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A gente desacostuma,
doçura
Doce... doce,
minha querida...
O doce entre
tudo é o que mais se procura!
Não
há nesse mundo qualquer outra ventura,
Para tanta
amargura rasgada na vida.
E doce, mais
doce, preciosa doçura.
Um doce mestiço:
que tal o melaço da cana!
Tão
pouco castiço, seu sabor desempana,
Um torrão
de calor, enrustido em brandura...
Há tanta
doçura, menina, tanta!
Há um
beija flor que decanta,
Seu néctar
suave, sem que vejas...
E é ainda
mais doce porque tens em cinzel.
Muitíssimo
mais doce (como é doce) esse céu,
Desse véu
de tua boca, a que sempre me beija.
(dezembro
de 2000)
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