VIL
     
     
       

Uma despedida em poesia (acaso a fosse...)

É terrível derrota, perdê-la... mas fiz o que podia, embora inútil; como tudo em minha vida...

Brindemos então nossa volta à vida "normal", à minha "morte"; é o que me resta...

Mas sabia ser impossível remontar um esquema de existência.


Entretanto, relutava; em relegada parte de seu espírito, algo, a início imperceptível, algo tomava corpo.

Pois, em outras batalhas, fora ele o único envolvido, lutara só, em si; mas aquela guerra envolvia sua mulher. Embora tentasse conceber que a separação apresentaria pontos positivos para ela, ele relutava:

Ela vai sofrer, mas já sofre. A separação será para ela um alívio e, Deus!, talvez sua libertação, solução de seu desespero - ou seu definitivo abismo...

Imaginava assumir-se o "vilão": sentia-se generoso ao pensar assim:

"Nobre" resignação: tornar-me superado passado... Qual folha morta, na vertente do outono para inverno definitivo.

Romantismo... romantismo sobre mim - e as conseqüências.

 
proxima

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