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| Cap�tulo 6 - De pesadelos ao retorno � Toca |
| Obs: Parte desse cap�tulo � inspirado em Draco Dormiens e Draco Sinister, portanto se houverem coincid�ncias ou situa��es parecidas, isto n�o significa que eu plagiei a hist�ria. - Draco, seu idiota! � ralhou Gina horrorizada � Como voc� pode fazer isso comigo... com voc�! Draco ouviu o que Gina disse como um eco distante, nesse momento ele estava mais preocupado com aquela dor. N�o era uma dor f�sica, como se algu�m tivesse dado um soco nele, era muito pior. Sua mente do�a como se estivesse sendo aberta, retalhada. Todos os seus maiores segredos estavam expostos para quem quisesse v�-los e por mais que ele desejasse esconde-los n�o conseguia, e isto era o que provocava tanta dor. Seu peito era dilacerado ao meio e deixando seu cora��o totalmente transparente sem nada para protege-lo. - Gina � ele disse num tom urgente � eu sei que voc� tem muitas perguntas a me fazer, e essa n�o � a hora apropriada para esquecer todas elas. Me pergunte r�pido, isso d�i! Ok, Gina pensou decidida Fa�a alguma pergunta! - Voc� est� nos traindo de alguma forma? � ela falou ligeiramente tentando manter a linha do pensamento. - N�o � Draco sentiu se sua voz falava sem o menor esfor�o dele pensar. Isto foi estranho e assustador ao mesmo tempo, e de repente ele estava despejando toda a verdade � Eu jamais trairia nenhum de voc�s, tudo o que eu tenho feito para ajudar � sincero e eu espero continuar nessa luta at� o fim, somente do lado de voc�s. - Por qu�? - Porque voc�s me fazem querer ser uma pessoa boa � Draco franziu as sobrancelhas com o pr�prio coment�rio � Eu j� estava cansado das reuni�es dos Comensais da Morte, e toda aquela gente esperando o momento certo para apunhalar eu e toda a minha fam�lia pelas costas. Eu estou cheio do Crabbe e do Goyle obedecerem qualquer coisa que eu mande, eles poderiam morrer de mim e n�o por mim. Essa � a diferen�a que eu encontrei em voc�s. - Como assim? O qu� voc� encontrou na gente? � indagou Gina gostando de ter a garantia de que Draco estava imune a respostas sarc�sticas, o que ele fazia na maioria das vezes. - Voc�s s�o a verdadeira amizade, que dura pra sempre � ele soou melanc�lico e Gina percebeu que se Draco soubesse que havia soado daquele jeito teria preferido ficar calado � Voldemort quer ver a destrui��o das pessoas a seu favor, e como eu cresci no meio dos planos dele eu sei muito bem o qu� pode acontecer. Eu n�o quero isso, eu n�o quero sofrer e ver as pessoas que eu gosto sofrerem tamb�m. Harry e voc�s s�o a �nica esperan�a e � divertido fazer parte desse grupo. - Divertido? � repetiu incr�dula e depois Gina continuou num tom desconfiado � Porqu�? - Talvez eu seja lembrado eternamente pelas gera��es futuras e tenha uma escola com o meu nome � ela teve a impress�o que isso foi mais espont�neo do que sincero. - Por qu� voc� me beijou? � Gina o fitou com mais aten��o. - Eu n�o sei � a sensa��o de tudo sendo rasgado aumentou. Ele n�o queria dizer a verdade, mas sua resposta n�o foi o suficiente quando se estava sob o efeito Veritas � Voc� � especial � ele gaguejou � Voc� � quem eu sempre odiei, ou deveria ter odiado, no entanto voc� me faz sentir coisas estranhas. Eu gosto do que voc� me faz sentir, eu quero descobrir o que � isso... eu acho que pode ser... - Amor? � ela hesitou. - Talvez. Eu n�o sei como � o amor, ningu�m nunca me ensinou... mas quando eu tiver certeza eu te conto... - Eu posso acreditar nessa promessa? � Gina perguntou ir�nica. - N�o � falou Draco ligeiramente, e pestanejou algo como eu n�o poderia ter feito isso! � Vai depressa, isso t� doendo pra caramba! - Tudo bem, s� n�o comece a despejar sua lista de palavr�es porque da� eu vou exigir que voc� explique um por um, e isto n�o ser� nada agrad�vel pra voc� � Gina tentou ser mais r�pida poss�vel � Voc� deixaria que algum de n�s morresse? - N�o � ele fechou os olhos e os abriu novamente. Gina viu que ele n�o queria falar mais, no entanto o feiti�o o obrigava � Provavelmente se fosse um m�s atr�s eu n�o estaria nem a� para o Harry e voc�s, mas agora alguma coisa mudou. - O qu�? - Agora eu dependo de voc�s assim como voc�s dependem de mim � ele soou muito s�rio � Criou-se uma liga��o muito forte e eu n�o quero interrompe-la. Eu sinto isso. Gina parou por alguns instantes e ficou olhando para ele. Ambos estavam assustados com a mesma intensidade, mas uma id�ia surgiu na cabe�a dela. - Draco, voc� j� fez sexo com a Fleur? � ela deu um sorriso impiedoso. - N�o, ela disse que sou crian�a demais � ele respondeu e depois gritou indignado � GINA! SUA SACANA, TIRE ESSE FEITI�O DE MIM AGORA! Ela sorriu da express�o dele: - Est� certo, n�o precisa ficar t�o irritado � zombou e apontou a varinha para ele � Finite Incantaten! Draco sentiu toda a dor passar, e finalmente conseguiu respirar aliviado. Quer dizer, n�o t�o aliviado assim: - Gina, porque voc� fez aquela pergunta idiota?� ele soou sem nenhum tom de admira��o. - Eu tinha que tirar alguma vantagem nessa hist�ria de praticar magia negra! � ela exclamou balan�ando as m�os. - Voc� foi � muito sem car�ter! - T� bom, mas voc� at� que mereceu por ser t�o convencido... � ela sorriu. - Gina! � disse uma voz com rispidez atr�s dela, e assim que ela se virou pode perceber que era Rony. Ele estava parado com uma express�o de desagrado e seus bra�os estavam r�gidos. Gina achou que ele iria explodir de raiva. - O qu� voc� est� fazendo aqui? � falou secamente � Voc� deveria ter percebido que eu n�o quero que voc� se envolva em situa��es perigosas com ele... - Obrigado por me criticar como se eu n�o estivesse aqui e nem tivesse ouvido o que voc� disse � replicou Draco olhando com desprezo pra ele. - Nada pessoal, Malfoy! � seu tom de voz demonstrava que tinha tudo de pessoal naquela reclama��o � Mas eu n�o quero que ela fique sozinha nesta floresta de novo. - Ela n�o est� sozinha � argumentou com veem�ncia. - Est� � Rony afirmou � Quando se trata de voc�, Gina est� pior do que se estivesse sozinha! - Rony � ela interrompeu indignada � eu sei muito bem o que eu fa�o, por isso n�o tome decis�es por mim e nem me diga o qu� fazer! - Voc� prefere ficar com ele? � esbravejou com uma nota de avers�o apontando para Draco � Voc� � muito ing�nua! J� se esqueceu de tudo que a nossa fam�lia teve que enfrentar por culpa deles? - Esta n�o � a quest�o � disse terminantemente � Acredite em mim, eu n�o estava fazendo nada demais com ele al�m de repassar os feiti�os que acabamos de aprender. Draco e Gina se entreolharam, ela manteve seu olhar s�rio. Porque em parte ela dizia a verdade, mas ela se sentia muito mal em ter que mentir para Rony, porque geralmente Gina contava tudo o que acontecia com ela para a sua fam�lia, e a �nica vez que n�o fez isto acabou quase morrendo na C�mara Secreta. - De qualquer modo eu preciso falar com voc�... � disse e lan�ou um olhar definitivo. Gina se deu por vencida e acompanhou o irm�o no caminho de volta. Embora eles ainda tivessem ouvido Draco dizer: - Fa�a como quiser, Weasley � disse em um tom teimoso � Eu n�o me importo... ** ** - Voc� precisava ter falado daquele jeito na frente dele? � retorquiu Gina friamente. - Eu n�o vou ficar fingindo que gosto de ver voc�s dois juntos, porque eu n�o gosto! � disse Rony irritado � Gina, eu n�o quero te ver numa roda de Comensais da Morte planejando matar o Harry. Ou pior ainda voc� servindo a Voc�-Sabe-Quem e cometendo atrocidades por a�! - Do jeito que voc� fala at� parece que eu vou me casar com ele! � sua voz tinha um tom ir�nico. - Se voc� pensa nisso deve considerar a hip�tese de ter um monte de criancinhas loiras e nojentas correndo pela casa � disse. - Gina Malfoy, n�o soa t�o mal assim! � ela sorriu com um olhar provocante. - Pare com isso! � gritou Rony aborrecido � Voc� n�o iria namorar com ele, voc� n�o ficou tempo mais do que suficiente com o Malfoy na floresta, n�? Gina fitou seu irm�o. Ele estava aflito, e o pior � que ele tinha raz�o. Precisamente Draco Malfoy n�o era a pessoa ideal para ela querer namorar. Quantas vezes seu pai quase perdeu o emprego por culpa deles? Se fosse fazer um levantamento da vida de Draco, havia apenas duas ou tr�s semanas que ele estava junto com todos e deixado de ser mentiroso e irritante como antes. Mas, era verdade. Draco havia mudado, porque seria imposs�vel Gina ter se enganado tanto a respeito dele, ainda mais sob o efeito do feiti�o Veritas. Esse � um ponto a seu favor! Ela pensou animada. - Eu s� fiquei junto com Draco o tempo necess�rio pra curar a picada de runespoor que ele levou e, depois voltamos pra c�. O resto voc� sabe... � ela disse com a sensa��o de alguma coisa entalada em sua garganta, estava mentindo de novo. - Gina! � Rony disse num tom alarmado � Eu receio que voc� n�o esteja ficando com o Malfoy s� o quanto � inevit�vel! Voc� n�o iria se tornar amiga dele... Por favor, me diga sem me enganar... voc� e ele... n�o � pra valer? - Eu e ele o qu�? � falou horrorizada � Se voc� se refere � hip�tese da gente estar namorando, ou se beijando pelos cantos a resposta � n�o � Gina continuou secamente � E qual o problema da gente ser amigo? Eu n�o vou ficar atirando ofensas ao Draco porque voc� quer! - Draco? � falou Rony a cada segundo mais incr�dulo � Voc� j� est� at� chamando-o pelo primeiro nome! Eu detesto ele, e n�o vale de nada o que voc�s podem estar pensando dele neste momento... Eu s� queria que voc� me prometesse que n�o ir� acabar se envolvendo demais com o Malfoy. - Rony, eu ainda sou a mesma Gina de antes, ser� que voc� n�o confia em mim? � ela sorriu � E sabe de uma coisa, v� atazanar a vida da Hermione! - Ah, muito engra�ada! � retorquiu Rony ficando levemente corado. Eles andaram alguns passos para frente, e Gina observava divertidamente o irm�o que se recusava a olhar pra ela. - O qu� foi? � perguntou vacilante. - Acho que tem algu�m apaixonado na fam�lia... � Gina fazia um grande esfor�o para conter um sorriso � Desculpa, como andam as brigas ocasionais com a Mione? Tudo certo? - N�o, eu acabei de mudar o alvo das minhas discuss�es... � amea�ou Rony e Gina revirou os olhos � E n�s somos apenas amigos e isto n�o significa que--- - Eu acho que ela sente um carinho especial por voc�! � Gina disse subitamente, e Rony a encarou curioso. - Como voc� sabe? � indagou sem esconder o tom de ansiedade. - Intui��o feminina! Eu n�o entendendo muito desses assuntos, no entanto isso j� est� mais do que �bvio. Primeiro todas essas briguinhas sem motivos... e o ataque de ci�mes sem explica��o por V�tor Krum! Quero dizer, qual � o sentido de tudo isso? Rony ficou quieto e sibilou algumas coisas que Gina n�o entendeu absolutamente nada. - Ora vamos, � encorajou Gina � N�o venha com esse papo de que nos conhecemos h� v�rios, somos apenas amigos e bl�, bl�, bl�... Eles pararam de falar e observaram Harry que se aproximava. J� estava anoitecendo, boa parte da claridade j� havia ido embora e eles enxergavam precisamente a sombra de Harry caminhando pela clareira, mas com certeza era Harry. - Voc�s demoraram tanto que eu pensei--- _ Harry prestou aten��o na express�o engra�ada de Gina e enfatizou � O qu� houve aqui? - Nada � respondeu a garota em fatal demasia � H�... O Rony est� tendo problemas com a Hermione. Mas acho que devemos deixa-lo sozinho com a sua insist�ncia em afirmar que n�o sente nada por ela. - Cala a boca, Gina! � mandou Rony. Harry riu: - Voc�s querem que eu v� dizer isso a ela? � perguntou rapidamente em um tom suspeito. - At� voc�! � reclamou Rony � Me deixem em paz com a minha teimosia... Harry olhou em volta e s� agora se deu conta que algu�m ainda n�o havia voltado: - Cad� o Malfoy? - Ele ficou l� arrumando algumas coisas... e sei l� mais o qu� � desdenhou Rony dando de ombros � Sabe como ele � estranho e n�s estamos lhe dando uma segunda chance, eu espero que o Malfoy n�o esteja fazendo o mesmo que fez com a primeira. - Rony pare de ser generalista! � replicou Gina com vigor � Voc� est� louco para incrimina-lo por qualquer coisa ou por nada. - Tudo bem, eu s� queria saber aonde ele estava � interrompeu Harry � n�o precisam se estapear por causa disso! Se o Malfoy est� arrumando algumas coisas logo ele deve estar de volta. Na verdade, eu preciso falar com voc� Rony. - O que �? � falou olhando curioso. - � particular � Harry olhou significantemente para o amigo e percebeu que ele trouxe uma pena e um pergaminho. - Ok, eu j� entendi... � suspirou Gina um tanto desanimada e foi pelo mesmo caminho que Harry para voltar at� a casa. ** ** - Eu achei melhor n�o tratar disso na l� casa, porque a qualquer hora a Tathy pode notar o qu� estamos fazendo e isto n�o seria nada bom... � explicou Harry com a lente de seus olhos refletindo a pontinha de luz que vinha da varinha. - Mas o qu� exatamente voc� acha que devemos contar a Dumbledore? � Rony soou s�rio. - Eu me lembro que a Tathy ficou muito estranha quando eu falei do Dumbledore. Ela me contou uma hist�ria meio confusa sobre ele ter protegido ela do passado e o mesmo de sempre... � Harry encarou Rony como se procurasse ou necessitasse da resposta do amigo � Eu acho que se queremos descobrir um pouco mais sobre ela esta � a nossa �nica fonte segura. - Conclus�o: _ disse Rony prontamente � Das duas uma, ou o Dumbledore nos explica boa parte do que significa todo esse enigma ou ele diz que n�o pode interferir, o que � mais prov�vel, e a gente fica mais desconfiado do que nunca. - � � concordou Harry com azedume � Mas eu tamb�m prometi que o manteria informado. Os dois contaram todos os detalhes nessa carta, fazendo o poss�vel para n�o esquecer de nada e serem r�pidos de modo que ningu�m desconfiasse do pequeno plano que havia se formado. Edwiges que estava solta, na maioria do tempo ficava dando voltas em volta do terreno e bastou um simples gesto de Harry para ela pegar a correspond�ncia e voar at� o castelo de Hogwarts onde Dumbledore estava. Eles se entreolharam com a satisfa��o de tarefa cumprida, n�o tardaria muito para alguns mist�rios se revelarem, se isto era bom ou n�o, Harry n�o saberia dizer. Quando estavam a poucos passos da casa, Rony real�ou: - Acho que teremos uma resposta bem interessante sobre ela! ** ** Harry estava dormindo, ali�s, sonhando. E ele estava t�o exausto que esse era um dos melhores sonhos que ele j� havia tido na vida. Era como se estivesse caindo num tapete muito macio, ou num colch�o de plumas. Estava tudo numa temperatura quente e perfeita, sua mente ficou vazia. Momentos depois algo come�ou a cutucar a ponta de seu dedo, uma coisa irritante que incomodava muito, e isto foi tirando-o do maravilhoso sonho e trazendo Harry de volta para a realidade. Ele custou a perceber, mas era Edwiges que dava bicadas em seus dedos na tentativa de acorda-lo. Ela j� havia trazido a resposta. Harry abriu os olhos que arderam um pouco enquanto ele n�o se acostumava com a claridade, e tudo entrou em foco quando ele alcan�ou seus �culos. A primeira coisa que ele fez foi acordar Rony para que ele tamb�m l�-se a resposta. - Rony, acorde! � ele chamou num quase sussurro � Dumbledore j� nos enviou a carta de novo. Em compensa��o Rony emitiu alguns grunhidos dentre eles Harry percebeu algumas express�es n�o t�o gentis. - Rony, pare de ser chato! Acorde de uma vez, � um assunto importante � Harry insistia sacudindo o amigo com for�a, esquecendo toda a educa��o que teria se fosse um estranho � Eu n�o vou desistir enquanto voc� n�o abra os olhos! Rony passou as m�os furiosamente pelos olhos e se levantou bruscamente, embora seus olhos ainda guardassem todo o sono que ele deveria estar sentindo: - Harry, seu retardado! O qu� voc� pensa que est� fazendo? � ele gritou a plenos pulm�es sem ter consci�ncia de que desse jeito acordaria todos na casa � Eu quero dormir, n�o me interessa o que voc� tem a dizer, eu s� quero--- Harry sem hesitar por mais um instante se jogou em cima de Rony e colocou sua m�o para tapar a boca dele. E isto deu um certo trabalho, at� que Rony ficasse cansado o suficiente para ouvir Harry: - Fique quieto � mandou rispidamente enxugando um pouco de suor na testa � Voc� parece um beb� muito chato e mimado... mas agora que eu consegui te fazer acordar amigavelmente queria te mostrar isto. Harry estendeu a carta de Dumbledore e Rony arregalou os olhos aparentemente desconcertado. Agora n�o adiantava tentar dormir mais e nem ao menos brigar com Harry por isso, at� porque ele j� sabia que o assunto era importante, como Potter dissera. - Certo � falou Rony lentamente como se quisesse organizar suas id�ias � Eu devo ter... h�... exagerado um pouco. - O termo n�o seria propriamente este � corrigiu Harry fitando-o com olhar de censura � voc� praticamente acordou a todos com seus berros, isso n�o seria nada bom para o tipo de coisa que a gente pretende fazer. Imagine se o Malfoy... Os murm�rios de Harry cessaram porque eles ouviram um barulho que vinha de muito perto, mais precisamente da cama de Draco. Talvez h� algum tempo ele j� estivesse levantado e ficou observando a conversa dos dois, ent�o resolveu intrometer num tom desafiador: - Que diabos est� acontecendo aqui? � perguntou prontamente. Harry viu pelo canto do olho Rony abrir a boca, mas ele ficou mexendo-a sem emitir nenhum som, ele precisava urgentemente que Harry inventasse uma desculpa. Harry Potter, no entanto, s� abaixou a cabe�a sem ter o qu� dizer. Eles saberiam que qualquer coisa que fosse dita soaria suspeita. Oras, a situa��o era no m�nimo desconfiante e principalmente para algu�m que ouviu seu nome ser citado entre sussurros. Draco j� tinha visto o pergaminho, ele n�o iria acreditar se Harry o escondesse ou fingisse que ele nunca existiu, porque Draco sendo como ele era, se considerava esperto demais para cair num truque desses. E na verdade, Draco era astuto. - Nada da sua conta, Malfoy � disse Rony finalmente. - Eu acho que voc� est� enganado, eu ouvi o meu nome na conversa de voc�s � Draco se juntou aos dois e continuou terminantemente � Vamos, desembuchem! Harry suspirou. - Muito bem � come�ou num tom que misturava aspereza e um pouco de melancolia � a gente n�o escolheu ser seu amigo, voc� simplesmente entrou em nossas vidas. - O que voc� quer dizer com isso? � replicou secamente � Eu tamb�m n�o escolhi estar aqui me sentindo um intruso no meio de voc�s, e n�o que eu esteja cobrando algo, mas se eu estou envolvido nessa maluquice pelo menos tenho o direito de saber de tudo, o que n�o faria me sentir um idiota! - N�o estamos fugindo de ter que contar toda a verdade pra voc� � disse Harry sinceramente � Mas entenda que antes dessa hist�ria n�s j� �ramos amigos, e por mais que eu admire a sua grande vontade em nos ajudar, isto n�o me obriga a contar tudo a voc�. - Voc� est� fugindo sim, Harry Potter! � exclamou com a f�ria crescendo em cada s�laba � Voc� n�o sabe nada sobre mim... e eu vejo que n�o sei nada sobre voc� tamb�m! Mas eu n�o quero ficar aqui para ser usado por voc�s, definitivamente eu detesto facilitar as coisas pra voc�s se ningu�m tem o bom senso de me incluir nos planos. - Eu pensei que voc� era o sonserino dono de estrat�gias engenhosas das quais um grifin�rio n�o teria capacidade de sequer imaginar, ou estou enganado? � Rony sorriu travessamente. - N�o enche o sac�, Weasley! � mandou amargamente � Eu sei que esta carta esta falando sobre mim, o quanto de perigo eu represento e eu sei que voc�s est�o loucos para me deixar pra tr�s. - Bom, acho que temos motivos suficientes para pensar nisso � teimou Rony encarando Draco firmemente. - Agora acabei de me lembrar porque te odeio tanto, Weasley � replicou Draco num tom cheio de raiva � Voc� sempre est� no meio do caminho, voc� � um completo idiota que pode morrer a qualquer momento aqui. - Eu j� estou cansado dessa velha briga de fam�lia! � berrou Harry fazendo sua voz se sobrepor as deles � Rony, voc� sabe que esta carta n�o tem nada a ver com o Malfoy � ele virou-se para Draco � E voc� tem que aprender que a conhecer a hora certa de perguntar as coisas e definitivamente esta n�o era a hora certa, e nem o jeito mais indicado pra voc� nos pedir que a gente conte algum segredo. Fez-se um sil�ncio r�pido e trai�oeiro. Em vez dos dois se acalmarem, trocaram olhares que valera por um duelo de bruxos inteiro. - E agora eu vou embora e finjo que nada disto aconteceu? � Draco olhou com revolta para Harry. - N�o � respondeu Harry terminantemente � Voc� fica, mas fora isso eu n�o quero que ningu�m saiba do que houve aqui ou a� sim teremos motivos suficientes para te deixar sozinho e sem nenhuma roupa pedindo informa��es nesta cidade. - Harry, voc� est� maluc... � come�ou Rony indignado balan�ando as m�os freneticamente. - Pare com essas babaquices! � Harry disse num tom s�rio � Estamos juntos nessa, e a for�a cresce com o n�mero. O Malfoy pode ajudar, talvez ele perceba algo que n�s n�o vimos, e ele esta mais acostumado com magia negra. Rony n�o gostou da atitude de Harry e levou um tempo at� ele se conformar e aceitar a presen�a de Draco. Depois de ter explicado que Dumbledore conhecia Tathy e que neste bilhete poderia haver alguma resposta importante, eles finalmente a abriram. Harry leu em voz alta aquelas letras mi�das e garranchadas. Caro Harry e Rony, Continuo procurando novas pistas para a solu��o do nosso problema. Aluado e Almofadinhas tamb�m est�o fazendo sua parte, Sirius est� no Sul do planeta fazendo o poss�vel. Remo se encontra em Londres no Beco Diagonal trabalhando com alguns livros velhos e pesquisando algo sobre a Maldi��o. Os dois pediram para dizer que est�o bem e que mantenham o pensamento concentrado apenas em Voldemort e pessoalmente eu tenho certeza de que cada vez voc� se aproxima mais dele e do seu passado. Eu conhe�o a Tathy realmente ela foi minha protegida e assim como voc�, Voldemort estava atr�s dela. Voc� deve estar se perguntando o motivo, Harry. No entanto infelizmente isto eu n�o posso lhe contar, � algo �ntimo e s� diz respeito a ela. Quem sabe Tathy possa lhe responder essa pergunta melhor do que eu, confie nela. Trata-se de uma pessoa muito inteligente e especial, mesmo assim fiquei perplexo quando soube que ela estava na companhia de voc�s. Estou reunindo alguns bruxos amigos e fazendo reuni�es para achar o m�ximo de informa��es poss�veis, mas por enquanto nada. Receio que se quebrarmos o talism� voc� morre junto, por�m � s� uma hip�tese. Ah, como o talism� leva at� voc� e Voldemort � atra�do por ele, � muita magia junta logo Voldemort perceber�. Aconselho a n�o ficar parado em um �nico lugar. Isto pode facilitar a busca de Voldemort. Seja corajoso como voc� sempre foi e ningu�m poder� te vencer, Harry. Eu acredito que voc� e seus amigos sejam capazes de descobrir uma sa�da. Atenciosamente, Alvo Dumbledore. ** ** Foram not�cias que deixaram Harry ao mesmo tempo feliz, por ter citado Sirius e Lupin, e hesitante diante de Tathy. Que ela era inteligente e especial ele j� havia percebido. Sem d�vida existia um mist�rio onde Voldemort estava por tr�s e se isso demonstrava que Tathy era boa ou n�o, Harry n�o saberia dizer. Mas ele j� havia decidido uma coisa que o atormentou bastante depois. Desde que chegou em Hogwarts Harry nunca havia escondido nada dos seus amigos e de Hermione, principalmente dela e ele n�o se sentia honesto agindo desse jeito. Ent�o n�o haveriam mais segredos ou cartas n�o reveladas, o fundamento seria que se todos est�o unidos para ajuda-lo a destruir a Maldi��o e impedir que Voldemort volte a reinar, isto seria feito por todos sem suspeitas e sem conversas separadas. Harry sabia que poderia confiar em cada um deles, e por esta raz�o contou os planos de Dumbledore, � �bvio que Tathy n�o ficou sabendo da parte que se referia � ela porque s� poderia prejudicar a busca e o relacionamento entre eles. Neste momento Rony estava sentado num tronco de �rvore e tentava fazer um feiti�o Convocat�rio, os outros arrumavam as bagagens ou se ocupavam com diversas tarefas. - Como voc� pretende tirar a gente daqui? � questionou Hermione parando na frente de Rony. - Primeiro eu pensei que poder�amos viajar de vassoura � respondeu num tom extremamente concentrado � mas o peso da bagagem atrapalharia al�m da viagem ser muito longa... - N�o me diga que eu finalmente vou conhecer a Tail�ndia? � ela sentou-se no lado de Rony e o encarou por breves momentos. - N�o, infelizmente eu acho que ainda n�o precisamos ir t�o longe... � ele ainda manteve o ar pensativo � Os meus pais v�o visitar o Carlinhos na Rom�nia, ent�o acho que n�o vai ter problemas a gente se hospedar l� por alguns dias, � claro se ningu�m conseguir destruir a casa... - Voc� n�o apostaria numa repentina chegada de Voc�-Sabe-Quem? Ou talvez a hip�tese de voc� e Draco resolverem duelar e acabar transfigurando a casa inteira com encantos? � Hermione disse isso de uma maneira que era ao mesmo tempo ir�nica e um aviso. - Pensando por este lado eu acho que � melhor torcer pra nenhuma dessas coisas acontecerem � ele soou um tanto exagerado � ou ent�o voc�s v�o presenciar a morte mais r�pida da hist�ria seguida de gritos realmente furiosos! Hermione se lembrou que Rony estava fazendo um feiti�o Convocat�rio e que as vassouras n�o serviram para transporta-los, s� agora que ela foi notar. - Bom, o que posso chamar de plano B? Um meio de transporte para nossa localiza��o? � falou curiosa. - Estou tentando trazer o Carro Voador do papai � respondeu olhando inutilmente para sua varinha � � claro que ele est� cheio de feiti�os anti-trouxas, e somado a isso feiti�os para faze-lo voar e etc, resumindo n�o vai ser t�o f�cil assim aplicar mais uma magia para transporta-lo at� aqui. - Qual � a outra op��o que nos resta? � falou Hermione atenciosa. - Pra ser sincero nenhuma � Rony olhou para Hermione e disse decidido � ent�o voc� pode fazer o favor de me deixar sozinho para praticar... h�... voc� tira a minha concentra��o. - Francamente, voc� vai tentar trazer o Carro Encantado do seu pai at� aqui! � disse num tom de quem achou a id�ia totalmente fora da raz�o � Isto � um absurdo levando em considera��o o seu conhecimento com feiti�os convocat�rios � N�o se lembra das aulas de Flitwick, voc� n�o conseguia nem colocar a almofada dentro da caixa? - Obrigado, isto � realmente estimulante! � replicou � Na verdade eu acho que com um pouco de treino eu n�o vou me sair t�o p�ssimo assim... - Ok � insistiu Hermione relutante � Esque�a essa possibilidade, talvez eu possa traze-lo aqui e com muito esfor�o. - N�o, voc� n�o pode � garantiu Rony. - Por qu�? � falou meio que indignada. - Para praticar o accio voc� tem que manter os pensamentos no objeto e desejar com toda a sua for�a remove-lo para c� � disse como se isso fosse �bvio. - Grande g�nio, disso eu j� sabia � ela deu de ombros � Admita que eu fa�o esse feiti�o muito melhor do que voc�, desde do quarto ano. Portanto, deixe-me ajuda-lo. - Eu sei que voc� tem uma longa e brilhante carreira me corrigindo, mas agora � imposs�vel � Rony se levantou e parou na frente da amiga, que estava com as sobrancelhas franzidas � Voc� nunca viu o novo Carro do papai, n�o saberia descreve-lo em seu pensamento. Hermione olhou para o ch�o ligeiramente envergonhada e decepcionada. - Voc� venceu � afirmou baixinho e tamb�m se levantou � O que eu posso fazer por voc�? - Torcer para que todas as suas broncas e as aulas do Flitwick tenham dado resultado � Rony flexionou os bra�os � Eu estou particularmente confiante, mas preciso ficar sozinho. - Eu n�o quero te atrapalhar � concluiu e lan�ou uma �ltima olhada para Rony que segurava sua varinha, ela se virou e deu alguns passos na dire��o da porta. De repente uma coisa lhe passou pela cabe�a, uma coisa que n�o tinha nada a ver com o assunto, mas era importante � Ah � Hermione ergueu as sobrancelhas � N�o implica tanto com a Gina, eu sei que voc� n�o gosta do Draco e est� coberto de raz�o, mas o que diz respeito a ela s� a pr�pria Gina pode decidir. - Voc� acha? � ele perguntou incerto. - Sim � ela confirmou e fez uma express�o hesitante � Talvez a gente n�o conhe�a o Draco tanto quanto n�s pens�vamos que conhec�amos, admitir que ele est� se tornando um cara legal �s vezes me causa enj�o, mas � a verdade. - Voc� vai tomar o partido dele? � Rony soou com uma ponta de ci�mes. - Isso n�o existe � ela sorriu � Eu vou ficar apoiando os meus amigos, eu ainda n�o sei se o Draco � meu amigo de verdade! Pelo menos ele nunca mais fez coment�rios do tipo: Seu cabelo est� horr�vel ou Sua dentu�a! � J� � uma grande evolu��o! ** ** Tathy e Gina estavam na cozinha, terminando de tomar seu caf� da manh�. Elas haviam acordado tarde, mais ou menos em volta das 11h e Draco tamb�m estava sentado � mesa, certamente ele n�o perderia a oportunidade de comer. Harry encaixotava seus materiais de Hogwarts e prendia Edwiges e a nova coruja de Draco nas gaiolas, isto fazia um grande barulho. Harry n�o se importava com o fato de estar arrumando as suas coisas e as de Draco sozinho, ali�s, ele j� percebera que realmente o Malfoy n�o levava o menor jeito para trabalhos pesados. Ele era um grande pregui�oso e Harry preferiu que ela ficasse conversando com as meninas do que fazendo coment�rios sarc�sticos do seu lado. - Quem fez essa porcaria? � perguntou Draco com uma careta. - Sabia que o seu elogio me tocou profundamente! � respondeu Tathy com a voz esgani�ada. - Por acaso voc� est� tentando me matar? � falou num tom agudo � Isto aqui tem um gosto horr�vel, de papel velho, e n�o sei como, borrachudo tamb�m. - Tudo bem... agora que voc� j� fez a gentileza do dia, fica quieto e usa sua boca para mastigar o caf� que a Tathy preparou com tanto carinho � Gina misturou um tom alegre com uma ordem. - Eu n�o sabia que Draco Malfoy iria comer com a gente! � ela exclamou soturna � Sen�o teria deixado a parte do carinho de fora. - Minha reputa��o n�o est� nada boa nessa casa! � replicou num tom filos�fico � �s vezes eu fico me perguntando o que eu devo ter feito de t�o errado pra voc�s me tratarem assim? - Definitivamente estamos sendo muito injustos � aquilo n�o era propriamente uma briga e sim, uma brincadeira misturada com zombaria, coisa de adolescentes � Voc� est� diferente nestes �ltimos tempos, j� at� posso prever seu futuro fazendo caridades numa escola de crian�as abandonadas. - Voc� est� tentando fazer com que eu me arrependa da minha afirma��o anterior? � disse Draco comendo um peda�o de torrada � Espere, estou tendo um argumento convincente: Eu chamo isso de mal-humor matinal, desculpa por ter ofendido suas torradas. Enquanto Tathy o encarava com um olhar amea�ador, Gina disse: - N�o, isso se chama cara-de-pau mesmo! � replicou divertidamente � Ou em outros termos pregui�a em est�gio avan�ado. - Sabem de uma coisa? Acabo de criar uma observa��o sobre a nossa viagem � falou Tathy imparcialmente � Se o Rony demorar muito a conseguir trazer o famoso Scort Voador sairemos daqui quando tivermos cabelos brancos. Ent�o eu acho que voc� deveria tentar o feiti�o tamb�m � ela se referiu a Gina. - Esse � o seu pedido e essa � minha prerrogativa � disse � O Flitwick ainda n�o teve tempo de nos ensinar essa mat�ria, por isto acho melhor eu n�o arriscar e acabar fazendo alguma bobagem. - Porque se essa coisa n�o der certo estamos literalmente fritos � anunciou Draco exasperado � Mas o que voc� acha que vamos fazer depois disso? Quero dizer a excurs�o mais perigosa do Mundo M�gico? Ou o esconde-esconde mortal com Voldemort? - N�o diga essa palavra! � gritou Gina vacilante � Com todas as experi�ncias que eu tive no segundo ano tenho motivos suficientes para congelar s� de ouvir esse nome. - Sobre a pergunta do Draco a resposta � n�o � confirmou Tathy pensativa � Eu estudei esse talism� durante anos e mesmo assim n�o consegui descobrir o contra-feiti�o. A origem da Maldi��o estava marcada em relatos e em livros antigos, mas como algu�m poderia impedir que ela se cumprisse n�o estava escrito l� � Tathy balan�ou a cabe�a � Como se isto tivesse sido planejado, como se a verdadeira resposta n�o devesse ser encontrada. - Eu tenho certeza que isto foi feito de caso pensado, � claro que o bruxo que inventou a Maldi��o sabia que o outro bruxo inocente buscaria uma forma de acabar com o feiti�o. N�s n�o temos certeza nem de se essa resposta existe, mas o objetivo era dificultar as coisas para quem quisesse acabar com um encantamento que foi criado justamente para formar uma liga��o infinita e insepar�vel entre duas pessoas � Gina disse amargamente � Est� � a ordem natural, sempre foi assim! - E � justamente na parte mais complicada da hist�ria que a gente entra � afirmou Draco sem dar muita import�ncia � Temos que achar a t�o cobi�ada e obscura resposta! Mas... - Mas realmente n�o devemos pensar nisto agora � Harry havia acabado de entrar na cozinha. Com seus cabelos pretos bagun�ados ele estava parado na porta com uma express�o alegre � De nada vai adiantar ficar desesperado atr�s de um modo de deter os planos de Voldemort � Gina fez uma careta � Eu sei que todo mundo precisa descansar, ent�o quando Rony ter efic�cia com o Feiti�o Convocat�rio vamos para a Toca, e depois quando as id�ias j� estiverem reformuladas a gente continua! - Voc� manda, chefe! � sorriu Draco batendo contin�ncia � Primeiro o descanso, sem problemas! As duas meninas riram e at� Harry teve esfor�o para conter o riso. ** ** Rony suspirou. E olhou vagamente para o horizonte, n�o havia o menor sinal de um caro cortando as nuvens. Sua m�o estava dolorida de tanta for�a que ele depositara para segurar a varinha, que estava sendo observada entre seus dedos. Droga! pensou com uma impaci�ncia crescente Acalme-se, esse feiti�o � idiota mas n�o a ponto de conseguir me fazer desistir. Eu j� tive que fazer coisas piores e bem mais complexas uma aranha, por exemplo, � dez vezes mais assustadora do que isso. Concentre-se, eu quero voltar para minha casa. Rony estava repentinamente decidido, desta vez ele tentaria pra valer e pela �ltima vez. Ele esqueceu quanta dificuldade teve para aprender a utilizar esse tipo de magia, e tamb�m quantas vezes protestou contra o Prof� Flitwick dizendo que nunca usaria um feiti�o dessa esp�cie. Para que tudo desse certo n�o importava a dist�ncia e nem o tamanho do objeto, portanto Rony resolveu deixar isto de lado. A �nica coisa que deveria ter em mente era o cen�rio do jardim dos Weasley com o Carro Voador cuidadosamente escondido. Rony construiu paredes invis�veis da sua casa, e tudo foi se materializando em sua mente. Ele estava com os olhos fechados e podia ver diante de si a Toca, Rony desejava entrar l� dentro. Voltar pra casa, rever seu quarto. No entanto ele n�o podia deixar se levar por esta ilus�o, focou a imagem no Carro, que permanecia num canto quase que omitido. Pensou nas rodas andando e como ele levantaria v�o, cada detalhe estava descrito, era muito real. - Accio! � levantou a varinha com a m�o dolorida pela se��o de vezes que ele tinha tentado feiti�o sem sucesso, por�m agora era diferente. Ele pode sentir o carro ligando e come�ando a flutuar lentamente, at� que j� estava no c�u. Seria uma viagem longa, Rony tinha ci�ncia disso. Resolveu aumentar a velocidade porque demoraria horas naquele ritmo, e ele n�o tinha nem condi��es para isso. A parte mais dif�cil de ser realizada ele j� conseguira, o que o Weasley precisava fazer era controlar sua intensidade de poder para aumentar ou diminuir a velocidade do carro, e � �bvio tomar cuidado para o carro cair em pleno c�u e se espatifar no ch�o. Tudo bem que pareceu uma eternidade para Rony, mas em pouco tempo o Scort cruzava os c�us em alta velocidade e foi estacionar a poucos cent�metros de Rony. Rony respirou fundo, sentia-se cansado. Mas uma alegria contagiou seu corpo recuperando todas as energias: - Pessoal! Eu consegui, venham ver! � gritou entusiasmado. Ele teve a impress�o que um mil�simo de segundo se passou e Harry atropelado pelos outros surgiam na porta, todos quase caindo contudo tinham o mesmo sorriso estampado. - Eu n�o acredito! � vibrou Hermione olhando incr�dula para o carro � Isso � maravilhoso... dessa vez voc� se superou Rony! - Uau! � exclamou Tathy admirando o tamanho do ve�culo � N�o foi por menos que voc� teve tanta dificuldade... - Nossa, eu sabia que voc� seria capaz irm�ozinho � Gina beijou o rosto de Rony � Que tal a gente abandonar este lugar? Foi uma imensa surpresa quando todos viram o Carro, tiveram uma sensa��o de al�vio e sentiram-se ligeiramente impressionados quanto ao autom�vel. Todos ajudaram a colocar as bagagens no porta-malas, que obviamente foi bastante aumentado com feiti�os. O carro era todo azul, segundo Rony melhor para se esconder entre o c�u. Rony garantiu que estava em perfeitas condi��es para dirigir, e que n�o importava o que todos disessem, ele seria o �nico que conheceria os comandos do carro do seu pr�prio pai. Hermione resolveu fazer companhia para Rony, ent�o todos os bancos da frente j� estavam ocupados. Atr�s Gina entrou primeiro, seguida de Draco, e depois Tathy que chegou atrasada porque estava falando alguma coisa com Harry. Harry ainda estava na casa, ele tinha necessidade de demorar um pouco mais naquela cidade. Ele pensou que foi a �nica vez que havia estado no mesmo lugar em que viveu com seus pais, ele sentia saudade disso. Olhou mais a sua volta e imaginou tanta coisa que poderia estar acontecendo se Voldemort n�o tivesse atrapalhado tudo. - Harry, vamos! � chamou Tathy e ele retribuiu o olhar. - Lota��o esgotada � disse Draco quando Harry percebeu que n�o sobrara nenhum espa�o para ele sentar � Voc� vai ter que esperar at� o pr�ximo embarque... deixe-me ver... ser� daqui a tr�s dias! - Ah, muito engra�ado! � disse Harry com uma voz abafada. - Bom � disse Rony analisando do banco do motorista � Voc� ter� que sentar no colo de algu�m. N�o, espere! Isto seria horr�vel, vou reformular a pergunta... Algum volunt�rio? Todos ficaram se entreolhando com as sobrancelhas erguidas, como se essa hip�tese nem tivesse passado pela cabe�a deles. Depois de algum tempo em que o sil�ncio se confirmou: - N�o sei porque eu estou fazendo isso, talvez seja o meu lado solid�rio falando mais alto... � considerou Tathy olhando para Harry rapidamente � Eu sento no seu colo... - Sabe o que me impressiona em voc�s? � perguntou Harry com algumas manchas coradas pela face enquanto Tathy sentava no colo dele � O esp�rito de equipe que existe em cada um... - Prontos? � falou Rony e no instante seguinte deu a partida no carro, pra falar a verdade ele n�o era o melhor motorista, e Harry teve certeza disso quando o carro levantou no ar. Todos ca�ram amontoados para o lado de Gina que gritou: - Rony, seu barbeiro insolente! � berrou zangada � Dirija esse tro�o direito! - Ai! � reclamou Harry no ouvido de Tathy, ele meio que empurrou a menina para o lado � Voc� est� esmagando a minha perna! - Desculpe � se defendeu � mas a culpa n�o � minha... Demorou um pouco para Harry parar de reclamar e entrar num acordo com Tathy. Gina e Draco estavam cada vez mais pr�ximos e toda vez que Rony percebia isso freava o carro abruptamente e todos escorregavam para frente. A �ltima manobra fez a gaiola de Edwiges bater no teto e voltar. - Rony! � repreendeu Hermione olhando com uma cara feia para ele � Pare o carro! Voc� � um desastre, um homicida no volante ou est� fazendo isso s� pra assustar a gente? - Voc� est� exagerando! � replicou magoado. - Voc� chama isso de exagerar? � questionou Draco num tom perplexo � Logo vamos sair daqui totalmente amassados sem voc� nem notar... - Voc�s s� sabem reclamar � garantiu Rony determinado � Eu acho que voc�s deveriam ter mais paci�ncia, n�o ser� imediatamente ainda falta alguns minutos, mas em breve vamos chegar... - Eu espero que seja relativamente logo � Tathy disse fazendo o poss�vel para Rony se tocar que isto era uma direta para ele � levando em considera��o que eu n�o estou me sentindo nada confort�vel. Tathy fazia o poss�vel para n�o encarar Harry, porque isto a fazia sentir coisas estranhas. E a interatividade entre Draco e Gina tamb�m n�o era invej�vel, parecia que Gina ignorava a presen�a do garoto olhando constantemente pela janela. N�o era um clima muito bom. Haviam seis adolescentes espremidos dentro de um carro. Harry se lembrou que em filmes americanos essa cena era t�pica. A estrada completamente vazia a noite e um carro passando em alta velocidade, geralmente eles deveriam estar se beijando e se agarrando no banco traseiro, enquanto o motorista completamente b�bado segurava uma garrafa de vodka. Mas definitivamente n�o estava de noite, e n�o havia vodka ou qualquer bebida que pudesse deixa-los b�bados e a id�ia de eles estarem se beijando parecia mais um del�rio do que uma chance. A primeira op��o havia sido descartada, como n�o estavam se beijando e nem de porre, o normal seria que estivessem berrando letras de m�sicas famosas sem se importar com os t�mpanos ou com a bagun�a que estavam fazendo. Porqu� todos ficaram quietos? Um sorriso matreiro apareceu no rosto de Harry, ele estava prestes a cometer um desatino, mas tinha certeza de que seria muito divertido. - Sabe o qu� esta cena est� perecendo? - O qu�? � indagou Hermione intrigada. - Que n�s somos os filhinhos chatos espremidos no banco de tr�s e voc� e o Rony s�o os papais no banco da frente!... � Harry reparou que os outros tamb�m estavam com a mesma express�o que ele, portanto haviam entendido o prop�sito daquela conversa � Eles est�o com um ar t�o s�rio! � disse apontando com a cabe�a para os dois. - Sem chance � cortou Rony num tom frio � Definitivamente eu n�o teria tantos filhos... e n�o deixaria que eles se parecessem com voc�s. - Claro, talvez o meu coment�rio tenha sido desnecess�rio � lamentou Harry � Mas que voc� e a Hermione podiam estar casados... Ops! � melhor eu calar a minha boca antes que diga mais bobagens! - Essa � a parte que eu digo que � melhor voc� fazer isto mesmo, porque sen�o eu serei obrigado a te dar um soco, Harry Potter, e isto tiraria minha concentra��o no volante � disse rispidamente. - Francamente! � refor�ou Gina � Sua aten��o j� est� fora de cogita��o h� muito tempo... n�o sei se voc� percebeu mas voc� deve t�-la perdido no banco do lado... - Parem com isso! � protestou Hermione sem jeito � Voc�s est�o me deixando sem gra�a... - Essa � a inten��o! � confirmou Draco com um sorriso traquinas � Mas esse deveria ser o nosso papel, porque eu estou particularmente me sentindo um casti�al num jantar rom�ntico. - Vamos se atirar pela janela! � ordenou Tathy animadamente � Afinal n�o quero me sentir respons�vel por estragar um momento t�o especial... O banco de tr�s inteiro desabou em risadas, que logo depois viraram gargalhadas. Quando eles recuperaram o f�lego, Gina disse entre sorrisos: - Garanto que eles n�o estariam t�o comportadinhos sem a nossa presen�a. N�o se preocupem a gente fecha os olhos, juro que n�o vamos ver nada! - � � disse Tathy prontamente � Finjam que n�s n�o estamos aqui... Rony arriscou um olhar de lado para Hermione, que estava ruborizada. - Vamos, Weasley! � insistiu Draco � Tome uma atitude de homem, beije ela de uma vez! - Essa conversa est� ficando mais chata que o inferno! � pestanejou Rony com azedume. - N�o o inferno n�o deve ser t�o bom assim! � falou Harry num tom ir�nico � Hermione, eu acho que o seu namorado est� tendo algum problema. Acho que ele est� se segurando para n�o lan�ar um mau agouro na gente! � e de certa forma Harry sentia que isto era verdade. - Ele n�o � meu namorado! � reivindicou Hermione indignada � Voc� sabe disso! - Que desmemoriados! � Gina deu um tapinha em sua pr�pria cabe�a � Como pudemos esquecer do V�tor Krum? Quer saber, ele que se exploda! - Eu apoio � disse Tathy firmemente � Olhem um para o outro! Quero dizer, n�o precisam ficar com medo... essa expectativa est� me deixando ansiosa! - Calem a boca! � berraram Rony e Hermione ao mesmo tempo virando as cabe�as para tr�s, todos ficaram espantados. - N�o fiquem nervosos... � Draco sorriu e pegou uma m�o de Hermione e outra de Rony, e obrigou eles a entrela�arem os dedos � Pronto! Se ningu�m toma uma iniciativa, � pra isso que servem os amigos! Eu vou ensinar voc�s, primeiro tem que abrir a boca e... hum... isso � meio embara�oso. Hermione estava p�rpura de tanta vergonha, ela levou a m�o � cabe�a e virou seu rosto para a janela. Ela que sempre foi t�o segura, agora n�o sabia o que fazer, estava tremendo por dentro. Rony estava vermelho igual ao um piment�o, suas sardas nem se destacavam mais em seu rosto. Ele estava desconcertado, levemente perturbado. Mas havia uma ponta de riso procurando um lugar para sair em ambos, era dif�cil descrever como Hermione e Rony estavam engra�ados nesse momento. Rony tirou a m�o de perto dela. - Chega! Voc�s est�o sendo rid�culos... � esbravejou � Eu estou de sac� cheio desse papo. - S�rio? � Harry teve o descaramento de perguntar � N�o se preocupe, este � o �nico motivo que voc� vai ter para ficar zangado hoje... - Ent�o s� nos resta pedir que voc�s n�o fiquem irritados conosco! � disse Gina � Foi s� uma brincadeirinha... - Voc�s n�o conseguiram me irritar � replicou Rony desviando o olhar para a frente � E n�o � por isso que eu vou jogar voc�s do carro... talvez essa seja uma boa id�ia... - Ok � disse Draco cautelosamente � Foi uma brincadeira inescrupulosa e insensata, e n�s sentimos muito por isso! - E nada que voc�s digam vai me fazer esquecer que eu tenho que planejar uma vingan�a dolorosa contra voc�s! � respondeu Hermione com alguns vest�gios de timidez. Em seguida, o Carro Voador estacionou em cima da grama mal cortada e bem crescida dos Weasley. Estavam fora da cidade, em Ottery St. Catchopole. A Toca como lembrava um letreiro velho enfiado do lado da porta, ainda estava com a mesma apar�ncia desde da �ltima visita de Harry no ver�o deste ano. Os c�modos eram muitos formando v�rios andares, colocados um em cima do outro. Numa esp�cie de torre torta, por�m nada seria mais convidativo para Harry e lhe traria lembran�as mais felizes. - � t�o diferente! � Tathy desceu do colo de Harry e parou para observar os altos andares da casa. - N�o � muita coisa � murmurou Rony sem jeito. - Pare de ser modesto! � animou Hermione � Sua casa � um dos melhores lugares do mundo, ou j� se esqueceu que eu e o Harry fazemos quest�o de vir aqui em todas as f�rias! Pode n�o ter muito valor monet�rio... no entanto � o que voc� tem, e deveria ficar feliz por isso! As orelhas de Rony ficaram vermelhas. - Saiam da frente! � Draco fez um gesto fren�tico com uma m�o enquanto a outra estava ocupada com as malas � Eu nunca pensei que um dia me hospedaria na famosa Casa dos Weasley, � melhor eu me apressar antes que seja expulso... Gina o fitou incr�dula e fez um gesto que s� podia significar que Draco estava louco. - Afastem-se! � falou Rony com eleg�ncia � Moveon Opelitarius! A porta de uma madeira r�stica abriu lentamente fazendo um suave rangido. E parou quando j� dava para ver um grande corredor, que para a direita sa�a na cozinha e para a esquerda dava na sala dos Weasley. - � bom saber qual feiti�o deve ser usado para entrar na sua casa � falou Draco num tom esperto. - Ent�o eu te aconselho a nunca tentar isso � advertiu Gina com um sorriso no canto da boca � Porque voc� vai se arrepender profundamente de n�o ter sido inteligente a ponto de n�o pensar nisso. Se a voz da pessoa n�o corresponder com algu�m da nossa fam�lia, acontecem coisas horr�veis como torturas medievais � ela olhou seriamente para Draco que estava com olhos arregalados � Foi papai que me contou! ** ** Gina estava saindo de seu quarto, j� havia colocado todas as suas coisas em ordem e revisto seus pertences mais carinhosos: como o abajur dan�ante que ela ganhou de uma tia, sua cama inconfund�vel e macia, assim como v�rios objetos m�gicos que ela adorava e que enfeitavam seu quarto dando um toque �Gina� � decora��o. Gina estava descendo a escada, para ver se algu�m precisava de ajuda com as malas ou para achar um quarto. Mas a escada era circular, como haviam muitos andares, eram degraus compridos, e nas curvas n�o dava para ver se tinha alguma pessoa vindo na dire��o contr�ria. Por esta raz�o Draco, com seu mal�o de Hogwarts se esbarrou com ela quando estavam praticamente no in�cio da escada. Ainda gemendo de dor, os dois viram o mal�o de Draco se espatifar no ch�o, derrubando algumas roupas. - Droga! � ele praguejou � Voc� deveria tomar mais cuidado! - Oh, - disse Gina, levando as m�os � boca � me desculpe, olhe o estrago que eu causei! Gina abaixou-se para pegar as coisas de Draco e guardar de novo na mala, quando o pr�prio tomou a mesma atitude e eles ficaram se entreolhando paralisados: - � impress�o minha ou a gente est� trope�ando mutuamente? � ele disse num tom curioso puxando uma cal�a e guardando-a novamente. - Eu estava com pressa, queria saber se o Harry precisa de ajuda ou as meninas � falou Gina num tom suave. - Bem, pelo menos eles t�m o Rony l� embaixo � garantiu Draco � Mas eu realmente preciso que voc� me ajude a encontrar meu quarto. - Claro! � disse ela desviando para que Draco subisse os �ltimos degraus na escada. Ela apanhou uma camiseta que ele havia esquecido no ch�o � Mas n�o posso dizer o mesmo sobre o tom dessa camiseta. Francamente, rosa! N�o combina com o seu tom de pele... - O que � isso? � Draco perguntou com um tom de voz desconfiado, e examinou a camiseta � Eu detesto rosa, talvez tenham misturado as minhas roupas com as da Hermione... aquele Potter sacana, ele vai ver! - De qualquer modo fique com ela, depois voc� devolve pra Hermione � disse Gina tentando soar leve � Voc� est� naquele quarto! Era uma porta alta e com alguns detalhes em seu acabamento, ficava em frente ao quarto de Gina com uma pequena dist�ncia que os separava. Draco leu em uma placa daquelas de autom�veis escrito Carlinhos, provavelmente influ�ncia do pai, pensou. O antigo quarto de Carlinhos possu�a uma escrivaninha, uma cama de casal ao centro e a sua frente no ch�o um tapete que Draco sup�s ser pel�s de drag�o, de uma ra�a muito rara cujo pel� era grande e extremamente relaxante. No canto um arm�rio, e a janela com cortinas simples e curtas, num tom azul marinho. N�o havia muitas caracter�sticas que um dia Carlinhos morou ali, praticamente todas as coisas dele j� haviam sido levadas embora, para o acampamento de pesquisadores de que o irm�o mais velho dos Weasley fazia parte. - Por favor, n�o mexa em nada � pediu Gina se sentindo meio maternal � Os cobertores est�o no arm�rio, se voc� quiser tem o suficiente l�. E... ah! Eu sei que voc� n�o deve estar muito acostumado, mas nem me pe�a para fazer sua cama, aqui cada um � respons�vel por sua parte! Draco depositou sua bagagem do lado da escrivaninha e olhou firmemente para Gina: - Eu n�o pretendia dormir a esta hora da tarde... � ele deu de ombros � S� mais uma coisa, se voc�s n�o me acharam daqui a tr�s dias podem chamar a equipe de resgate, porque definitivamente eu vou estar perdido em algum desses andares! - T� bom � disse prontamente, e voltou-se com uma express�o divertida � Jogue a camiseta! Eu detestaria te ver de rosa... ** ** - Harry? � disse Tathy hesitante e entrou num quarto que estava no segundo andar da casa, sem ela saber aquele quarto pertencia a Gui. Harry estava polindo sua Firebolt, com um Estojo para manuten��o de vassouras, igual ao que Hermione lhe dera de presente de anivers�rio no terceiro ano. S� n�o era o mesmo, porque Harry j� havia gastado todo o l�quido e a tesoura prateada de aparar cerdas estava completamente gasta, a pequena b�ssola e o manual Harry havia dado a Rony. Ele levantou sua cabe�a. - Eu posso entrar? � o garoto confirmou com a cabe�a e Tathy afundou ao sentar na cama de Gui. Ela ficou observando o cuidado com que Harry tratava sua vassoura, como se fosse um tesouro muito preciso, mais do que isso, como se fosse uma amiga insepar�vel. Tathy correu seus olhos em volta do c�modo, aquela casa realmente era intrigante, nenhuma casa de bruxos se comparava aquela em termos de formato e at� de criatividade. Por�m os quartos pareiam mais normais. Gui tinha uma cama de solteiro que ficava ao lado da parede, uma janela bem ampla que quase ocupava um espa�o inteiro da parede. Na escrivaninha havia objetos como bisbilhosc�pio, miniaturas de caldeir�es e muitos pap�is numa pilha. Harry estava sentado perto do guarda-roupa, e logo ali havia uma almofada grande e com um aspecto muito atraente. Harry parecia concentrado no que estava fazendo, Tathy agradeceu por isso. Assim poderia olhar continuamente para ele sem desviar a aten��o e disfar�ar. Ela percebeu que mesmo que por alguns momentos no carro em que Harry tivesse deixado de lado seus problemas, ele n�o conseguia fazer isto por muito tempo. Ele � corajoso, determinado pensou decidida N�o ser� capaz de afastar seus pensamentos do problema enquanto n�o o tenha resolvido. - O que te preocupa? � falou em tom solid�rio ao mesmo tempo em que admirava o jeito de Harry cada vez mais. - Eu n�o quero por voc�s em risco � argumentou tentando soar terminantemente convencido � e eu sei que isto j� est� acontecendo h� tempos. Mesmo que eu n�o permita que Voldemort cause qualquer mal aos meus amigos, isto n�o � nenhuma garantia de que voc�s est�o a salvo. - Harry, preste aten��o � ela olhou profundamente nos olhos dele � S� pelo fato de sermos seus amigos n�s j� corremos perigo, n�o importa se estamos envolvidos diretamente nisso ou n�o. No entanto a gente pode fazer alguma coisa ao inv�s de ficar de bra�os cruzados esperando que voc� fa�a tudo sozinho largado � pr�pria sorte! Ningu�m jamais faria isto, mesmo que voc� implorasse... - Voc� est� certa � ele sorriu e sentou do lado de Tathy � Mas eu andei pensando que poderia sair escondido � noite e ir atr�s de Voldemort � os olhos verdes de Harry lampejaram com alguma coisa que traduzia uma objetiva resolu��o � Se eles n�o soubessem n�o poderiam interferir. E com a metade do talism� eu poderia duelar com as mesmas condi��es que Voldemort, e ningu�m aqui precisaria se expor a tamanho perigo. Mas eu preciso confiar que voc� n�o vai contar nada disso a eles? - Voc� ficou maluco? � replicou Tathy perplexa � Eu nunca te deixaria fazer uma besteira dessas, Harry! Me prometa que n�o vai mais pensar nisso... seria como decretar sua senten�a de morte, e junto com voc� milh�es de pessoas inocentes tamb�m morreriam � ela fez uma pausa � Me prometa! - Seria uma atitude muito idiota mesmo... � admitiu � N�o precisa ficar me olhando com essa cara suspeita, eu j� desisti e pronto! Tathy amenizou sua express�o e pegou carinhosamente numa m�o de Harry e ficou brincando com ela enquanto dizia: - Na verdade eu vim te perguntar aonde eu posso dormir, porque todos simplesmente sumiram e eu n�o sei onde ficar! - A pol�tica da casa � liberal, e ainda mais sem o pai e a m�e do Rony por perto, voc� pode dormir comigo se quiser! � sugeriu Harry e ao ver o olhar de reprova��o de Tathy acrescentou rindo � Ok, foi s� uma brincadeirinha! Cad� a sua mala? - Est� no corredor. - Hermione est� no quarto de Percy que fica no terceiro andar, um abaixo do quarto de Rony. Voc� quer ficar perto dela? - Eu n�o quero tirar a privacidade da Hermione! � disse � Eu acho que poderia ficar no quarto aqui em frente, isto �, se n�o estiver ocupado ainda? - N�o � confirmou Harry e levantando-se se dirigiu a porta � � o quarto de Fred e Jorge, mas seja cautelosa e principalmente n�o se interesse por coisas que parecem ser diferentes. A �ltima vez que meu primo fez isto, engoliu um caramelo incha-l�ngua e... foi muito engra�ado v�-lo daquele jeito. - Harry! � replicou Tathy com a voz aguda � �s vezes voc� me assusta falando esse tipo de coisa... � ela sorriu � Se por acaso alguns desses acidentes acontecer comigo, saiba que eu n�o vou pensar duas vezes antes de entrar por esta porta, e se voc� ficar rindo da minha cara eu... - Voc�? � falou com um tom de curiosidade. - Nem queira descobrir � falou. - Uau! Eu tenho a impress�o que est� conversa est� ficando muito perigosa pra mim... ** ** A tarde passou t�o r�pido que eles nem se deram conta de quantas horas levaram para organizar toda a bagun�a da viagem. No entanto n�o foi algo desgastante e entedioso, Harry duvidara que alguma coisa que fosse feita na Toca poderia ser chata. Estavam todos t�o empenhados com seus afazeres que quando perceberam, o c�u estava escuro pontilhado por muitas estrelas. Era uma noite �mida e fresca, dava para ouvir os mosquitos passeando por dentro e por fora da casa, e no quintal as corujas piavam, Errol e Hermes n�o com tanta energia que Edwiges, Pichitinho e a corujinha de Draco, que por incr�vel que pare�a ainda n�o havia ganhado um nome. A Lua com seu prateado leitoso, iluminava a regi�o, dando um toque de uma noite misteriosa. Embora nem um deles estivesse pensando nisso neste momento, quando Harry desceu as escadas todos j� estavam reunidos na sala, alguns sentados no ch�o e outros nas poltronas. Harry notou que eles passavam um pacote cheio de sapinhos de chocolate, ele pulou alguns cent�metros para tr�s quando viu o maior saco de doces da sua vida, era gigantesco! - Aceita? � ofereceu Rony com a voz modificada porque sua boca estava cheia. Harry n�o hesitou, se reuniu a eles e tamb�m come�ou a comer. - N�s est�vamos comentando como Draco ficaria com uma camiseta rosa � explicou Hermione. - Por acaso o Malfoy tem uma camiseta rosa? � perguntou Harry em tom de deboche. - � �bvio que n�o � se defendeu amargurado � Inexplicavelmente ela apareceu na minha mala hoje! Eu j� fui acusado por muitas coisas na minha vida, mas esta � a primeira vez que me chamam de Interceptador de Camisetas Rosas! - Para tudo h� uma primeira vez... � falou Rony ignorando a imensa irrita��o de Draco � E geralmente as coisas inexplic�veis acontecem porque apenas tinham de acontecer! E se formos levar em considera��o esse racioc�nio, quer dizer que o seu destino � algo que envolva camisetas lindas e rosinhas! - Voc� � um mau car�ter, Malfoy! � falou Hermione sarcasticamente � Roubou minha camiseta inocente... - Teoricamente essa camiseta n�o combina com o Draco! � falou Gina num tom fatal � O tom � muito claro, e s� o faz parecer um sorvete de morango misturado com sorvete de creme! - Obrigado... h�... pelo apoio moral � disse Draco confuso. - Certo, se isto partisse do Draco n�o seria estranho de modo algum � disse Tathy num tom definitivo, e Draco lhe lan�ou fulminante � Mas agora eu queria falar sobre algo importante, e sem coment�rios sarc�sticos, por favor! - Tudo bem � assentiu Gina � Prometo que vamos colaborar! - A Quarta Maldi��o tamb�m serve como um im� que atrai Tom Riddle at� n�s � disse Tathy examinando reflexiva o objeto que segurava em sua m�o � Em qualquer lugar que a gente estiver no mundo ele pode nos encontrar, n�o �? Eu estive pensando hoje de tarde, ser� que a outra parte n�o nos leva at� o pr�prio Lord das Trevas? - Eu n�o sei, mas suponho que isto s� funcione quando ele queira nos encontrar. E n�o o contr�rio � disse Harry. - Na biblioteca da minha casa h� estantes cheias de livros grossos que ensinam feiti�os de localiza��o e as enumeras possibilidades de algu�m que aprisionou a ess�ncia de uma pessoa ser achado � falou Draco sem energia � E se voc�s querem saber, a metade do talism� s� vai ser atra�da para Voldemort se ele desejar que a gente o encontre... o que seria o mesmo que acreditar que ele nos convidaria para um ch� depois. Quando Draco mencionou a biblioteca da Mans�o Malfoy, Gina se distraiu por alguns minutos imaginando uma sala extensa onde entrasse pouca luz e o ar fosse escasso. A paisagem tinha um tom bege, como se estivesse permanentemente no outono. Grandes colunas de estantes que chegavam quase ao teto e milhares de livros. Livros com uma espessura grossa e uma apar�ncia horrenda. A maioria teria capa negra, e alguns gritavam assim como aqueles da se��o proibida de Hogwarts. Haviam outros que poderiam desgra�ar a vida de algu�m e at� mesmo mutilar quem se atrevesse a chegar muito perto. Gina fantasiou a quantidade de Magia Negra que estaria escrita ali, e levou um arrepio que a fez voltar a realidade e perceber que estava tendo uma imagina��o f�rtil demais, talvez a Mans�o Malfoy n�o fosse t�o parecida com um filme de terror. - Isto quer dizer que estamos em uma extraordin�ria desvantagem � a voz de Hermione interrompeu a linha de pensamento de Gina � Isso � muito ruim, p�ssimo. - Mas teve uma coisa que eu n�o entendi � disse Rony confuso � Porqu� ir�amos facilitar as coisas para Voc�-Sabe-Quem indo simplesmente ao encontro dele? - Verdade � Hermione apoiou � N�o faria sentido... faria? - � prov�vel que Tom Riddle j� saiba que estamos com a posse do talism�, porque n�o foi somente por cometer torturas e atrocidades que ele � chamado de Lord das Trevas � cada s�laba que Tathy pronunciou foi de certo modo tenebrosa � Tom, � muito esperto e ele j� demonstrou o quanto ele quer o talism�, e quando algu�m t�o diab�lico quanto ele p�e algo na cabe�a todos que estejam cruzando o caminho dos objetivos dele correm perigo mortal. - E se essa for a minha �nica chance de ser salvo? � perguntou Harry com a coragem transparecendo na voz � Eu sei que � uma arma extremamente poderosa, e eu posso controla-la. Confiem em mim, nada vai acontecer enquanto estivermos com o talism�, ele pode ser a nossa �nica forma de se proteger. Tathy balan�ou sua cabe�a negativamente. Ela estava extremamente s�ria, e tamb�m um pouco furiosa. Ningu�m se arriscava dizer uma palavra sequer, a atmosfera estava tensa demais para algu�m sugerir algo que seria em sua maior parte um tiro no escuro do que uma ajuda. - Olhe, eu n�o sei exatamente com o qu� estamos lidando. Mas o pouco que eu sei j� � o bastante para ficar chocado com essa Maldi��o, � realmente horr�vel � disse Tathy em sussurros sem nem ao menos piscar � O pr�prio Lord das Trevas poderia ser destru�do pelo talism� e o Harry tamb�m. E se isto cair em m�os erradas, e se esse bruxo for esperto o suficiente para roubar todos os poderes e a vitalidade de voc�s dois, ele poderia. - Este objeto � maligno � argumentou Rony � E seria imprudente continuarmos com ele, � um instrumento cruel que tem poderes muito, muito terr�veis. Ent�o, n�o � melhor a gente voltar pra Hogwarts e entregar isto a Dumbledore? � prop�s com demasiada urg�ncia. - Porqu�? � replicou Harry � S� atrapalharia nossos planos! N�s temos que ir em frente, Dumbledore n�o pode fazer nada al�m do que j� faz. - Estamos lidando com Magia Negra extremamente forte � interviu Hermione tentando fazer Harry voltar � raz�o � Eu consigo sentir magia negra espalhada por todo esse objeto, n�o � uma sensa��o muito boa. Eu sentia a mesma coisa em Hogwarts no segundo ano, e havia um basilisco enfeiti�ado por Voc�-Sabe-Quem tentando matar trouxas. O que quer que isso signifique, � algo realmente p�ssimo! - Harry, e se voc� tiver que fazer algum sacrif�cio por ter sido teimoso e n�o ter escutado os nossos conselhos � advertiu Rony com a voz tr�mula � E se o pre�o a ser pago acaba sendo a vida de algum de n�s. Eu n�o sei qual � a sua opini�o, mas eu n�o suportaria... - Ponha a cabe�a no lugar � suplicou Hermione � Talvez seria uma boa id�ia o Dumbledore ficar com este talism�, ele sabe mais do que a gente qual atitude tomar. De qualquer forma, se o intuito de Voc�-Sabe-Quem � chegar perto de voc�, este talism� s� serve como um rastreador, e voc� deveria tentar se manter longe dele. - De jeito nenhum! � protestou Tathy � Essa sua proposta tem tr�s erros. Primeiro que Dumbledore poderia morrer num encontro desses, o que teria uma conseq��ncia que nos levaria ao segundo erro. Com as duas metades do talism� Tom Riddle poderia finalizar a Maldi��o, n�o importa onde Harry estivesse. E o terceiro � que se realmente queremos destru�-lo � necess�rio que ele esteja conosco. Definitivamente os argumentos de Tathy pesaram mais para Harry. Ele n�o podia deixar toda a responsabilidade em cima de Dumbledore, e se ele acabasse morrendo... Os olhos verdes de Harry estavam determinados, e possu�am a ousadia que s� Harry poderia ter em todo o mundo. - Eu n�o vou fugir � disse com vigor � E voc�s nem sabem se o talism� � algo que atra�a Voldemort diretamente pra mim, desse jeito t�o eficaz, t�o fulminante. Eu n�o posso evitar a magia que ele causa, mas se eu puder evitar que a Maldi��o se cumpra, eu vou lutar at� o fim � agora Harry havia soado como s� ele seria capaz em alguma situa��o dif�cil. - E com isso, o que voc� pretende fazer? � perguntou Gina um tanto preocupada. - Eu n�o sei � admitiu Harry e percebeu que os outros o encaravam com express�es peculiares � Ok, eu n�o deveria ter dito isso, porque toda a minha confian�a se transformou em nada, n�o �? Hermione deu um sorriso maroto, enquanto Rony fez que sim com um gesto. - Fora isso, a sua convic��o causou impacto � animou Gina num tom divertido � E eu gostei da parte que voc� n�o desiste de lutar, combina com voc�. - Voc� foi bem convincente, estava obviamente decidido � refor�ou Tathy sorrindo maliciosamente. - E mesmo que voc� seja meio indeciso eu vou te apoiar em qualquer decis�o, Potter � afirmou Draco. - Eu ainda acho que tenho que pensar mais um pouco � disse Harry sempre gra�a. - Pegue um sapo de chocolate! � ofereceu Rony esticando a m�o para o amigo � Eles ativam o c�rebro! Quando Harry fez men��o de pegar o doce na m�o de Rony, o sapo deu um salto enorme e saiu pulando at� a janela, onde desapareceu. - De quem � essa teoria? � Harry sorriu de si pr�prio � Sua? ***** Harry Dormindo***** Ele estava em algum lugar escuro, seus �culos faziam muita falta porque neste exato momento Harry n�o estava enxergando nada. Como se tivessem obedecido a seus pensamentos a imagem come�ou a focar. Era uma floresta muito familiar para Harry, embora ele n�o conseguisse se lembrar. Estava de noite e s� havia a pequena luz da varinha de dois bruxos, encapuzados com vestes pretas. Um alto e estranhamente magro, e o outro com suas botas pretas estava recolhido e atento. Harry sentiu um frio repentino e se apoiou em uma pedra, foi a� que reconheceu. Era a floresta de Godric�s Hollow, ele ergueu a cabe�a rapidamente. Harry estava assustado com a hip�tese que se confirmou assim que o homem mais alto virou o rosto. Era Voldemort seguido de Rabicho. Eles pareciam estar procurando algo, e a Harry notou que sua presen�a era invis�vel para eles. Al�m da primeira onda de frio, Harry sentiu a for�a que emanava de Voldemort. Ele duvidou que isto representava o enorme poder do Lord das Trevas, e achou que era algo mais parecido com �dio e sede de vingan�a. - Desgra�a! � praguejou Voldemort encrespando seus l�bios � Aquele moleque conseguiu escapar mais uma vez! Ele estava completamente fora de si, com ira arrancou uma flor que em poucos segundos secou e caiu sem p�talas no ch�o. - Calma, milorde! � disse Rabicho numa voz vacilante � N�s o encontraremos, eu o encontrarei para o senhor, eu prometo, eu vou vencer este obst�culo e colocar Harry Potter diante de milorde... - Cale-se! � mandou numa voz fria e Pedro estremeceu quando Voldemort levantou sua m�o � Eu j� estou cansado de incompetentes a minha volta. � esse tipo de pessoa, covarde e in�til que eu irei eliminar primeiro, quando recuperar todos os meus poderes. - N... n�o � a voz de Pedro saiu aterrorizadora, e um tanto rouca � O senhor n�o vai... me matar, n�o �? Sou o seu servo mais leal, milorde, eu ainda posso ser �til aos seus planos. - Rabicho, isto n�o cabe a voc� decidir, quem toma as provid�ncias aqui sou eu � Voldemort deu a habitual gargalhada, que era vazia, sem sentimento � Por enquanto eu n�o teria nenhuma vantagem em mata-lo, voc� est� com o bra�o que eu lhe dei de presente, totalmente desnecess�rio. - E eu lhe agrade�o muito pela confian�a, senhor � disse com uma nota de p�nico. Ele � mesmo um grande imbecil, pensou Harry olhando com nojo para Rabicho, Desde quando Voldemort confia em algu�m? Sil�ncio, Harry percebeu que algo deslizava pr�xima a sua perna, e olhou para Nagini, a cobra de estima��o do Lord das Trevas. Cautelosamente Harry desviou do trajeto da cobra, sem se dar conta que ningu�m podia v�-lo. - Nagini, que noticias voc� traz? � perguntou acariciando a cobra. Pela express�o de Pedro Pettigrew, Harry constatou que Voldemort falava na l�ngua das cobras. - Nenhum vest�gio do garoto Potter � respondeu entre silvos � Eu estou com fome, adoraria t�-lo devorado... - Nagini, voc� � sempre trai�oeira, eu admiro isso � falou secamente e lan�ou um olhar de desprezo a Rabicho � Minha ajudante mais eficaz. Desta vez, Rabicho n�o teve como se defender porque simplesmente n�o estava entendendo nada. Inesperadamente Voldemort andou alguns passos se distanciando da cobra que i�ou sua cabe�a asquerosa e triangular. Ele arrancou com for�a a outra metade t�o cobi�ada do talism�, e olhou com c�lera para o objeto. Harry viu os dedos longos e com machucados l�vidos, ele ainda sustentava aquela apar�ncia f�nebre. Os olhos de Voldemort queimavam em chamas vermelhas: - Maldito! � falou com aspereza � Eu poderia ressurgir a qualquer momento, agora que Harry Potter achou a outra parte antes de mim, eu deveria usa-la contra ele. No entanto � como um dispositivo que apaga subitamente, eu n�o consigo acompanha-lo em tempo real. Inferno! E dizendo isso apontou sua varinha para uma �rvore que explodiu, desaparecendo. Rabicho estava prestes a desmaiar de tanto medo. - Milorde, e se mud�ssemos o plano � sugeriu hesitante � Talvez raptando alguma pessoa que o Potter goste, tenho certeza que ele viria correndo! � Harry fechou o punho com esse coment�rio de Rabicho, ele nunca permitiria. - Se? � murmurou a voz cortante de Voldemort � Se voc� mostrar que � digno de uma tarefa t�o importante quanto esta, eu posso considerar a id�ia. Mas por enquanto fique atento, e trabalhe mais e fale menos! A raiva de Voldemort explodiu, e era t�o grande que Harry pode senti-la com a mesma intensidade latejando em sua cicatriz. Ardia profundamente e Harry ficou cego, e depois de algum tempo como se estivesse viajando ele ficou inconsciente. - Harry! Harry! O qu� houve? Algu�m o segurava pelos ombros e o sacudia fortemente. Havia uma voz suplicante que o chamava, de um lugar bem distante, e a m�o dessa pessoa puxava seus bra�os. Harry tirou seus bra�os de perto do dela, e sentindo um al�vio na dor em sua cicatriz, acordou assustado. Sua respira��o era de algu�m que havia corrido uma maratona, ele fazia esfor�o para o ar chegar em seus pulm�es. Havia acabado de ter mais um pesadelo, v�vido. Quando ele recuperou a consci�ncia, viu Tathy parada com uma express�o de puro terror. ** ** |
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