Inserindo
a sonda nasogástrica
Material necessário:
–sonda de calibre adequado
–lubrificante hidrossolúvel
(xilocaína a 2% sem vasoconstritor)
– gazes
– seringa de 20 ml
– toalha
– recipiente com água
– estetoscópio
– luvas de procedimento
– tiras de fita adesiva
(esparadrapo, micropore, etc.)
Passos para
obter o sucesso na sondagem nasogástrica.
Para o paciente, a sonda
nasogástrica pode representar uma experiência negativa devido
à dor causada por microtraumatismos de mucosa e reflexo do
vômito gerado durante sua introdução. Para minimizar seu
sofrimento, é imprescindível orientá-lo quanto à necessidade
da sonda e etapas do processo.
1º
Como a sonda nasogástrica é um procedimento realizado sobre
limites anatômicos externos, deve-se estar muito atento para
estabelecer o mais precisamente possível esses limites
descritos na técnica. O comprimento da sonda a ser introduzida
deve ser medido colocando- se a sua extremidade na ponta do
nariz do paciente, alongando- a até o lóbulo da orelha e, daí,
até o apêndice xifóide; marcando esta delimitação com uma

no estômago. fina tira de
adesivo – marcação que assegurará a introdução e o alcance da
sonda
2º
A sonda deve ser lubrificada com solução hidrossolúvel, antes
de sua introdução na narina - o que facilita a manobra e
atenua o traumatismo, pois diminui o atrito com a mucosa nasal
- e introduzida sempre aberta, o que permite identificar a
saída do conteúdo gástrico ou ar.
A realização da sondagem
nasogástrica com o paciente sentado ou decúbito elevado
previne a aspiração do conteúdo gástrico caso ocorra vômito.
A posição de flexão da
cabeça reduz a probabilidade da sonda penetrar na traquéia.
Para passar a sonda do esfíncter cricofaríngeo para o esôfago,
solicitar ao paciente para que degluta, o que facilita a
progressão no tubo digestivo.
Caso o paciente apresente
sinais de sufocamento, tosse, cianose ou agitação, deve-se
suspender a manobra e reiniciá-la
após sua melhora.
3º
A localização da sonda no interior do estômago deve ser
certificada através dos testes de aspiração de suco gástrico,
ausculta do ruído em região epigástrica simultaneamente à
introdução de 10 ml de ar pela sonda; ou mergulhando-se a
extremidade da mesma em um copo com água: se borbulhar, a
sonda provavelmente se encontra nas vias respiratórias,
devendo ser imediatamente retirada.

A fixação das sondas deve
ser feita apenas por fitas adesivas, não sendo indicados
quaisquer outros anexos (tais como cateteres,canudinhos,
barbantes) pois isto propicia maior difusão de microrganismos
circulantes.
No dia-a-dia, essas
invenções costumam ser chamadas de “gambiarras”, totalmente
desprovidas de fundamentações técnicas, ou seja, não são
ações de profissionais competentes.