Físico
nuclear russo. Membro da Academia de Ciências de seu país,
a partir de 1966 milita contra a opressão do regime soviético.
Andrei Dmitrievitch Sakharov nasce em Moscou e recebe o
doutorado com 26 anos. Trabalha durante 20 anos com Igor
Tamm, seu orientador na pós-graduação, para desenvolver
a primeira bomba de hidrogênio da União Soviética. No entanto,
pronuncia-se contra o plano de Nikita
Kruchev de testar um desses artefatos, com 100 megatons,
em 1961. Publica no Ocidente o ensaio Pensamentos sobre
o Progresso, a Coexistência Pacífica e a Liberdade Intelectual
(1968), no qual pede a redução das armas nucleares, prediz
a integração do capitalismo e do comunismo numa forma de
socialismo democrático e critica a crescente repressão aos
dissidentes do regime soviético. Preocupa-se cada vez mais
com a defesa dos direitos humanos, recebendo o Prêmio Nobel
da Paz de 1975. Denuncia a invasão soviética no Afeganistão
e pede um boicote mundial às Olimpíadas de Moscou. Em janeiro
de 1980, é condenado a residência forçada em Gorki. Mikhail
Gorbatchov o reabilita em dezembro de 1986. Elege-se
para o Congresso dos Deputados do Povo em abril de 1989.