História
.Há 57 anos os estádios brasileiros são freqüentados por torcidas organizadas. Poderíamos afirmar que, as facções foram surgindo e modificando-se através das gerações, criando uma divisão interessante. A Charanga do Flamengo, fundada por Jaime de Carvalho em 1942, foi a "1ª geração" de torcidas organizadas do Brasil. Nos anos da repressão, veio a "2ª geração" de facções (surgidas entre 1967 a 1970) mas ainda, seguindo o modelo da 1ª geração, não inovando, apenas tentando se afirmar em um período difícil que as baionetas calavam às vozes da liberdade. A "3ª geração", surgiu nos tempos da Abertura, começando em 1977 e terminando em 1983, é a ultima formação das grandes facções brasileiras e o surgimento da maior delas, a RAÇA RUBRO-NEGRA. Nas paredes do Maracanã, em 1976, cartazes foram espalhados com as seguintes palavras: "Vem ai o MAIOR MOVIMENTO DE TORCIDAS DO BRASIL".
. .. .Por Aproximadamente seis meses a divulgação foi feita desta maneira, mas a história da maior facção rubro-negra, havia começado antes quando um desentendimento na Flamor — por causa de Ricardo que foi fundador — causou o desligamento de Cláudio, César, Ceguinho, e outros. Ainda juntaram-se, a eles, Edu e Joãozinho da Torcida Jovem. Eles, resolveram fundar uma torcida completamente diferente de tudo até então visto nas arquibancadas. A idéia era de fazer uma torcida "entrar em campo" deixando a camisa 12 de lado (um simples reserva que participa como "quebra-galho" do time) para tornar-se o primeiro jogador do time!
. .. .O nome da torcida foi muito discutido — mas de nada consenso — até que Cláudio, nosso 1º presidente, sugeriu o nome mágico, que é a razão de ser do C.R.Flamengo, que faz a camisa jogar, transforma derrotas eminentes em vitórias consagradoras, que para ser o número 1 da equipe é preciso possuir a característica mais importante de qualquer time rubro-negro, a RAÇA RUBRO-NEGRA, fórmula que faz o Flamengo seguir a risca o primeiro verso do hino escrito por Paulo de Magalhães(1920), "Flamengo tua glória é lutar!"
. .. .A torcida tinha o nome escolhido, mas ainda não tinha o modelo da camisa definido. Ela nascia diferente, e a camisa não poderia ser a mesmice das outras facções rubro-negras, elas tinham os modelos copiados do manto sagrado, e era preciso inovar...
. .. .A camisa teria o tom predominante em vermelho, com a manga, gola e escudo, negros. A mão — punho cerrado — seria o símbolo de luta, resistência e vontade. Eles assim definiram porque o rubro é a cor do coração, vontade, Raça e estaria sendo vista por todos, o coração das arquibancadas, o primeiro jogador do Flamengo estaria em destaque, devidamente uniformizado, esperando apenas que este coração tivesse o tamanho do Maracanã. Tendo Raça como nome, não foi difícil resolver o problema do símbolo. A idéia inicial seria duas mãos arrebentando uma corrente (alusão à liberdade, muito ligada ao movimento negro) mas alguns dos nossos fundadores acreditaram que seria uma discriminação com as outras raças, afinal nascemos Flamengo, símbolo do Brasil (fusão de todas as raças) e não poderia haver preconceito...só com portugueses mas é outra história...
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