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As sessões individuais animaram-no. Criou empatia com a terapeuta, tratava com ela assuntos para os quais não acharia interlocutores. E podia falar livremente, dar azo a performances nunca exercidas. Achava-a agradável, o leve ar maternal envolto em aura viva e feminina. Para sua surpresa, ela parecia valorizá-lo, interessar-se por ele.
E, um dia, ela disse-lhe:
Poesias, como os sonhos, são instrumentos úteis para a análise.
Ele concordou; já percebera suas "fotos" como expressões ricas, reais e espontâneas, de pulsões internas. Mas não as considerara base para análise séria: eram objetos de fruição e curiosidade; interessava-lhe mais a estética, a metáfora – o "ludo" - e não o que expressavam.
E, após promissores encontros individuais, a terapeuta decidiu iniciar as sessões conjuntas, e afirmou que as possibilidades de solução para a crise eram boas. Ele se entusiasmou:
Chegaremos a uma visão lúcida, base para acordos realistas. Valorizaremos o que somos de bom; e aprenderemos a conviver com as deficiências. Ótimo!
Entrevia reencontro esplendoroso - um novo "como sol/viestes" -
; estava realmente otimista.
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