Ao final do século XIX, apesar de o Brasil ainda ser um
imenso território com um contigente populacional pouco e
disperso, um processo de urbanização lento e progressivo
já se fazia sentir nas cidades que possuíam áreas de
mercado mais intensas, como São Paulo e Rio de Janeiro.
As doenças infecto-contagiosas, trazidas pelos europeus
e pelos escravos africanos, começam a propagar-se rápida
e progressivamente.
A questão saúde passa a constituir um problema
econômico-social. Para deter esta escalada que ameaçava
a expansão comercial brasileira, o governo, sob pressões
externas, assume a assistência à saúde através da
criação de serviços públicos, da vigilância e do
controle mais eficaz sobre os portos, inclusive
estabelecendo quarentena revitaliza, através da reforma
Oswaldo Cruz introduzida em 1904, a Diretoria-Geral de
Saúde Pública, incorporando novos elementos à estrutura
sanitária, como o Serviço de Profilaxia da Febre
Amarela, a Inspetoria de Isolamento e Desinfecção e o
Instituto Soroterápico Federal, que posteriormente veio
se transformar no Instituto Oswaldo Cruz.
Mais tarde, a Reforma Carlos Chagas (1920), numa
tentativa de reorganização dos serviços de saúde, cria o
Departamento Nacional de Saúde Pública, Órgão que,
durante anos, exerceu ação normativa e executiva das
atividades de Saúde Pública no Brasil.
A formação de pessoal de Enfermagem para atender
inicialmente aos hospitais civis e militares e,
posteriormente, às atividades de saúde pública,
principiou com a criação, pelo governo, da Escola
Profissional de Enfermeiros e Enfermeiras, no Rio de
Janeiro, junto ao Hospital Nacional de Alienados do
Ministério dos Negócios do Interior. Esta escola, que é
de fato a primeira escola de Enfermagem brasileira, foi
criada pelo Decreto Federal nº 791, de 27 de setembro de
1890, e denomina-se hoje Escola de Enfermagem Alfredo
Pinto, pertencendo à Universidade do Rio de Janeiro -
UNI-RIO.