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E, ao escalarem o muro de fel e se encontrarem, exaustos, no cume, enfrentavam-se como que armados de punhais.
Ele alcançou um pedaço de papel e redigiu apressadamente:
- hei de justiçá-la !
– eu a tinha no peito, reprimida,
em ganas pela reparação do vilipêndio:
- hei de justiçá-la !
Mas não tolerou o que se explicitava, não podia deixar a "foto do meu ódio tomar corpo"; e rasgou-a.
Entretanto talvez ela o captasse de si, talvez o que rasgara fosse inevitavelmente evidente.
E, em uma sessão ele disse à terapeuta que ela tivera pouco sucesso no longo tratamento de sua mulher. Ela ressentiu-se, e ele sentiu-se injusto: pois sua mulher defendia seus segredos a sete chaves e sete muralhas.
Que invencível e inexpugnável monstro será este ?
Apesar de considerar sua mulher a culpada, isto não lhe valia em nada - ele estava derrotado.
Fora sua batalha mais pungente e em que se sentira mais impotente. Tudo fracassara, surtira efeito contrário; e ele queria descanso.
Doloroso descanso...
Mas já vivi em uma "vida-morte", eis que sou um tanto mórbido...
( veja-se estes "ludos"...). Pois esta é a única coisa que sei viver
– a morte.
Lacremos pois definitivamente o sepulcro por dentro – e demos fim a esta vexante introspecção...
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