Instalando o
cateter vesical
Material necessário:
–pacote de cateterismo
contendo 1 cuba-rim, 1 cuba redonda,
–1 pinça cheron, gazes, 1
campo fenestrado e 1 ampola de
–seringa de 10ml
– povidine tópico
– lubrificante estéril
– sistema de drenagem
fechado (para cateterismo vesical de
demora)
– micropore, esparadrapo ou
similar
– 1 par de luvas estéril
– sonda Folley ou
uretrovesical simples
– 1 pacote de compressas
–
biombo
Passos para
obter o sucesso no cateterismo vesical.
1º
Como todo procedimento, deve-se preparar o ambiente, o
paciente e o material de modo a propiciar conforto, segurança
e privacidade.
2º A higiene íntima, realizada
antes do cateterismo vesical, reduz a colonização local,
tornando o meio mais seguro para a introdução do cateter. A
utilização de água morna e sabão promove a remoção mecânica
eficiente de secreções e microrganismos.
Por ser um procedimento invasivo e a bexiga um local isento de
microrganismos, todo o material a ser utilizado no cateterismo
deve ser esterilizado e manuseado estritamente com técnica
asséptica.

3º Para evitar a contaminação do lubrificante, desinfetar o
lacre antes de perfurar com agulha estéril - o lubrificante
visa facilitar a introdução do cateter na uretra masculina ou
feminina, reduzindo o atrito e traumatismo de mucosa.
Ressaltamos que faz-se necessário dispor um espaço livre junto
ao períneo, para colocar o campo, com todo o material
esterilizado, entre as pernas do paciente.
Basicamente, os aspectos
técnicos do cateterismo vesical compreendem: posicionamento do
paciente, abertura do pacote de cateterismo e de todo o
material necessário sobre o campo esterilizado (sonda vesical,
sistema de drenagem fechado, seringa e água destilada,
lubrificante, antisséptico na cuba redonda) e a colocação da
sonda propriamente dita.
A visualização do meato
urinário é importante para o sucesso do cateterismo. Assim, a
posição mais adequada do paciente é aquela que permite sua
melhor visualização - no caso, o decúbito dorsal tem sido
usual nesse procedimento.
No sexo feminino, é
necessário manter os grandes e os pequenos lábios afastados
com o polegar e o primeiro ou segundo dedo; no masculino,
retrair o prepúcio com o pênis elevado perpendicularmente ao
corpo – momentos em que deve ser realizada a antissepsia com
povidine tópico: na mulher, em movimento unidirecional do
púbis em direção ao ânus; no homem, do meato urinário para o
corpo da glande até a sua base.
Para a introdução do
cateter no canal uretral, devemos considerar a anatomia
geniturinária masculina e feminina. No homem, o pênis deve ser
seguro numa posição quase vertical, procurando diminuir os
ângulos e a resistência esfincteriana; na mulher intro duz-se
o cateter após o afastamento

dos pequenos lábios,
solicitando-lhe que respire profundamente para relaxar e
diminuir a resistência esfincteriana. Instalado o cateter,
insufla- se o balão com a água destilada e, bem devagar, o
traciona-se até que atinja o colo vesical.
A fixação adequada é aquela
que evita a tração da sonda. Na mulher, a sonda é fixada na
face interna da coxa; no homem, na região hipogástrica -
cuidado que reduz a curva uretral e a pressão no ângulo
peniano-escrotal, prevenindo a formação de fístulas.
No sexo masculino, após a
sondagem vesical o prepúcio deve ser recolocado sobre a
glande, pois sua posição retraída pode vir a causar edema.
Com relação ao coletor,
deve ser mantido abaixo do nível da bexiga, para evitar o
refluxo da urina e, conseqüentemente, infecção urinária
ascendente. Nos casos de transporte do paciente, pinçar o tubo
coletor (atualmente, há coletores com válvula anti-refluxo).
Outros cuidados são fixálo ao leito - sem que toque no chão –
e, para possibilitar o fluxo contínuo da urina, evitar dobras.
Posição da sonda instalada na mulher e no homem Quando o
paciente apresenta baixo débito urinário (choque,
desidratação), a saída da urina não serve como parâmetro para
avaliar a eficácia do cateter de demora.