Cap�tulo 8 - Uma Segunda Chance
- Ok, o plano � ir para a Mans�o Malfoy e resgatar a Espada B�lica � disse Harry.
- N�o � t�o simples assim � disse Draco num tom duvidoso � Ou voc� espera que eles nos d�em a espada embrulhada pra presente, com um cart�ozinho e uma mensagem de boa sorte.
- Eu sei que ningu�m vai facilitar o nosso lado, mas eu tamb�m n�o espero que eles estejam armados com tochas de fogo e lan�as espinhentas prontas para nos acertar assim que dermos o primeiro passo � replicou Harry decidido.
- Espere sempre o pior � avisou desviando o olhar � Quando se trata de um grupo de Comensais da Morte cercando voc� n�o existem muitas expectativas.
- Eu pensei que voc� era a nossa �nica chance � havia um pouco de rancor na voz de Harry.
- Eu? � falou incr�dulo � Desde quando eu sou o her�i?
- Ningu�m nunca foi her�i aqui � afirmou Harry e Draco fez um ru�do de protesto � S� que voc� � o �nico que conhece aquela casa direito, voc� pode indicar onde tem ou n�o armadilhas.
- H� essa hora o meu pai j� deve ter armado algumas novas ciladas com a esperan�a de ver a minha cabe�a presa em uma delas tamb�m � respondeu com desprezo.
- �timo, ent�o voc� ser� o nosso guia para a morte � Draco percebeu que Harry estava falando s�rio.
- Eu sempre desejei isso... � Draco riu maliciosamente � Mas no meu sonho eu n�o morria junto com voc�s!
Harry lan�ou um olhar mort�fero a Draco e ele calou-se com uma express�o cautelosa.
- Muito bem, _ ele corrigiu � Vamos pensar com calma... Eu conhe�o boa parte das passagens da casa e onde est�o os feiti�os mais perigosos, isto se encaixa perfeitamente no seu plano.
- Voc� sabe como deter esses feiti�os? � perguntou Harry prudente.
- � �bvio � ele soou com estupefa��o � Eu poderia me jogar num abismo sem fim se n�o soubesse a maneira correta de andar pela minha pr�pria casa!
- Bom trabalho � elogiou Harry com tirania � Talvez todos os anos andando pela casa e humilhando os elfos n�o tenham sido em v�o.
- Voc� quer que eu responda ou apenas posso olhar perigosamente para voc�? � disse Draco com raiva.
Harry sorriu, do mesmo jeito que havia sorrido para Rony quando eles tinham acabado de fazer as pazes no quarto ano, e o amigo xingou indignado � nota de Karkaroff. Ele pegou a sua varinha que estava em cima da mesa, e jogou a de Draco.
- V�? � ele olhou com uma express�o maquiav�lica para a varinha, e lan�ou um olhar firme a Draco � �s vezes eu acho que somos invenc�veis com apenas uma varinha e um pouco de coragem.
- Voc� quer dizer para unirmos nossas for�as e sair correndo enfrentar Voldemort? � indagou apreensivo, o olhar de Harry era intimidante.
- N�o � negou e parte de sua determina��o foi embora � Eu e voc� formamos um belo time, embora eu n�o goste de pensar nisso.
- Eu tamb�m acho � concordou no mesmo tom e encarando Harry � Voc� tem medo que eu n�o consiga enfrentar meus pais, n�o �?
- Malfoy, voc� sempre defendeu sua fam�lia � Harry olhou desconfiado � � estranho voc� se posicionar contra ela e ao meu favor.
- Sabe o qu� n�s temos de diferente? � falou num tom firme � Voc� nunca vai mudar seus conceitos. Eu imagino como deve ter sido dif�cil pra voc� descobrir que Sirius era inocente depois de voc� j� ter criado uma imagem de um assassino perverso em sua mente. Voc� teve que passar por cima de muita coisa para entender a verdade.
- E voc� se deu conta que Voldemort � um cr�pula trai�oeiro que vai acabar matando toda a sua fam�lia � falou � Agora voc� quer destru�-lo antes que ele destrua voc�.
- Eu pretendo � Draco tinha um tom incerto e outro confiante � Meu pai e minha m�e ainda v�o me agradecer por isso um dia.
Harry procurou n�o olhar para Draco, e nem respondeu. Ele achava que isso era imposs�vel de acontecer, e sabia que se fizesse algo Draco iria acabar percebendo e ele n�o queria decepciona-lo.
- Ent�o, vamos para o seu Doce-Lar? � perguntou Harry definitivo.
- Espere, voc� sabia que Gryffindor e Slytherin eram grandes amigos antes da briga por Hogwarts? � disse Draco inesperadamente e Harry o fitou com aten��o � Eles achavam que as pessoas tinham de ter valores opostos, como ambi��o e ousadia. Tolos, se eles quisessem lutar juntos por uma mesma coisa, seus poderes seriam imbat�veis.
- Isso � uma breve compara��o entre eu e voc� � disse definitivo � Realmente acho que aqui come�a uma amizade, entre sede de poder e valentia. Isso soa bem!
Draco se levantou da cadeira e ainda com a varinha na m�o sorriu:
- Estamos prontos para o que der e vier � garantiu empolgado.

**  **


- Pronto para encarar a maior legi�o de nojentos seguidores de Voldemort? � disse Tathy pegando as poucas pe�as de roupa e guardando em uma mala.
- N�o esque�a que voc� est� incluindo os meus pais nisso � replicou Draco infeliz.
- Eu estou sendo sincera � disse Tathy ofendida.
- T� legal, eu a admiro muito por isso � crepitou Draco � Mas deixe a minha fam�lia fora disso!
- Qual � o seu problema? � ela aumentou o tom de voz impaciente � Resolveu ter uma grande dose de realidade? �... seus pais est�o no meio deles querendo nos matar!
- Chega! � interrompeu Lupin jogando uma pe�a de roupa na cabe�a de cada um � Voc�s n�o s�o mais crian�as para ficar discutindo, levando em considera��o que a nossa posi��o hoje � ca�tica.
- Mas... � protestou Tathy com vigor.
- N�o � disse Lupin terminantemente � N�o quero ouvir mais. Me prometam que v�o se comportar direitinho enquanto eu procuro o Harry e a Gina?
Os dois lan�aram olhares zangados a Lupin.
- Ok, acho que posso confiar em voc�s � ele j� estava quase descendo a escada quando virou e perguntou � Aonde eles est�o?
- Passeando por a� � disse Tathy resumidamente.
Aluado desceu as escadas e seus passos fortes refletiam no barulho.
- Quando n�s estivermos na minha casa eu vou fazer quest�o de te deixar perdida na sala de encontros com os tem�veis Comensais da Morte � avisou Draco irritado.
- Ah � ela exclamou num tom despreocupado dando de ombros � E eu vou aproveitar a oportunidade e explodir seus pais em mil pedacinhos repugnantes.
- Eu n�o esperava que voc� fosse t�o convincente � disse e depois sorriu � Meus pais seriam os peda�os mais repugnantes que voc� teria visto em toda a sua vida, voc� teria pesadelos horr�veis com eles!
Tathy se divertiu por um minuto pensando em manchinhas de gordura asquerosas com o rosto de Lucio e Narcisa Malfoy espalhadas pelo ch�o fazendo amea�as numa vozinha fina e continua. Iria parecer uma propaganda de esponja, �elimina as bact�rias indesej�veis�.
Ela tentou. Tathy mordeu sua bochecha para n�o rir, mas ela n�o conseguiu. O coment�rio do Malfoy havia levado a melhor, e ela se surpreendeu dando um sorriso para Draco.
Eu tinha que rir justo agora? pensou indignada.
Um sorriso tamb�m nasceu no canto da boca de Draco e os dois sorriram como velhos amigos, como se n�o tivessem acabado de brigar.
- �s vezes eu me pergunto porque � t�o divertido pensar na hip�tese de acontecer alguma coisa tr�gica com a minha fam�lia? � ele soou exasperado.
- O problema n�o � a sua fam�lia � Tathy agora ria compulsivamente � � o fato das bact�rias terem a cara deles...
- H�? � perguntou perplexo � Deixe pra l�, parece estar sendo muito interessante pra voc�...
- Voc� n�o imagina como! � ela confirmou alegremente.
Ela ainda demorou alguns minutos para se recompor e quando finalmente conseguiu isso decidiu mudar de assunto:
- Em que lugar do mundo fica a Mans�o Malfoy? � Tathy lan�ou um olhar curioso a ele.
- Longe daqui � respondeu simplesmente.
- S� isso? Eu pensei que fosse num lugar desabitado, onde tivessem muitos morcegos e corujas � Tathy disse entretida ao mesmo tempo em que parecia contar uma hist�ria de terror � Muros infinitamente altos, com um port�o gigante que fizesse o tradicional ru�do ao ser aberto... e... eu imagino o c�u nublado, n�o me pergunte porqu�.
- Voc� est� parcialmente certa � Draco concedeu � Os muros e o port�o s�o altos e grandes, mas o tom da casa � cinza e o c�u definitivamente n�o est� sempre nublado.
- E fica aonde? � ela repetiu a pergunta inicial.
- Em cidade nenhuma de lugar nenhum � Draco sorriu com a express�o confusa dela � Vamos pegar o trem na esta��o de Hogsmeade.
- Mesmo sob a amea�a de ficar perdida eu mal posso esperar pra chegar � Tathy falou animada e guardando as �ltimas pe�as em sua mala min�scula.

**   **

Lupin havia voltado com Harry e Gina, que pareciam preocupados e abalados, mas ainda sim decididos.
- E a�, vamos? � Gina disse sem nenhum vest�gio de medo em sua voz, embora sua express�o revelasse outra coisa.
- � claro � respondeu Draco pegando sua mochila e colocando nas costas � Particularmente eu estou morrendo de saudades da minha medonha casinha! Garanto que voc�s tamb�m v�o adorar.
- N�o seja ir�nico, Malfoy � falou Harry meio p�lido.
- Potter, n�o vai adiantar nada voc� ficar t�o s�rio... � Draco analisou com veem�ncia � Voc� parece muito formalista e seguro de si, no entanto isso n�o combina com voc�.
- O qu� combina comigo? � replicou Harry com azedume.
- Primeiro voc� n�o � convencido, mas sempre tem certeza de que vai se dar bem � disse � Isso � estranho... mas voc� geralmente consegue!
-  Legal � concluiu Harry mais animado � Pelo menos a estat�stica est� ao meu favor!
Tathy tinha subido as escadas para pegar a mala de cada um, e agora ela descia com uma mala nas costas e outras duas em cada uma das m�os. Talvez isso fosse uma t�tica, mas ela n�o parecia com medo, apenas ligeiramente preocupada, nada al�m.
Ela jogou a mala de Gina e Harry que a pegaram no ar:
- Tome!
- Bom, eu estou preparada � disse Gina � S� queria que a minha mala fosse grande o suficiente para caber uma metralhadora.
Tathy e Harry riram, Draco continuou parado n�o entendendo nada.
- O que � uma metralhadora? � perguntou confuso.
- � uma arma desse tamanho � disse Gina impressionada mostrando com as m�os. Ela aumentou um pouco o tamanho real � Que serve para mirar na v�tima, da� sa� uma bala que perfura o seu corpo e voc� morre depois de ter perdido muito sangue.
Draco apenas ergueu as sobrancelhas surpreso. Gina ficou com ar de psicopata quando pronunciou
�muito sangue�.
Draco ficou mais receoso em rela��o �s armas trouxas do que qualquer feiti�o.
- Dizem que ensinam como usa-las em Durmstrang � falou Gina soando leve.
- Tudo bem Malfoy � tranq�ilizou Harry � N�s n�o temos metralhadoras, ent�o n�o precisa ficar com essa cara de quem est� com t�tano.
Eles comeram algumas torradas porque Lupin insistiu demasiadamente, afirmando que eles precisariam estar alimentados para n�o chegar caindo de fome. Realmente era importante todos estarem bem, porque n�o seria simples entrar impunemente na Mans�o Malfoy.
Ningu�m mais ag�entava de tanta impaci�ncia, eles estavam ansiosos e na mesma propor��o sentiam que havia um grande perigo � frente, um perigo inevit�vel e o qual eles foram obrigados a encarar, e a �nica possibilidade seria vencer.
Lupin parecia irremediavelmente exausto, seus olhos castanhos sustentavam muita afli��o, e ele n�o parava de lembrar aos quatro feiti�os essenciais e recomendar que n�o se arriscassem sem motivo.
- Harry, n�o se esque�a que n�o ter� ningu�m para te proteger naquela casa, tome cuidado � aconselhou Lupin com uma express�o absolutamente s�ria.
- Pode deixar, eu sei me cuidar sozinho � disse Harry firmemente.
- Eu n�o duvido disso � confirmou honestamente � Mas seja atento, eles ter�o sucesso se voc� confiar em quem n�o deve.
- O qu� voc� quer dizer com isso? � Harry perguntou uma oitava mais baixa.
- Confie na sua intui��o � ele pediu sensatamente � E qualquer coisa pe�a ajuda. Que eu e o Sirius iremos correndo te salvar...
Harry escutou cada palavra atentamente.
- Eu n�o vou deixar que Voldemort consiga o que ele quer � crepitou Harry incrivelmente decidido � N�o agora que ele aprisionou a minha alma e acha que pode me manipular por isso.
- N�o aja por impulso de vingan�a, Voldemort � um exemplo vivo de que isso n�o d� certo � Lupin estava mais protetor do que nunca, ele agia como se o Harry fosse o pr�prio filho dele � E fa�a o que tem que ser feito.
- N�s vamos fazer � garantiu Draco com um brilho felino no olhar.
Lupin se virou bruscamente para o garoto, e Harry ficou obviamente assustado com a apari��o repentina de Draco.
- Eu conhe�o planos deles e sei exatamente aonde eles v�o nos procurar � falou Draco n�o prestando aten��o no eventual susto dos dois � Basta desviar at� o caminho da Espada.
- Eu espero que seja assim � Lupin empertigou-se.
- Vamos logo? � Gina juntou-se a eles, ela havia acabado de comer � Se quisermos chegar antes do anoitecer � melhor nos apressarmos...
Automaticamente todos olharam para Tathy que colocava distraidamente alguns biscoitos na mochila. Ela olhou para eles vagamente ciente de estar sendo observada j� algum tempo. Tathy sorriu envergonhada:
- Estes s�o os biscoitos que me fizeram sentir mais culpada em toda a minha vida � Tathy argumentou com vigor � S�o para a viagem, n�o podemos ficar de barriga vazia durante todo o tempo.
- � justo � Lupin concedeu.
Em pouco tempo eles estavam do lado de fora da casa, j� haviam se despedido de Lupin e caminhavam em dire��o ao novo rumo, o lugar menos indicado para Harry ir neste momento.
Ele pensou que se Hermione estivesse com eles, ela certamente impediria Harry de ir, nunca ela concordaria com uma atitude dessas. E Rony iria ficar t�o p�lido ao saber, Harry imaginava o rosto de Rony flutuando, com a familiar express�o preocupada.
�Voc� quer se suicidar, Harry? Devemos chamar o Dumbledore, voc� n�o pode resolver tudo sozinho�.
�, nenhum dos dois acharia prudente continuar com essa expedi��o, ent�o seria melhor avisa-los depois que ele j� estivesse l�, assim n�o teria como voltar atr�s.
Aluado estava parado na frente de sua loja, olhando igualmente para todos com nostalgia, como se eles j� tivessem partido h� horas.
- Boa sorte! � ele desejou com um aceno � N�o deixe eles intimidarem voc�s.
- Harry! � ele tornou a chamar urgente � Se lembra quando eu disse no terceiro ano que nos reencontrar�amos de novo? Ent�o, eu garanto a voc� que esta n�o foi a �ltima vez.
Harry acenou contente para o amigo, e dando uma �ltima olhada em Lupin, acompanhou os outros.
- Eu tamb�m � gritou em resposta sem olhar para tr�s.

**   **

Apesar de boa parte do trajeto eles terem percorrido com o N�itibus Andante, tiveram ainda que caminhar alguns quil�metros at� a Esta��o de Hogsmeade. O peso das mochilas adiantou para deixa-los mais cansados, e agora eles estavam sentados em pequenos degraus ao um canto, todos completamente cansados e com a respira��o ofegante.
Definitivamente eles precisavam parar para descansar, seus corpos n�o ag�entariam andar nem mais um passo, e aos olhos deles a bilheteria parecia t�o longe. Olhando com curiosidade para a bilheteria Harry se lembrou de algo:
- Afinal, para onde vamos? � ele se referiu diretamente a Draco.
- Como se voc� n�o soubesse... � desdenhou � � l�gico que para a Mans�o Malfoy.
- E toda hora sai um expresso espec�fico para o pal�cio do horror? � replicou Harry com sarcasmo.
- Voc�s v�o descobrir � por algum motivo Draco evitava dizer a localiza��o certa de sua casa, ser� que era para impressiona-los?
- Pena que assim n�o d� pra descobrir se estamos atrasados para o embarque � disse Tathy tentando persuadi-lo.
- N�o estamos, n�s j� chegamos � disse Draco prontamente e ficou de p�.
Os tr�s levantaram at�nitos, qualquer coisa que Draco havia tentado explicar n�o teve muito �xito. Todos o encararam com uma express�o peculiar.
- Sigam-me � falou num tom de superioridade.
Na verdade ningu�m seguiu Draco imediatamente, eles observaram o garoto andar como se fosse colidir com uma parede, e tiveram a ligeira impress�o de que ele estava ficando louco. Mas, um segundo depois disso, ele atravessou o muro, como se fosse apenas uma pel�cula invis�vel.
Eles continuaram parados se entreolhando, na inten��o de escolher quem seria o primeiro a repetir o que Draco fez. Ent�o, emergiu do muro de tijolos a figura irritada do Malfoy.
- Voc�s v�em ou n�o? � disse rispidamente � Sinceramente, eu pensei que voc�s fossem mais inteligentes. Isto � uma passagem secreta que sa� direto na minha casa, andem!
Antes que Gina pudesse pensar qualquer coisa, ela sentiu os bra�os de Draco a puxarem violentamente para dentro da passagem. Ela se sentiu t�o induzida que chegou a trope�ar nos pr�prios p�s, e levou o maior tombo. Gina caiu em cima de Draco e os dois se estatelaram no ch�o, ela em cima dele, estranhamente embolados e encabulados.
- Ai! � ele reclamou � Voc� n�o podia ver por onde anda?
- Voc� me puxou e eu n�o esperava por isso � ela disse ainda se recompondo.
Logo Harry e Tathy surgiram do outro lado do muro, e pelo jeito eles haviam corrido por causa do medo de dar de cara com um muro de concreto.
- Eu esqueci a minha mala... � rangeu Gina aborrecida para Draco.
- Ok, eu sou o culpado, eu vou pegar... � falou em desist�ncia.
Gina observou Draco passar pela passagem, e voltar pouco depois com a sua mala. Ela mordeu o l�bio:
- Droga! � Gina disse admirada � Como ele consegue fazer isso com tanta naturalidade?


Harry, Tathy e Gina ficaram perplexos ao olhar o que lhes esperava mais � frente. Eles n�o conseguiram conter seus olhos se arregalando de excita��o ao verem a grande e onipotente Mans�o Malfoy.
Um vasto jardim os separava da casa, n�o havia nada al�m de um campo com uma grama caprichosamente cortada. Harry sup�s que eles estavam em um pequeno monte e na parte mais elevada encontrava-se o destino dele, Harry achava na verdade que poderia haver um penhasco depois daquela Mans�o inacreditavelmente grande, ela ocupava o espa�o de um campo de Quadribol ou at� mais, analisou Harry.
- Ei! � exclamou Gina estranhamente alegre � De fato, isto � apenas uma enorme casa! Ser� divertido brincar de esconde-esconde a� dentro.
O volume da Mans�o era impressionante, Draco n�o havia mentido quando disse que o tom das paredes era cinza, talvez porque o prateado ficasse chamativo demais. S� era poss�vel ver o alto da casa, porque muros infinitos se estendiam ao redor dela. Muros que deixavam bem claro que ningu�m seria totalmente bem-vindo ali, muros que os separavam do mundo afora. Bem ao centro, exatamente igual a que Harry imaginava um port�o feito de grades pontiagudas e estreitas, no meio um ostentoso M dividindo as duas metades que se abririam para a passagem de algu�m.
Ningu�m disse nada at� eles chegarem pr�ximos a Mans�o Malfoy.
Gina teve um s�bito ataque de nojo ao se aproximar da casa, era t�o deslumbrante e ao mesmo tempo horr�vel. Como se fosse um deslumbrante assustador, uma coisa grandiosa, mas que n�o tinha nenhum aspecto bom.
Depois ela sentiu vontade incontrol�vel de entrar l� dentro e acabar com todos, um por um daqueles servos de Voldemort, pensar neles lhe causava n�useas. Gina correu desesperadamente at� o port�o e jogou sua mala em um canto, agarrando selvagemente as barras de ferro e gritando:
- Abram, seus sujos! � ela sacudiu o port�o � N�s vamos acabar com voc�s, seus hip�critas nojentos. Desleais, todos voc�s ir�o morrer!
- N�o � impediu Draco ofegante indo at� ela, com a express�o de quem havia visto um fantasma � Voc� est� louca? � replicou ferozmente.
- Eles precisam saber � Gina continuou a berrar � Eu odeio todos voc�s!
- N�o. Se. Mova � mandou Draco friamente.
Gina pareceu recuperar seu racioc�nio ao ouvir estas palavras.
- O qu�? � perguntou hesitante.
- N�o fa�a nenhum movimento � ele suspirou extremamente indignado � Eu pensei que voc� j� tivesse provas o suficiente para saber que o meu pai adora artefatos mortais.
- O qu� eu fa�o? � Gina disse com o p�nico tomando conta de si, ela mantinha as m�os na mesma posi��o desde o aviso de Draco.
- Um gesto e voc� ter� muitos machucados para se lembrar � avisou cauteloso � N�o fa�a nada, eu tiro voc� da�.
Draco passou as suas m�os pela grade e encobriu as de Gina, ele esperou um momento crucial e em definitiva agilidade as puxou pra fora. Numa rajada de segundo, um zumbido cortou o vento e aonde estava as m�os dela haviam duas flechas com um l�quido verde escorrendo. Gina olhou chocada para Draco, e viu que um pequeno corte sangrava no lado superior da m�o direita dele:
- Oh, meu Deus! � ela disse � Voc� est� bem?
- Estou � respondeu.
- Como eu sou idiota! � ralhou para si mesma � Esta n�o era a hora certa para ter impulsos de raiva, voc� poderia ter o matado.
Draco olhou bastante intrigado para ela, n�o era normal ver algu�m brigando com si pr�prio. E ele percebeu que Gina n�o se importaria de levar o veneno, sua preocupa��o maior era que Draco sofresse por causa dela. Isto o deixou ligeiramente grato.
- Malfoy, tudo bem a�? � chamou Harry juntando-se a eles.
Ele apenas lan�ou um olhar para confirmar.
- Eu acho que ele � um mentiroso compulsivo � Tathy cochichou para Harry � Olhe, a m�o dele est� sangrando... isto n�o � estar bem.
Harry retribuiu o olhar de Tathy, mas sabia o quanto Draco era teimoso quando n�o queria admitir algo, e agora eles precisavam de toda a concentra��o para entrar na Mans�o, e Harry n�o queria atrapalhar questionando-o. A �nica coisa de que ele n�o sabia, � que ele tamb�m era teimoso na mesma propor��o quando colocava uma id�ia na cabe�a.
Eles continuaram seguindo o Malfoy, que contornava o muro.
- Desculpe interromper, mas eu acho que o port�o fica do outro lado? � disse Harry exasperado.
- E as flechas com veneno tamb�m. Agora apenas me siga porque eu conhe�o esse lugar � respondeu Draco e olhou terminantemente para Harry, um momento depois ele disse em alerta � N�o. Se eu fosse voc� n�o andaria nem mais um passo.
- J� sei, mais alguma coisa para me matar � adivinhou Harry � E ent�o?
- Volte e passe o mais perto que voc� conseguir do port�o. Assim n�o ter� problemas.
E foi o que Harry fez. Todos se empenharam em decorar os gestos de Draco e imita-lo fielmente, para n�o correrem o riso de serem atingidos por algum feiti�o.
Eles chegaram numa coluna divis�ria com cobras esculpidas que se entrela�ado at� o alto.
- Prestem aten��o no que um sangue Malfoy � capaz de fazer � Draco encostou sua m�o na coluna e ela se moveu para o lado, desviando o suficiente para apenas uma pessoa passar de lado, isto dava num imenso jardim.
Na verdade era praticamente um bosque particular, com v�rias �rvores e est�tuas de provavelmente ancestrais da fam�lia Malfoy, havia uma caprichosa estradinha de pedra que levava at� a porta.
O caminho era t�o convidativo, mas Tathy notou que Draco continuava na grama, ent�o ela deduziu que nada de bom aconteceria se ela resolvesse pegar a simp�tica trilha.
- A maioria dos feiti�os j� foram desviados � ele anunciou.
O estranho � que Draco os levava cada vez mais na dire��o contr�ria a entrada, eles estavam indo para o lado posterior. Talvez porque a porta principal estivesse cheia de feiti�os rondando-a para impedir que intrusos como eles pudessem sequer entender que foi que os atingiu.
Totalmente atr�s da Mans�o, Draco parou.
- O que � isto? � perguntou Harry se referindo a um tijolo colocado na transversal.
- � uma passagem subterr�nea � disse Draco puxando o tijolo e o abrindo como se fosse uma porta � Estaremos seguros l� embaixo.
As duas meninas entraram primeiro, depois Harry e Draco terminando a ordem.
Quando Draco fechou a porta com um baque, tudo ficou na mais completa escurid�o. Gina e Tathy pararam de andar abruptamente, aquele cen�rio j� era assustador o bastante sem precisar do escuro.
Ouvia-se barulhos de gotas de �gua pingando no ch�o, havia v�rias goteiras. Cada movimento produzia um eco que se propagava por cada cent�metro do lugar.
Apreensivas elas esperavam encontrar animais nojentos, assim como ratos, toda vez que davam um novo passo.
- N�o fiquem com medo � a voz de Draco foi se aproximando. Isto foi estranhamente reconfortante � Tudo o que podia ter nos matado j� foi deixado para tr�s.
� a� que voc� se engana, pensou Tathy em contrapartida, N�s estamos indo ao encontro daquilo que pode realmente nos matar � Voldemort.
- Lumus!
� disse Harry e uma pequena luz brotou da sua varinha dissipando a total escurid�o.

**   **

- Sabe o qu� me incomoda? � disse Hermione impaciente jogando o rastreador at� a outra extremidade da mesa � N�o ter nada pra fazer, me sentir uma in�til.
Rony analisou a express�o dela, e um pouco depois seu rosto se iluminou, com a perspectiva de uma grande id�ia.
- Voc� quer algo para fazer? � perguntou com um olhar matreiro � Acho que finalmente podemos ter uma conversa franca.
- O qu� voc� quer? � ela sorriu � Uma se��o cont�nua de gritos e acusa��es?
- Eu estou falando s�rio � Rony falou num tom reprimido � E pare com isso porque voc� est� me irritando � reclamou.
H� horas Hermione jogava o rastreador para um lado da mesa, e o pegava. Ela continuou fazendo isto em seq��ncia.
- Eu sinto muito, me desculpe � disse Hermione arrependida � Voc� deve ter algo importante pra dizer, ent�o fale que eu estou te ouvindo.
- Eu s� queria que voc� soubesse que eu n�o iria te convidar para o Baile como �ltimo recurso.
- Voc� pareceu n�o entender nada aquela noite � alegou Hermione desviando o olhar.
Os dois se lembravam muito bem do qu� aconteceu depois do Baile, do Rony atirando ofensas a ela, e por sua vez Hermione vociferava com raiva. At� hoje esse assunto n�o tinha sido resolvido.
- Voc� tem que entender que foi uma surpresa pra mim � disse Rony espantado � Eu n�o imaginava que voc� fosse o par de V�tor Krum e nem que voc�s se divertissem tanto.
- � obvio � ela falou num tom magoado � Desde quando voc� reparou que eu tamb�m poderia ter um par que fosse diferente do Neville?
- A Gina foi o par do Neville � lembrou Rony secamente.
- Isto porque ela n�o teria outro jeito de ir ao Baile, e porque j� faz muito tempo � sua voz soou decidida � No entanto se eu fosse com o Neville e ficasse a noite inteira sentada voc� certamente teria achado certo. Na verdade era justamente o que voc� queria, n�o era?
Rony n�o respondeu, Hermione estava quase perdendo o controle.
- N�o � disse fracamente � Eu queria que voc� tivesse ido comigo.
- Eu poderia ter ido com voc�, Rony... � sua voz voltou ao normal � Mas voc� preferiu arriscar ir com toda a popula��o feminina de Hogwarts antes de mim. Foi a� que voc� perdeu.
- S� por isso voc� tinha que come�ar a namorar o Krum? � criticou totalmente abismado.
- Qual � o problema, que eu saiba ele conseguiu ser tudo que voc� n�o soube ser � falou Hermione duramente.
Rony abaixou a cabe�a, Hermione tinha acabado de rasgar o cora��o dele. De arrebentar qualquer esperan�a, de deixa-lo no fundo do po�o.
- Por qu� voc� sempre tem que me humilhar, isso j� faz parte do seu roteiro? � perguntou com uma nota profundamente triste.
Ela o encarou com olhos piedosos, Hermione tinha se arrependido de ter dito aquelas coisas. S� ela sabia o quanto, se ela pudesse voltar e n�o ter sido t�o fria... mas Hermione n�o sabia como fazer isso, e nem tinha muita pr�tica.
- Droga! � sibilou batendo de leve sua m�o na mesa. Hermione estava inconformada � Eu realmente n�o pretendia te magoar, n�o foi a minha inten��o... �s vezes eu sei que digo coisas que n�o devia, mas � o meu jeito. O qu� eu posso fazer?
- Eu sei que voc� n�o vai mais falar comigo depois disso, eu sei que voc� nem sequer vai olhar pra mim � ele argumentou num tom que revelava que n�o haveria discuss�es � Hermione, eu sei que voc� me acha o menino mais pat�tico da esc�ria do universo...
- N�o � ela protestou sinceramente � Eu n�o acho isso, por qu� voc� n�o acredita em mim?
Ele balan�ou a cabe�a desanimado e se levantou para subir as escadas. Hermione estava chocada, ela n�o sabia que Rony fazia esse tipo de id�ia da personalidade dela.
Rony sentia-se derrotado, ele reconhecia que o erro foi dele de n�o a ter convidado para o Baile, de n�o ter percebido antes o quanto gostava de Hermione, e deixar que ela se apaixonasse por V�tor Krum, somente por que ele foi mais r�pido, e o �nico a demonstrar pra Hermione o seu amor.  Talvez agora, Rony sentia, que nunca mais tivesse uma segunda chance.
Hermione observava Rony, fielmente fracassado subindo as escadas, mas junto com isso ele tamb�m estava determinado a desaparecer e n�o ouvir nada do que ela tinha a dizer. N�o era justo com Hermione. Afinal, ele a tinha pedido para conversar, e se um dia o Baile tivesse sido para confundir os pensamentos deles, n�o foi desta vez que eles conseguiram esclarecer tudo. Porque agora pairava uma nuvem negra, uma cortina de fuma�a sobre aquilo.
Definitivamente Hermione n�o iria permitir que ele fosse embora desse jeito, deixando a conversa pela metade. Deixando ela sozinha e sentindo-se miser�vel por ter feito tanta coisa das quais se arrependia, sem dar o direito a ela de dizer a �ltima palavra. Ela pegou o bra�o dele e Rony olhou para ela, ele estava de certa forma irritado e guardava um pouco de amor em seus olhos.
Hermione estava completamente infeliz, ela sentia-se dividida em fazer o que ela sempre quis ou apenas tentar se resolver amigavelmente com o Rony.
- N�o fuga de mim! � ela disse firmemente.
- Eu estou fugindo da verdade � respondeu Rony � Eu n�o quero ver voc� se dar mal, eu odiaria ver voc� numa confus�o por causa da sua intelig�ncia irracional.
- Eu n�o sou uma garotinha idiota de seis anos e eu tamb�m n�o preciso da prote��o de algu�m que nem ao menos quer me ouvir! � Hermione gritou rispidamente, corando at� a raiz do cabelo.
- Hermione,
o Krum! � disse Rony evocativo tentando induzi-la � Ele estudou com Karkaroff, ele era o aluno preferido dele. Os dois eram grandes amigos tinham muitos segredos em comum, eu via isso...
- Eu n�o acredito que voc� est� tentando me dizer isso � ralhou num tom incr�dulo � Karkaroff voltou para os Comensais da Morte, mas isto foi depois dele ter conhecido o V�tor.
- Se voc� n�o vai fazer o m�nimo esfor�o para compreender � Rony lan�ou um olhar meio desdenhoso � Eu acho melhor eu voltar pro meu quarto.
- N�o � Hermione interrompeu apressada � Diga.
Rony mais uma vez parou, e a encarou com uma express�o entediada.
- Eu acho que deveria ficar de olhos abertos. Krum estudou com Karkaroff, mas eu tenho quase certeza que a liga��o deles � maior do que isso.
Hermione fez um grande esfor�o para n�o dizer a Rony que ele estava delirando, que isso era pura imagina��o dele. J� fazia quase um ano que ela namorava V�tor Krum, e sinceramente as atitudes dele n�o tinham nenhum tra�o de segundas inten��es.
- Krum passou a maioria dos sete anos passados em Durmstrang, eles enfatizam Arte das Trevas l� � Rony falava cada vez mais convicto � Karkaroff pode muito bem ter escolhido o seu melhor aluno para ajuda-lo, e qual seria um plano perfeito? Ele namorar a melhor amiga de Harry Potter que o manteria informado e perto o suficiente para saber de tudo e agir na hora que quisesse.
- S� porque Karkaroff e aquela escola idiota n�o prestam, isso n�o garante que o V�tor tamb�m � mal � Hermione o defendeu � E ele disse que preferia Hogwarts...
- Eu n�o confiaria tanto � replicou Rony com vigor � Ele � um b�lgaro de dois metros de altura, que ficava tomando banho no lago em pleno inverno e nem ao menos sabia dizer nem o seu nome direito!
- Voc� pode enumerar os defeitos dele em uma lista, n�o me importa � disse Hermione com a voz aguda � Eu o amo.
Rony olhou desapontado para o ch�o e enrugou a testa:
- N�o diga isso... � ele murmurou triste � D�i...
- O qu�? � perguntou Hermione confusa a poucos cent�metros dele.
Rony olhou para ela. Hermione estava esperando que ele dissesse alguma coisa, ela estava olhando profundamente nos olhos dele, como se pudesse se jogar num mar castanho e se perder dentro dele. Hermione n�o ligava, o que ela queria � que Rony repetisse o que ele havia acabado de perguntar. Porque se ele precisasse, ela falaria quantas vezes fosse preciso que amava Krum, e Hermione contava que Rony dissesse isso, ela queria deixar bem claro o que ela sentia.
Por�m, os olhos de Rony estavam dif�ceis de desvendar, como um labirinto sem sa�da. E Hermione n�o sabia o que esperar, n�o fazia id�ia do que ele poderia dizer. Rony ficou alguns segundos em sil�ncio, apenas contemplando o rosto de Hermione, os cachos louros escuros caindo sobre o ombro dela, e ela olhando daquele jeito para ele de t�o perto, t�o dentro da alma dele que chegava a transparecer sua pr�pria alma.
- Eu amo... � Hermione come�ou a dizer vacilante, mas Rony colocou sua m�o em cima da boca dela, impedindo delicadamente ela de continuar.
- Voc� n�o sabe de nada...
nada do qu� eu sinto por voc� � e olhou para ela furiosamente apaixonado antes de a beijar.

**  **
Os passos deles faziam barulho toda vez que tocavam o ch�o, aquilo era uma esp�cie de caverna, escura e �mida. Mas os quarto estavam com a varinha em punho, por ora apenas para iluminar o lugar, mas se algum perigo se aproximasse...
- Acho que aqui deve ser o lugar mais agrad�vel da casa, n�o � Malfoy? � Harry comentou entretido.
- Na verdade meu pai adora dar festas aqui � respondeu simplesmente � O calabou�o. Lugar fant�stico, ele diz, perfeito para torturar, aprisionar...
- Chega! � exclamou Tathy indignada � A conversa de voc�s est� extremamente insuport�vel...
Gina agradeceu a Tathy interiormente por ter dito aquilo. As paredes e a apar�ncia hostil a faziam sentir calafrios de medo, como se ela precisasse de algu�m para lembra-la disso para acrescentar.
Eles prosseguiram sempre com cautela, mas, como Draco tinha confirmado que n�o haveriam outras armadilhas, isto j� deixava Harry mais tranq�ilo. De repente um barulho de motor os assustou, Harry, Tathy e Gina paralisaram apreensivos.
N�o! pensou Draco revoltado Como eu pude me esquecer disso?
Ele sabia exatamente o qu� iria acontecer. Quantas vezes ele j� havia ficado preso por causa disso. Ali�s, esse era o passatempo de Narcisa. Deixar o calabou�o mais complicado e estreito para os fugitivos, nem o pr�prio Draco podia garantir o caminho certo. Por causa de um feiti�o ele estava em constante mudan�a.
- Malfoy, o qu� est� acontecendo? � perguntou Harry ligeiramente com seus olhos arregalados.
Mas n�o houve tempo para uma resposta. Uma parede se movia diante deles, e se colocava entre o Draco e Harry, dividindo-os. Gina analisou rapidamente a situa��o, todas as paredes mudavam de lugar formando outros corredores, e bem naquele instante uma separaria Harry dos outros. Gina franziu as sobrancelhas, ela estava perdidamente determinada a n�o deixar Harry sozinho, ele n�o conhecia nada ali, apesar dela n�o conhecer tamb�m, no entanto se acontecesse algo teria algu�m menos importante para morrer no lugar de Harry, Gina pensou.
N�o tinha muito tempo para ser gasto com pensamentos, agora era a �ltima chance para ela agir, o estreito espa�o se fechava a cada segundo.Gina olhou desesperadamente para Harry e sem hesitar ela se jogou para o lado e por pouco sua blusa n�o ficou pressa. Gina caiu rolando at� a v�rtice oposta da parede que se fechava, escondendo a imagem horrorizada de Tathy e Draco.
- Isto � um labirinto � disse Draco apressado � � inconstante, como uma m�quina que fica revirando tudo do lugar. N�o saiam da�, n�o entrem na casa! � avisou aos berros � Eu vou encontrar voc�s de novo.
- Tomem cuidado � aconselhou Harry com demasiada preocupa��o, e seus olhos verdes sumiram atr�s do muro de concreto que tomou seu lugar.
- �timo! � Tathy bateu inutilmente com os punhos cerrados aonde tinha visto Harry pela �ltima vez � Era s� o que faltava... estamos perdidos!
- Do qu� voc� est� reclamando? � replicou Draco arrogante � Poderia ser muito pior... voc� poderia estar com o Potter, e a� sim voc� teria grandes encrencas.
- O qu� vamos fazer agora? � Tathy perguntou indecisa.
- Andar � respondeu Draco � Este labirinto n�o � nada f�cil, existem tantas passagens que corremos o risco de ficar perdidos para sempre aqui.
- Por qu� eu tenho a impress�o que voc� deixou as piores coisas para contar numa hora cr�tica como essa? Voc� achou que tudo iria estremecer e a gente n�o iria reparar? � Tathy estava exageradamente aborrecida, mas ela tinha raz�o, a todo o momento tudo piorava gradativamente � Tudo bem, n�o precisa responder. Eu s� queria que voc� n�o acabasse com as minhas esperan�as como se isso fosse t�o banal!
- Eu n�o vou deixar ningu�m morrer, se isso te faz n�o ficar com tanta raiva de mim! � o cabelo platinado de Draco sempre t�o arrumado, come�ava a arrepiar em alguns lugares. Sua voz carregava o tom de muita responsabilidade � Eu sei o que fazer, ent�o d� pra voc� parar de me pressionar?
- N�o me parece que voc� sabe o que fazer � Tathy disse friamente � Andar, n�o vai resolver nossos problemas.
- Ficar brigando tamb�m n�o � ele afirmou firmemente � Vamos, me d� a sua m�o.
- Por qu�? � Tathy perguntou hesitante, mas j� estava de m�os dadas com ele.
- Eu n�o quero correr o risco de te perder, eu sei que voc� vai me culpar pela vida inteira pelo o que acabou de acontecer. Ent�o eu n�o quero que voc� tenha mais motivos para se lembrar de mim como um idiota que deixou todos se perderem em sua pr�pria casa � Draco soou evocativo.
- N�o precisa ser t�o dram�tico � Tathy corrigiu num tom leve � Eu nem pretendia me afastar de voc� por um segundo! Pode ter certeza que at� o final eu vou estar do seu lado.
- Isso � bom ou ruim? � ele disse com sarcasmo.
- Depende, se voc� for bonzinho comigo... � disse num tom de alerta.
- Ok, eu sempre sou bonzinho � ele afirmou terminantemente � E alguma vez eu j� deixei voc�s na m�o?
- Claro que n�o � falou Tathy num tom c�nico � Acho que voc� est� adorando segurar a minha.
- Isso era pra ter sido engra�ado � falou Draco com a voz arrastada � Mas n�o foi.
- Ah, o Malfoy est� irritadinho! � ela provocou.
Draco virou bruscamente, ficando cara a cara com ela. Tathy arregalou os olhos, no fundo ela sentiu uma esp�cie de medo, um medo bobo na opini�o dela que ela deveria esconder. Draco estava perto de Tathy o suficiente para beija-la, mas seu rosto tinha uma express�o dura e seus olhos acinzentados estavam cheios de f�ria. Ele segurou os bra�os de Tathy com for�a.
- Eu n�o estou irritado! � esbravejou � Eu sei que a culpa n�o � minha! Eu sei que n�s n�o vamos morrer.
- Voc� n�o ter certeza de tudo isso � Tathy ousou retrucar � Ningu�m sabe o que vai acontecer com a gente daqui a um segundo, eu posso ser devorada por um basilisco a qualquer hora � neste momento ela falava no mesmo tom de Draco e com o mesmo olhar fulminante � N�o, voc� � incapaz de controlar isto aqui como se fosse o Crabbe e o Goyle. E voc� est� profundamente zangado por isso.
- Droga! � ele praguejou com uma raiva crescente em cada nota � Eu odeio ser quem eu sou, eu odeio ser o respons�vel pela destrui��o do mundo.
- Mas voc� n�o � o culpado � dessa vez Tathy falou num tom suave � Seria injusto colocar em voc� a responsabilidade de tudo que acontece.
- E n�o �? � Draco perguntou quase numa afirma��o convicta.
- N�o, � culpa de Voldemort e dos malditos seguidores dele � ela disse.
Draco apertou ainda mais o bra�o de Tathy, ele leu nos olhos dela quanto pavor ela estava sentindo.
     
Talvez o medo a tivesse feito dizer coisas que me agradassem, pensou Draco.
Por isso ele n�o conseguiu acreditar em nada, nenhuma palavra. E essa conversa o fez ficar pior do que algum tempo atr�s. Draco infeliz continuou a segurar Tathy e se torturar porque a garota estava sentindo muito medo, e j� n�o era poss�vel disfar�ar. O sentimento de Draco foi uma coisa parecida com, se at� Tathy que era amiga dele, se sentia em perigo imagine o quanto mal�fico ele n�o poderia ser. Por�m isto era espont�neo, na verdade Draco nunca quis ser um perigo ambulante.
- Draco � ela pediu suplicante � Por favor, solte o meu bra�o voc� est� me machucando...
Agora foi a vez de Draco sentir um remorso imenso, que ocupava cada part�cula do seu corpo. Como ele podia ter perdido o controle daquela maneira? Como ele podia ter sido t�o est�pido e inseguro?
Ele soltou rapidamente os bra�os dela, que ca�ram com um peso literalmente dez vezes maior. Tathy se agachou e cobriu seu rosto com as m�os.
- Tathy, voc� est� bem? Eu te machuquei? � disse Draco desesperado posicionado-se ao lado dela.
- Tudo bem � Tathy olhou para Draco, eles trocaram olhares aflitos � S� que voc� me assustou.
Draco n�o sabia o que dizer, e muito menos como deveria agir. Ele sentiu uma vontade repentina de apagar os �ltimos instantes, mas n�o sabia como. De repente ele abra�ou Tathy.
- Me desculpe, eu fui um idiota � Draco disse sinceramente � N�o se preocupe, eu n�o vou deixar nada de mal acontecer com voc�
Em resposta Tathy retribuiu o abra�o, segurando em Draco como se ele fosse seu escudo protetor.
Depois de um longo abra�o carente os dois se soltaram.
- Eu nunca pretendi tentar achar a sa�da sem voc� � repetiu Tathy � Isso seria uma grande besteira da minha parte.
- Ent�o... � Draco sorriu estendendo a m�o � Vamos?

**   **

Hermione n�o pode evitar, Rony a estava beijando. Nesse momento ela nem sabia se queria que isso acontecesse, ou se estava pensando em V�tor Krum. Ali�s, ela duvidou que conseguisse pensar logicamente em algo.
Sua primeira rea��o foi tentar desviar dele, e ent�o Hermione estava encostada na parede e Rony na frente dela beijando-a. A partir da� ela perdeu totalmente a capacidade de se negar a ele, era tudo t�o m�gico.
Rony poderia ver nuvens em tons azuis claros passando lentamente, nuvens comest�veis. Hermione era a menina que ele mais amava em todo o mundo e desde da primeira vez que a viu ele gostou dela. Rony sentiu que agora tudo o que j� havia passado n�o existiu, como uma borracha apagando todas as cenas de ci�mes. Rony sentiu que finalmente ele a tinha de verdade, Hermione estava perto dele como nunca antes estivera. Beijar Hermione era destruir todos os segredos e tudo aquilo que nunca havia sido dito por inseguran�a.
Ela n�o poderia mentir pra si mesma e dizer que isso n�o tinha mexido com o seu cora��o, Hermione jamais iria esquecer essa sensa��o t�o boa, por mais que ela impusesse a si mesma a n�o pensar nisso ela sabia que seria imposs�vel depois que eles terminassem de se beijar.
O segundo momento foi como se os dois estivessem num mundo cheio de nuvens fofas e azuis, como se tivessem flutuando nelas e como se isso nunca fosse acabar...
Por�m o infinito tempo em que eles se beijaram terminou com Hermione murmurando:
- Rony, n�o. N�o! � sua voz saiu fraca e Hermione o empurrou para que ela pudesse desencostar da parede � N�o � ela repetiu completamente atordoada � Voc� n�o devia ter feito isso.
- Mas eu queria fazer isso � Rony disse tamb�m paralisado � E voc� queria do mesmo jeito que eu.
- Voc� acha que pode saber tudo o que eu penso? � replicou Hermione irritada, Rony estava agindo como se ela fosse previs�vel. Como se tudo que tivesse acontecido dentro dela naquele momento fosse algo f�cil de traduzir. Por�m, Hermione havia sido de fato transparente � Voc� acha que com um simples beijo pode manipular o que eu sinto? Voc� n�o � t�o bom assim, Ronald Weasley.
- Se voc� tem d�vidas eu posso tentar de novo � ele sugeriu se aproximando dela.
- Nem pense nisso � disse Hermione horrorizada ao mesmo tempo num tom amea�ador � Voc� n�o tinha o direito de rir de mim dessa maneira, voc� n�o podia bagun�ar os meus sentimentos.
- Mas eu n�o estou rindo de voc� � Rony disse com grande insist�ncia � Eu n�o menti em nada quando te beijei. E quer saber... faz cinco anos que voc� me confunde.
- Voc� finge muito bem! � falou Hermione com hipocrisia � Eu sei que eu n�o pare�o nem um pouco com Fleur Delacor, e nem com a garota dos seus sonhos... por isso eu esqueci voc�. N�o � justo voc� estragar tudo agora que finalmente eu consegui te esquecer.
- O qu�? � disse Rony que n�o estava entendendo nada, ele se sentia perdido.
- Eu sabia que voc� n�o iria entender � disse Hermione em fatal conclus�o � Voc� nunca parou para tentar entender.
Quando ela acabou de pronunciar essas �ltimas palavras, saiu de perto de Rony quase que correndo e com algumas l�grimas indesej�veis querendo escorrer pelo seu rosto, ela n�o olhou para ele. Hermione s� queria fugir daquilo porque machucava muito o seu cora��o.
- Aonde voc� vai? � perguntou Rony ainda no mesmo lugar, mas hesitante.
- Eu vou subir pro meu quarto, e eu quero ficar sozinha � ela n�o conseguia mais controlar o tom de sua voz, que era agudo e depois voltava a ser grosso.
- E voc� est� braba comigo? A gente n�o vai se falar mais? � disse preocupado.
- Eu n�o estou braba com voc� � Hermione respondeu sinceramente � Eu s� preciso ficar sozinha e pensar um pouco.
- Voc� � quem sabe... � Rony deveria estar feliz por ter beijado Hermione, na verdade ele imaginou que seria t�o diferente. Ele pensou que quando isso acontecesse ele sairia extasiado dando pulos de felicidade, e at� algu�m cretino como Draco Malfoy se tornaria um dos seus melhores amigos. No entanto n�o foi assim, Rony n�o esperava que Hermione reagisse daquele jeito, e aquelas coisas que ela disse que havia conseguido esquece-lo e que agora ele tinha estragado tudo, era t�o estranho. N�o existia clima para pensar no beijo em si, e nem o quanto ele havia sido esperado. Rony se conformou em sentar no sof� da sala e olhar vagamente para o c�u, sem motivo algum, sem pensar em nada. Ele estava parcialmente arrasado, mas n�o tinha certeza do quanto.

                                                   **  **

Hermione bateu a porta atr�s dela, quantas vezes isso j� havia se repetido. Por�m todas as vezes que ela tinha feito isso tinham sido por motivos totalmente diferentes.
Antes Hermione subia as escadas do dormit�rio feminino de Hogwarts, e fechava a cortina envolta da sua cama. Geralmente porque Hermione havia acabado de ter mais uma discuss�o sem sentido com Rony, mas assim era bem mais f�cil de descrever seus sentimentos. Era simples sentir raiva e ficar irritada � �bvio, pois os dois teriam gritado a plenos pulm�es e seus rostos estariam corados, sem conseguir esconder a insatisfa��o.
Nessas vezes, que foram muitas, Hermione passava � noite inteira sem dormir, no entanto porque ela se sentia triste, mas agora talvez esse sentimento fosse pior. Pior porque em vez da discuss�o, houve um beijo, e Hermione foi incapaz de ficar braba com Rony por causa disso. Ela n�o conseguiria pensar mal de Rony, at� porque no fundo Hermione admitia que havia gostado do que aconteceu, era t�o dif�cil de sentir alguma coisa que n�o a atormentasse. N�o foi ruim Rony a ter beijado, foi ruim Hermione n�o saber o que fazer com isso depois.
Ela sentou no ch�o e apoiou seus bra�os em cima da cama. Hermione gemeu e cobriu seu rosto com a m�o. Ela n�o queria, por�m foi inevit�vel impedir uma l�grima cair lentamente dos seus olhos.
Ela n�o entendia, porque isto foi acontecer t�o tarde. No quarto ano Hermione j� tinha descoberto o quanto ela gostava de Rony, fazia tempo que ela sabia disso.
Talvez desde do final do primeiro ano Hermione tivesse percebido o seu amor por ele, quando Rony se sacrificou no jogo de xadrez para que eles pudessem chegar at� a Pedra Filosofal, nessa hora ela sentiu muito medo de perde-lo. No come�o ela tentou ignorar todo o nervosismo que ela sentia quando Rony se aproximava, ou como as brigas eram um artif�cio para chegar mais perto dele, quem sabe at� a melhor parte era quando eles faziam as pazes e Hermione podia desabar num abra�o carinhoso com o amigo. Durante muito tempo Hermione havia desprezado como todas essas pequenas coisas a faziam feliz.
Embora no quarto ano ela j� estivesse convencida de que poderiam passar milh�es de anos com esse sentimento oprimido, que n�o adiantaria, a qualquer momento ele explodiria incondicionalmente em seu peito.
Ent�o Hermione se preparou para contar tudo a Rony, ela estava decidida a acabar com aquela afli��o. Por�m eles sempre estavam brigando quando ela tomava coragem e nunca Hermione conseguia ter uma conversa com ele. Quando ela se deu conta, Rony estava encantado por Fleur e literalmente n�o parava de babar toda vez que via ou falava nela. Isso foi como um choque para Hermione, talvez um sinal de que o qu� ela pensou em fazer fosse uma grande bobagem e que aquilo deveria ser esquecido.
De repente, aparece V�tor Krum, um jogador de quadribol internacionalmente famoso. � claro que Hermione estava carente, e V�tor ofereceu todo o carinho que ela precisava. Hermione se sentiu protegida por ele, e de certa forma segura.
N�o foi f�cil tirar Rony da sua cabe�a, depois de meses de sofrimento, finalmente Hermione pensou que havia conseguido. Mas ela estava errada. O destino provou isto para ela, tudo voltou dez vezes mais forte do que antes.
Hermione estava sentada em frente � cama, com os bra�os abra�ando suas pernas. Ela olhava desanimada para o ch�o, e se sentia t�o sozinha. De novo outra l�grima caiu, ela colocou sua m�o sobre a boca. Era inacredit�vel que Rony a tivesse beijado, Hermione pensava nisso como se fosse um sonho, ou quem sabe um del�rio. Um del�rio absurdo, exageradamente fant�stico. Parecia que fazia tanto tempo que eles haviam se beijado, embora isso tivesse acontecido h� alguns minutos atr�s. Hermione ainda estava em choque, ela n�o havia absorvido tudo aquilo, suas id�ias ficaram t�o confusas.
Ela deitou em seus pr�prios bra�os, e sentiu saudades daquele momento, mas tamb�m sentiu que seria muito ingrato da sua parte esquecer V�tor Krum. Hermione estava absolutamente dividida, ela achou melhor dormir porque t�o cedo isto n�o se apagaria da sua mem�ria. E como Hermione n�o queria pensar nisso, a �nica solu��o era fechar os olhos e esperar que o sono a confortasse.


                                               **  **


- Voc� se machucou? � perguntou Harry.
- N�o, mas eu estou com uma dor horr�vel no meu bra�o � Gina disse com uma careta, massageando o bra�o direito � Eu acho que eu apoiei o meu peso nele na queda.
Os dois estavam parados na parede que acabara de se constituir na frente deles. Ningu�m havia ousado olhar para tr�s, eles n�o saberiam quais caminhos tinham se formado, que passagens complexas os dois tentariam desvendar.
Harry e Gina reuniam coragem para enfrentar o labirinto que poderia ser mortal. Gina estava com a manga de sua blusa rasgada e alguns arranh�es vermelhos enfeitavam sua pele. Seu cabelo estava pouco espesso, os fios ruivos escorrendo pelas orelhas e caindo sobre o ombro. Ela estava extremamente cansada da viagem e a passagem secreta era fria demais para suas roupas finas. Harry estava totalmente sujo, a blusa molhada em alguns pontos por causa das goteiras, o cabelo dele ficou mais desajeitado do que nunca, s� os �culos permaneceram posicionados corretamente. Ele n�o sentia frio porque usava um sweater verde que ganhara de presente dos Weasleys, por�m ele estava coberto de sujeira.
- Qual corredor voc� acha melhor? O da direita ou o da esquerda? � disse Harry apontando para dois caminhos diferentes que se cruzavam.
- Tanto faz � Gina deu de ombros � Eu estou com o famoso Harry Potter, certo? Nada vai me pegar.
- N�o � bem assim... � replicou Harry decidido � Se a gente ficar o bicho come, se a gente correr o bicho pega.
- Voc� est� cometendo um erro � ela sorriu e deu um tapinha de leve no ombro dele � Eu confio em voc�, n�s vamos sair daqui.
- Ok, voc� me convenceu � Harry retribuiu o sorriso � Mas talvez voc� n�o devesse ter se separado do Draco e da Tathy para entrar nessa bela fria comigo.
- E eu deixaria voc� sozinho? � Gina soou indignada � Voc� nunca me deixou sozinha, e eu seria incapaz de virar as costas pra voc�.
- Eu sei � Harry estava agradecido, no entanto ele nunca gostou que as pessoas ficassem em perigo por ele � Por�m eu acho que essa n�o era a hora certa pra voc�---.
- E quando seria a hora? � Gina falou � Quando voc� percebesse que seria imposs�vel sair da� vivo e n�s estiv�ssemos mortos por Voldemort?
Harry estava muito surpreso. Gina havia falado pela primeira vez o nome de Voldemort, ela estava totalmente o contr�rio daquela garotinha da C�mara Secreta que estremecia s� de ouvir os outros pronunciarem o nome dele. Harry j� estava acostumado a dizer Voldemort, mas n�o pensou que algum dia Gina tivesse coragem para fazer o mesmo. Ele estava impressionado com a atitude dela.
- Voc� disse o nome dele? � Harry indagou hesitante.
- � �bvio, voc� mesmo me ensinou que eu n�o poderia ter medo de falar Voldemort � Gina explicou incr�dula � � apenas um nome, n�o �? Ent�o n�o precisa agir como se estivesse profundamente chocado por isso. Acho que finalmente eu superei o meu trauma, e acho que voc� acabou de criar um.
- Deixe isso pra l�... � falou Harry frustrado tentando desviar seus pensamentos olhando para os lados � N�o era t�o importante assim que voc� me seguisse, foi loucura!
- Loucura seria fingir que n�o estava acontecendo nada � nessa hora os olhos de Gina refletiram a luz dourada que vinha das varinhas, como duas luzinhas brilhantes � Eu estou sendo sincera quando eu digo que voc� � importante para mim, voc� � tudo pra mim!
Harry sentiu o rosto de Gina corar levemente, n�o como antes quando ela n�o podia controlar. Agora Harry sentia que Gina estava envergonhada, por�m isto n�o a impedia de continuar olhando dentro dos olhos verdes dele. Harry tamb�m ficou vermelho com tanta sinceridade.
- Eu sei � Harry gaguejou � Voc� tamb�m � especial pra mim, eu nunca deixaria voc� e nenhum dos meus amigos precisando da minha ajuda. Eu morreria por todos, mas no meu caso � diferente.
- Por qu�? � ela replicou seriamente.
- Porque agora voc� est� perdida comigo, voc� n�o tem no��o dos perigos que me rodeiam? � Harry disse com uma nota de afli��o � Voldemort vai matar qualquer pessoa que esteja do meu lado. Eu herdei essa cicatriz, portanto eu tamb�m devo ficar com as conseq��ncias.
- Voc� est� muito irritado e n�o est� raciocinando direito � disse Gina num tom amig�vel � Somos amigos, ok? Eu acho que voc� n�o deveria esperar o bicho te comer e nem sair correndo inutilmente dele. Porque voc� n�o fica e tenta enfrenta-lo junto comigo?
- Gina me prometa, � Harry pegou nas m�os dela, ele estava muito firme no que havia decidido � que voc� nunca iria sofrer para tentar me proteger, que mesmo que voc� tivesse a chance de se jogar na frente do
Avada Kedavra, voc� n�o faria isso por mim.
- Eu n�o posso � ela negou terminantemente � Porque eu simplesmente n�o suportaria---
- N�o � Harry interrompeu com veem�ncia � Nem pense nessa hip�tese, voc� jamais daria a sua vida por mim. Voc� n�o seria t�o inocente a esse ponto, n�o seja previs�vel n�o fa�a o que eles esperam, Gina.
- Harry, eu n�o me arrependo de ter atravessado aquelas paredes e de estar aqui � ela olhou severamente para ele � E se fosse para poupar o mundo inteiro de uma cat�strofe maior eu n�o hesitaria em dar a minha vida em troca da sua.
- Por qu� voc� n�o entende que isso � extremamente est�pido? � Harry dizia ferozmente � Dentro dessa casa eles v�o fazer tudo para me pegar, e seria idiotice morrer no meu lugar. Eles querem a mim, voc�s devem tentar se salvar.
- Eu sei o qu� pode acontecer a partir de agora � disse Gina num tom que revelava que ela n�o queria ser tratada como criancinha para Harry � E eu vou fazer o que eu acho certo quando as coisas acontecerem, est� bem?
- Eu s� quero que voc� esteja preparada � aconselhou Harry em tom de alerta � �s vezes � preciso fechar os olhos para n�o sofrer.
Harry virou-se e sem esperar que Gina dissesse mais nada, ele voltou a andar. Ningu�m fazia a menor id�ia da onde eles estavam indo, mas os dois tinham certeza de que n�o iriam chegar em lugar nenhum se continuassem parados. Talvez estivessem indo para um lugar melhor do que ali, ou nada naquela Mans�o assombrosa pudesse ser melhor.
Gina imediatamente foi atr�s dele, ficando cada vez mais fria por causa do frio. Suas roupas n�o eram suficientes para mant�-la aquecida por muito mais tempo, por�m Gina achou que essa n�o era a hora apropriada para contar a Harry que ela estava congelando. Eles tinham coisas muito importantes a pensar, e ela faria o poss�vel para tentar evitar de incomodar Harry com mais isso, como se ela devesse contar tudo a ele e dependesse de Harry para resolver mais esse problema. Harry j� se sentia respons�vel por v�rias coisas das quais todos podiam dividir o peso, s� que ele era um teimoso que n�o aceitava a ajuda dela.
- Eu definitivamente n�o vou fechar os olhos para nada que possa amea�ar qualquer um de n�s aqui, Harry � disse Gina numa voz decidida � Eu s� n�o estou preparada pra fechar os olhos e ver eles acabando com voc�.
Gina se preparou para que Harry brigasse com ela, ela esperava isso. Que os olhos de Harry a proibissem terminantemente de pensar nele em primeiro plano, ao inv�s de pensar nela pr�pria. Talvez desde da C�mara Secreta que Gina havia notado aquele brilho no olhar de Harry, uma for�a estranha que o impelia a salvar a todos e n�o deixava que ningu�m o salvasse. Harry gostava de se aventurar, na verdade ele era obrigado quando isto envolvia Voldemort, e se pudesse ele iria sozinho, sem ningu�m para correr riscos junto com ele.
Mas Harry teve uma rea��o � contr�ria do que ela imaginava. Ele parou de andar novamente, e Gina olhou para ele sem saber o qu� esperar mais. Com certeza isto n�o estava inclu�do no que ela geralmente contava que Harry fizesse, Gina estava levemente vacilante.
- Voc� est� realmente determinada � falou Harry e seus olhos iam dos olhos castanhos de Gina, para o seu cabelo ruivo � Isso me surpreende, eu n�o sabia que voc� tinha tanta coragem. Mesmo sabendo que tudo isso aqui pode ser perigosamente fatal voc� ainda quer continuar se esfor�ando o m�ximo.
- Isso pode ser uma luz no fim do t�nel, ou mais uma chance de machucar o meu bra�o � falou Gina com sarcasmo.
- N�o foi nada encorajador � disse Harry no mesmo tom.
- N�s n�o vamos continuar? � perguntou Gina num tom sugestivo indicando com a cabe�a para frente.
- Ah, n�o. � lamentou Harry � Porqu� voc� tem que me lembrar que eu tenho que andar nesse labirinto repugnante no meio da escurid�o?
- Eu sinto muito � Gina deu de ombros � Mas acho que esse � o meu papel!
Harry apenas olhou desanimado para ela, o verde dos olhos dele eram ludibriadores. Havia alguma coisinha que n�o estava certa, Gina sabia disso. Mas ela resolveu n�o perguntar, apenas ficou encarando Harry fixamente e muito tempo depois Harry se rendeu.
- Eu posso te perguntar alguma coisa? � Harry disse meio intrigado.
- Perguntar � claro que voc� pode � falou Gina num tom suspeito � S� n�o sei se eu vou poder responder, mas... vamos l�, tente!
- Quantas vezes voc� j� ficou sem responder uma perguntar? � Harry estava perplexo e ao mesmo tempo curioso.
- Voc� fez tanta expectativa para me perguntar isto? � rejeitou Gina com desprezo.
- N�o, de fato isso n�o era o qu� eu pensei em te perguntar...
- Bom � interrompeu Gina � Quando o Colin pediu para namorar comigo eu perdi a fala.
- Voc� ficou... hum... emocionada com a proposta dele? � indagou Harry quase conclus�o.
- N�o � corrigiu Gina imediatamente � Eu tive ataque de nojo e senti vontade de vomitar.
- Mas o Colin n�o � t�o ruim assim � afirmou Harry, por�m ao ver a express�o perigosa de Gina ele acrescentou hesitante � Quero dizer, ele � um cara legal, n�o �?
- Ca�a na real, Harry � disse Gina firmemente � Quem gostaria de algu�m que fica tirando fotos de voc� toda hora? Eu seria obrigada a me acostumar a ser seguida por ele em todos os corredores com uma luz piscando e aquele barulhinho chato.
- Talvez Lil� Brown e Parvati Patil fossem boas candidatas � lembrou Harry � Faz o estilo delas gostar de pessoas que fiquem admirando-as vinte e quatro horas por dia.
- Pode ser, mas o Colin � esquisito � Gina franziu as sobrancelhas estupefata. Depois ela fez uma imita��o cruel, no entanto perfeita do garoto � H�... Gina voc� � muito bonita! Posso... eu posso tirar uma foto sua?
Harry riu.
- Eu nunca imaginei que a meiga e delicada Gina fosse se rebelar desse jeito contra um menino � ele falou num tom desconfiado � Voc� � sempre assim?
- Harry! � Gina ralhou com a voz esgani�ada � Nem todos os meninos s�o iguais ao Colin...
- Ainda bem � disse � S� espero que ele nunca chegue, a saber, que voc� fez essa imita��o dele...
- Ele ficaria furioso � Gina riu dela pr�pria � Harry, o qu� voc� queria me perguntar?
- � sobre o Malfoy � Harry respondeu.
- Voc� acha que podemos confiar nele mesmo sabendo que agora ele est� vulner�vel a todas as influ�ncias dos pais dele?
- Eu confio nele � disse Gina com toda a for�a de sua honestidade � Eu n�o sei o qu� o Draco vai fazer, ele � extremamente temperamental. Eu posso garantir que o Draco � aquele tipo de pessoa que faz o que acha certo, mas eu nunca sei o qu� ele est� sentindo.
- Voc� ficaria sozinha com ele? � Harry soou intrigado, por�m ele percebeu que Gina ficou confusa com a pergunta � Deixe-me reformular, voc� ficaria sozinha com o Malfoy, por exemplo, na noite da Final do Campeonato Mundial de Quadribol?
- Em que parte? � Gina disse � Quando o jogo acabasse e a Irlanda ganhasse a Ta�a? Ou na ca�a aos trouxas?
- Na ca�a aos trouxas � confirmou Harry firmemente � Se voc� o encontrasse na floresta, o qu� voc� faria?
- Depende, se eu tivesse como sair dali depois eu daria um belo chute na canela dele!
- Mas e se fosse agora? � Harry n�o parecia satisfeito com a resposta da amiga � Se neste instante voc� estivesse no meio da floresta somente com o Malfoy na sua frente, voc� ficaria sozinha com ele?
- � claro que eu ficaria � Gina respondeu com a maior naturalidade, e depois percebeu que n�o tinha conseguido disfar�ar a nota de empolga��o na voz � Quero dizer, eu estaria morrendo de medo e o Draco na minha frente, eu n�o vejo motivos para fugir dele.
- Voc� gosta dele, n�o �? � o tom de Harry era indefinido.
- O qu�? � murmurou Gina abismada.
- Srta. Weasley, esta n�o � uma das perguntas que voc� n�o vai responder � disse Harry obstinado � E n�o adianta fingir que perdeu a voz ou teve um ataque.
- Eu estou chocada � Gina fazia algum esfor�o para pronunciar estas palavras � Sua determina��o me surpreende.
- Voc� ama o Malfoy? � Harry disse outra vez, por�m agora havia soado mais evocativo.
- Harry, eu sei que voc� me ouviu na primeira passagem secreta. Olha, voc� n�o devia levar t�o � s�rio, eu posso ter falado algumas coisas sem nexo � as palavras se atropelaram antes de sair da boca de Gina. Ela estava muito atrapalhada � O Draco faz o estilo gal�, e realmente ele � muito bonito, mas isto n�o impede que eu enxergue todos os defeitos dele, que s�o v�rios.
- Mesmo que voc� saiba o quanto ele n�o presta isto n�o importa pra voc� � falou Harry � Pelo menos � o que voc� demonstra.
- E importa pra voc� saber de tudo que ele j� fez contra voc�? � replicou Gina em tom de superioridade � Ao que eu saiba voc� n�o deixou de ser amigo dele por isso, ent�o por qu� eu deveria discrimina-lo?
- Porque existe uma sutil diferen�a entre ser amigo e ficar beijando ele � Harry falou t�o convicto, e depois percebeu que Gina estava sem gra�a � Assim ele pode te machucar mais do que qualquer jeito.
- Eu sei � ela murmurou tristemente � Eu n�o queria gostar de Draco Malfoy, se eu pudesse eu n�o sentiria nada por ele.
- Mas voc� o ama? � disse Harry hesitante.
- Eu n�o sei � Gina disse com cada nota mais infeliz � Eu me sinto feliz quando ele me beija, mas depois vem um sentimento de culpa que � horr�vel.
- Isso n�o � nada bom � desaprovou Harry num tom preocupado.
- O qu� n�o � bom? � Gina olhou desconfiada para ele.
- Voc� se sentir horr�vel depois que beija ele e o beijo em si � explicou Harry � Rony odiaria saber disso.
- Harry, por favor voc� n�o vai contar a ele que eu beijei o Draco � pediu Gina assustada � Voc� n�o ir�... voc� n�o iria fazer isto?
- Eu estou me sentindo c�mplice de voc� dois � disse Harry irritado � Eu acho que o Rony deveria saber, se eu estivesse no lugar dele eu faria quest�o de saber.
- Mas s� foram dois beijos, que n�o significaram nada pra mim � mentiu Gina quase implorando.
- N�o parece � disse Harry secamente.
- Voc�s dois resolveram se unir pra incomodar a minha vida? � ela disse indignada � J� bastava o Rony controlando tudo o que eu fa�o, agora at� voc� resolveu se tornar um capanga dele? Um ditador opressor, voc� n�o gostaria nada se eu ficasse controlando a sua vida amorosa, Harry.
-  Gina, eu n�o estou querendo deixar voc� trancada dentro de um quarto com os punhos amarrados na cama � disse calmamente � Eu tamb�m n�o quero ditar ordens para a sua vida...
- �timo � Gina disse brevemente � Ent�o, por favor, entenda que eu tenho o direito de beijar quem eu quiser e o Rony n�o pode ficar se intrometendo nisso.
- Mas n�o � justo eu trair ele! Porque esconder que voc� est� se apaixonando por um Malfoy � o mesmo que encravar um punhal pelas costas dele...
- Ent�o voc� vai ter que contar a ele que me beijou em Hogwarts tamb�m � replicou com vigor � Sen�o eu mesma conto.
Harry ficou sem palavras. Rony n�o poderia saber que ele havia beijado Gina. Ele jamais conquistaria a amizade do amigo novamente, imagine se com o Malfoy que ele mal conhecia Rony j� se sentia amea�ado, quanto ao Harry, seu melhor amigo saber que ele estava beijando a irm� ca�ula seria a pior esp�cie de trai��o.
- Eu acho que n�o estamos nos entendendo muito bem � disse Harry com azedume.
- N�o � Gina sorriu maliciosamente � Agora come�amos a nos entender perfeitamente. O que h� de errado com voc�?
- Nada � Harry deu de ombros � Vamos esquecer esse assunto, talvez o Rony tenha que descobrir por si pr�prio o qu� est� acontecendo debaixo do nariz dele.
- N�o est� acontecendo absolutamente nada de mais � garantiu � Eu e o Draco n�o estamos namorando, e eu queria que voc� entendesse isso.
- Eu entendo que voc� n�o est� namorando com ele � disse seriamente � Mas o Malfoy far� de tudo pra isso acontecer.
- Eu sei me cuidar sozinha, n�o se preocupe eu sei como lidar com isso � Gina olhou para Harry � O Draco n�o quer magoar ningu�m, ele gosta de todos, da maneira dele, mas eu j� percebi que ele se importa. Harry, ele precisa de voc�.
- N�o, ele n�o precisa de mim � disse num tom firme � Eu tenho medo de depender mais dele do que ele de mim.
- Eu sei que tudo est� t�o dif�cil para todos n�s, precisamos lutar juntos contra isso � os olhos de Gina brilharam de novo com a pequena luz das varinhas, ela estava determinada � E n�s vamos.
- Sim � respondeu no mesmo tom � Eu sinto muito por ter te chateado, acho que este labirinto reverte a minha mente.
- Estamos falando de tantas coisas ao mesmo tempo, n�o sabemos se daqui a pouco voc� ou eu vamos estar vivos. Se encontraremos eles de novo ou se eu irei beijar o Draco � disse Gina.
- Quem sabe... � Harry ergueu as sobrancelhas e voltou a andar apressadamente � Fa�a um pedido aos esqueletos talvez ele se realize.

                                      **                                                **

- N�o teria um jeito mais f�cil de encontrar os dois? � perguntou Tathy entediada.
- Talvez tivesse... � concordou Draco pensativo � N�s poder�amos lan�ar feiti�os para destruir as paredes, mas isto seria muito complicado e meus pais perceberiam a nossa presen�a.
- Legal, agora vamos falar das hip�teses poss�veis � refletiu Tathy mordendo o l�bio � Essa paredes s�o inquebr�veis, e h� uma m�quina que faz elas mudarem de rumo embaralhando todas as passagens que a gente j� tiver decifrado?
- �tima descri��o � falou Draco � Agora qual voc� acha que s�o nossas chances?
- Por qu� mesmo sabendo de tudo isso voc� fez a gente entrar aqui? � perguntou desconfiada.
- Porque n�o t�nhamos muitas op��es e eu n�o contava que o Potter se separasse da gente � falou enquanto eles viravam mais um corredor.
- Deve existir algum jeito de encontrar os dois... Sempre existe um jeito � ela segurou seu talism� distraidamente e sem querer descobriu que esta era a chave do problema � Ah, � �bvio. O talism�.
- D� pra voc� falar a minha l�ngua? � pediu Draco confuso.
- Se lembra: O talism� chama Voldemort, mas a magia dele leva at� o Harry! Eu s� preciso seguir o poder do talism� e n�s vamos acha-lo.
- A sua l�gica ficou bem melhor sem livre-associa��o � disse determinado � Ent�o, p�e esse neg�cio pra funcionar.
- N�o � t�o simples assim � lembrou tirando o talism� do pesco�o � A alma do Harry � algo eficiente para nos levar at� ele, mas para conseguir entender o caminho direito eu preciso me concentrar.
- Ent�o, se concentre � replicou Draco como se isso fosse �bvio � Logo.
Ela lan�ou um olhar impaciente a Draco, que estava a sua frente com os olhos acinzentados como olhos de gato, por�m nada superaria o mist�rio que envolvia os puros olhos verdes de Tathy. Ela se sentou em um canto e ajeitou seus cabelos presos colocando-os atr�s da orelha. Com um suspiro ela come�ou a examinar o talism� com profunda aten��o.
Repentinamente Draco sentou-se ao lado dela, com suas roupas que antes deveriam ser caras e bem ajeitadas, agora totalmente sujas e irreconhec�veis.
- Talvez voc� n�o devesse se afastar de mim, porque eu dependo de voc� mais do que voc� de mim, neste momento � ele disse.
- N�o � ela negou com raz�o � Eu preciso de voc�, apesar desse lugar ser inconstante voc� � o �nico que pode me tirar daqui com vida.
- Isso � verdade � Draco disse e depois de um r�pido sil�ncio � Por favor, consiga encontrar o Potter.
Tathy percebeu como ele havia falado s�rio, e realmente era importante achar o Harry. De nada valeria eles ter�o chegado at� ali, se Harry ficasse perdido para sempre. Draco procurou n�o fazer muitos barulhos e nem coment�rios para n�o tirar Tathy de sua intensa concentra��o, aqueles minutos fizeram de certa forma bem para Draco, assim ele teve tempo de pensar um pouco. Pensar em Gina, no qu� ela estaria fazendo exatamente neste instante. Ser� que ela estava bem?
Quando o sentimento de ansiedade voltou a tomar conta de Draco, Tathy sorriu triunfante e levantou-se animada.
- Draco... � ela sorriu radiante � Fique de p�.
- Voc� sabe que s� tem uma op��o � disse determinado � Conseguiu?
- � �bvio que eu consegui � disse satisfeita, ela pegou na m�o dele e o empurrou virando o primeiro corredor � direita � Est� na hora de irmos!
Eles caminharam um pouco, n�o houveram mais mudan�as do labirinto, por sorte. Tathy estava muito decidida de quais caminhos deveria seguir, disto ela n�o demonstrava d�vidas.
- O qu� voc� sente quando pega nesse talism�? � perguntou Draco.
- Eu sinto uma dor fina fatiando o meu corpo, como a dor da morte definitiva � Tathy disse num tom f�nebre � Eu sinto a alma do Harry aprisionada aqui, e sinto que cada vez que ele fica mais fraco ela pode desaparecer para sempre.
- Uau! Isto n�o � muito agrad�vel... � disse surpreso � Voc� n�o sente nada mais?
-  A maior parte � dor, mais o talism� tamb�m tem muitos poderes. Eu sinto isso, e acho que voc� tamb�m sente � disse honestamente � Muita energia concentrada, que voc� pode controlar ou que pode controlar voc�.
- Ent�o a Espada B�lica deve ser muito pior do que isso? E esteve na minha casa durante anos! � comentou entretido.
- Essa � a nossa �nica chance de mudar as coisas, eu realmente n�o quero pensar que teremos que usar uma arma t�o maligna a nosso favor � ela disse.
- Voc� que o Potter vai conseguir segura-la por tempo suficiente? Quero dizer, voc� ouviu o qu� o Lupin disse, nenhum humano consegue segura-la por muito tempo.
- E se Harry n�o for humano? � replicou Tathy num tom suspeito.
- Ele � humano � confirmou Draco � Ele vai precisar de ajuda, Voldemort n�o � humano e ele pode roubar a Espada.
- Voc� tem raz�o, Tom Riddle era uma pessoa de verdade, Voldemort � apenas um espectro do mal � disse enquanto passavam por paredes �midas � A nossa vantagem � que a Espada controla Voldemort, e n�o ao contr�rio.
- Voldemort tem poderes suficientes para competir com a Espada, ele n�o � t�o facilmente manipulado � disse Draco com vigor.
- Ele tem uma mente cheia de ambi��o, ele quer dominar o mundo � Tathy estava convicta � Pessoas com o mal s�o mais f�ceis de serem enganadas por ele, porque j� acreditam que este � o �nico meio de vencer.
- Como se Voldemort fosse uma criancinha idiota influenciada por uma Espada com c�rebro?
- Voldemort n�o se considera bobo, ele pode ser muito perigoso quando controlado e furioso � alertou.
- Estamos lidando com uma crian�a muito cruel e maligna � disse Draco.
- Draco, voc� poderia parar de pisar no meu p�? � perguntou Tathy seriamente � Est� come�ando a latejar...
- Oh! � ele exclamou envergonhado. E s� agora se deu conta que por pouco ele n�o estava em cima de Tathy � Desculpe.
- �s vezes eu tenho a impress�o de que isso � intencional � afirmou � Voc� adora me machucar, n�o �?
- N�o tanto quanto eu gosto de discutir com voc� � respondeu � Eu pensei que voc� j� soubesse disso.
- N�o se preocupe, eu sinto o mesmo por voc� � replicou Tathy num tom divertido � Mas quando sairmos daqui eu tenho certeza que pelo menos voc� vai sentir falta de poder pisar em mim!
- E eu vou sentir falta dos seus coment�rios sarc�sticos � Draco disse decidido.
- Eu n�o sou sarc�stica � reclamou indignada.
- Voc� � sim � falou com insist�ncia � E, al�m disso, � muito segura de si e � extremamente mentirosa.
- Por qu� eu sou mentirosa? � disse perplexa.
- Porque voc� finge que sabe aonde estamos indo e no entanto n�s j� passamos tr�s vezes por aqui.
Tathy o encarou desconcertada, por�m junto com isso ela tamb�m demonstrava um pouco de determina��o. Ela odiava quando Draco ficava com aquele sorriso triunfante.
- Sabia que eu estou com vontade de te bater? � disse Tathy com a voz esgani�ada.
- N�o fa�a isso � disse num sussurro � Vai estragar o meu desempenho!
- Voc� � incrivelmente convencido � desdenhou irritada.
- E o Potter deveria te ver com raiva � ele sorriu receoso � Voc� fica amea�adora, mas � um risco que vale a pena.
- Voc� � um cretino sem escr�pulos! � Tathy brigou gentilmente com ele.
- OK � disse hesitante � Voc� � bonitinha quando fica zangada, as eu n�o vou te dizer mais isso.
- Voc� j� est� dizendo... � Tathy lembrou sem gra�a � E voc� est� fazendo isso de prop�sito para me provocar!
- Senhora-Eu-Vou-Explodir-De-Raiva, n�o exploda! � pediu Draco com cautela � Eu n�o estou preparado para um impacto t�o grande!
Tathy apertou a m�o de Draco que ela segurava, ela estava ligeiramente irritada por Draco n�o a levar a s�rio.
- Ai! � ele gemeu puxando sua m�o � Tudo bem, eu acredito em voc�.
- � bom que acredite mesmo � disse Tathy firmemente � Porque o nosso destino est� em minhas m�os.
- Ent�o me leve para o lugar certo � retrucou Draco empolgado � Porque eu confio nas suas m�os.
Tathy sabia que ele estava sendo ir�nico, ela sabia que Draco esperava que ela ficasse braba e sa�sse fora de si, mas Tathy n�o iria fazer o que ele queria.
A garota olhou fundo nos olhos cinzentos dele, t�o obscuros e repletos de mal�cia. Um sorriso travesso estava estampado em sua boca fina.
Tathy estava com uma vontade imensa de tentar fazer aquele sorriso desaparecer do rosto dele, mas ela sabia que isso seria em v�o.
Ent�o, seus olhos se contra�ram numa linha fina, e ela sorriu junto com Draco do mesmo jeito que ele. Tathy estava com uma express�o imparcial.
Os dois ficaram por algum tempo se analisando e...
- O qu� voc� est� fazendo? � perguntou Draco indeciso.
- Eu estou salvando voc� � respondeu prontamente e mais uma vez Draco e Tathy estavam andando o mais perto poss�vel, com cuidado para n�o se perderem.
- Voldemort pode morrer, ele n�o � imortal � falou Draco inesperadamente.
- Agora de certa forma ele � � confirmou Tathy soando horrorizada � A alma dele tamb�m est� aprisionada no talism�, se ele morrer e se os Comensais da Morte fizerem tudo direito, Voldemort pode reviver porque a alma dele n�o estar� totalmente destru�da.
- Maldi��es s�o sempre uma boa sa�da para n�o acabar morrendo de vez � disse Draco � Mas ele tamb�m j� usou sangue de unic�rnio, e aquela po��o nojenta do osso, carne e sangue. Matar Voldemort n�o � t�o simples assim!
- A Espada poderia mata-lo tamb�m, dizem que � t�o carregada de magia negra... � prop�s Tathy.
- Um simples Avada Kedrava poderia mata-lo � Draco num tom definitivo de melhor decis�o � O Avada Kedrava � irrevers�vel e n�s sabemos como usa-lo.
- Eu n�o sei se podemos tentar acabar com ele... � ela parou extasiada e olhou para Draco � Mas n�s finalmente achamos o Harry!
Quando Draco ouviu estas �ltimas palavras e olhou para frente. Tathy tinha raz�o, Harry e Gina estavam parados a poucos passos, pareciam que estavam conversando. O estranho � que nenhum percebeu a presen�a dos dois, como se estivessem alheios a tudo isso.
Tathy foi correndo ao encontro deles, mas no meio do caminho ela parou. Como se uma parede invis�vel a impedisse de passar. Tathy foi jogada para tr�s com o baque.
- Droga! � ela praguejou com raiva com a m�o sobre o tornozelo.
Draco assustado correu at� ela.
- Voc� est� bem? � perguntou preocupado � Parece que voc� foi enganada por uma parede invis�vel.
- �timo � replicou num tom c�nico � Era tudo o que eu precisava... ser� que n�o existe nada na sua casa que n�o seja trai�oeiro. Que merda, eu virei o meu p�... Esse muro transparente do inferno, que c...
- Ei, olha os palavr�es! � censurou Draco como se ele fosse o maior anjinho � Voc� consegue andar?
- Eu j� estou bem � respondeu Tathy com teimosia e para o espanto de Draco ela se levantou e caminhou at� onde ela achava seguro na dire��o do Harry � Voc� fica p�ssimo de queixo ca�do.
- E voc� n�o deveria ter um g�nio t�o forte � disse Draco � Mulheres mandonas sempre acabam sozinhas no final da hist�ria.
- N�o enche! � replicou irritada e come�ou a bater contra a parede. Pequenos raios prateados apareciam no lugar em que ela encostava fazendo um estrondo �
Harry! Harry, estamos aqui... olha pra c�...
- Quando voc� vai me ouvir? � ele agarrou os punhos dela para que ela prestasse aten��o nele � Eu sei que geralmente voc� � quem manda, mas � totalmente in�til voc� continuar fazendo isso. � mais um feiti�o, e nada que a gente fa�a vai reverter.
- Por que tudo � irrevers�vel? � exclamou indignada � Chega! Eu n�o vou desistir, n�o podemos ficar presos aqui para sempre.
- N�s n�o vamos ficar � garantiu Draco secamente � S� que neste momento o Harry n�o pode te ver e nem te ouvir. Eu sei que isso � muito frustrante pra voc�, mas voc� vai ter que se acostumar com a id�ia de estar comigo.
Tathy ignorou a pequena nota melanc�lica na voz de Draco, porque ela havia feito um grande esfor�o para se levantar e agora as conseq��ncias come�avam a aparecer na dor ressequida que latejava no seu tornozelo.
- Ai! � ela disse fracamente sentando-se � Talvez eu n�o devesse ter me levantado... � admitiu com uma express�o de dor.
- Eu sabia que voc� iria acabar descobrindo por si pr�pria � falou Draco lan�ando um olhar repressor e nervoso ao mesmo tempo.
- Eu n�o quero que voc� banque o papai comigo! � disse de mau-humor, mas provavelmente isto era devido ao que ela sentia � Vamos l�, eu sei que voc� pode fazer alguma coisa para me ajudar...
- Voc� est� pedindo a minha ajuda? Acho que isso j� � alguma evolu��o, voc� n�o parece t�o independente e dominante como antes � disse Draco com veem�ncia.
- Por favor,... � Tathy pareceu ter muita dificuldade para sorrir.
- Voc� sempre consegue o qu� quer, n�o �? � perguntou Draco inconformado.
- Eu tento, na maioria das vezes d� certo... � admitiu.
-
Cicatriserros! � ele disse apontando para o tornozelo.
Um jorro de luz prateada ficou em volta da pele dela, e depois se dissipou como se fosse absorvida. Tathy o encarou alegremente.
- Obrigada! � disse docemente � Voc� entende... eu s� queria poder falar com eles!
- Eu sei � Draco murmurou abaixando a cabe�a � Quando voc� est� procurando algu�m, a imagem dessa pessoa fica apenas na sua imagina��o. Mas quando voc� consegue v�-la, mas n�o pode nem falar e nem tocar nela � uma tortura muito pior.
- Eu s� queria que eles soubessem que n�s estamos aqui, t�o pr�ximos � Tathy lamentou.
- De certa forma eles sabem � consolou Draco no lado dela, lan�ando um olhar carinhoso.
- Voc� gosta
muito dela, n�o �? � sussurrou e Draco confirmou com a cabe�a � E est� sofrendo com isso... tanto quanto eu...
- Eu queria ouvir o qu� eles est�o dizendo agora... � disse Draco curioso observando o casal pela parede invis�vel.

                                                   **                                             **

- Suas m�os est�o congeladas � disse Harry perplexo pegando nas duas m�os de Gina � E voc� est� tremendo de frio...
- Harry, eu estou bem � garantiu � Acredite em mim.
- Voc� n�o vai me convencer � disse Harry terminantemente. Agora ele estava extremamente como em Hogwarts, com o familiar olhar determinado, Gina sabia que n�o adiantaria discutir � Eu vou te dar o meu sweater...
- N�o � disse Gina, mas n�o houve jeito. Harry imediatamente o tirou e entregou a ela.
- Tome, ponha isto eu tenho certeza de que voc� ir� ficar mais quente � recomendou.
Gina o encarou, ela estava grata pelo gesto. Mas tamb�m seus olhos eram relutantes e com um pouco de desgosto ela pegou o sweater das m�os de Harry e vestiu, ainda estava quente com a temperatura do corpo de Harry, isto a fez sentir mais confort�vel do que uma blusa qualquer.
- Eu n�o quero que voc� morra de frio por minha causa... � reclamou sinceramente.
- Eu ainda n�o estou com frio � falou Harry firmemente � E n�o se preocupe, quando eu estiver eu pe�o o sweater de novo pra voc�. A gente pode revezar...
- Eu te conhe�o o suficiente, Harry Potter � ela ergueu as sobrancelhas � Pra dizer que voc� ir� preferir congelar lentamente a dividir o sweater comigo, eu sei que voc� � um teimoso...
Harry n�o respondeu. Apenas ficou fitando-a.
- Por qu� voc� est� me olhando desse jeito? � gaguejou vacilante. Ela poderia suportar qualquer coisa, menos o olhar fixo de Harry. Quando ele fazia isso, ela se perdia. Gina sentia que n�o tinha mais controle sobre o que deveria fazer, ela ficava fr�gil. Imune a tudo que acontecesse ao seu redor, ela lembrava do passado. Os olhos verdes de Harry a hipnotizavam, dominavam todas as a��es dela.
- Eu n�o consigo parar de olhar pra voc�... � as palavras de Harry fizeram Gina sentir um arrepio por toda a sua espinha � Eu quero desviar, mas eu n�o posso. Voc� me prendeu aqui pra sempre...
- Harry... � murmurou Gina desesperada.
- Shhii! � ele a impediu de falar � N�o v� embora de novo.
Havia m�os na cintura dela, e ela chegou mais perto de Harry. As m�os dele estavam tr�mulas, por�m estavam ali em volta dela. Os dois estavam se beijando.
Ela colocou suas m�os sobre os ombros largos de Harry, Gina n�o tinha mais poder para decidir fazer o qu� deveria ser feito ou o qu� ela achava certo. Harry a deixava incapaz de escolher, Harry a envolvia de tal forma que era imposs�vel fugir. Mesmo assim seu cora��o estava apertado dentro do seu peito, beija-lo era melhor ou t�o bom quanto olhar dentro dos olhos dele, mas isto a fazia sofrer, como o motivo de tantos anos de amor n�o correspondido.
Harry sentia que os l�bios de Gina estavam muito frios, sua pele tamb�m estava gelada. No entanto quando eles se tocavam tudo ficava estranhamente quente, como um calor que invadia seu corpo e tomava conta de tudo. Ele sentia o qu�o delicada ela era, beijar Gina pela segunda vez foi fant�stico, foi melhor que a primeira. Agora ele sentia cada cent�metro dela naquele beijo.

                                                        **                                           **

- O qu�? � gritou Draco atordoado.
- Eu n�o quero ver isso � disse Tathy desanimada olhando para um lado oposto.
- Eu n�o acredito que eles est�o se beijando � uma raiva incontrol�vel nascia em cada palavra que Draco pronunciava � Como o Potter pode fazer isso, esse patife... ele vai me pagar.
- N�o queira colocar toda a culpa em cima dele � replicou Tathy igualmente irritada � Para quem estava se fazendo de dif�cil pra voc�, Malfoy, at� que o Harry n�o precisou fazer muito esfor�o.
- Eu n�o quero discutir isso com voc� � rangeu friamente.
- Voc� n�o percebe o quanto isso �... catastr�fico! � Tathy estava com uma express�o nada feliz.
- Ah, eu sei � disse Draco soturno � Acho que isto nos faz ser Os Babacas Que Assistiram de Camarote o Grande Amor da Nossa Vida Ficar com Outro.
- Isto n�o me faz ser nada � falou com vigor, por�m o desgosto prevalecendo na voz.
- A quem voc� quer enganar? � replicou cinicamente � Eu vi com meus pr�prios olhos voc� e o Harry no quarto aquela noite, eu sei que voc� gosta dele. E eu sei que voc�s tamb�m devem ter se beijado.
- O qu�? � ela falou meio hist�rica � Eu n�o estou apaixonada pelo Harry, e voc� nem sabe se nos beijamos. Porque n�o aconteceu nada.
- Voc�s n�o se beijaram? � indagou Draco decepcionado.
- N�o � Tathy respondeu com um sorriso amarelo � E pare de encarar isso como se fosse a pior coisa do mundo, n�o aconteceu e pronto.
- Ent�o voc� deveria tomar provid�ncias logo... � falou Draco com seu antigo olhar desdenhoso � Por que sen�o voc� vai acabar perdendo o Potter...
- E voc� a Gina � retorquiu sem piedade.
- �, eu n�o vou ficar aqui parado de bra�os cruzados feito um mongol�ide, s� vendo ela ficar com ele � disse decidido e se levantou.
- �timo, vai em frente � concordou se levantando � E se mesmo com toda essa coragem ela decidir ficar com o Harry?
- A� n�s dois estamos ferrados � disse Draco fortemente.
- Voc� tem raz�o � Tathy olhou ansiosa para os lados e come�ou a encostar em cada peda�o da passagem � Est� a� um bom motivo para ficar loucamente alucinada e quebrar tudo, at� encontrar um jeito de chegar onde eles est�o.
Draco tamb�m achou uma boa id�ia.

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- Gina, voc� est� chorando � disse Harry lentamente.
- Eu sinto muito � ela disse � Eu estou meio confusa...
- N�o se desculpe � Harry compreendeu carinhosamente � Eu n�o quero que voc� se sinta ruim por minha causa, eu sei que n�o deveria ter feito isso.
- Mas voc� queria? � perguntou atentamente.
- � claro que eu queria � falou arrasado � Mas eu sei que ningu�m ter certeza de nada do que sente...
- Ningu�m tem � Gina confirmou com uma voz rouca � Por isso est� tudo muito errado. Eu gosto de voc�, Harry. Mas eu nunca sei se voc� est� inteiramente comigo, eu n�o sei se enquanto voc� olha pra mim voc� est� pensando em outra pessoa.
- Voc� tem raz�o � ele tirou uma pequena mecha de cabelo do olho dela � Eu n�o quero te ferir, eu n�o quero brincar com voc�...

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Draco pisava fortemente no ch�o de pedra, talvez na tentativa de quebr�-lo.
- Voc� vai ver... � ele garantiu � Existe alguma coisa perto daqui...
At� que ele pisou novamente, e o ch�o falso desapareceu. Draco caiu num buraco, e Tathy instantaneamente se jogou junto com o garoto.
Harry dizia algo para Gina, no momento em que Tathy e Draco ca�ram embolados um pouco mais adiante. Os dois se viraram assustados. E viram Draco engatinhado por cima de Tathy, que estava com uma express�o dolorida.
Harry e Gina, arregalaram os olhos at�nitos sem conseguir dizer nada.
- Beleza, Potter � cumprimentou Draco sem gra�a.

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