/O Milani Giampiero C.P. 63 27100 - Pavia - Italy [email protected]

LP - SANGRAAL "Wolves of Armagedon" (Wicked Witch) [Camarada Vermelho]
Satanás, Pazuzu, Gorgoroth. Sim, o coisa ruim em formas musicais. Pegue maravilhosas bandas de black/trash metal anos 80 (Sodom, Destruction) e misture com hardcore bem rápido. Vocal doentio, malvado. Parece que o cara canta cuspindo insetos venenosos. Pois é, não poderia ser de outro jeito, a banda é formada por membros do Gehenna. A capa é ótima: jesus-bode e o coisa ruim sentados em um pentagrama, rodeados de velas e com um céu vermelho ao fundo. As letras? Temática medieval com pragas, destruição, magia... você pode pensar que extraiu alguma metáfora política dali, mas eles mesmos resumiram tudo muito bem em duas frases: "Sangraal apoia o uso de drogas, violência, suicídio, assassinato e tudo o que for um crime contra a cristandade". "Cavalgaremos novamente para esmagar a cabeça de deus". Wicked Witch Records: PO BOX 3835 1001 AP Amsterdam, The Nederlands

LP - ÜMLAUT "Havoc Wreakers - Outta Confuckentroll" (Combat Rock Industry) [Camarada Vermelho]
"Finland Ubber Alles". Depois do avassalador 6" que vinha com um número do fanzine norte americano "Inside Front", eles voltam com esse excelente LP. As musicas estão mais trabalhadas e de certo modo perderam o impacto, mas ainda são muito boas. Crust/Grind no melhor estilo finlandês, mas com mais peso, melhor gravado e mais bem tocado. Um tanto caricato na estética, é verdade; mas essa é a intenção e não poderia ser diferente, já que a banda é americana. Pra quem ainda não sabe, são membros do Catharsis, fato facilmente perceptível pela voz. As letras, sobre guerra, radiação, tomar as ruas com motos ultra-velozes... vêm junto com comentários explicativos em um livrinho de umas 14 folhas, em formato A5 e ótimo papel. A arte é em colagem: caveiras, pregos, mascaras de gás, motores, motorcicletas, cães, muros pixados... Mas ainda acho que o som é o grande lance aqui.

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Faca Cega #2

Algumas podem parecer muito duras, mas não tomem as críticas como algo pessoal. Eu nem conheço a maioria dos autores desses zines. É também através da crítica que se melhora, certo? Eu não quero ninguém falando que meu zine é ótimo se ele for uma bosta. Só pra constar: apesar de ter recebido alguns, não faço resenhas de zine de poesia. Na maioria das vezes eu não gosto de poesia. Foda-se.

Zines

A.L.A.I. #00 R$1 (c/correio)-20 pgs.TamanhoA5- xerox
O "Aliança Libertária Anti Imperialista" é feito numa mistura de colagens, textos impressos e escritos à mão, que nesse caso não oferece um visual muito atrativo. Tem umas poesias e textos sobre direitos dos animais, a farça das eleições, Zapatismo, EZLN, entre outros. Poderia ser mais legal se os textos não fossem tão resumidos (uma média de 3 parágrafos cada). Parece mais uma coletânea de panfletos que não trazem nada novo sobre esses temas tão batidos. Sei lá, talvez sirva como uma válvula de escape pra quem escreve. Todo mundo precisa de uma, não é? Cx.Postal 3244 Cep.28060-200 Cuiabá-MT

Descarrego #01 18 pgs.TamanhoA4-xerox
Esse aqui também é feito de colagens, impressão e mão livre, mas deu um resultado bem melhor. Eu fiquei feliz de ler porque me lembrou o encarte da Demo do Jäzzus de 2 anos atrás. Ainda mais lendo isso agora, 1 semana após o fim da banda. Não estou dizendo que ele nos copiou, já que esse visual, mesmo sendo legal, não é muito original. Os textos estão legais, ao mesmo tempo que se aproximam da maneira que escrevíamos na época da DT se afasta por estarem bem melhores. Sinto aqui uma dose de sarcasmo na medida certa. Pra completar esse número tem entrevistas ótimas com o Colligere e o I Shot Cyrus. Um bom zine vindo de Alagoas. Vamos lá garoto, diga o que você conhece do punk rock brasileiro acima da região sudeste? Compre, troque! Lucas M. Fonseca - Rua Campos Teixeira Nº 1320, Ponta Verde, Maceió - AL Cep.57035-290 [email protected]

Babette D. #4, Ano 3 38 pgs. - Tamanho A4 - xerox
O visual é aquele esquema básico do word que eu também uso. Mas nesse caso, com um pouquinho mais de esforço pra aprender sobre o programa, poderia render melhor em espaço e aparência. Tem alguns contos, uns reais outros não. A "Retrospectiva 2001" trata de 3 eventos: A20 - Gênova - 11 de Setembro, mas não acrescenta pra quem já sabe um pouco sobre isso e nem é suficientemente explicativa pra quem não sabe nada. Aquele texto "A defesa de um terrorista" do Emile Henry, me desculpem, já deu no saco! Saiu em 365 zines, chega. Termina com uma história em quadrinhos legal sobre o MST. A melhor parte do zine acaba sendo a das entrevistas: Incesto e Dissentiment. Vale a pena conferir. Fábio Souza - Cx.Postal 11671, Cep.05049-970, São Paulo - SP

Ser A! #6, Ano 3 8 pgs. - Tamanho A5 - xerox
Esquemão legal de colagem e impressão. Um conto, um texto sobre a "Ameaça Comunista" que é o Lula. Umas divagações que não entendi por preguiça. Eu sou chato. Keila - [email protected] Feijão Revolução #1, Dez/2002 8 pgs. - Tamanho A5 - xerox Colagem, impressão e mão livre. Também parece uma série de panfletos basicos sobre Estado, Família e Religão, Desobediência Civil e Ação Direta, Ilusão Eleitoral e ALCA. Traz um texto dos situacionistas intitulado "A Todos Trabalhadores" de 30 de Maio de 1968, mas que eu não consegui ler pela má qualidade da minha cópia. Rafael - Rua Jornalista José Baptista dos Santos, Nº8 - Gruta de Lourdes, CEP.57052-140, Maceió - AL, Brasil - [email protected]

Sacred Profane 10 pgs. - Tamanho A4 - xerox/impressão/colagem
Esse zine traz umas imagens, colagens e textos numa linguagem meio poética, meio narrativa que não me agrada muito. Há um certo desperdício de espaço, que eu não sei se é proposital ou não. Os assuntos são jogados mais ou menos ao acaso, tratando predominantemente de valores e mudanças relacionadas, a princípio, com indivíduo. Influência nítida de idéias e formas da Crimethinc. e do Catharsis. Raphael - Rua Camélia 202, Jardim Planalto, Colatina-ES

Ervilha #1 8 pgs. - Tamanho A5 - xerox
Você pode achar bom ou ruim, mas o fato é que esse zine tem sua identidade estética definida. Alterna coisas de computador com outras feitas à mão, mas sem ficar um bagulho sem noção (ok, a capa é no sense). Ainda por cima tem uns toques coloridos à mão, ou seja: a editora coloriu um por um. Como ela mesma diz, não tem um tema definido pro zine. São 4 textos, o editorial e alguns gráficos ilustrando e informando. Gostei do primeiro e do último texto, um sobre a família e outro sobre a escola, dos outros não. Tudo é escrito na primeira pessoa. Acho que esse zine tem tudo para crescer e ficar foda. Soraia - Rua General Osório, 1525, Apto.112 - Velha-Blumenau-SC - Cep.89041-001

Outspoken #4, Ano 4 20 pgs. - Tamanho A5 - xerox
Esse zine é interestadual. Uma editora é de SP e a outra de BH. Tem um visual legal, uma diagramação acima da média e uma qualidade de xerox muito boa. Traz uma matéria legal sobre a pintora Frida Khalo, entrevista com o Carahter, resenhas de livros e alguns textos. Vale a pena conferir! Glauce - Rua Maranguape, 341/401, BH. MG. Cep.30480-190 [email protected] Karina - Rua Barão de Jundiaí, 545/12, Alto da Lapa, SP.SP. Cep.05073010 [email protected]

Cucking Stool #1 40 pgs. - Tamanho A5 - xerox
Caralho isso é bizarro. É um zine de contos atacando a moral e os bons costumes. São 11 historinhas pra ler com a família reunida. O nome de cada conto é gigante. "Eu não li tudo, mas minha sogra leu e disse que é muito bom". Tem várias ilustrações surreais e o texto é datilografado. No final tem um livreto colado que é uma série de fotos e frases preparando para o anúncio do livro de contos do mesmo autor: "Pessoas Decentes!(?)". Luiz Gustavo - Av. Paulo Maciel de Moraes, 402, Santo Antônio da Patrulha/RS Cep.95500000 [email protected] IEMAI Cx.Postal 21205 Porto Alegre, RS. Cep.91310-000, Brasil. Iemairecords@hotmail.

One Voice #4, Ano 4 14 pags. - Formato Tablóide - Jornal
Vou começar elogiando o formato que é o meu sonho. Jornal, tablóide, boa impressão (tirando umas 2 páginas falhadas, mas dá pra ler). Esse é um zine 90% musical. E eu não vejo problema nenhum nisso. Apesar de eu preferir misturar mais as coisas, também gosto de pegar coisas assim de vez em quando. Mas, a seleção das bandas pra entrevistas e matérias não me agrada muito. É questão de gosto mesmo. A entrevista com o Ação Direta é enorme e a maioria das respostas é previsível. Diário de bordo do Macakongs... não me atrai. A entrevista com a Läjä Records é engraçada, mas também achei muito comprida. Pelo menos dá pra ter uma noção de como surgiu o selo e o que o Mozine quer (ou não quer) com isso tudo. Quando a questão se volta pro exterior piora muito. A entrevista é com o Most Precious Blood, e tem algo tipo top 10 do cara do Snapcase. Porra, essas bandas dividem o nome hardcore com a gente, mas definitivamente não fazem parte da mesma coisa. Aquele modelinho americano hoje não é mais que um nicho de mercado. A melhor parte do zine são as resenhas, muitas, e isso é ótimo. Cx.Postal 12905, Goiânia, GO. Cep.74643970 [email protected] www.onevoice.hpg.com.br

CDs

The Dirty Dogs - Petualang Broken Noise Records
Esse disco vem da Malasia, o que por si só já disperta interesse. A banda é formada por 3 irmãos. São 20 faixas de um hardcore crust D-Beat tradicional bem tocado. Mas tem algumas peculiaridades... o vocal é gutural, mas muito bizarro. Não parece que é algo cantado no microfone, mas um barulho que permeia todo o ambiente. Tem uns solos de guitarra estranhíssimos também. Feio. A guitarra base, não sei se pela gravação, é um pouco sem peso. A arte é legal, a capinha é de boa qualidade e tal. As letras são na língua deles, então eu não entendi porra nenhuma. C/o Zam 504, Blok 24, 40000 Shah Alam, Selangor, Malaysia. [email protected]

Are You God? - "O EP Espelho de Carne" - 2 + 2 = 5 Discos
Grindcore técnico. Redondo, foda. O show também é muito bom. Muita energia, peso e velocidade. A capinha é de papelão, com nas cores dourada e preta, o encarte é num papel vagabundo de jornal, a arte é tosca mas tem as letras, aliás, não lembro do que elas falam. Pelo recado que tem no encarte dá pra ver que eles têm uma certa obsessão por gravações digitais. Hehe.

Split: Colligere / Faded Grey Seven Eight Life Recordings
O Colligere voltou mais Iron Maiden e mais melódico do que nunca. Mas ainda é hardcore hehehe. O vocal do Rodrigo na minha opinião piorou um pouco, mas não chega a comprometer. O disco é bom, as letras continuam boas, mas o primeiro ainda é mais foda. São 6 sons deles e 1 versão do Turning Point. O Faded Grey é (ou era, porque já acabou) uma banda de Las Vegas e toca um hardcore oldschool com melodias. Uma mistura de Chain of Strenght com By the Grace of God. É legal, mas nada acima da média. A arte do disco é feita com uns desenhos bastante diferentes, em cores fortes, interessante. Cx.Postal 1860, Cep.80011 970. Curitiba, Paraná, Brasil. [email protected] www.colligere.cjb.net

Chuck Norris XColetivo AbismoX
"Ai mamãe, ai papai!" Esses muleques do ES só fazem barulho feio. Como o nome e a capa indicam, o som é grindcore/hardcore na linha do... Charles Bronson. Pois é, eu não curto essa coisa de copiar arte, nome etc, mas o som é muito bom. Não é qualquer cópia safada, hehehe. 14 faixas desgraçadas de rápidas em uma boa gravação, bem acima da média das bandas mais desgraçadas. A capa é um papelão fechado com velcro e tem colada, óbvio, a foto do Chuck Norris com uma pistola na mão. O único chato é que não vieram as letras... ou foi só no meu? Comprem essa porra. A/C Lucas Rua Adalton Santos, 120, Itapoã, Vila Velha, ES, Cep.29101440, [email protected]

Cutting Edge - The Speed, The Power and The Fuck CD-R, mas não parece.
Capinha bem legal feita em gráfica, com letras, fotos, tudo no esquema. O som é rápido, misturando hardcore NY com uma coisa meio Left For Dead. Eu gostei muito do CD e o show é mais foda ainda! Tem a entrevista que está nesse número, confira. São 8 músicas e um rap bizarro no final. Fabio, Av. Ana Costa, 450, apto12, Gonzaga, Santos-SP. Cep.11060002 [email protected] www.cuttingedge.rocks.it

Pandemonium - Sex, Drugs, Stocks and na old man talking to himself - Coalition Records
Eu sempre quis ouvir algo mais deles. Só conhecia 2 ou 3 faixas de uma coletânea safada aí. A única informação que eu tinha é que eram da Holanda, do começo dos anos 80 e que "é tipo Lärm". Agora saiu esse CD duplo, muito foda. A arte é legal, um livreto com letras, fotos dos squats da época e da polícia tentando desalojá-los. Tem fotos e cartazes de shows também, visual "bandana thrash", na época que isso nasceu. Não fala nada, mas acho que é a discografia. São 44 faixas no CD 1 e 21 no CD 2, que também tem 2 vídeos pra ver no computador. Só consegui ver um, que são duas musicas num mesmo show, muito foda. O som de fato lembra Lärm, mas é menos rápido e conforme a banda foi evoluindo ficou melhor que o Lärm. Hardcore rápido, politizado, simples, com vocal limpo (mas gritado) e uma influência do hardcore americano, com certeza. Se você é sortudo e tem uns dólares sobrando na gaveta tente pegar esse disco, excepcional! Coalition Records, Newtonstraat 212, 2562 KW Den Haag, The Netherlands www.coalition-records.com

LPs

Infest - No Man´s Slave Deep Six Records/Draw Blank Records
Talvez o melhor disco de hardcore rápido dos anos 90. Caralho, como esses filhos da puta conseguem? O bagulho é muito rápido, tem umas partes mosh e é tudo muito bem tocado. A última musica tem mais de 5 minutos e é instrumental, toda lenta e arrastada, sem ficar chato. Profissional, no bom sentido da palavra. Quase perfeito. O engraçado é que foi gravado em 1995, mas o vocal só foi feito em 2000 e o lançamento em 2002. A capa não é nada sutil: um sujeito ajoelhado, amordaçado, pronto pra morrer. O encarte é meia boca, uma folha de umas 10" com as letras; essas sim, sangue no olho, políticas mas escritas (e cantadas) do tipo dedo na cara. Muito raivoso, muito rápido, muito foda. Muito espaço sobrando, mas nenhum endereço.

Eps

Coletânea: Time is Money Hate Rock Records
Será que o hardcore brasileiro vai virar "cult" igual ao japonês? Eu sei de pelo menos mais 1 coletânea gringa só de bandas brasileiras, além dessa. Mukeka, Jäzzus, Cyrus, ADPN, Life is a Lie, Preto Velho e mais um monte. Quase que só tem coisa rápida, exceto pelo heavy metal melódico do Colligere. A arte é meio no-sense: um mapa rodoviário do sudeste brasileiro ao fundo, uma figura que eu não sei se é um cherife ou um bandido norte americano, num naipe meio "Hermes e Renato". Bizarro. Hehehe. Mas no geral o disco é legal, tente pegar com alguma das bandas pra não ter que importar né. P.Weidemann, Jossastr. 4, 36272 Niederjossa, Germany [email protected]

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Faca Cega #3

Demos

GARRANCHO EM LÁPIDE:
Hardcore ultra-rápido vindo do interior do Paraná. Ponta Grossa, onde o Skate-Punk está no espírito. A gravação não é das melhores, mas porra, é uma demo-ensaio punk, o que esperar? Letras muito boas, acidez escorrendo e escritas de forma que o leitor perca o fôlego. A estética é da capa é total skate-caveira à lá Septic Death e o encarte vem com todas as letras. Eu recomendo. Jean: R. Jandaia do Sul 565 - Cipa, Ponta Grossa, PR, 84036440.

INTIFADA:
Eles gravaram essas musicas sei lá quantos anos atrás e só foram lançar esse ano. Segundo eles a banda mudou, provavelmente melhorou. Ainda assim eu acho que essa fita dá pra ter uma idéia do que é o som. Hardcore com partes grind, e influências de metal escandinavo. Tem um vocal mais gutural e outro mais rasgado. A vantagem é que não fica enjoativo, mas eu prefiro um vocal só variando em si mesmo do que duas pessoas diferentes. Sem contar que eu não acho que isso funciona bem no palco. Apesar de eu ter visto um show deles e gostado! A capa vem com uma figura naquele esquema "medieval macabro", bem legal. As letras são bem cinzentas e cheias de metáforas. São 4 sons deles e pra finalizar tem uma versão para Hellnation dos Dead Kennedys! Ricardo: Rua Diana, 673, apto II, Perdizes, São Paulo, SP, 05019000 [email protected]

DIÁSPORA:
Pois é, eu também achei que o Diáspora tinha acabado. Mas aqui está uma gravação recente, bem melhor que a da outra demo, que era um ensaio com energia, mas tosco. Hardcore rapidão, vocal berrado do Marcelo, O Humilde (Intifada, Constrito...). Eu acho muito bom, é uma pena que só tenha 2 músicas. E na minha, que é "especial", vem uma introdução que o Jegão falou que é Integrity. Hehehe. O encarte é bem simples. Na capa uma figura que eu acho que é Asteca, Inca, sei lá. Parece coisa das assim chamadas "civilizações pré-colombianas". Dentro tem as letras, que são bem boas também... políticas e diretas, confira. [email protected]@hotmail.com www.xdiasporax.cjb.net

AJUDANTI PAPAI NOEL "DT 2"
Essa demo é foda. São 11 sons de hardcore ultra rápido, descarregados na sua cara. A gravação é razoável. Eu gosto muito do vocal do Alex... o do Leo também. Mas eu acho que gostei de 2 vocais aqui por que eles poderiam sair de um cara só (como é a banda hoje...). Nas musicas dessa demo, estão procurando um ponto entre Infest e Spazz (dos bons discos, como La Revancha), e já bem próximos. Na próxima gravação vocês vão ver que já encontraram (aguarde e confie). As letras, que estão todas no encarte, são boas e bem curtinhas. A capinha é bem legal, tem umas ótimas colagens e, apesar de ser em xerox preto e branco, está com uma boa definição! Não é tosqueira ao extremo, ta tudo bem feitinho. Quem criou e montou isso aqui estava ouvindo White Christian Disaster na hora. Tinha uma versão colorida muito bonita circulando, mas o Léo é um pão duro e só me deu essa aqui em xerorx mesmo. Mas mesmo assim vale a pena! Contato: ver entrevista.

CHRISTMAS SHIT "A Face do Inimigo"
Vila velha, som rápido. Focalizou? É... mas com uma gravação boa fica bem melhor. É isso aí. A melhor musica é logo a primeira, hardcore com uma ligeira levada crust, bem legal. O som da guitarra ta grosso. Nas outras musicas tem tem uma pegada metálica, umas partes mais arrastadas. Sinto uma influência do Parental Advisory aqui... O encarte é ótimo, um livrinho com capa dura e encadernado. Todas as letras tão aqui, mais umas fotos e colagens. O ponto fraco é que as imagens são de péssima definição, fica tudo meio estourado. Ainda assim vale a pena conhecer a banda! Ricardo: Rua Jorge Majestade, nº11, Novo México, Vila Velha, ES, 29104060 [email protected]

NO VIOLENCE "Queime Hollywood, queime" (Cospe Fogo)
Eu gosto do No Violence desde que conheci. Mas a gravação do CD "Consensus" não é grande coisa. Depois veio aquele split 7" com o Abuso Sonoro, que é ótimo. Mas com todos os problemas de troca de formação, demorou muito pra sair coisa nova. Mas aqui está, um CD-R-Demo no esquema caseiro, e muito bom. O som continua muito veloz e com o vocal está lembrando Heresy. A gravação é bem boa para o nível de cd-demo. Vem com todas as letras, que são boas e políticas. Eu só não gostei da letra de "Invencível", não pelo tema - resistência indígena - mas pela maneira com que foi escrita. Mas isso é um ponto muito pequeno dentro do disco como um todo. Peguem pq vale a pena! A arte é ótima, com essa temática de filmes de Hollywood - super heróis, cowboys, helicópteros... apologia do combate ao terror, hehehe. Tudo em xerox, capinha de papelão, bem fvm. Vale a pena pegar! Rua Baturité, 267, São Paulo, SP, 01530030

BANDANOS (Cospe Fogo)
Mais um cdr-demo, no mesmo esquema de capinha caseira do No Violence. Você pode conferir mais sobre eles na entrevista dessa edição, se é que já não o fez. São 4 ótimos sons de estréia desse crossover hardcore-trashmetal (bem mais pra hardcore) no naipe das bandas do fim dos anos 80 mesmo. As músicas são boas, a gravação é legal, as letras também são boas. Tudo em português e escrito no encarte. A arte é também no estilo skate-caveira, e não podia ser diferente, dadas as influências. Não deixe de pegar o seu! Contato: leia a entrevista.

7"

DISCARGA "Que Venha Abaixo" (Pecúlio Discos)
Esse é um dos melhores compactos já lançados no Brasil. O Discarga está excelente aqui e no CD. Eu gosto muito das músicas do "Eletric..." que eram inéditas. Mas acho que só agora o Juninho conseguiu imprimir a força dele no som. Continua muito rápido, com vocal de moleque, foda. Mas tem umas variações de baixo em velocidade extrema que fazem uma diferença incrível. Alguns refrões no esquema Cólera, que já tinham marcado as excelentes músicas da lendária coletânea "Thrashmaters", estão de volta. Perfeito. A arte é bem legal, "skate-caveira", em 3 cores e com um papel grosso. Tem com todas as letras, todas simples, políticas, diretas, desesperadas e cativantes. São 7 musicas, sendo um cover do Septic Death. Se você ler os títulos na ordem, vai perceber que formam uma frase... Júnior: R. Dom Mateus, 44, apto 83, São Paulo, SP, 01548030 www.discarga.cjb.net

INFECT "Estrépito" (Commitment)
Esse disco é do ano passado, as gravações são de 2000 e 2001 e saíram por aqui em outros formatos. Além disso a banda já acabou. Então por que isso está aqui? Por que não é todo dia que uma banda formada só por meninas da América Latina, ainda por cima tocando hardcore ultra-rápido, merece atenção lá na gringa, muitas vezes macho-branco-eurocêntrica. Esse compacto deu uma boa geral nessa fase intermediária da banda e é um ótimo registro. Vem com todas as letras - que são bem escritas, políticas e diretas, temática classista/comunista (entre outras...) que me agrada bastante, um chute no saco do sistema (ehehe). Estão todas em português e traduzidas para o inglês. A arte é legal, tem desenhos e fotos. Papel bom, em quatro cores, predominando o preto e vermelho. E o vinil é melhor que o compacto lançado no Brasil também, não comprometendo a qualidade do som. As músicas são rápidas, com bons refrões, eu gosto muito. Cx. Postal 3666, São Paulo, SP, 01060970

GUITAR GANGSTERS "Lord of the Dance" (Rampant Music)
Uns meses atrás eu estava em SP e por acaso tinha uns shows de punk rock no mesmo período. A moçada do rolê77 tava em peso. Eu vi essa banda inglesa durante a semana, foi legal e tal, divertido. Aí no sábado eu vi outro show deles que foi beeem melhor. Punk rock 77, com levadas e melodias bem grudentas, excelente. Os caras são bem coroas e tão aí se divertindo até hoje. Esse compacto eles distribuíram de graça no segundo show. A temática é dança e futebol, hehehe. Inclusive a capa é totalmente futebol. Não vem com as letras, mas não parecem ser grande coisa. É entretenimento puro e bom. Rampant Music, PO Box 3806, Southgate, London, N14 6NB, [email protected]

CDs

OS EXCLUÍDOS "Antes de Tudo"
Boa banda de punk rock 77, com bastante melodia e vocais bem trabalhados. Eu gostei muito desse CD-EP! Lembra um pouco o Buzzcocks, mas com outra cara... Tem umas letras legais, mas nenhuma me chamou muito a atenção... o melhor é que é cantado em português. Faltava uma banda nesse estilo cantando na nossa língua. A arte da capa é meio feia, mas beleza, não compromete. Vem numa capa de papelão que se desdobra em 3 partes. Tem todas as letras e umas fotos. Vale a pena! Cx.Postal 21252, São Paulo, SP, 04602-970, [email protected]

VITAMIN-X "Down the Drain" (Peculio Discos)
Essa é a versão brasileira do LP gringo, lançada para apoiar a tour dos caras por aqui. Como essa versão é em CD, rolou de acrescentar umas coisinhas como o EP "People that Bleed" e umas faixas bônus - 38 músicas!! O Vitamin-X era uma banda youth-crew straight edge meio que de zoeira, ironizando a banalização do estilo mesmo. Mas resolveram levar mais "a sério" e fizeram aquele outro disco que saiu no Brasil "See Through Their Lies", que é um disco legal, bem mais rapidão, thrash, com umas melodias aqui e ali. Mas acho que é nesse aqui que eles se acharam. Continua um thrash rapidão com umas influências youth crew. Mas está bem mais energético, com umas guitarras hard-rock enfiadas no meio disso tudo. Tem até uma homenagem ao "Deep Wound" em "Herida Profunda". Eu gostei bastante. As letras são boas, bem politizadas e nervosas. O encarte é completo, com muitas fotos, as capas dos discos e as letras. Vale muito a pena pegar esse disco. Contato: ver entrevista.

DISCARGA "Sem Remorso" (Laja/Liberation)
Porra, fudido. Eu já comecei a falar sobre o disco na resenha do EP. Então é isso aí, o Discarga deu um salto à frente, qualitativo e criativo, em relação ao disco anterior. As musicas continuam rápidas e curtas, com refrões cativantes. Mas certamente houve uma virada em direção ao punk velho nacional. Basta ver o cover de "Fim do Mundo" do Psykose. Tudo bem que a versão original é inaudível de tão irritante, ainda assim ficou legal aqui - hehehe. O baixo está com uma distorção muito boa e fazendo umas variações nada convencionais pra esse tipo de som. A gravação é muito boa, não tem nem o que comentar. As letras continuam simples, curtas e diretas. Mas há um pouco mais de desespero aqui, um tanto de pessimismo até... tem a ver com essa volta ao punk nacional. A arte é toda em cinza, preto e branco. Tem umas caveiras de algum bicho que eu não sei qual é. Hehehe. Ficou classe. A capa é Motorhead total. O engraçado aqui é que a capa fica na parte de trás do CD, a lista de músicas fica na frente. Ou seja, a frente agora é atrás, uma zona hahahaha. A idéia é boa por que fica com mais espaço pra capa (já que ganha aquela lateral, onde se escreve o nome da banda ou simplesmente não se aproveita). Mas, ao mesmo tempo, eu não me acostumo a pegar o CD já pensando nisso, sempre estranho quando olho. Contato: o mesmo do vinil 7"

I SHOT CYRUS "Tiranus" (Läja/Liberation)
Esse disco está foda. O Cyrus vem com mais 15 sons de hardcore muito rápido e pesado. Eu já gostava muito antes, principalmente na "Drunk Fools...", com aquela bateria caótica do Pierre. Mas a entrada do Boka na deu mais força e precisão, além de uma maior segurança pra fazer umas músicas com mais variações de tempo, isso foi muito bom. Alguns solos de guitarra foram acrescentados e estão sobressaindo - isso me lembrou um pouco o Newspeak, mas menos estranho e com um pouco mais de virtuose de metal (mas não é nem de longe uma banda metal!!). Uma música é uma homenagem à duas clássicas bandas italianas: Negazione e Impact. Tem também uma versão com letra adaptada (Bush...) do Crumbsuckers, banda que eu não conheço. As letras são boas, políticas em sua maioria. A maioria em português, com algumas em inglês, espanhol e italiano, com as respectivas traduções para português ou inglês, conforme necessário. O encarte está legal, com uma capa feita de colagem vinculando $, Bill Gates, a KKK e a bandeira americana - é punk porra. Dentro tem as letras e fotos p&b dos integrantes. Atrás, como não poderia deixar de faltar, uma foto do filme "Warriors", que deu nome à banda. Cx.Postal 3666, São Paulo, SP, 01060970 -O

INIMIGO "Cada um em dois" (Vida Simples/Liberation)
No último número do zine eu disse que a fita demo deles era candidata à melhor do ano. O ano não terminou e já estou com o CD na mão há alguns meses. São 12 ótimas músicas de punk rock com melodias bonitas e agradáveis - no final uma ótima versão para "Quanto Vale a Liberdade?", do Cólera. A bateria sempre na mesma levada cadenciada, e acho que deve se manter assim, já que a única musica com uma parte um pouco mais rápida ficou meio genérica, legal, mas nada demais. As cordas são uma guitarra base, o baixo bem definido e uma guitarra com várias variações e pequenos solos. Lembra Embrace - mas já disseram isso muitas vezes. Algumas letras (quase tudo em português) são bem mais subjetivas que a média no punk rock, mas sem deixar de serem interessantes ou políticas. Tem um texto legal (ou dois complementares) que trata de alteridade subjetiva e ao mesmo tempo é uma contestação a um sistema social objetivo, eu prefiro não comentar muito, é melhor cada um ler e tirar suas conclusões. A capa está bonita, com um logotipo familiar (he-he-he...), o fundo preto e uma máscara branca e bonita. Aliás, o encarte todo tem essas máscaras, mas achei que dentro não funcionou tão bem. As letras estão em preto no fundo branco, até aí ok. Mas as outras máscaras não ficaram muito bem ali, ficou parecendo enciclopédia ou livro de segundo grau, sei lá. A foto da banda eu acho que era pra parecer envelhecida, mas acabou ficando estranha. Talvez seja algo da impressão, eu não sei, não entendo nada disso. Mas é claro que isso não compromete o disco nem um pouco, vale a pena pegar, ainda mais por que foge do comum dentro da cena punk e principalmente straight-edge do Brasil. Contato: Mesmo endereço do Discarga [email protected] www.xliberationx.com/oinimigo.html

FLICTS "Canções de Batalha" (Subway)
Uma coisa da qual eu sempre senti falta era uma boa banda de punk rock oi! em atividade no Brasil. Aqui está, com todas as cores, Flicts. O nome é um pouco esquisito, vem de um livro do Ziraldo que eu li quando era criança. A história em resumo é a de uma cor chamada "flicts" que não se adaptava e não se encaixava junto às outras... acho que é isso. Vamos ao disco. Temos aqui 15 músicas de um ótimo punk rock com refrões cativantes, é muito empolgante. A gravação é muito boa, o baixo está bem nítido ao fundo, a bateria no ponto certo e a guitarra também está beleza. Vocal cantando gritado, mas dando pra entender todas as letras, bem legal. O coro em "Lá se vai o campeonato" é genial. As letras são variadas entre o político (anarquista) e o pessoal. Tem uma sobre futebol que é muito boa, parece que você está no jogo, hehehe. Algumas tratam de temas que não têm muito a ver comigo (cerveja, encher a cara...), com os quais não me identifico, mas isso não impede que eu goste da banda. Aliás, a arte é toda feita baseada em brasões de rótulos de cerveja, isso ficou muito legal. A capa é coloridona, com um soldado que além da arma carrega um violão. Muito bom. Cx Postal 70505, São Paulo, SP, 05013990, [email protected] www.bandaflicts.cjb.net

Zines

UNABOMBER #5 28 pgs. Tamanho A5 - xerox
Quinta edição, só de ter chegado até aí merece um comentário. Bem, traz textos políticos, poesias, comentários sobre filmes, um pôster muito louco de uma velha mucho very louca, entre outras coisas. Tem umas colagens legais e umas muito feias. Douglas: Cx.Post 3133, Belo Horizonte, MG, 30140970, [email protected]

CONTEÚDO ATIVO #1 12 pgs. Tamanho A5 - xerox
É bom receber notícias provenientes de áreas não centrais. Esse zine de Maceió traz alguns textos panfletários sobre assuntos já tradicionais como sexismo, liberdade... nada muito inovador. Tem um pequeno texto do Malatesta: "Princípios gerais do anarquismo". Traz também algumas letras de bandas de punk rock. E traz um release da banda Misantropia, também de Maceió. Henrique, Av. Monte Castelo, 138, Vergel, 57015130 ou Lucas [email protected]

XAGAINSTX #2 18pgs. Tamanho A5 - xerox
Esse zine é quase todo montado e escrito à mão. Começa com umas letras traduzidas do Good Clean Fun, cheias das piadas já batidas e sempre repetidas. Tem entrevistas com Boysetsfire e Condolência. Boa parte da informação aqui é datada ou boba. Traz um texto opiniões limitadas sobre straight edge, do tipo "se caiu nunca foi", entre outras bobagens. Tem um texto sobre ecoterrorismo. Não estou nem aí para a propriedade destruída, não defendo as empresas boicotadas, etc. Mas acho esse tipo de ação muito limitada quando não for contraproducente... os casos positivos parecem ser as exceções. Alex Soares Rua Antônio Marcondes, nº 19, Guarulhos, SP, Brasil Cep.07270-110

FEIJÃO REVOLUÇÃO #3 8pgs. Tamanho A5 - xerox
Esse é o zine do Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares. Acho que eu já fiz uma resenha de outro número dele, lá no FC#2. Mantém o mesmo esquema de ilustrações simples, textos básicos e atrás um cartaz da guerra civil espanhola. Eu destaco aqui um texto do Maurício Trajtenberg, sobre o Malatesta. Esse cara tem bons textos... lembro-me agora um da Rosa Luxemburgo, recomendado pelo meu amigo Leonardo Marx, que certamente vale a pena ler. Rafael: Rua Jornalista José Baptista dos Santos, 8, Gruta de Lourdes, Maceió, AL, 57052140 [email protected]

SCHOOL OF LIFE #2 16pgs. Tamanho A5 - xerox
Esse é mais um zine de fora do eixo Sul-Sudeste, e isso é ótimo! Dessa vez o bagulho vem de Belém, Pará. É um zine bem simples e legal, da molecada straight-edge de lá. Tem entrevistas com a banda Toxi, também do Pará, e com o Paura, de SP. Além disso tem coluna do Rodrigo Vida Simples e do XraladoX que é um cara de lá mesmo... E tem um texto introdutório à história do hardcore, que é legal mas da uma vacilada ao tentar definir várias "vertentes" que acabaram sendo um monte de nomes que não dizem muita coisa... A minha dica aqui é que eles façam formato A5 mas em livrinho e não em varias folhas soltas grampeadas no canto, fica mais bonito e fácil de manusear. Entrem em contato! Luiz Júnior: Conj. Satélite, WE 11, 1145, Coqueiro, 66670230, Belém, PA

PIRULITO #2 12pgs. Tamanho Tablóide - gráfica p&b
Esse é um zine de skate, também de Belém do Pará. Traz matérias musicais com o show de lançamento do #1, do Rock Contra a Fome, de 20 anos de punk em Belém, entrevista com as bandas Switch Stance e Delinquentes ; e do skate com Michel Babu e sobre a 3º etapa do circuito paraense. O que mais me chamou a atenção aqui é que tem a matéria sobre sxe que o Pedro fez pro site dele. Cita a fonte e tudo. Só publicaram uma parte, o resto vem nas próximas edições. Trav. 9 de Janeiro, 1459, ap.101, São Braz, 66063240 [email protected]

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