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Ódio!
dissolves os neurônios do espírito, esgarças as conexões do coração... destróis o cerne e petrificas as estruturas – para sobrevivermos como desumanos monstros sem paz...
Ódio!
fel - que ferves o sangue -, vírus - que deformas e proliferas inclemente, incessante...
Ódio!
és o não-ser... - e pode-se ser-te, ó ódio... e sê-lo naturalmente, como de direito, nossa essência de agir e ser...
e assim o somos, o fazemos...
Ódio!
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