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Para aliviar a pressão ele disse à terapeuta, como gracejo:
- Soltasse eu aqui os meus monstros, elees devorar-te-iam!
Ela pareceu ignorar a frase bombástica – mesmo ele não sabia até onde acreditar; pois evitava encarar a questão seriamente.
Há monstros interiores que podem contaminar e devorar qualquer terapeuta. Por misericórdia, deve-se guardá-los bem acorrentados...
Ironia - em parte. A situação lembrava-lhe um filme onde os monstros que destruíam astronautas
eram materializações de seus demônios interiores:
pulsões malignas de seus inconscientes...
Um boa idéia; e um terrível tema...
Que há, no inconsciente?
Que mentiras?
Que verdades?
Que horrores?
Que luzes?
Quem?
E temas sombrios e ameaçadores começaram então a vir à tona: o "monstro" se manifestaria em duas "fotos", quase simultâneas.
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