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O que é
o amor
(Caro
poeta, você mal me conhece.
Você
busca seu vazio tão cheio de si mesmo.
Vinga-se
das memórias de que tem desprezo
E
pensa que por mim você se esquece.
Olha
pra mim, sou tão simples, humana(o)!
Há
tanto esforço para vencer seu medo.
Adoça
o verbo com um desdém azedo,
Do
que de mim pra você lhe é profano.
Eu
não sou ninguém, querido, melhor assim.
Eu
sou seu mundo, não queira nada de mim.
Queira-me
somente e eu assim o julgarei:
É...
posso "respondê-lo", sei, sim.
Por
quê? Porque o que sou, enfim,
-
Não, nunca o que fui, ou o que lhe serei.)
2000
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Vírus
Vírus tão letal, vírus maligno!
Vírus..., mas te conhecem vírus?
Acaso escutam o rumor dos teus suspiros?
Sei, vírus, cuidam antes em dizer-te indigno.
Vírus do amanhã, vírus do agora. Eterno!
Vírus, chegas tão impunemente...
Mas vírus, te perguntam sequer o que sentes?
Nada, vírus, logo rogam-te ao danar no inferno!
(Venha a mim oh vírus, bravo germe da loucura!
Tens enfim um'alma à tua procura!
Descontamina o que lh'a dessa humanidade.)
Vírus bendito, oh bom vírus da fortuna!
Quão bela sina - anjo maior da insanidade!
Adoeçamos, prenhes da maturidade.
2000
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