ESTUDOS INICIÁTICOS DE
PSICOLOGIA ESPÍRITA
Reflexões
Históricas, Filosóficas, Científicas e Religiosas
Universidade
de São Paulo (USP)
e
Instituto
Pineal-Mind
Adalberto
Ricardo Pessoa
Psicólogo Clínico
Curso de Pós-Graduação Lato-Sensu: “Bases Biofísicas
e Epistemológicas da Integração Cérebro-Mente-Corpo-Espírito”
Docente e Orientador: Dr. Sérgio Felipe de Oliveira
Introdução
Quando entrei em contato com o Espiritismo pela primeira vez, aos dezoito
anos, deparei-me com a sua definição enquanto integração de filosofia, ciência
e religião, com o objetivo de explicar diversos ensinamentos sobre o ser
humano, o Universo e Deus, por parte de exposições oferecidas por diversos Espíritos
em conjunto.
Em um primeiro contato, achei que muitas das revelações realizadas por
essas entidades pareciam ser bastante lógicas e coerentes, e (1) por um lado,
deduzi que esses ensinamentos poderiam ter conseqüências surpreendentes sobre
a maneira de enxergarmos o mundo e a realidade, juntamente com o seu poder
transformador e (2) por outro lado, questionei se realmente o Espiritismo
poderia ser definido como uma ciência, como era falado na referida obra – O
que é o Espiritismo, de Allan Kardec. Ao mesmo tempo, não entendia como idéias
tão transformadoras pareciam não fazer parte do debate científico atual.
Quando entrei na faculdade de Psicologia na USP, um dos meus objetivos
era aprender todos os parâmetros acadêmicos para se analisar quando um
determinado conjunto de conhecimentos pode ser considerado positiva ou
negativamente como legitimamente científicos. Prestei muita atenção às matérias
de metodologia científica, o discurso vigente, e os argumentos alternativos lançados.
Particularmente, sempre me interessei por assuntos que são de certa
forma “tabus” para a mentalidade acadêmica ortodoxa, tais como a
Astrologia, as Terapias Alternativas e o próprio Espiritismo.
Na faculdade descobri diversos parâmetros importantes para discernir
quando um material é científico ou não. Um dos aspectos importantes foi a
observação de que – diferente do que muitos pensam - não existe um
conceito único de ciência, mas sim pelo menos três conceitos vigentes
(um experimental, outro clínico e outro fenomenológico), entre outros
conceitos ditos “alternativos”.
Cada conceito, por sua vez, precisa estar alicerçado em alguma corrente
filosófica predominante. Ou seja, a Filosofia ganha uma importância
fundamental para legitimar o que venha a ser uma ciência ou não. Esse campo de
conhecimento oferece o rigor epistemológico e a fundamentação consistente
para cada definição de ciência concernente. Em outras palavras, cada definição
de ciência é condicionada por uma teoria ou visão filosófica que lhe é
peculiar. O conhecimento da filosofia específica que define uma dada visão
científica, bem como da referida filosofia que embasa as outras visões científicas,
é fundamental para que o cientista se coloque de forma crítica e criativa
sobre a sua própria área de saber. Porém, é desconsolável observar que esse
comportamento é apresentado por uma parcela muito reduzida dos cientistas,
fazendo com que a filosofia seja uma área de conhecimento considerada por um
grupo muito reduzido de intelectuais, dentro de uma classe social que já é uma
elite em termos de números percentuais na população global. Ou seja, os
poucos cientistas que possuem algum embasamento filosófico (e que, portanto,
desenvolvem uma capacidade de reflexão realmente crítica) são uma elite
dentro da já elitizada classe intelectual científica.
Quando se trata de analisar certos campos de conhecimento humano, isso
acaba gerando como conseqüência, muitos debates infrutíferos entre acadêmicos
de diferentes áreas, imprecisões conceituais de todos os tipos, e a geração
de obstáculos à produção de conhecimentos realmente inovadores. Devido a
falta de análise crítico-filosófica de determinados preconceitos, muitos
pesquisadores preferem manter suas “pesquisas” limitadas à “mesmice” de
conclusões exaustivamente já reconfirmadas, que se apresentam na visão desses
cientistas, mais seguras.
Quando
a ciência realiza uma descoberta, leva-se um certo tempo para o meio científico
assimilar esse novo conhecimento. Mesmo com a tecnologia atual – por exemplo,
a Internet – que acelera o processo de divulgação do conhecimento, devemos
observar que quando se fala de sua aceitação e assimilação, a história é
outra. Depois de sua divulgação,
outros pesquisadores precisam realizar novos estudos para corroborarem ou
refutarem essas novas conclusões, e a atitude de resistência baseada no
preconceito e falta de análise crítica dos cientistas muitas vezes atrapalham
todo o processo de produção e validação de conhecimento.
Tais
argumentos não objetivam a defesa da idéia de que os cientistas devam aceitar
tudo o que é falado. Hoje em dia, muita coisa sem sentido é defendida como
verdadeira, sob a alegação fetichista de se tratar aquele conhecimento de um
postulado científico, apenas para lhe atribuir maior validade. Entretanto, uma
atitude pré-estabelecida de rejeição de novos conhecimentos, sem antes se
fazer uma análise cuidadosa dos argumentos que os embasam, não é realmente
uma atitude científica progressista, característica considerada implícita ao
pensamento científico.
Uma
das áreas de conhecimento ainda rejeitadas pela ciência acadêmica, diz
respeito ao campo das chamadas “terapias alternativas”. Sabe-se que muita
coisa sem sentido é referendada nesse campo de conhecimento, e isso deve ser
rejeitado mesmo, pelo meio científico (de preferência com estudos que
demonstrem para a população, porque aquele “conhecimento” é pernicioso).
Mas
há também, alguns estudos muitos bem fundamentados dentro do campo das
terapias alternativas, e muitas vezes a resistência arbitrária do chamado meio
científico “oficial” acaba sendo um obstáculo para a absorção de um
conhecimento que poderia ajudar muitas pessoas. Assim, muitas das descobertas
que possuem um bom potencial de serem válidas, úteis e eficazes, acabam caindo
na mão de profissionais desqualificados. Como esses últimos não estão
preocupados com a adequada fundamentação e desenvolvimento do conhecimento
gerado, mais alternativas de péssima qualidade permanecem sendo oferecidas à
população especialmente desavisada. Assim, com o seu ceticismo ideológico, o
meio científico muitas vezes ao invés de impedir, acaba contribuindo para
piorar ainda mais a situação.
Com essas idéias em mente eu entrei em contato com o Espiritismo, e
pesquisei as relações entre essa Doutrina e a Ciência formal. Concluí que
existe “dois tipos de Espiritismo”. Um
falsificado e outro legítimo. Infelizmente, o falsificado é o mais conhecido e
difundido, e é constituído por sistemas, crendices e “associados” que se
baseiam em muitos postulados totalmente desconexos e sem sentido, articulados
especialmente pelo imaginário popular, leigos e enfim, pelo senso comum. Aliás,
na “tribo” da chamada “Cultura Alternativa”, para a maioria dos seus
participantes, é dessa forma que se processa a elaboração de idéias e
conceitos.
Há,
porém, um outro tipo de Espiritismo, muito mais sério, fundamentado, lógico,
coerente... e enfim, válido. Do mesmo modo, no campo das culturas alternativas,
também são encontrados sistemas assim constituídos.
Certamente,
o leitor deve realizar a pergunta sobre como distinguir então o que é válido
do que não é. E para tal resposta complexa, um primeiro elemento a destacar é
que a ciência propriamente dita, possui um papel analítico fundamental, por
possuir todo o ferramental para “separar o joio do trigo”, mas apenas quando
consegue se postar sobre uma atitude simultânea de abertura e de rigorosa análise
crítica.
Normalmente esse processo pode começar pela pesquisa da adequada
bibliografia bem fundamentada, e da visitação dos centros de pesquisa mais
confiáveis sobre tais assuntos. Um pouco de bom-senso, aliada à intuição,
racionalidade e disposição, são necessários. O treino e a experiência serão
os ingredientes de validação daquilo que é constatado. E talvez, até um
pouco de “sorte” seja necessário.
Descobri então que a Ciência Espírita realmente existe,
e ela está inclusive bem avançada, tanto em termos de repertório teórico
quanto em termos de tecnologia. Descobri elementos semelhantes no campo da
Tecnologia aplicada às Terapias (“ditas”) Alternativas, e observei o quanto
esses dois campos de conhecimento são complementares. Na verdade, a
terminologia correta para as “Terapias Alternativas” deve ser Terapias
Complementares.
Duas instituições parecem se destacar no meio intelectual Espírita,
como a AMA (Associação Médico-Espírita) e a ABRAPE (Associação Brasileira
de Psicólogos Espíritas), esta última da qual, inclusive, faço parte. Boa
parte dessa dissertação foi produzida com base em conhecimentos produzidos
nessas instituições.
Deparei-me com profissionais bastante articulados com a sua posição. Um
deles é o professor José Herculano Pires. Como afirma o
jornalista Altamirando Carneiro, no livro No limiar do Amanhã – Lições
de Espiritismo, Herculano Pires foi “um extraordinário talento, quer
como jornalista e escritor, quer como filósofo ou tradutor das Obras Básicas
da Codificação Espírita, de Allan Kardec”. Em 1958 bacharelou-se em
filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), e pela mesma licenciou-se
publicando uma tese intitulada: O Ser e a Serenidade. Foi professor de Filosofia
na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara, SP. Autor de 81
livros de Filosofia, Ensaios, História, Psicologia, Ficção, Poesia,
Espiritismo e Parapsicologia, a maioria deles foi dedicada ao estudo e à
divulgação da Doutrina Espírita, vários em parceria com o médium Francisco
Cândido Xavier. Na década de 70, Herculano participou de inúmeros debates na
televisão, inclusive na TV Cultura, canal 2.
Kardec, como sabemos é o Codificador da Doutrina Espírita. A fundação
da doutrina não é o seu mérito, mas sim dos Espíritos que lhe ofereceram um
conjunto de revelações num dado contexto histórico. Como tal, Kardec
organizou esses ensinamentos (em outras palavras, os codificou para o
entendimento público), e lançou as bases da Filosofia, da Ciência e da Religião
Espírita. Do mesmo modo como uma ciência como a Psicanálise atual não pode
ter o seu entendimento restrito aos postulados do seu criador – Sigmund Freud
– também o Espiritismo já não pode ser limitado às considerações de
Allan Kardec. Ambas as ciências, progressivas como são todas as ciências,
evoluíram muito desde a sua fundação. Seus autores originais, porém,
continuam com o mérito de serem geniais fundadores de uma linha de pensamento
clássico, que são a base para a compreensão da literatura moderna sobre ambas
as ciências. Herculano Pires é, assim, o principal nome moderno da Filosofia
Espírita Contemporânea no Brasil, desenvolvendo e ampliando temas arrolados
pela Codificação Original. Muitos conceitos foram revisados, alguns
modificados outros aprimorados.
Como afirma Zilli (2001),
desde a sua implantação no Brasil, no século XIX, o Espiritismo tem se
constituído como um fenômeno de grande relevância, destacando-se inclusive,
em termos de mundo. A autora considera haver, porém, uma deficiência de
estudos teóricos do Kardecismo no Brasil, havendo a necessidade de maior número
de trabalhos acadêmicos que abordem o lado científico da Doutrina. Como o
Brasil é um país com fortes necessidades sociais, a autora acredita que o
aspecto de assistência social tenha sido priorizado em detrimento do científico.
Porém, recentemente diversas iniciativas têm despontado para a
solidificação da legitimação da Ciência Espírita. Um desses eventos,
envolvendo todo o país (publicado na edição nº 315 de novembro de 2001 do
Jornal Espírita – Órgão da Federação Espírita do Estado de São Paulo,
com 25 anos de existência) ocorreu no dia 29 de setembro de 2001, no Instituto
de Cultura Espírita, no Rio de Janeiro. Tratou-se do I Concurso de Monografias
das Mocidades Espíritas do Brasil – Projeto Renascer. O 2º e o 1º lugares,
respectivamente, foram conferidos aos trabalhos “Os Militares Espíritas nas
forças armadas” e “Em defesa de um Teatro Espírita”.
Três trabalhos receberam menção honrosa. Foram trabalhos de
encerramento de curso universitário, defendidos perante uma comissão acadêmica,
em ambiente não espírita. Os temas tratados foram:
1.
“Espiritismo – Obra de Educação? Uma perspectiva Sociológica”,
de Alexandre Ramos de Azevedo, apresentada no Curso de Pedagogia, da Faculdade
de Educação, Centro de Educação e Humanidades da UERJ;
2.
“A Psicografia como fenômeno de Comunicação”, de
Leonardo Leopoldo Costa Coelho, Leonardo Luiz Abreu, Letícia Almeida de Lima
Bernardes e Renata Maria Resende Duarte, apresentada no Departamento de Comunicação
Social da PUC de Belo Horizonte, Minas Gerais;
3.
“Doenças e Curas na Perspectiva da Medicina do Espírito”,
de Márcia aparecida Lopes Amorim Silva, apresentada no Instituto de História
da Universidade Federal de Uberlândia em Minas Gerais.
Concluiu-se
que os temas apresentados abordaram aspectos científicos, filosóficos e
doutrinários, desenvolvidos com clareza e profundidade, trazendo contribuições
relevantes ao Movimento Espírita Brasileiro.
Observa-se
que cada vez mais, no meio acadêmico e científico formal, surgem mais e mais
teses de inspiração Espírita, corroborando a legitimidade da Ciência Espírita.
Outra contribuição importante e recente foi a da psicóloga clínica Ercília
Zilli. Mestre pelo programa de ciências da Religião pela PUC de São
Paulo, e presidente da ABRAPE (Associação Brasileira de Psicólogos Espíritas),
publicou recentemente o livro O Espírito em Terapia – Hereditariedade,
Destino e Fé, originalmente uma dissertação apresentada à banca
examinadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com aprovação
agraciada com nota máxima.
O trabalho consiste – segundo palavras da própria autora (Zilli, 2001)
– “no estudo da psicologia szondiana no que se refere à hereditariedade,
destino e fé, comparando-a com os dados da Doutrina Espírita, contidos nas
obras psicografadas de um Autor Espiritual, André Luiz, destacando entre eles,
o livro Evolução em dois mundos. Nossa hipótese de trabalho sugere a
existência de diferenças entre as duas posições, bem como supõe convergência
e até complementaridade entre ambas, que podem resultar em um novo caminho de
psicoterapia, ao qual denominamos de Psicologia da Fé ...”
(grifos meus).
Outro autor que merece destaque na ciência Espírita é Núbor
Facure. Membro da Associação Médico-Espírita de São Paulo e do
Brasil, formou-se pela Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, em Uberaba.
Fez especialização em Neurologia e Neurocirurgia no hospital das Clínicas da
Universidade de São Paulo. Lecionou na Faculdade de Medicina de Campinas –
UNICAMP – durante 30 anos, onde fez doutorado, livre-docência e tornou-se
professor titular. Em seu livro Muito além dos neurônios – conferências
e entrevistas sobre mente e Espírito – encontramos diversos textos
muito bem articulados sobre os Novos paradigmas da Medicina, a conquista do
Corpo e da Mente, Inteligência e Comportamento Emocional, Neurônios e
atividades do corpo e do espírito, etc.
Não pode ser esquecida a contribuição de Carlos Toledo Rizzini,
que entre várias obras, publicou o livro “Psicologia e Espiritismo”.
Rizzini formou-se em medicina em 1947, pela Faculdade de Ciências Médicas do
Rio de Janeiro. Dedicou-se depois à Botânica, firmando-se como importante
cientista moderno. Faleceu em 3 de outubro de 1992, um ano após a publicação
do livro citado.
Um trabalho deve ser destacado pela sua impressionante perspicácia e
inteligência. Trata-se do estudo promovido pelo Bacharel em Ciências Estatísticas,
Djalma Motta Argollo. Em seu livro Possibilidades Evolutivas,
entre outras coisas, Argollo faz uma intersecção entre Física e Espiritismo,
com informações científicas bastante atualizadas; além disso, o autor foi
eficaz pelo pioneirismo de aplicar o raciocínio matemático à compreensão dos
postuladosEspíritas, em seu dinamismo conceptual.
Hernani Guimarães Andrade, provavelmente é um dos maiores nomes da
Parapsicologia Moderna e da ciência Espírita. Com formação em Engenharia,
fundou o Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas. Elaborou a teoria
do Modelo Organizador Biológico (MOB), e realizou pesquisas teóricas sobre
Psicobiofísica através de modelos matemáticos, pesquisas de laboratório,
etc., visando detectar o campo biomagnético do corpo e o efeito Kirlian.
Por fim, merece ser citado o professor Sérgio Felipe de Oliveira, Médico
Psiquiatra e Mestre pela USP. Membro e um dos dirigentes da Associação
Brasileira de Médicos Espíritas e também fundador do Instituto Pineal-Mind,
onde realiza trabalhos de pesquisa sobre a glândula pineal, e a sua função na
expressão do comportamento espiritual. Sua tese de mestrado foi sobre a glândula
pineal. No Pineal-Mind ele também realiza atendimento clínico e coordenou
durante alguns anos, o curso de Pós-Graduação Lato-Sensu “Bases Biofísicas
e Epistemológicas da Integração Cérebro-Mente-Corpo-Espírito”, em
parceria com a Universidade de São Paulo (USP).
Essa dissertação é baseada na monografia “Estudos Iniciáticos de Psicologia Espírita – Reflexões Históricas, Filosóficas, Científicas e Religiosas”, de minha própria autoria, entregue após eu ter finalizado o curso do professor Sérgio Felipe, que foi inclusive, o orientador do meu trabalho de pesquisa. Espero dessa forma, também oferecer a minha contribuição ao progresso da Ciência Espírita, através do estudo profundo, sistemático e consistente da Alma Humana. Que esse trabalho possa abrir novos caminhos de pesquisa àqueles que objetivarem a pesquisa das interconexões entre a ciência da Alma Humana – a Psicologia – e a Doutrina dos Espíritos.
AGRADECIMENTOS
Em primeiro lugar, gostaria de agradecer
a DEUS,
pela maneira como ele me forneceu Inspiração
e Providência
para a conclusão desse trabalho. Diante de sua ação, só posso promulgar uma
fé que não cessa de crescer a cada dia, acompanhado pelo Amor que Ele
me desperta e pela confiança inabalável em seu acolhimento. Agradeço a DEUS o privilégio que me concede, a
cada dia, de poder acessar sempre mais uma faceta sutil de sua Onipresença
Transcendental.
Agradeço aos meus pais, por terem sido o veículo de Deus para a formação
de minha conduta vital, nessa encarnação. O amor e a conduta moral deles são
os modelos positivos de minha própria conduta, sem os quais eu não seria quem
hoje eu sou. Aqui, também lembro do meu querido irmão, que me anima em espírito
de otimismo e perseverança.
Agradeço ao Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, orientador dessa monografia,
cuja atuação como mestre e professor, com suas lições tão profundas,
influenciou construtivamente um novo caminho de possibilidades ao meu
desenvolvimento pessoal e espiritual. A sua importância nesse contexto excedeu,
em muito, o seu próprio papel de professor, num nível desconhecido por ele
mesmo, e para o qual me fogem todas as palavras de gratidão e satisfação.
Agradeço aos Espíritos Amigos Desencarnados, que cumpriram um
importante e fundamental papel na conclusão desse trabalho.
Agradeço aos meus amigos encarnados que me apoiaram, e mesmo os que
desacreditaram, pois o ceticismo destes apenas me incentivou a desenvolver um
trabalho ainda mais rigoroso, aumentando a minha convicção na bondade de Deus.
Agradeço a Jesus, por quem tenho máxima admiração. O seu exemplo de
Amor, fé e persistência é um grande elemento de identificação, ao qual eu
saúdo.
Frases
e Citações
“A
mais bela e profunda emoção que podemos ter é a sensação de mistério. Ela
é a semeadora de toda verdadeira ciência. O indivíduo a quem é estranha essa
emoção, que não mais se maravilha e fica arrebatado de espanto, está
praticamente morto. Saber que existe aquilo que é impenetrável para nós,
manifestando-se como a mais alta sabedoria e a mais radiante beleza, que nossas
débes faculdades podem compreender somente em suas formas primitivas – esse
conhecimento, esse sentimento, está no cerne da verdadeira religiosidade”.
Albert Einstein
“Só uma vida vivida dentro de um determinado espírito é digna de ser
vivida. É um fato estranho que uma vida vivida apenas pelo ego em geral é uma
vida sombria, não só para a pessoa em si, como para aquelas que a cercam. A
plenitude de vida exige muito mais do que apenas um eu; ela tem necessidade de
um espírito, isto é, de um complexo independente e superior, porque é
manifestamente o único que se acha em condições de dar uma expressão vital a
todas aquelas virtualidade psíquicas que estão fora do alcance da consciência
do eu”.
C.
G. Jung
Estudos
Iniciáticos de Psicologia Espírita
(Reflexões Históricas,
Filosóficas, Científicas e Religiosas)
|
O |
objetivo
desse trabalho é contribuir com uma reflexão sobre as possibilidades de
inter-conexão entre a Psicologia e o Espiritismo. Os questionamentos que
motivam esse esforço dizem respeito à possibilidade de elaboração teórica e
prática de uma Psicologia Espírita, e englobam a sua fundamentação,
seus conceitos e seus (pré-) requisitos. A lista de temas abordados, segue
abaixo:
1.
História da Psicologia
2.
A Primeira Grande Força na
Psicologia – a Psicologia Comportamental ou o Behaviorismo
·
O
Paradoxo da Primeira Grande Força
3.
As contribuições da Segunda Grande Força
na Psicologia: A Psicanálise ou a Psicologia do Inconsciente
·
Resumo da
teoria Psicanalítica
·
Contextualizando
a importância da Psicanálise nesse estudo
·
Psicologia e
Gnose – do misticismo à Psicanálise e a Psicologia do Inconsciente
4.
As contribuições
da Terceira Grande Força: a Psicologia Humanista
·
Resumo Teórico
da Psicologia Humanista
5.
As Contribuições da Quarta Grande Força:
a Psicologia Transpessoal
6.
A Psicologia Espírita e Conceitos
Básicos de Espiritismo
·
Alguns aspectos
da constituição física e espiritual do homem
·
Os chacras no
Hinduísmo ou Centros Vitais no Espiritismo
7.
Espiritismo e Ciência
8.
Física, Psicologia e Espiritismo
9.
Conseqüências
dos Avanços da Física na Filosofia: O Novo Paradigma Holístico
Prolegômenos
10.
Noções Gerais da Relação
Cérebro-Mente-Corpo-Espírito: Psicobiofísica e Saber Espírita
13.
Tópicos Avançados em
Psicologia Espírita
14. Conclusão
15.
Referências Bibliográficas
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