Matias de Albuquerque
Matias de
Albuquerque Coelho Nasceu em Olinda por volta de 1590 e morreu em Lisboa em 1647,
pertenceu �quela brava gente que consolidou o imp�vido colosso, a sua hist�ria se
confunde com a da invas�o das for�as mercen�rias patrocinadas pela Companhia Holandesa
das �ndias Ocidentais no nordeste brasileiro na primeira metade do s�culo XVII, aonde a
sua atua��o foi o sustent�culo da defesa da integridade do territ�rio nacional,
primeiro governador brasileiro eleito, mesmo que indiretamente pelas vias de sucess�o,
foi um dos principais respons�veis pela expuls�o do neerland�s da Bahia em 1625, corpo
e alma da rea��o nativa, mobilizou, organizou e conduziu as for�as luso-brasileiras
face ao agressor, al�m de eficiente l�der civil, aprimorou a guerra bras�lica,
dando-lhe uma dimens�o toda peculiar, onde a surpresa nas a��es, a concentra��o e
dispers�o das tropas, a mobilidade t�tica, o profundo conhecimento do terreno, e o
princ�pio da iniciativa se tornariam a t�nica dos defensores do solo sagrado
Quando ajudou a combater os holandeses que invadiram a Bahia em 1624, acabou tornando-se governador ap�s a rendi��o dos holandeses em 1 de maio de 1625, neste mesmo ano viajou para Portugal e ao voltar comandando uma esquadra deu combate aos holandeses que haviam invadido Pernambuco no ano de 1630, e que na oportunidade dispondo de poucos recursos e com uma defesa prec�ria para sua resist�ncia, Recife caiu e Albuquerque incendiou os armaz�ns e navios com mercadorias, para que n�o ca�ssem nas m�os dos invasores, e devido a situa��o foi obrigado a retirar-se com suas tropas para o estrat�gico Arraial do Bom Jesus, localizado entre Olinda e Recife de onde estabeleceu o foco da resist�ncia e coordenou magistralmente as opera��es, empregadas contra os holandeses que ocupavam as duas cidades, e devido � superioridade holandesa, a solu��o foi continuar a luta atrav�s da guerra de guerrilhas, utilizando a t�tica das emboscadas, a guerrilha levou a resultados extremamente positivos para o lado luso brasileiro, por�m a situa��o mudou quando Domingos Fernandes Calabar passou a orientar os holandeses, fornecendo informa��es sobre a regi�o que ele conhecia profundamente, a conseq��ncia foi a amplia��o dos dom�nios holandeses na �rea e devido a isto em meados de 1635, o Arraial do Bom Jesus foi tomado, e Matias de Albuquerque teve de desistir da luta e retirou-se para Alagoas, e na sua retirada quando de passagem por Porto Calvo, capturou e condenou Calabar � forca, devido a intrigas palacianas voltou a Portugal, que nesta �poca estava sob o dom�nio da Espanha (Uni�o Ib�rica) onde foi preso e s� libertado quando da restaura��o em 1 de dezembro de 1640, e ao ser nomeado comandante de armas participou de in�meros combates na regi�o de Estremadura (na Espanha, pr�xima � fronteira com Portugal), participou das lutas em Montijo que consolidou Dom Jo�o IV no Trono e lhe valeu a merecida ascens�o � nobreza, sendo assim, agraciado por seu soberano com o t�tulo de Conde de Alegrete e pelos historiadores com o de Her�i de Dois Mundos, e devido a sua atua��o nos bastidores da Corte de Lisboa, sua presen�a influenciou decisivamente para que o Brasil n�o fosse entregue aos intrusos, possibilitando a espont�nea mobiliza��o popular que culminaria na Insurrei��o Pernambucana at� a consuma��o final da vit�ria sobre os mercen�rios nas batalhas dos Montes Guararapes
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