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"Se um homem insensatamente me faz mal, eu lhe pagarei com a prote��o de meu desinteressado amor; quanto mais mal vem dele, mais bondade sair� de mim; a fragr�ncia do bem sempre vem para mim e o ar nocivo do mal vai pra ele."
        
                                                
Buda (563 - 483 a.C.)

Sakyamuni, o Buda, ou seja, o Iluminado, nasceu em Poona, na atual fronteira da �ndia com o Nepal. N�o consta que Buda tenha deixado algum texto escrito, mas os registros de suas prega��es, os chamados Textos Can�nicos, foram feitos cerca de 250 anos depois de sua morte, por uma comiss�o de s�bios.
"... temer a morte � o mesmo que supor-se s�bio quem n�o o �, porque � supor que sabe o que n�o sabe. Ningu�m sabe o que � a morte, nem se, porventura, ser� para o homem o maior dos bens; todos a temem, como se soubessem ser ela o maior dos males."
                
                                             
S�crates (470 - 399 a.C.)

S�crates, o maior dos fil�sofos atenienses. Filho de uma parteira, deu � sua dial�tica o nome de "mai�utica", ou, arte de partejar, em grego.O famoso m�todo Socr�tico consiste em fazer perguntas ao interlocutor, levando-o, por indu��o, a descobrir verdades que traz dentro de si, ou seja, faz�-lo parir suas id�ias.
"Tenho que confessar que eu n�o estou inteiramente de acordo com esta Constitui��o no momento; e, senhores, n�o tenho certeza se eu virei a aprovar um dia. Por ter vivido muitos anos, tenho passado por muitas inst�ncias onde, em raz�o de melhores informa��es ou considera��es mais amplas, fui obrigado a mudar de id�ia at� em assuntos mais importantes que pensei serem certos, mas que depois encarei de modo diferente. E assim vejo que quanto mais velho fico, maior a tend�ncia que tenho de duvidar do meu pr�prio julgamento sobre os outros."

                                          
Benjamin Franklin (1706 - 1790)

Franklin foi diplomata, cientista, editor, autor e inventor nos EUA. O discurso foi feito em 17 de setembro de 1787, na sess�o da Conven��o Constitucional, que aprovou por unanimidade a Constitui��o dos Estados Unidos da Am�rica, elaborada por 55 delegados constituintes.
"As causas excessivamente intensas produzem efeitos contr�rios. A dor faz gritar; mas se � excessiva, faz emudecer: a luz faz ver; mas se � excessiva, cega: a alegria alenta e vivifica; mas se � excessiva, mata. Assim o amor: naturalmente une; mas se � excessivo, divide.... o amor, diz Salom�o, � como a morte. Como a morte, rei s�bio? Como a vida, dissera eu. [...] O mesmo Salom�o se explicou. N�o fala Salom�o de qualquer amor, sen�o do amor forte.... e o amor forte, o amor intenso, o amor excessivo, produz efeitos contr�rios. � uni�o, e produz apartamentos."

                                           
Padre Vieira (1608 - 1697)

Padre Ant�nio Vieira, o maior orador sacro portugu�s, foi uma das figuras mais l�cidas de seu tempo, na Europa. Este discurso � um excerto de um de seus serm�es, Amor que une e amor que desune.
"... juro que sempre acreditei, que acredito, e, merc� de Deus, acreditarei no futuro, em tudo quanto � defendido, pregado e ensinado pela Santa Igreja Cat�lica e Apost�lica. Mas, considerando que escrevi e imprimi um livro a nova doutrina - heliocentrismo - [...] fui acusado de heresia, isto �, de haver sustentado e acreditado que o Sol est� no centro do mundo e im�vel, e que a Terra n�o est� no centro, mas se move..."

                                       
Galileu Galilei (1564 - 1642)

Galileu, matem�tico, astr�nomo, f�sico e inventor italiano, levado a julgamento pela Inquisi��o, em 22 de junho de 1633, foi obrigado a negar que a Terra girasse em torno do Sol. Condenado a viver em pris�o domiciliar at� o fim de sua vida e a repetir, semanalmente, por tr�s anos, os sete salmos penitenciais. Conta-se que ap�s este discurso, Galileu teria murmurado eppur se muove.... (e no entanto se move.....)
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