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Mas a acérrima batalha, o embate insolúvel com sua mulher, as desgastantes sessões com a terapeuta, o impeliam a encarar o que mais evitava: o seu passado.
Interditei o passado... Inumeráveis cômodos de minha vida se tornaram inabitáveis – e são hoje antro de fantasma e monstro...
Rasgara uma "foto" cujo verso tema era:
Keep out! No trespassing! Danger!
A interdição ao passado era justificável
- e deu certo - a seu ver. Embora se visse limitado e empobrecido, confinado a âmbito restrito da realidade.
Realidade interior, não externa –
retrucava.
Não posso culpar-me, foram contingências, um mal menor. É sábio bater em retirada, cavar trincheiras, implantar zonas minadas, para sobreviver em guerra invencível. Mas, talvez por isto, afloram agora estas "fotos"...
Mas a ânsia em solucionar o impasse com sua mulher abalava seu sagrado princípio: extinguir o passado.
Talvez preciso seja rever o inferno, voltar a ele. Talvez seja tempo de descer velhas escadarias, arriscar em masmorras aferrolhadas, exumar esqueletos...
Para talvez ser morto definitivamente... por antigos inomináveis monstros.
Em última e heróica batalha! -
ironizou.
Ou voltar a viver - em verdade.
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