Historial

 

 

Nota Histórica

A Lixa de antanho nasceu, por certo, no (actual) lugar do Poeiro, Rua Nova e demais, onde se teriam criado estalagens e cómodos para os viandantes que calcorreavam os caminhos que desciam de Guimarães para Amarante e daí subiam a serra para Vila Real e outras parcelas de Trás-os-Montes.

No itinerário de uma via que conduzia os peregrinos medievos de Além-Marão a Santiago de Compostela, a Lixa foi palco de batalha (a 2 de Abril de 1834) de um dos derradeiros combates entre as tropas de D. Pedro, comandadas no terreno pelo General Torres, e os exércitos do Rei D. Miguel, que lutaram sobe as ordens do Brigadeiro José Cardoso. Foi também na Lixa, numa casa sita no lugar do Senhor do Amparo (perto do actual estádio de Futebol Clube da Lixa) que o célebre salteador Zé do Telhado matou, durante uma refrega entre os dois, o seu compadre, e membro da sua quadrilha, Zé Pequeno.

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Passado e Presente

A Lixa foi elevada a categoria de Cidade por decisão da Assembleia da República tomada em 21 de Junho de 1995. Até esse dia, e desde 1 de Abril de 1933, a Lixa tinha estatuto de Vila.

Antes de Vila, e por muitos mais anos, a Lixa foi sucessivamente um lugarejo, uma aldeia e uma povoação. Efectivamente, e tanto quanto os documentos registam, a terra da Lixa é povoada há muitas centenas de anos, havendo provas documentais de que, existindo porventura antes, ela começou verdadeiramente a expandir-se logo após consolidada a fundação do Reino Português.

Para credibilizar esta informação, refira-se que um documento do séc. XI, transcrito por J. P. Ribeiro em duas das suas obras, refere a "vila" da Lixa. E que Pinho Leal, no "Portugal Antigo e Moderno", afirma que na povoação da Lixa existiu, desde de tempo anterior à fundação da nacionalidade Portuguesa, um convento de freiras beneditinas.

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Referencial Histórico

MACIEIRA DA LIXA, conhecida de início como "Uilha Mazanaria", aparece documentada pela primeira vez em 1059, no inventário de Mumadona, em que se diz que fora pretença de D. Senhorinha, é mais tarde, em 2 de Junho de 1171, num documento de doação feito por Gonçalo Moniz ao Mosteiro de Caramos. Neste documento, Gonçalo Moniz sede a Mendo Pires e Lajo de Fromarigues, priores daquele mosteiro, a real jurisdição que ele tinha sobre a igreja desta freguesia. Assim o Mosteiro de Caramos logrou obter a padroado desta freguesia. Tendo os anteriores padroeiros, a categoria de "milites" e sendo compadroeiros das vizinhas freguesias de Moreiro do Castelo, de Borba de Godim, Fervença e Telões, segundo as Inquirições Gerais de 1258, também se depreende que foi tomada de presúrio pelos avós daquele Gonçalo Moniz, o que aliás, é reforçado pelo facto de a igreja desta freguesia pagar votos a Santiago de Compostela. Na necrópole de Seixoso existiu uma capela de evocação a S. Domingos. Macieira foi escolhida desde cedo para a fixação dos primeiros habitantes. A própria toponímia regista o lugar de Cristelo - aí existiu por certo uma povoação castreja. Também no lugar de Veigas, apareceram algumas sepulturas com os respectivos vasos votivos. Junto a essas sepulturas, foram encontradas ruínas desse antigo povoamento, como foi o caso de telhas e muita cerâmica. Macieira da Lixa era pretença de Celorico de Basto e em 1842 passou para o Concelho de Amarante, sendo integrado no Concelho de Felgueiras em 31 de Dezembro de 1853 a contragosto dos seus habitantes.

Terra de muita fama devido à produção de maçãs (daí o topónimo), foi uma das terras que levou os Romanos a sedentarizar-se na região. Por tudo isto, honra-se de produzir o famoso "Vinho Verde" e contribuir para o sucesso da casta "Azal da Lixa". Produz ainda os não menos famosos "Bordados artesanais da Lixa". Com o Marão e o Alvão tão perto e tão longe. Com uma Zona Industrial em franco progresso do lado Este e o Monte do seixo de Oeste com a suas famosas "estância" da família Dr. Cerqueira Magro, MACIEIRA DA LIXA tem ainda a protecção de Santa Quitéria a Norte, a Sul a Senhora das Vitórias e no seu seio de Santa Leocádia e S. Roque.

 

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