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Soneto
Cinco Estrelas!
Deus me conceda muito, mas muito dinheiro!
Para que o lance por terra mande-o embora.
Dito embalde: volte sempre!e em boa hora!
E que compres bom lugar por paradeiro.
Mas Deus... dê-me assaz misericórdia por recebê-lo,
quando triste e em desventura me procurar.
Feito um poço de amargura, pontificar:
- Nada!... Ninguém me quis... - Tão-só fui um
minhaeiro!
Ah dinheiro, dinheiro...! O que me fazes?
Não me destruas. Essa é mesma a boa hora
para vir das ruas, evocar-me aquele espaço no
coração?
Não, dinheiro, para o nosso algoz não,não há
perdão.
De ti distante me açoitaram, deram-me as costas.
Não mais te enxergo além das tintas (ou cifras) das
tuas notas.
2000
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