Luminância


Tem roçado meus sentidos docemente. 
Vem no leito dos albores da alvorada 
Deitar luz pelos meus olhos, disfarçada, 
Em murmúrios, leves, frouxos e dormentes. 
És nas tardes horizontes, nuvens claras, 
Onde deito por teu colo verdejante. 
Bebo o brilho de tua face, tão fragrante, 
Do ocaso que nos cantam essas searas. 
É da noite um clarão, suas estrelas, 
refulgentes pelo orbe infinito, 
a certeza do quão tudo é tão bonito... 
Então sós na madrugada, uma centelha 
do calor que aflora à tua pele fria, 
me arrebata... ao romper-te em novo dia.
[Este soneto foi composto sem papel ou caneta numa viagem de Recife para João Pessoa, e vice-verso(a), inspirado por Rita Amaral]
dezembro de 2000
 

 
 
Foto do céu ao amanhecer

 

<<             >>
Hosted by www.Geocities.ws

1