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Guerra
Enquanto as
hordas circundam a montanha
Eu e meu cavalo
observamos.
A dor frenética
em gestos desumanos,
Que vertem
o frio e a ambição tamanha.
Regem cânticos
de guerra - Canta
Aqueles azuis
olhos de pavor.
E de novo revolvem,
com ardor,
Os roucos gritos
que emergem da garganta.
Vão-se
sonhos, em quimeras vão,
No gesto que
perfaz a destra mão,
No corpo que
se esvai estertorado.
E eu e meu cavalo
já cansados,
Perguntamos
pelos homens - onde estão?
Vendo bestas
trucidadas, lado a lado.
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