| Mi Buenos Ayres querida | ||||||||||||||
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| Foi o pior resultado de minha vida. Mas, mesmo assim, eu estava satisfeito. Tinha vencido o vento, a chuva e o cansa�o, conseguindo manter um ritmo de ataque, n�o de sobreviv�ncia, ao longo de mais de quatro horas. E completara, inteiro, sem dor nas canelas e sem bolhas nos p�s, minha segunda maratona do ano, a quarta de minha curta vida de corredor. A Marat�n Ciudad de Buenos Ayres, realizada em 30 de setembro, nem de longe era meu objetivo do segundo semestre do primeiro ano do terceiro mil�nio. Depois de ter enfrentado e vencido com galhardia a dif�cil prova de Big Sur, em abril, queria para o in�cio de outubro uma prova em terreno plano, num local de clima ameno. Enfim, queria testar minha velocidade, porque na for�a e na resist�ncia eu j� confiava. Passei maio e junho pesquisando os principais sites de corridas do mundo, fu�ando em calend�rios, fazendo c�lculos de custos, sonhando com long�es em tal ou qual data, imaginando uma semana, dez dias de folga e planejando viagens acompanhando a maratona. Que tal os pa�ses n�rdicos? Uma prova na Dinamarca homenageia Hans Christian Andersen na cidade em que nasceu o escritor. Plana, passa at� por ilhotas e a temperatura fica abaixo dos 15 graus. Sopa no mel. Ou quem sabe uma no Canad�? H� uma op��o mais citadina, urbana, em Toronto, e outra mais iluminada, divertida, em Victoria Island. Temperaturas ideais, muita gente aplaudindo, kits riqu�ssimos, camiseta e medalha da melhor qualidade. Nos Estados Unidos, a festejada Twin Cities seduz de imediato, mas j� fica lotada antes do fim do primeiro semestre. Outras duas ou tr�s maratonas interioranas preenchem todos os requisitos desejados. |
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| Continua... | ||||||||||||||
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