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ANOS 60

Foi nos Anos 60 que nasceu um novo modo de viver, sonhar e morrer, no qual o que importava era a revolução em benefício do homem, em nome da liberdade. O novo homem devia estar de acordo com seus instintos. Buscava-se libertar o corpo e a alma de conceitos artificialmente instituídos pela indústria cultural e pela comunicação de massa, e entrar em sintonia com seus desejos.

O mundo sob os olhos dos profetas e grandes místicos falaram muito sobre isso, mas parecia algo longínquo e até mesmo impossível. Um dia, em abril de 1961 o irreal se tornou real; um homem, sozinho dentro de uma nave espacial, viveu a incrível experiência de ver a Terra em todo o seu conjunto, redonda, inteira. "A Terra é azul". Este homem era Yuri Gagarin. Em 1969 o homem finalmente pisa na Lua, anunciando a chegada de um novo tempo. O mundo deixou de ser abstrato e passou, realmente, a existir.

Entre os slogans grafitados pelos muros de Paris, podia-se ler: "Quando penso em revolução quero fazer amor"; "É proibido proibir" (título de uma música do tropicalista Caetano Veloso); "A felicidade é o poder estudantil"; "Se nossa situação nos arrasta para a violência, é que a sociedade inteira nos violenta."

Nada parecia ter captado melhor o espírito da década do que o que se viu nos três dias do histórico festival de Woodstock, em uma fazenda próxima de Nova Iorque, pessoas curtindo o corpo nu, o poder das flores e a distância dos males da civilização. Mas um dia tudo isso acabou. No festival de Altamont, organizado pelos Rollings Stones, a segurança foi entregue aos violentos e beberrões motoqueiros da gangue Hell´s Angels que esfaquearam uma pessoa. Saldo final: 4 mortos. O poder das flores não sobreviveria ao poder das armas. Os anos 60 pareciam estar chegando ao fim. A contracultura parecia ter fracassado. Era o término daqueles tempos de recusa à industrialização e de retorno lúdico à natureza.

Em 1970, quando Hendrix e Joplin morreram e os Bealtles se dissolveram, a ideologia dos anos 60 acabou. Nas palavras do próprio John Lennon: "The dream is over."

 

 

Drogas

 

Nos anos 60 uma das "terapias" recomendadas era a que pregava o uso de alucinógenos, frente de trabalho em que se destacou Thimonthy Leary, o "papa do LSD".

O termo piscodélico (que significa " manifestador da mente") passa a ser empregada para se referir a estados de alteração da mente ligados ao LSD. O ácido se torna mais popular que a maconha, sendo adotado pelas diversas comunidades hippies espalhadas pelo mundo. Muitas bandas de rock surgem compondo trilhas musicais para as viagens psicodélicas, como Grateful Dead e Pink Floyd.

Se, por um lado, Leary é visto como um fanático, um místico, um alquimista já de há muito distante do sério pesquisador acadêmico, por outro, transforma-se no "guru lisérgico" de uma nova cruzada religiosa, cujo Deus responde pelo nome de LSD.

Tudo começa em agosto de 1960, quando Leary, então professor de psicologia da Universidade de Harvard, experimentou o LSD, droga sintetizada em laboratório. Na época, a droga era vista como um analgésico, que poderia ser utilizada para aliviar a dor física e psíquica. Também se comentava a possibilidade de uso na psicologia ou psiquiatria, à medida que ajudaria a compreender o universo do pensamento humano. A partir daí, Leary começou a defender a tese de que cérebro humano tem uma infinidade de potencialidades, podendo inclusive operar em dimensões de tempo e espaço inusitadas.

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