Batendo o martelo
O pouco tempo para viajar, por�m, e a quest�o dos custos encaminhavam para uma prova nacional. Uma plana, bonita e barata, mas terr�vel por causa do calor, era a do Rio de Janeiro, que mais tarde foi cancelada. Mas, na �poca em que preparava meu treino para a prova do segundo semestre, era a alternativa poss�vel.
Com meu t�cnico, Claudio Castilho, organizei o projeto tendo como meta 7 de outubro, no Rio. Em pouco tempo, depois de ouvir alguns colegas e consciente de minhas m�s experi�ncias com o calor, deixei de lado aquela hist�ria. Fui treinando para uma data, sem saber qual seria a prova.
Isso comprometeu a qualidade do treinamento, especialmente na hora dos longos. Sair rodando horas e horas � la loca, sem visualizar a chegada, a medalha, torna o treino ainda mais extenuante.
Aos poucos, fui fechando a mira em provas realizadas em locais menos distantes. Buenos Ayres e Montevid�u, pelos baixos custos relativos, pelas temperaturas aceit�veis e pelos trajetos de dificuldade mediana, ganharam a corrida.
Prova maior e supostamente mais bem organizada, Buenos Ayres conquistou minha presen�a.
O problema � que eu teria de correr entre argentinos. N�o que eu tenha preconceito, mas h�, digamos assim, certo desgaste no relacionamento entre ga�chos e castelhanos, portenhos ou o que seja que fale engrolado e branda pesos como se fossem d�lares. Brincadeira, os argentinos s�o boa gente.
De qualquer forma, eu n�o iria dan�ar com eles, mas sim tentar dar um pau no maior n�mero poss�vel deles. Ent�o, ferro na boneca!
A prepara��o ainda teve um que outro contratempo, a programa��o da viagem tamb�m n�o foi l� cem por cento respeitada, para dizer o m�nimo -afinal, todos lembram que no dia
11 de setembro o mundo mudou. De qualquer jeito, na manh� de 28 de setembro embarcamos, Eleonora e eu, para a capital Argentina.
Na internet, a previs�o para o fim de semana era de tempo nublado, com temperaturas entre 13 e 19 graus. Mas, na quinta-feira, os jornais portenhos j� davam indica��o de chuviscos. Na sexta, quando chegamos, a previs�o na TV era de chuva para o fim da tarde de s�bado, continuando domingo afora.
Resumindo a hist�ria: a chuva come�ou fininha pouco depois do meio-dia de s�bado e foi-se embora. O domingo amanheceu cinzento e choroso, mas, quando sa�mos do caf�, j� n�o chovia.
Mesmo assim, coloquei no bolso uma capucha e na mochila, que ia ficar com a Eleonora, uma capa de verdade. Sa�mos a p� do hotel, que ficava na pr�pria avenida 9 de Julho, a umas cinco ou seis quadras do Obelisco, ponto de partida da festan�a..
Continua...
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