Sistema
de governo no qual o poder é centralizado nas mãos do
monarca, característico dos regimes da maioria dos Estados
europeus entre os séculos XVII e XVIII. Os reis controlam
a administração do Estado, organizam Exércitos permanentes,
dominam a padronização monetária e fiscal, procuram
estabelecer as fronteiras de seus países e intervêm
na economia nacional por meio de políticas
mercantilistas
e coloniais.
Também criam uma organização judiciária nacional, a
justiça real, que se sobrepõe ao fragmentado sistema
feudal.
A centralização do poder desenvolve-se a partir da crise
do feudalismo.
Com o
crescimento comercial, a burguesia tem interesse em
disputar o poder político com os nobres e apóia a centralização
do poder. A Reforma Protestante do século XVI também
colabora para o fortalecimento do poder monárquico,
pois enfraquece o poder papal e coloca as igrejas nacionais
sob o controle do soberano.
Com a evolução das leis, a partir do estudo do direito
romano, surgem teorias que justificam o absolutismo,
como as de Nicolau Maquiavel , Jean Bodin (1530-1596),
Jaques Bossuet (1627-1704) e Thomas Hobbes (1588-1679).
O Estado absolutista típico é a França de Luís XIV (1638-1715).
Conhecido como o Rei Sol, a ele é atribuída a frase
que se torna o emblema do poder absoluto: "O Estado
sou eu". Luís XIV atrai a nobreza para o Palácio
de Versalhes , perto de Paris, onde vive em um clima
de luxo inédito na história do Ocidente. Na Inglaterra,
no início do século XVI, Henrique VIII, segundo rei
da Dinastia Tudor, consegue impor sua autoridade aos
nobres com o apoio da burguesia e assume também o poder
religioso. O processo de centralização do poder completa-se
no reinado de sua filha Elizabeth I.
No século XVIII surge o despotismo esclarecido, uma
nova maneira de justificar o fortalecimento do poder
real, apoiada pelos filósofos iluministas.
O processo de extinção do absolutismo na Europa começa
na Inglaterra com a Revolução Gloriosa (1688), que limita
o poder real com a Declaração de Direitos (Constituição),
assinalando a ascensão da burguesia ao controle do Estado.
Na França, o absolutismo termina com a Revolução Francesa
(1789). Nos outros países europeus, ele vai sendo derrotado
com as Revoluções Liberais do século XIX.