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As malditas frases peremptórias, dogmáticas, irretorquíveis: -
"Você não quer ver!" - Ver o quê?
- implorava, gritava. – "Viu?
Você não quer ver!"
E cada tentativa acumulava-me brasa sobre brasa...
Enlouquecedor processo estalinista! Mas o fim deste é a destruição mental e moral: ingrediente prescrito para a inevitável condenação, a execução esmagadora e humilhante. Cônscio deste intuito diabólico pode-se evitar talvez a plenitude de seus malefícios no psiquismo. Mas ali não se tratava de inquérito criminal, o propósito só podia ser o bem dos dois... Por que este processo?!
Criar culpados - bodes expiatórios - será inerente ao homem, um desesperado expediente para justificar-se? Vêm daí os holocaustos e guilhotinas, paredões e "gulags", as feéricas exibições de cruzes e fogueiras? Daí, a caça a Édipos, execráveis cegos matadores de pais que se cegam à própria culpa?
Isto é moderno - e é perpétuo -: expurgar! Expurgar os essencialmente, estruturalmente, socialmente, geneticamente, racialmente, culturalmente, ideologicamente, mente, mente - culpados!
No outro - sempre no outro - mate-se nele o mal que há em nós... Sim, com todos os ritos da psicologia, da filosofia, da ideologia, da religião - sei lá o quê - faça-se a benemérita catarse. Mate-se no outro - cordeiro de expiação - o mal que somos. Para nos vermos – o eu - o bom, o puro, o justo – o salvador.
Ocorriam-lhe citações das Escrituras:
"Preciso é que um morra pelo povo ".
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