Perdigueiro Português
Perdigueiro Portugu�s
Estal�o
Aspecto Geral e Aptid�es
C�o mediomorfo, rectil�neo, tipo brac�ide; buscador tenaz e caminheiro activo, bate os terrenos com a const�ncia e pertin�cia do explorador teimoso, procurando insistentemente o que o levou � li�a isto �, a ca�a, pondo ao servi�o de t�o afadigosa miss�o a extraordin�ria subtilidade do seu olfacto e dispensando � busca toda a aten��o que ao seu experiente conhecimento lhe merece o acto de ca�ar. Trabalhador sagaz, em desinteressada e imprescind�vel colabora��o com o ca�ador desportivo, do qual deve andar pr�ximo e em perfeito contacto com ele; silenciosamente, agindo com natural vivacidade, cabe�a alta, tomando ventos, de maneira a revelar ao ca�ador apercebido, pelas suas atitudes e olhares, posi��o da cauda e ainda pela forma como anda, as impress�es sentidas pela sua acuidade olfactiva, o bom perdigueiro denota sempre uma acentuada vontade de bem servir com intelig�ncia, e �s vezes at� com uma surpreendente e astuciosa habilidade. � um c�o que fica est�tico quando os efl�vios da ca�a lhe despertam a actividade sensorial; que p�ra firme, em atitudes ins�litas, associadas a um estado ps�quico que lhe � pr�prio; f�cies contra�do, olhar hirta, um membro levantado e indiferente, por momentos, ao que se passa em volta, desde que na zona olfactiva das cavidades nasais as emana��es evoladas da ca�a pr�xima sejam por ele sentidas duma forma repentina. Nada ego�sta, associando-se com manifesta alegria ao prazer que o homem sente em praticar o desporto cineg�tico, embora sob temperaturas e nos mais variados terrenos, o seu maior interesse � dar ca�a � morte, e ca�da a pe�a, a sua maior recompensa � ir cobrar de ferido para trazer � m�o, servi�o este que admiravelmente realiza, merc� de uma potencial voca��o que, em igualdade de circunst�ncias, n�o receia confrontos.
� um animal extremamente afectivo, muito submisso, chegando at� a ser importuno e, por vezes inconveniente, quando por falta de ensino n�o obedece aos gestos nem �s intimativas vocais. Animal bastante soci�vel, mas um tanto petulante para os da sua igualha, � gracioso de apar�ncia, calmo de temperamento, mas vivaz, e de interessante plasticidade de atitudes.
Tipo mediol�neo, proporcionalmente constitu�do e dum conjunto harmonioso. Boa configura��o denotando uma s�lida estrutura, aliada a manifesta elasticidade de movimentos.
Cabe�a
Bem proporcionada de tamanho, em rela��o ao corpo, d�-nos no entanto, pela forma que apresenta, a impress�o de maior grandeza, quando apreciada numa vis�o de conjunto. � um pouco grossa mas n�o muito ossuda nem empastada; deve ser revestida de pele fl�cida e fina que n�o enrugue, ou quando as rugas apare�am que sejam pouco acentuadas.
Vista de frente a cabe�a d�-nos a impress�o de quadrada; rectil�nea de perfil; de stop bem vis�vel (�ngulo cr�nio-facial perto dos 100�) e desigualmente situado em rela��o ao occiput e � ponta do chanfro, visto estar mais pr�ximo desta.
Cabe�a bem colocada e em boa uni�o com o pesco�o, o que lhe permite movimentos f�ceis e at� garbosos.
De boa conforma��o e proporcionalmente harm�nica nas suas dimens�es, a cabe�a, vista por diante, apresenta, segundo uma linha ideal que a contorne e passe ao n�vel dos �ngulos internos dos olhos, uma n�tida separa��o do chanfro e das regi�es cr�nio-faciais.

Regi�o Cr�nio Frontal: Vista de frente, a testa � quase plana, alta, larga e sim�trica; examinada de lado, apresenta-se ligeiramente abaulada. Crista occipital apenas percept�vel.
Orelhas: Medianas de comprimento ( 15 cm de comprimento e 11 de largura ), as orelhas devem ser delgadas, macias, revestidas de p�los finos, densos e rasos, bastante mais largas na base do que na ponta, numa rela��o aproximada de 1 x 2,5 e de v�rtice arredondado, assemelhando-se, pela forma do pavilh�o, a um tri�ngulo de base superior. S�o pendentes de superf�cie quase plana, de alta inser��o caindo bem e paralelas ente si e apresentando na face externa, quando o animal est� atento, um ou dois pequenos sulcos longitudinais, de profundidade e comprimento vari�veis, mas nunca muito acentuados.
Olhos: �ntegros, iguais e sim�tricos; grandes, castanhos em diversos tons, mas de prefer�ncia escuros; de forma oval, horizontais, situados � flor da cabe�a enchendo bem a �rbita; guarnecidos de p�lpebras finas e bem abertas, com facilidade de movimentos, cerrando bem a ambas, por igual, pigmentadas nos bordos de preto ou castanho, segundo a colora��o das ventas: H� vivacidade na olhar, que � bem expressivo na animal adulto. Sobrolhos proeminentes, mas n�o em excesso, o que tornaria a cabe�a ossuda.
Chanfro: Direito, convenientemente largo e todo por igual, o chanfro deve unir-se duma forma bem destacada e ser plano em toda a superf�cie.
Ventas: Em perfeita rectangularidade com o chanfro e l�bio superior, as narinas devem Ter boa conforma��o, not�vel amplitude e larga abertura. Devem ser negras nos animais portadores de pelagens camur�a e acamur�adas; pigmentadas, preferencialmente, de castanho claro ou escuro, nos c�es de p�lo da mesma cor, mas de tons mais abertos.
Boca: Medianamente fendida, de mucosas irregularmente pigmentadas, a boca deve fechar bem, de modo a permitir a normal sobreposi��o dos l�bios superiores, que s�o pendentes, mas n�o em demasia, pouco carnudos, quadrados vistos de perfil, caindo naturalmente e sem dobras e unindo-se aos inferiores por comissuras fl�cidas e pregueadas, donde resulta os cantos da boca apresentarem-se um pouco desca�dos. A normalidade dent�ria deve sempre existir, no que respeita � nascen�a, constitui��o, forma e crescimento dos dentes, para que sempre que o animal cerre a boca, se d� o completo afrontamento das maxilas, que s�o bem ajust�veis e normalmente desenvolvidas.
TRONCO
Pesco�o: Direito, esbo�o de rodado no ter�o superior, n�o muito grosso, mais sobre p comprido e guarnecido inferiormente de curta barbela, o pesco�o deve ligar-se � cabe�a de uma forma graciosa e segundo uma inclina��o, em rela��o a ela, de aproximadamente 90�, e unir-se ao t�rax, sem apreci�vel transi��o, de modo fazer um conjunto harm�nico e perfeito.
Peito: Regi�o peitoral alta e larga, indicando boa amplitude do t�rax, que deve ser mais desenvolvido no sentido da altura e profundidade de que em largura, e descer at� ao codilho. O peito � delimitado por costelas de curva bem pronunciada na sua parte superior, e de apreci�vel largura, dando � cavidade tor�cica, por elas circunscrita, e em sec��o, a forma de uma ferradura normal do membro anterior do cavalo, unida pelas partes terminais dos ramos.
Linha Superior: Ao garrote, n�o muito alto e um pouco empastado, segue-se o dorso curto, largo, rectil�neo e em perfeita horizontalidade e direitura com a regi�o lombar, � qual se deve unir sem apreci�vel transi��o. O lombo deve tamb�m ser curto, bastante largo, de forte musculatura, o que o torna �s vezes ligeiramente arqueado, e soldar-se bem com a garupa, a qual apresenta uma proporcional largura em rela��o � regi�o lombar, conforma��o harm�nica e um eixo de pequena obliquidade, que nos d� a impress�o de levemente desca�da.
Hosted by www.Geocities.ws

1