Portenha
da Penha, Portella na pele,
revela,
numa dança malaguenha,
talentos
flamencos, acentos de Malis,
timbales
nunca dantes navegados
A voz
diz bem rouca, no soy hincha de Boca,
a cora
flertou com o bandoneon
só
vai se deitar com a voz de Keita
e
quem tá, ouve Gardel quando acordar
as
cúmbias, merengues, tantos Titos expoentes
os
manos de conga e a Manu, só de bongô
que Mongo, fagueira,
ela é
percussa eu sou de Madureira
Manu
de Bangu
mistura
a levada do guaguanco com a do maracatu
Manu,
que jongo
Tem
um atabaque em Miami e outro em Nova Iguaçu
Manu
de Bangu
mistura
a levada do guaguanco com a do maracatu
Manu,
que mambo
tem
um djembê e um chequerê cor-de-jambo
Que
rico, diz ela, a cor de canela,
Manuela, numa salsa caribenha,
As
mãos em delírios por Willies e Blades
saudades
de batás de outras cidades
batuca
pra viver, não é hincha de River
a
clave se encantou com o caxixi
Depois
de acordar ouve Airto ou Naná
many
slaps serelepes no jantar
Os
quintos dos bródis encantam guajiras,
pagodes
animam
o fandango e a Manu, só Dibango
que
tango, que dengo,
e ela
é Bangu e eu torço pro Flamengo