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Sai,
Capeta
Sai pra lá, ô capeta, tenho poesia no sangue!
E não vem com convite pra essa festa no inferno
Já brindei com o Rei, o profeta, o eterno,
Não vou mais me meter a andar nesse mangue
Ô safado capeta, não me sopre ao ouvido
Mais suplícios de dor, mil ardis, ironias
Oh senhor dos vencidos, menestrel da agonia
Enjoei da tua cara, sai pra lá seu fingido!
Mas capeta te entendo, até tens de mim pena
Viver sem um amor, sem paixão, sem novena
Vagar só e sozinho, entre chamas, no frio
Caro amigo, te digo, sincero, não rio
Vai-te rumo à ilusão, ao calor, à beleza
Sai dessa escuridão, sai pra lá, sai tristeza!
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