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História
Desde a data do
descobrimento do Brasil, até o final do século XVI, o
território correspondente ao atual Estado do Rio Grande do
Norte era habitado pelos indígenas. A região era freqüentada
por piratas franceses, que mantinham relações comerciais com
os índios potiguares. Do escambo realizado entre eles, os
franceses contrabandeavam madeiras nobres, peles de animais,
penas de aves raras, âmbar, minérios, fios de algodão,
cereais, plantas medicinais e outros produtos da terra.
Temendo perder o território, para os corsários franceses, o
rei de Portugal ordenou a colonização da Capitania do Rio
Grande. Em 1598, foi iniciada a
construção da Fortaleza dos Reis Magos e, em 1599, fundada a
Cidade que e a Capital do Rio Grande do Norte. O povoamento
da Capitania foi muito lento. Em 1630 existiam apenas trinta
casas de taipa em Natal. A invasão holandesa, em 1633,
interrompeu bruscamente a evolução urbana da Cidade recém
fundada. Após a expulsão dos
flamengos (1654), a Cidade foi reedificada. A partir das
primeiras décadas do século XVIII, teve início a sua expansão
em direção a Ribeira. Em 1757, já existiam cento e dezoito
casas em Natal, alem dos prédios, das igrejas, cadeia,
erário,. praça e pelourinho. Natal media oitocentos e oitenta
metros de comprimento por cento e dez de
largura. No início do século XIX,
estimava-se uma população em torno de setecentos habitantes. O
bairro da Ribeira já indicava sua vocação comercial. As
grandes transformações sociais, políticas e culturais
ocorridas na Colônia com a instalação da corte portuguesa no
Brasil a partir de 1808, repercutiu na Província do Rio Grande
do Norte. O estilo neoclássico,
trazido pela Missão Artística ao Brasil, atravessou todo o
século XIX e deixou alguns exemplares arquitetônicos
significativos, ainda existentes no Rio Grande do Norte,
especialmente em Natal. O século XX
trouxe consigo o progresso decorrente da Revolução Industrial.
Natal antecipou-se ao Movimento Modernista Nacional, com a
criação do primeiro Plano Urbanístico da Cidade, através da
Resolução nº 15 de 30/12/1901, que criou a Cidade nova,
compreendendo os bairros do Tirol e Petrópolis. O plano foi
traçado pelo arquiteto Antônio Polidrelli. Em 1902, a
instalação da Comissão das Obras do Porto impulsionou o
povoamento do Ribeira. Em 1929,
Giacomo Palumbo, a convite do prefeito Omar O'Grady elaborou o
Plano de Sistematização para Expansão Urbana de
Natal. Quando ocorreu, no Brasil, a
decretação do "Estado de Guerra", por ocasião da Segunda
Guerra Mundial, o Rio Grande do Norte, devido a sua
privilegiada posição geográfica, foi o local escolhido pelos
militares americanos para instalação de uma base aérea. Natal
tornou-se então conhecida como o "Trampolim da Vitória". A
partir daquele período foi crescente a evolução urbana de
Natal. A cidade expandiu-se, novos bairros foram criados e
abertas largas avenidas. Natal continua crescendo a cada
dia. A via costeira foi implantada, com uma ampla rede de
confortáveis hotéis. Novos prédios são construídos
diariamente. O elevado número de turistas que visita Natal, já
elevou a Cidade a condição de Pólo Turístico Regional.
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