Come�a a subida
Esta turma tocava logo no in�cio da subida do Hurricane Point
Foto  Reprodu��o (www.bsim.org)
Come�ou a primeira subida mais forte. A paisagem ficou mais selvagem, as encostas da montanha j� passavam a ser escarpas, as ondas espumavam nas rochas.
Aproveitei para tirar fotos com uma c�mera lev�ssima, especial para ser carregada no c�s do cal��o ou no cinto da pochete, que tinha comprado na exposi��o que fez parte do evento (funcionou sexta e s�bado no Centro de Conven��es de Monterey e foi um verdadeiro parque de divers�es para corredores, com bancas das melhores marcas de t�nis, roupas, rel�gios -e muita comida de gra�a, especialmente barras energ�ticas e sucos especiais, tudo �timo, com destaque para os maravilhosos achocolatados).
Foi por a�, numa
subida, que tive o primeiro di�logo com outro corredor. Pedi a uma americana que fizesse uma foto minha, e a gringa passou batida, dizendo que n�o tinha tempo. Engoli, deixei que ela se mandasse e fui atr�s, s� para ter o gostinho de passar e deixar que ela tivesse uma magn�fica vis�o de meus calcanhares. Pense bem: que tanta pressa pode ter algu�m que est� fazendo mais de 6min/km l� pelo km 12?
Total, fiquei na minha, tinha mais um pouco para subir e a�, sim, deu para ver o que vinha pela frente: l� longe estava o caminho que levaria ao Hurricane Point. Antes, tinha de subir mais um pouco e depois rolar lomba abaixo, dando uma boa acelerada, mas sem perder o controle. Abrindo a passada, mas mantendo o f�lego para trocar com os parceiros coment�rios, exclama��es sobre a subida que estava para vir.
Cheguei ao ponto mais baixo, a cerca de 20 metros acima do n�vel do mar, e comecei a subir. Tinha tomado o gel que levava na pochete l� pelo km 13, depois de recusar o gel distribu�do a cada duas esta��es. Passei a d�cima milha (km 16) com 1h32, j� no passo que seguiria mantendo quase ao longo de toda a prova.
Os americanos podem falar as barbaridades que quiserem daquele morro -e � um senhor morro, como quase tr�s Brigadeiros empilhadas-, mas ele n�o mata ningu�m, ou pelo menos ningu�m que tenha treinado com afinco e se jogue para manter o ritmo.
Foi o que eu fiz, ainda parando para mais umas fotos. Quando eu vi, meus amigos, estava no tal Hurricane Point. Dei um berr�o, daqueles bons, em portugu�s, gritando: �Vambora pessoal, que agora � s� lomba abaixo!�.
Os em volta riram e eu segui minha recomenda��o. Passei a meia-maratona com 2h02, feliz, forte, relaxado, e a� comecei a acreditar, achando que talvez desse para pensar em tempo.


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