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| Cap�tulo 10 - Um Estranho Jantar |
| Parte 2 - Quando tudo fica ainda pior |
Tathy estava tensa, a qualquer momento algu�m podia aparecer e Harry estaria em perigo. Ela n�o se importava com o que poderia acontecer com ela, porque os Comensais n�o sabiam quem ela realmente era, e se soubessem talvez tivessem medo de machuca-la, por�m medo maior seria o que Voldemort faria se soubessem que a tinham machucado. No entanto Harry era o alvo principal, e Tathy tinha medo de onde poderia acabar tanta ousadia. - Harry, voc� sabe para onde estamos indo ou simplesmente confia demais na sua intui��o? � perguntou Tathy. - Okay, eu garanto a voc� que n�o vamos ficar perdidos aqui, se � isso que voc� quer saber � confirmou Harry. - Harry, voc� tem certeza do que est� fazendo? N�s j� nos perdemos uma vez, e eu acho que com o Draco seria mais seguro... � Tathy come�ou a dizer num tom de precau��o. - Tathy, n�o � a primeira vez que eu estou procurando alguma coisa num lugar assim, eu j� estive em mais lugares desconhecidos e perigosos que voc� possa imaginar. Com o Malfoy e a Gina por perto eu n�o conseguiria tentar do meu jeito, s�o vidas demais em jogo, agora que eles est�o salvos, por favor, me deixe tentar resolver as coisas do meu modo, lutando do meu jeito. Confie em mim, eu jamais deixaria nada te acontecer de mal � os olhos de Harry n�o tinham nenhum vest�gio de s�plica ou incerteza, transpareciam coragem e davam seguran�a a Tathy, talvez ainda fossem a base que a mantinha firme. - Minha nossa, Harry! � Tathy suspirou � Eu n�o quero me arrepender disto, definitivamente eu confio em voc�. Vamos... � ela deu tr�s passos decididos para a frente, mas Harry puxou a m�o dela. O corpo de Tathy virou para Harry e, em seguida colou bem perto do dele, as m�os de Harry passaram pela cintura dela, e a abra�aram nas costas. - Tathy, eu amo voc� � Harry sorriu, e ela podia ver no reflexo dos �culos dele que ela estava sorrindo para ele tamb�m, com uma express�o meio boba. Harry estava somente encantador, com aquela maneira que parecia deixar as coisas t�o descomplicadas e inocentes. - Harry, pare com isso! � ela pediu numa voz distante, como se fosse apenas uma frase que ela tivesse decorado pra dizer, e n�o o que ela estava sentindo � Harry, eu j� te disse antes... - O qu�? � ele olhou seriamente para ela � Que voc� me ama? - N�o � Tathy revirou os olhos na expectativa de n�o ter que encarar Harry � Eu n�o posso fazer isso Harry, n�o torne as coisas mais dif�ceis... - Mas e o qu� voc� sente por mim? N�o conta nada? � perguntou. - J� basta o fato de eu te amar para me deixar tonta quando eu chego perto de voc� assim, e voc� ainda n�o me ajuda a resistir � Tathy lan�ou um olhar r�pido a Harry e voltou a olhar para o ch�o � Eu n�o posso ficar com voc�. Tenha isso sempre em mente. - Por qu�? � Harry insistiu, decididamente ele n�o iria aceitar t�o f�cil � Eu n�o consigo, voc� � linda, � inteligente, voc� me ama tamb�m do mesmo modo que eu te amo, eu quero ficar com voc�. Voc� n�o acredita em mim? - Eu acho que voc� tem pessoas a sua volta que podem te fazer mais feliz do que eu, e � tudo que eu quero. Nem que voc� tenha que roubar a Gina do Draco, nem que voc� tenha que me esquecer e lutar por ela. Acredite, eu te amo tanto que torceria por isto. - Eu n�o posso � Harry respondeu seriamente e Tathy sentiu as pontas dos dedos finos de Harry agarrarem com mais for�a as costas dela � Antes de te conhecer, eu disse a Gina que se ela havia se apaixonado pelo Malfoy, ela deveria lutar por ele e ir at� o final. Por�m quando ela estivesse preste a desistir, que ela continuasse por minha causa, e n�o me decepcionasse porque estaria torcendo para os dois ficarem juntos. Porque eu, nunca dei aten��o para ela e n�o merecia o amor dela. - Eu sei, mas �s vezes dissemos coisas sem pensar. Sen�o, voc� n�o teria beijado-a no labirinto... - Aquilo foi um erro � Harry admitiu � Eu me arrependo, porque eu nunca tinha me sentido daquele jeito antes, eu fui ego�sta. Eu queria que as coisas continuassem como sempre, que a Gina ficasse me amando mesmo que eu n�o desse a m�nima aten��o pra ela. E quando notei que o Malfoy estava gostando dela, eu senti ci�mes, como se depois de tanto tempo eu n�o pudesse perde-la. Mas logo depois, tudo venho � tona, que eu realmente n�o a amava, que um dia ela teria que se desprender de mim, e eu j� pedi desculpas � ela pela bobagem que eu fiz. E agora eu quero pedir a voc�, eu sei, foi um grande engano. - Tudo bem, Harry... Mas n�o daria pra voc� me soltar? - Eu n�o entendo, o qu� eu fiz? � ele olhou confusamente para ela. - N�o � problema seu, sou eu � Tathy estava ligeiramente exasperada � Eu quase morri, quando te vi desmaiado por mais de duas horas. - Caramba, como voc� � persistente! � disse Harry sorrindo � A dor na minha cicatriz n�o foi voc�, eu garanto. S� Voldemort � capaz de provocar aquilo. E eu prometo que desta vez vou ficar de p� at� o final. - At� o final do qu�? � perguntou Tathy desconfiada. - Disto � Harry puxou o corpo de Tathy para mais perto de si, se isto era poss�vel. Ela sentiu suas pernas tremerem, os dois inclinaram a cabe�a, e suas bocas ficaram levemente encostadas. Tathy sentiu o cheiro doce de Harry, um perfume suave, que misturava o cheiro da camisa dele com hortel�, era um cheiro particularmente de Harry, s� dele, e era muito bom. Harry sentiu a respira��o dela escapando por entre seus l�bios, numa forma de relut�ncia ou medo de se entregar a Harry, mesmo assim ela continuava im�vel. - Lute contra isso � disse Harry numa voz baixa e am�vel, e os olhos de Tathy se fecharam depois de olhar pela �ltima vez Harry, e definitivamente ela sentiu que suas pernas cederam e seus bra�os se apoiaram atr�s da nuca dele, sobre seus ombros largos. E Harry fechou seus olhos enquanto pressionava seus l�bios contra os dela. Os dois abriram a boca numa sintonia perfeita, e Harry sentiu as m�os de Tathy apertarem firmemente seu pesco�o, e irem deslizando sobre seus cabelos arrepiados, ele sentiu o gosto dela em sua boca, ela tinha um sabor muito bom, suas m�os foram subindo pelas costas delicadas dela,e a outra acariciava a ma�a do rosto de Tathy t�o fina. Eles ficaram se beijando durante algum tempo, at� Tathy ouvir seu pr�prio ego dizendo irritantemente em sua mente que n�o era certo o que ela estava fazendo, que ela tinha que se manter longe de Harry para n�o causa-lo mal. � Mas eu amo ele, eu n�o posso...� ela sentiu o toque de Harry pegando fogo por toda a sua pele, ela n�o queria parar de sentir o que ela estava sentindo, ela n�o queria parar de beija-lo. �Mas voc� tem que.� disse a voz determinante, e bruscamente Tathy descolou os l�bios de Harry dos dela e se afastou. - O qu� houve? � Harry olhou para Tathy que estava com uma express�o p�lida e assustada. - Harry, temos que procurar a Espada, n�o podemos ficar perdendo tempo � balbuciou Tathy. - Eu realmente n�o esperava que nosso beijo significasse perder tempo pra voc� � Harry tentou puxa-la pelo bra�o, mas Tathy se afastou. - Harry, esta n�o � a hora e aqui n�o � o lugar � Tathy olhou seriamente para Harry, que primeiro pareceu n�o concordar com que ela havia dito, mas depois entendeu que n�o adiantaria discutir ali. - T� certo � Harry disse e Tathy sentiu uma pontada em seu cora��o � Esquece, vamos sair daqui. Harry desejou que existisse alguma esp�cie de Mapa do Maroto da Mans�o Malfoy, para que ele pudesse se guiar. Ou que a Mans�o, n�o tivesse tantos c�modos estreitos e salas enormes, aparentemente todas suspeitas. Aparentemente, porque L�cio Malfoy n�o esconderia uma Espada t�o poderosa num lugar facilmente vis�vel, pelo que Harry conhecia dos Malfoys eles eram cautelosos, ainda mais com objetos de magia negra. Harry e Tathy perderam a no��o se ainda estavam no primeiro andar, ou se j� haviam subido para o segundo, porque o caminho que eles estavam fazendo era circular como se desse uma volta por fora dos aposentos da Mans�o. - Seria mais f�cil procurar uma varinha no Gringotes do que achar a Espada aqui � reclamou Tathy. - Mas isso n�o importa � disse Harry determinado entrando num aposento que ele achou que caberia o Sal�o de Hogwarts dentro, havia quadros de homens com o rosto fino e narigudos, e os cabelos loiros platinados no alto das paredes, uma mesa de imbuia no centro, essa mesa deveria ter uns seis metros de comprimento, e havia pergaminhos, tintas e penas espalhados por cima, pilhas de livros no canto, e vidros de po��es, assim como globos de vidros que aprisionavam criaturas estranhas. No fundo da sala, duas portas, uma � direita e outra � esquerda, entre as duas portas uma lareira muito esquisita. O fogo que crepitava era cinza, e as chamas pulavam pra fora como se quisessem afastar as pessoas dali. Harry e Tathy se entreolharam desconfiados e deram um passo em dire��o � porta, no mesmo instante que um barulho de ferro os chamou a aten��o. Os dois se viraram e havia um homem parado na porta. Esse homem podia ser confundido com algum parente de Hagrid, porque nem a porta conseguia ser t�o larga e t�o alta quanto ele, os cabelos oleosos e sujos batiam na cintura, e ele tinha dois sapatos de ferro. Harry deu um passo para tr�s e sentia Tathy respirar com alguma dificuldade do seu lado. Eles estavam realmente com um grande problema. ** ** Gina e Draco estavam jantando com o resto dos Comensais da Morte. Parecia uma festa da Corte da Idade M�dia, um grande banquete, fantasmas circulando com bandejas de prata e os mais nojentos membros do partido das Trevas rindo friamente em volta da mesa. - Eu pensei que adolescentes n�o devessem ser influenciados a tomar bebidas alco�licas � disse Gina tomando mais um gole do seu vinho, a ta�a j� estava pela metade. - N�o se esque�a que o meu pai n�o liga para o �politicamente correto�, a maior filosofia de vida dele � �curta a vida, mesmo que voc� acabe destruindo-a aos poucos�, claro depois de �poder � tudo�. - Falando em destruir, eu n�o posso beber mais � falou Gina seriamente colocando sua ta�a longe. - Por qu�? � Draco sorriu � Se voc� ficar b�bada eu te carrego pro quarto com o maior prazer! - N�o, eu estou mais preocupada no quanto eu posso engordar se continuar tomando esse vinho, vinho engorda e eu tenho que manter meu peso. - Ora, vamos! � Draco pegou a ta�a e devolveu pra ela � Voc� vai poder desfilar no m�ximo para o Lord das Trevas, isso se ele quiser tirar uma com a sua cara antes de te matar! - Pensei que voc� quisesse ter uma namorada decente, n�o uma bola ambulante! Mas se voc� n�o se importa nada com isso, tudo bem, eu vou engordar at� explodir... � replicou Gina fazendo careta. - Mas voc� n�o � realmente minha namorada � disse Draco � No momento meu total de namoradas � nenhuma, e o total de chance que eu posso ter de namorar voc� um dia �... - Poss�vel � completou Gina. - O qu�? � ela viu que os olhos de Draco estavam levemente arregalados. - Foi o que voc� ouviu... � Gina deu de ombros, e tentou desviar o olhar, mas ela n�o conseguiu disfar�ar que havia ficado envergonhada � Voc� � bonito e legal, por que uma garota n�o iria querer namorar voc�? - Simplesmente porque eu sei que isto n�o basta pra conseguir namorar uma menina como voc� � Draco lan�ou um olhar galanteador para Gina, e ela sentiu derreter por dentro � Eu sei que tem mais um monte de coisas que voc� queria que eu dissesse ou fizesse, mas isso n�o importa agora. - Voc� realmente sabe o que eu quero que voc� me diga? Voc� acha que sabe disso? - Sei � ele respondeu secamente � Voc� queria que eu fosse igual ao Potter, dissesse coisas rom�nticas e n�o tivesse o car�ter duvidoso. Mesmo que depois eu me arrependesse de tudo e fosse correndo atr�s da Tathy inventando uma desculpa esfarrapada pra voc�. - Draco! � ralhou Gina � Voc� n�o precisa ser t�o sarc�stico quando narra o que o Harry decide ou n�o fazer, e voc� quer saber?! Eu n�o estou nas m�os dele, n�o porque ele � tudo isso que voc� disse e s� porque foi o menino que eu estive apaixonada durante cinco anos... - Realmente com este curr�culo voc� fica nas m�os dele � complementou Draco num tom provocante. - Mas eu n�o estou nas m�os dele! � disse Gina terminantemente tentando manter o tom de voz baixo para que ningu�m mais pudesse ouvir � E mesmo que o Harry quisesse ficar comigo eu n�o ficaria com ele porque tenho personalidade pr�pria... - Voc� n�o ficaria com ele? � os olhos cinzas encararam Gina de uma forma que Draco nunca havia feito antes, o cabelo prateado dele ca�a levemente sobre seus olhos, Gina sentiu um frio na barriga. - N�o, mas n�o precisa ficar cheio de esperan�a... � Gina sorriu se sentindo superior. - Eu? � o tom de voz dele ficou mais esgani�ado, mas o olhar permaneceu o mesmo � Voc� acha que eu estou correndo atr�s de voc�, Gina Weasley? - Voc� acha que est� fazendo isso? � replicou Gina, e ela viu os olhos de Draco reluzirem como se ele estivesse tendo uma grande id�ia. - Que tal discutirmos essa quest�o longe daqui? � ele prop�s, mas sua voz saiu mais alta do que esperava. Draco olhou � sua volta e percebeu que todos os Comensais haviam ficava em sil�ncio e agora o encaravam. - � claro jovem Malfoy que voc� poder� discutir o que quiser com a sua namorada longe dos nossos olhos � disse Macnair com um sorriso desdenhoso � Mas antes que tal voc� apresenta-la para n�s? Gina sentiu o punho de Draco se fechar embaixo da mesa, mesmo assim ele manteve a eleg�ncia e se levantou, afastou a cadeira de Gina e ofereceu uma m�o para levanta-la. - Bom... � a voz de Draco n�o demonstrava nenhuma inseguran�a, ao contr�rio de Gina � Esta � a minha namorada, Susana Bones! Gina sentiu muitos olhos examinando-a exatamente como Narcisa Malfoy havia feito no escrit�rio. - Seja bem-vinda ao nosso c�rculo de amigos, aposto que voc� vai adorar conversar sobre esses assuntos com o Draco, apesar de que ele nunca foi muito interessado em nossos jantares � disse Avery. - O que o jovem Malfoy precisava era de uma mo�a para incentiva-lo a participar mais de nossas conversas... � completou Nott � Ela parece ser muito inteligente... Parab�ns! Voc� teve sorte, Draco... - Sem duvida, a sua namorada � mais do que a gente esperava que voc� pudesse conseguir � falou Avery novamente, e Draco ficou com a express�o mais r�gida � Agora quer�amos comprovar realmente se voc� � homem para namorar. - Do que voc� est� falando? � replicou Draco. - Queremos uma demonstra��o do casal, porque voc� n�o a beija e fica oficializado o namoro de voc�s. Vamos l�, Draco n�o precisa ficar envergonhado... todos n�s queremos presenciar esse momento importante na vida de um homem, quando come�am as responsabilidades. Draco olhou de relance para Gina e percebeu que ela estava p�rpura, e que olhava com um certo supl�cio para ele. Ela tentava sorrir for�adamente para os convidados, mas dava soquinhos nervosos na perna de Draco. Draco retribuiu o olhar dela, meio sem saber o que fazer: - Isso � rid�culo � disse � N�o preciso provar nada a ningu�m... - Beije-a! � disse Macnair com um sorriso maquiav�lico. - Vamos, filho! � interviu L�cio Malfoy num tom em que n�o haveriam discuss�es � Beije logo sua namorada e deixamos voc�s em paz ou voc� n�o � homem suficiente... Draco olhou para Gina como se pedisse desculpa, porque ele sabia que Gina n�o queria beija-lo novamente, mas no meio dos Comensais da Morte ele n�o tinha sa�da, ainda mais agora que os dois tinham virado o centro das aten��es. Draco segurou delicadamente o rosto de Gina e a beijou. Gina n�o sabe se foi o momento mais demorado e delicioso da sua vida, ou se foi t�o r�pido que mal conseguiu sentir o beijo dele direito. Ao mesmo tempo em que ela sentia os l�bios de Draco e o gosto dele, parecia que ele a havia largado t�o r�pido. Draco parecia nervoso e talvez infeliz, ela n�o conseguia perceber como ele estava se sentindo, era totalmente imposs�vel saber o que passava na mente dele. Alguns comensais riram, e fizeram coment�rios inaud�veis aos dois, por�m um segundo depois as cabe�as j� haviam se inclinado para os lados e as rodas de conversa recome�aram. Draco puxou a cadeira de Gina, e os dois sa�ram imediatamente dali. ** ** Harry e Tathy estavam com a Capa da Invisibilidade, ent�o era prov�vel que ningu�m pudesse v�-los. Errado. Harry olhou diretamente para o homem que parecia estar enxergando-os sem nenhuma dificuldade, e viu que ele tinha um olho m�gico. - Tathy � Harry virou-se para a menina e disse numa voz tensa � Ele � um Auror! O gigante que estava do outro lado do aposento caminhava lentamente em dire��o aos dois, e sem poder correr para lugar nenhum eles sentiam o barulho dos ferros se aproximando. - Harry Potter! � rugiu uma voz tenebrosa � O qu� voc� est� fazendo aqui? Os convidados te esperam na sala... Tathy estava p�lida ao lado de Harry. - Voc�s n�o v�o escapar... � disse o gigante a poucos passos de dist�ncia. Harry olhou para tr�s. - Pra direita ou pra esquerda? � ele perguntou num tom de urg�ncia para Tathy. - O qu�? � ela replicou. - Corre! � Harry disse puxando Tathy pela m�o e entrando desesperadamente pela porta da esquerda. Eles entraram num corredor estreito, longo e escuro. - Droga! � praguejou Harry arrastando Tathy atr�s dele � Ele consegue ver atrav�s das portas, estamos ferrados. - Temos que despista-lo � eles ouviam os passos do homem, mas n�o se atreviam a olhar para tr�s. - Mas n�o h� muitas op��es � disse Harry porque o corredor continuava uma linha reta e estreita at� se perder de vista. ** ** Quando Gina ficou sozinha com Draco no corredor do primeiro andar, ela certamente n�o sabia como agir, j� era da personalidade se Gina ser envergonhada com os meninos, ainda mais meninos que mexiam com ela como Draco Malfoy. E sua timidez ficou mais evidente depois do beijo no Sal�o. - Me desculpe � balbuciou Draco, enquanto se sentia um estranho para Gina e ao mesmo tempo um tanto idiota � voc� sabe que eu n�o tinha escolha. Draco esperava um olhar de compreens�o ou algo parecido, mas ela nem parecia a mesma Gina de antes, ali�s, parecia uma menina insegura. - Ser� que voc� pode ao menos olhar pra mim? Eu n�o vou te morder, e muito menos sair te agarrando pelos corredores a qualquer oportunidade... � E aquele beijo n�o significou nada pra mim... � Draco mentiu. - N�o?!? � os olhos de Gina se voltaram surpresos, e depois ela continuou ir�nica � Bom, o problema n�o � se voc� resolver me agarrar nos corredores, mas se voc� quiser me morder da� sim � um problema...<<Eu estou brincando, Draco... tamb�m n�o � pra voc� se empolgar... - J� que voc� voltou ao normal vamos ver como o Harry est�? - Vamos � ela concordou � E eu n�o tenho medo de voc�, n�o quero que voc� ache que eu sou uma menininha idiota... - Se voc� for, � a mais linda que eu conhe�o... � Draco a abra�ou pelas costas � Calma... Os dois entraram no quarto de Draco, mas n�o havia ningu�m ali. - Draco � Gina olhou preocupada para o garoto � voc� acha que algu�m os pegou? - N�o, definitivamente ningu�m entra no meu quarto quando eu n�o estou aqui... � ele respondeu sentando na cama. - Mas essa n�o � uma boa hora para o Harry fazer as coisas do jeito dele, e ainda por cima levar a Tathy junto... ser� que ele n�o pensa que � perigoso? � ela disse irritada. - Onde � que esse Cicatriz metido a her�i se meteu? � indagou Draco ficando bastante zangado � Agora eu vou ter que sair atr�s dele como se ele fosse uma criancinha de dois anos... - E eu vou junto � disse Gina firmemente. ** ** Harry e Tathy j� estavam cansados de correr e o barulho dos passos n�o parecia diminuir t�o pouco, at� que finalmente acharam uma luz no fim do t�nel, ou melhor, duas portas de sa�da. Eles entraram rapidamente em uma e Harry puxou Tathy para dentro do arm�rio que tinha naquele c�modo escondido da Mans�o Malfoy. - Shii! � Tathy viu Harry fazendo sinal para ela n�o se mexer, eles sabiam que se o Auror olhasse para o arm�rio velho no canto, eles estariam realmente ferrados. Tathy afundou seu rosto no peito de Harry tremendo de medo que o pior pudesse acontecer, de novo as botas de ferro denunciavam que o homem estava por perto. Mas desta vez ele felizmente passou reto e fazendo um pequeno terremoto. Harry respirou aliviado e quando colocou a m�o na ma�aneta para abrir a porta, algu�m abriu antes que ele. Harry e Tathy levaram um susto com a cabe�a loira platinada que entrou ali dentro. - Malfoy! � gritou Harry exasperado � Voc� quase me matou do cora��o. - O Potterzinho estava com medo do escuro? � replicou num tom ir�nico. - Por acaso voc� n�o viu o amigo assassino do seu pai pelos corredores? Ele parece uma m�quina destruidora... com tantos amigos legais assim, se eu fosse voc� come�ava a praticar boxe agora mesmo. Esquece, voc� n�o deve saber o que � isso! � disse Harry empurrando Draco e saltando pra fora do arm�rio. - E voc� devia colocar um pouco mais de ju�zo nessa sua cabe�a, Harry � disse Gina num tom severo igual ao da prof� McGonagall � Que id�ia maluca foi essa? - Hei, como voc�s sabiam que a gente estava aqui? � Harry achou melhor responder a pergunta de Gina com outra. - N�s viemos da biblioteca e voc�, Potter devia ficar feliz que encontramos voc�s aqui antes que o amiguinho do meu pai comesse voc�s no jantar... se bem que o seu gosto n�o deve ser nada bom... � disse Draco. �Que estranho� pensou Harry intrigado �Se eles vieram da biblioteca n�o deviam ter batido de frente com o Auror? Eu n�o vejo nenhuma outra sa�da daqui... Interessante, eu acho que essa casa tem mais passagens secretas e c�modos que se movem do que Hogwarts� ** ** Hermione estava sonhando com Rony naquela noite, os dois estavam namorando embaixo de uma �rvore em Hogwarts, o jardim estava deserto. Rony a abra�ava e fazia horas que os dois estavam juntos conversando de coisas bobas e olhando para o c�u, mas mesmo assim n�o estavam cansados porque sempre que ficavam perto um do outro tudo se tornava magicamente perfeito. Era um sonho que parecia t�o real para Hermione, um sonho que ela queria que se tornasse real, mas tinha medo. E quando ela percebeu tinha acordado, ainda era de noite, o vento balan�ava as cortinas do quarto de Gina, onde ela havia colocado sua mala depois que a garota tinha partido. Por um momento Hermione ficou lembrando do sonho e suspirou para logo depois ficar indignada com seus pr�prios pensamentos. �Como eu posso estar pensando em namorar o Rony numa hora dessas? Os meus amigos em perigo e eu n�o penso em outra coisa a n�o ser em meninos? Eu tenho que fazer alguma coisa...� Hermione vestiu uma saia de jeans e uma camiseta amarela e saiu decidida a ir at� a Esta��o de Trem mais pr�xima para encontrar Lupin no Beco Diagonal, j� que n�o havia mais P� de Flu e ela n�o sabia pilotar vassouras muito bem. A noite estava fria, e Hermione lembrou-se do que Rony disse sobre ela ser indefesa... mesmo assim Hermione decidiu n�o chamar Rony porque se fizesse isso certamente ele n�o concordaria em partir naquela hora e talvez esperar n�o fosse a coisa certa a fazer, especialmente quando uma teimosa Hermione est� firmemente decidida a ajudar seus amigos. O cen�rio n�o agradava muito a Hermione, e ela tinha plena consci�ncia que atravessar a floresta de madrugada n�o era algo que podia ser chamado de seguro, somando a isto o fato de Voldemort estar livre e vigiando-os. Hermione n�o queria pensar nisso enquanto se afastava da Toca, porque estes pensamentos faziam ela sentir arrepios que subiam ligeiramente por sua espinha. Embora nenhum desses perigos fosse capaz de faze-la deixar pessoas que ela ama, como Harry, sem ajuda em um momento t�o cr�tico. Hermione estava t�o concentrada que nem percebeu a po�a gigante de lama que estava na sua frente, e afundou completamente sua perna esquerda. - �timo! � exclamou irritada � Entolada na lama! Ela tentou inutilmente puxar sua perna, e se deu conta que tinha esquecido a varinha na Toca, ent�o ela estava sem condi��es de fazer algum feiti�o que pudesse tira-la dali. Sozinha certamente ela ficaria horas para sair da lama, Hermione poderia pedir ajuda, mas que animal apareceria para ajuda-la era o problema. Depois de algum tempo tentando desatolar sua perna, ela come�ou a ficar realmente com medo de passar a noite inteira presa e sentindo-se meio pat�tica gritou: - Socorro! Algu�m pode me ajudar?!? � sua voz ecoava na floresta. Hermione puxou sua perna com toda for�a, se desequilibrou e caiu, sujando os joelhos e suas m�os. �Droga� ela pensou �Como tudo isso pode ficar pior?�. - Hermione! � disse Rony que estava parado na frente da po�a, os cabelos ruivos arrepiados, e apesar da apar�ncia de cansa�o, nasceu um sorriso debochado em seu rosto � Parece que voc� saiu escondida para brincar na lama! - N�o seja idiota! � repicou Hermione que j� estava p*** da vida. - Hermione voc� n�o parece nada bem � ele disse � Eu acho que essa lama n�o combinou com voc�... - Muito engra�ado! - Ok, chega de rir da sua cara. Vamos, me d� sua m�o. Hermione estendeu sua m�o pingando de lama, com uma cara de quem estava muito sem gra�a. Rony puxou Hermione. - Eca! Voc� devia olhar mais onde pisa � ele pegou sua varinha � Aquarius! E toda a lama desapareceu, e Hermione ficou limpa como antes. - O qu� voc� estava fazendo aqui? � Rony disse desconfiado. - Eu estava pegando um pouco de lama, dizem que � �tima em tratamento de pele � Hermione deu um sorriso. - Eu n�o sabia que para isto voc� precisava sair de madrugada. - Tratamento de pele noturno � respondeu. - �s vezes eu me pergunto se voc� diz essas coisas porque acha que eu realmente vou acreditar ou � s� pra me perturbar? - N�o, Rony � respondeu Hermione sarcasticamente � Voc� sempre pergunta o que eu estava fazendo como se eu fosse uma esp�cie de criminosa, mas voc� se esquece de contar a sua vers�o dos fatos. Me diga, o qu� voc� estava fazendo a uma hora dessas nesse lugar? - Eu acho que algu�m saiu t�o apressada que acabou nem se dando conta que deixou a varinha do lado da cama � ele disse numa nota de repreens�o � E suponho que voc� tenha se esquecido de me avisar tamb�m, n�o �? - Atchim! � Hermione espirrou � Acho que eu peguei uma gripe. - Vamos pra Toca, l� eu cuido de voc�. Hermione sentou na mesa da cozinha enrolada em um cobertor feito pela Sra.Weasley, Rony serviu uma x�cara de ch� fumegante para ela e sentou do seu lado. - Ent�o, j� resolveu o que voc� vai me contar? � ela sentiu o peso do olhar de Rony. - Bom, eu s� estava andando, queria esfriar a cabe�a... � Hermione evitou o olhar determinante de Rony. - N�o era o que estava parecendo... � o tom de voz dele foi ficando cada vez mais agudo � Qual � o tipo de plano que voc� tinha? Sair � noite, sem varinha! S� faltava colocar uma placa com luzes piscando: VOLDEMORT EU ESTOU AQUI! VENHA ME PEGAR! - Eu n�o estava facilitando as coisas para Voldemort � ela protestou � Eu s� queria ajudar o Harry! - E como voc� pretendia ajuda-lo ficando atolada na lama de madrugada? - O seu senso de humor �s vezes me impressiona. Eu iria procurar o Lupin para saber o que fazer. - Pelo menos um pingo de l�gica para quem pretendia ir sozinha at� o Beco Diagonal e sem varinha. - Rony, eu n�o sou nenhuma irrespons�vel � disse Mione indignada � E todos esses anos em Hogwarts sempre eu que tive que colocar um pouco de ju�zo na sua cabe�a e na cabe�a do Harry, o seu ditado � �Fa�o o que eu digo, mas n�o fa�a o que eu fa�o� porque nesse assunto voc� tamb�m n�o � um bom exemplo. - Mas voc� ultrapassa os limites da insensatez! � desafiou Rony � N�o se preocupar com o pr�prio Voldemort. - Pelo menos eu n�o roubei o carro dos meus pais com doze anos e sai voando no c�u dos trouxas para resgatar o harry � replicou Hermione no mesmo tom. - Ent�o estamos quites ningu�m aqui tem id�ias totalmente seguras � disse Rony � Mas s� voc� que n�o cumpre promessas. - O que eu fiz agora? � indagou Hermione. - Voc� tinha me prometido que n�o iria cometer loucuras de sair � noite para ir procurar o Harry. - Eu tenho medo que uma noite possa ser o suficiente para eles pegarem o Harry, a gente n�o sabe o que est� acontecendo naquela Mans�o � Hermione olhou intrigada para Rony, ela queria que algu�m pudesse responder como eles estavam agora. - N�s j� falamos sobre isso � disse com firmeza � o Harry � capaz de enfrentar os perigos que est�o no caminho dele, os outros tamb�m ir�o ficar bem e, se isso serve de consolo o Malfoy est� do nosso lado, ele conhece a Mans�o como a pr�pria palma da sua m�o. - O ponto de Harry e Tathy estava separado do Draco e da Gina, mas eles voltaram a se unir. � bom que nenhum deles desapare�a � Hermione observou atentamente o mapa, e depois o fechou fazendo-o voltar na apar�ncia de um besouro in�til. - N�o se preocupe � Rony acariciou o rosto dela � a �nica coisa que eu n�o quero � que voc� desapare�a. E amanh� vamos encontrar o Lupin no Beco Diagonal, tamb�m quero saber as novidades � Rony fechou os olhos e ficou com uma express�o de sono que fez Hermione se derreter por dentro � Se voc� n�o precisar de nada, eu vou dormir... - N�o � ela garantiu � Eu estou bem. - Tem certeza? � ele perguntou num tom carinhoso. - Claro... tenha bons sonhos � Hermione quase disse �sonhe comigo.� Hermione terminou a x�cara de ch� lembrando de como Rony ficava fofinho com sono, e ainda tinha tempo para se preocupar com ela daquele jeito t�o am�vel, e ela achou melhor que o seu plano n�o tivesse tido �xito porque viajar sem o Rony era algo que ela n�o queria fazer. Hermione subiu as escadas enrolada no cobertor e viu que a porta do quarto do Rony estava entreaberta, ela hesitou mas acabou indo at� l� para olhar para o Rony a �ltima vez antes de dormir. Mione ficou na porta olhando para ele, Rony logo virou, ele estava sem camisa. - Algum problema? � sua voz estava modificada pelo cansa�o. - N�o � Hermione disse encabulada e entrou no quarto � Eu apenas vim dizer boa noite! - Boa noite! � ele respondeu e levantou o rosto para beijar Hermione, como ela n�o reagiu de nenhuma forma, ele beijou suavemente os l�bios dela e ficou observando-a sem saber se isso era realmente verdade ou somente um del�rio, e Rony a viu fechando a porta do quarto. O que est� acontecendo comigo? Hermione se perguntou confusa Eu nem consegui resistir quando ele me beijou... eu acho que sem eu perceber n�s j� estamos namorando, s� falta eu me dar conta completamente disso. ** ** Sirius levantou o al�ap�o, e saiu na mesma sala que Harry havia estado h� algumas horas atr�s. Ele observou o tapete de vinho que forrava metade da sala, e os chifres de unic�rnio pendurados na parede como se fosse um tesouro, mas para Sirius aquilo era repugnante, e do lado da lareira estava a entrada para o Calabou�o dos Malfoy, impercept�vel. As fotos em cima da mesa falavam num tom amea�ador: - Hei, seu intruso! Volte! - Voc� n�o � bem-vindo! Voc� vai morrer! E Sirius estava observando a mesa com as fotos que agora lhe diziam um monte de palavr�es, mas de repente elas se calar�o. Almofadinhas se virou para ver o que poderia ter causado aquele sil�ncio, e viu L�cio Malfoy parado e encarando-o com uma express�o de arrog�ncia. - Sirius Black � rosnou L�cio com um embriagante tom de superioridade � O que faz aqui na minha festa se foi n�o foi convidado? Sirius empunhou sua varinha na dire��o de Lucio que continuava com seu detest�vel ar de uma pr�via vit�ria. - O que eu considero uma tremenda falta de educa��o � replicou com ironia � tanta bebida e comida... mas qual � a comemora��o? - Certamente n�o foi a festa que te trouxe aqui � L�cio caminhava mais pr�ximo de Sirius sem se importar com a varinha que estava apontada para ele � O que voc� venho buscar? Ou o que voc� venho proteger, Black? - Malfoy, parece que voc� fez a li��o de casa direitinho, s� n�o se esque�a que varinhas m�gicas ainda s�o perigosas o suficiente para te matar � Sirius apertou sua m�o envolta da varinha e seus olhos negros brilharam determinados � Por isso nem mais um passo ou eu realmente odiaria acabar com voc�. - N�o seja t�o otimista � em uma fra��o de segundo L�cio empunhou sua varinha � eu n�o sou f�cil de ser derrotado... Eu proponho um Duelo de Bruxos para resolver nossas diferen�as. - Eu n�o teria outra chance de te derrotar com a sua permiss�o � Sirius sorriu destilando coragem de seus olhos e eles tomaram a devida dist�ncia. - � o que voc� ver�, Black � e L�cio apontou a varinha dizendo � Tarantallegra! E Sirius sentiu suas pernas sacudindo descontroladamente, ele mal conseguia ficar em p� e lan�ar o feiti�o em L�cio Malfoy! - Estupefa�a! � gritou com dificuldade, por�m o feiti�o atingiu o Malfoy no meio do peito e ele caiu sobre suas m�os no ch�o com falta de ar. Com isso, Sirius e L�cio tiveram tempo para se recuperar do feiti�o que haviam levado, e sem hesitar lan�aram um, fa�scas douradas, e o outro prateadas. - Petrificus Totalus! - disse Almofadinhas. - Crucio! � falou Malfoy. Embora em todas as regras de Duelos ficasse bem claro que era proibido o uso de Magia Negra, L�cio jogou sujo e tentou lan�ar em Sirius a Segunda Maldi��o Imperdo�vel, o Cruciatos, por�m n�o deu certo porque Almofadinhas ao mesmo tempo lan�ou o Feiti�o do Corpo Preso, e dois feixes de luz se bateram no meio do caminho, e a explos�o foi t�o forte que lan�ou L�cio e Sirius para tr�s. Eles ca�ram sem for�as. Sirius esticou sua m�o cansada para apanhar a varinha, mas ela voou para longe. - Expelliarmus! � disse outra voz que vinha de cima. Era Macnair, seguido de um grupo com oito Comensais da Morte. - Ora, ora... � exclamou com sua arrog�ncia saltando junto com seus dentes amarelos � Black, parece que sua jornada termina por aqui. L�cio Malfoy se empertigou e tirou algumas cinzas do seu traje verde, Sirius estava fraco e sem sua varinha n�o viu nenhuma esperan�a de conseguir escapar naquele momento. ** ** Harry e Tathy ainda se recuperavam do susto com o ex-auror, quando a apari��o repentina de Simon os fez saltar uns cent�metros da cama. - Mestre Malfoy! � ele dizia com urg�ncia � Tenho novidades quent�ssimas! - Quem disse para voc� entrar sem pedir permiss�o? � replicou Draco rispidamente - Mas, qual � a nova fofoca? Harry n�o sabia dizer se a express�o tenebrosa de Simon o assustava ou o deixava intrigado. - Mestre... � o fantasma colocava emo��o em cada palavra � Acabaram de capturar Sirius Black no escrit�rio que d� acesso aos calabou�os! Estamos numa noite de sorte! Harry sentiu seu peito ficar duro e frio como uma pedra de gelo, ele encontrou os olhos espantados de Gina, e a sensa��o de responsabilidade de proteger seu padrinho tomou conta de seus pensamentos. - Saia daqui, Simon! � ordenou Draco e quando o fantasma estava prestes a relutar o garoto acrescentou � Voc� j� nos deu a not�cia, agora fora! Simon desapareceu entre as paredes, e a atmosfera tensa se espalhou entre os quatro. - E agora o que vamos fazer? � perguntou Gina aflita. - Vamos salvar o Sirius � respondeu Harry firmemente. ** ** |