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ESTATÍSTICA

Segundo a Organização Mundial de Saúde, no ano de 1997 morreram 52 milhões de pessoas no mundo. As causas mais freqüentes ainda foram as doenças infecciosas e parasitais (33%), seguidas de muito perto pelas causas cardiovasculares (29%). Nestas, praticamente a metade (47%) foram de doenças coronarianas e 30% os acidentes vasculares cerebrais.

A terceira maior causa de mortes foi o câncer, predominantemente o de pulmão, contribuindo com 12%. No ano de 1998, já analisando individualmente, o que mais matou no mundo foi a doença coronariana (13,7%), seguida pelos acidentes vasculares cerebrais (9,5%). Somente estas duas causas foram responsáveis por 23,2% de todas as mortes; sendo que as oito seguintes juntas mataram 30,2%, incluindo a AIDS, câncer, acidentes de trânsito, perinatais etc.

Quando analisamos os gráficos de tendência, comparando os países desenvolvidos com os países em desenvolvimento, observamos uma maior mortalidade nestes por questões sanitárias, elevando as doenças infecciosas e parasitais; enquanto o chamado primeiro mundo tem maior incidência das causas cardiocirculatórias.

Há ainda uma nítida diminuição, com o passar dos anos, na mortalidade cardiovascular (não na incidência dos males) nos países ricos, enquanto há um aumento destas nos países em desenvolvimento, sendo que esta progressão é proporcionalmente maior que o decréscimo naqueles.

As progressões mostram que as causas circulatórias passarão a ser líderes na mortalidade, contribuindo para isto alguma melhora nas condições sanitárias em países como Índia, África e o próprio Brasil, que apresenta índices em queda vertiginosa desde 1930. Fica, portanto, o prognóstico sombrio para os próximos 20 anos: se morrerá mais do coração e, principalmente, nos países em desenvolvimento, como o Brasil.

É importante lembrar que mais de 1/3 da população do mundo não tem acesso a remédios essenciais; que, na média, somente 50% dos doentes tomam corretamente suas medicações; e que, até 75% dos antibióticos são mal prescritos, inclusive nos hospitais universitários.

No Brasil a mortalidade em 1995 foi liderada pelas causas circulatórias em 34%.

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Este site foi atualizado em 28/06/05

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