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Soneto da Biblioteca
da Academia
Pediste-me daqui
um poema
Mando-te de
cá um soneto
Aguo a pena,
esculpo o peito
Em teu discreto
busto de moema.
Lábios
de mel de Iracema?
Ou tens a malícia
de Capitu?
Vejo-te o o
redondo corpo nu
Como via os
seios de Tânia o Carlos Pena.
Quero-te uma
prostituta de Pasárgada
Uma Andaluzia
Cabralina
Eis a minha
sina: ou toda ou nada!
Quero-te a mulher,
quero a menina
Indivisíveis
num só tomo:
(Provo-te noutro
terceto Drummondiano.)
Para
Rita Amaral, via Internet,
da Biblioteca
da Academia Brasileira de Letras,
no Rio de Janeiro,
em 03 de agosto
de 2003.
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