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HIPERTENSÃO
Alimentar-se
adequadamente pode ajudar a baixar a pressão arterial. Ser hipertenso
significa que o coração tem que trabalhar mais para vencer os valores
pressoricos que verificamos nos aparelhos de medição, que vêem a ser o mesmo
encontrado na aorta.
Essas
pessoas têm mais chances de apresentar um acidente vascular cerebral
(“derrame”), problemas cardíacos ou de rim. Mas, para inverter este quadro,
basta ter os níveis normalizados às custas da melhoria dos hábitos de vida e
ou com o uso de remédios.
Nos
hipertensos leves só a diminuição do peso corporal - para obesos, (as cifras
tensionais estão diretamente relacionados ao peso), fazer atividade física
moderada (também é bastante eficaz) - basta caminhar, como também diminuir o
consumo de bebidas alcoólicas e o de sal, pode ser o suficiente para
controlar os níveis tensionais.
Não
podemos esquecer que o estresse emocional e a ansiedade são componentes
importantes para o aparecimento e/ou agravamento da hipertensão.
Comer
menos gordura animal, açúcar, refrigerantes e doces é um bom modo. Também
comer menos às refeições e evitar as famosas “beliscadas”.
Não
esquecer: o cloreto de sódio que está nos conservantes, portanto enlatados,
e conservas não são a melhor opção, 60 a 70% do sal que comemos vem de
produtos industrializados. Um pão francês pode chegar a ter 1g de sal.
É sempre bom dar sabor aos alimentos com iguarias, ervas ou sucos de
frutas. Basílico, canela, cuminho, cumy, mostarda seca, alho, cebola,
orégano, páprica ou pimenta são boas possibilidades.
Carnes
embutidas (salames, mortadelas etc.) e alguns queijos são ricos em cloreto
de sódio; é bom evitar, o mesmo serve para defumados, requeijão, molho de
soja, catchup, molhos para saladas, azeitonas, pickles e sopas enlatadas.
Em
relação à bebida alcoólica, até duas latas de cerveja ou dois cálices de
vinho ou duas doses de destiladas ao dia não é proibido.
Tudo
isto também será altamente eficaz para as pessoas com níveis pressônicos
mais altos, porém com a necessidade do uso concomitante e ininterrupto de
uma das modernas drogas existentes.
Cabe
lembrar que pelos dados da Secretaria Municipal de Saúde da cidade do Rio de
Janeiro, que tem 200.000 hipertensos cadastrados, 1/3 destes estão na
categoria leve e, portanto, poderiam até ser tratados sem a necessidade do
uso de drogas.
Mas
tão importante quanto isso é que, apesar de receberem seu tratamento
gratuitamente (os que necessitam), 40% não tem aderência, ou seja, não fazem
uso contínuo da medicação.
É
preciso saber que pressão alta é fator de risco para o infarto agudo do
miocárdio, além de ser um dos maiores causadores de insuficiência cardíaca e
renal. |