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Em mais uma torturante sessão do interminável entrevero entre os dois a competente psicanalista finalmente desiste:
- Por que vocês não se separam ?
A pergunta - o veredito - dilacera sua carne, como se trucidasse um corpo vivo em postas sangrentas. A "carne" deles (sentiu-se inexplicavelmente "um" naquele momento) gritava:
Não ! Não ! Não !
Por que aquele "Não"? Por que a absurda dor? Por que a pungência que o fazia querer gritar nas ruas, explodir o universo?
Porque morria-lhe um amor? Não: mais que o seu "sonho", morria-lhe a possibilidade do amar. Fracassara: no "pára" e no "com".
Assim morria: em essência.
Pior – vivia a morte.
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