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O novo "ludo" intrigou-o mais: ele aprofundava a "foto" anterior, mas descia a um nível inesperado.
Sinto-me assim ameaçado, frágil? O medo é tão significativo? E será este
"ludo" uma erupção para aliviar-me pressões relegadas? E por que, agora,
a "morte"? Exagerada metáfora da "solução definitiva": pois morte não está em meu horizonte psicológico; e não é, certamente,
desejo meu.
Racionalizava:
"Fotos" podem captar a realidade, mas a aprisionam em tempo e espaço, sob o ângulo do observador. Por se pretenderem reais,
mais podem enganar: pois são parciais e estáticas. Mas não se deve
retocá-las: senão a validação do que registram se tornará ainda mais
discutível.
Tinha certa curiosidade:
Três "ludos", três "fotos"... Virão mais? Que dirão, que mostrarão?
Mas analisar o processo dos "ludos"
perturbaria seu aflorar; e deixaram de emergir por algum tempo:
"Ludos" devem ser absolutamente livres, espontâneos. Nem mesmo ajusto
a objetiva - apenas aciono o disparador... Sequer isto: devo deixar-me
ser acionado. Sou apenas o negativo...
E elaborou uma "lei" sobre como se comportar nas "erupções" :
LÚDICA LEI DO LUDO
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o "ludo" sujeite-se à "foto" o prazer subordine-se à veracidade
a vaidade dobre-se á nudez da verdade
a arte imole-se à crua cruel realidade
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Ele considerava tudo ainda como uma brincadeira, uma inconseqüente distração.
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