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EE Nossa Senhora da Penha Projeto 450 Anos da Cidade de São Paulo |
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REGIÃO
E E NOSSA SENHORA DA PENHA
Resumo do trabalho – Setor L11 - Móoca
Fomos participar de uma reunião no dia 12/09/03, no SESC ITAQUERA, sem muito saber do assunto No decorrer das apresentações e explicações das atividades, objetivos e parcerias, encontramos um trabalho muito sério e grandioso e aceitamos assim fazer parte deste evento onde comemoramos os 450 anos da Cidade de São Paulo.
As expectativas prof/aluno eram muitas e na nossa primeira oficina de experimentação, realizada no ateliê do SESC ITAQUERA, com toda uma infra-estrutura que não encontramos em nossas escolas, o material fornecido, a ajuda e atenção dos Maquetistas e Estagiários, sem contar com a presença de um Artista Plástico, foi de muita importância pois sentimos segurança para enfrentarmos todo o projeto. Com esse amparo e o compromisso assumido pelos professores, alunos e pais, a Direção nos deu todo o apoio e conseguimos através da Diretoria Leste 1, o transporte para as oficinas no próprio SESC.
Fomos sorteados com a Região L 11 – Móoca, onde o nosso roteiro mínimo obrigatório era :
Gasômetro, Galpões ao longo da ferrovia, Clube e Estádio do Juventus, Igrejas da Móoca, Imprensa Oficial, Agricultura Urbana, Teatro Arthur Azevedo, CDM, Igreja Protestante.Com este roteiro partimos para conhecermos o bairro e sua história, onde em companhia de um patrono o Sr. Edson Kaseb (Vice Diretor da CONSEG), visitamos lugares muito importantes, onde fotografamos e registramos vários dados.
Após este levantamento, começou o projeto sobre a planta do nosso setor, determinando local das construções, transportes, árvores, desenho de pessoas e cenas a serem marcadas, onde a expectativa maior era começar a mexer e dar formas a tudo aquilo.
Na nossa 4a aula de ateliê, começamos a trabalhar as árvores, montando-as com fios elétricos, pintando com massa e corante para depois ser colocado a manta acrílica e as serragens. Logo depois partimos para as casa e prédios, em material de isopor, transportes, e bonecos de massa de biscuit; este último item nos preocupou muito, pela dificuldade da primeira experiência e a grande quantidade exigida em nosso setor, mas nossos orientadores perceberam esta dificuldade e modificaram o modo de se fazer, o que para todos foi de grande alívio, ficando até mais expressivo.
Na escola foram realizadas várias oficinas de montagem, pintura e confecção de bonecos e outros objetos, para se agilizar o trabalho e podermos utilizar o tempo do ateliê para tirar todas as dúvidas com os maquetistas e estagiários, que foram ótimos, em especial o Felipe e a Luciana, que eram os responsáveis por nós.Salientamos também a visão do Artista Plástico, Maia, pois nos fez entender muita coisa que nem imaginávamos ter que pensar .
O trabalho no ateliê foi importante por que não encontraríamos um lugar apropriado para se realizar trabalhos de arte, em nossas escolas, não dividiríamos o nosso trabalho com o outro que também trabalha para o mesmo objetivo, não encontraríamos pessoas que estivessem alí para nos ajudar em qualquer dúvida, aprendendo a respeitar e dividir espaços e até o material que nos foi doado. A importância das filmagens no decorrer das oficinas e até na própria unidade escolar, nos mostrou a seriedade dos trabalhos e nossos alunos se sentiam importantes por estarem representando a sua escola.
Numa primeira orientação, nos foi dito para trabalharmos tudo ao mesmo tempo, mas como o nosso grupo é composto por crianças de 5a série, 11 a 12 anos, preferimos trabalhar por etapa e acredito que o resultado foi muito bom, não só no desenvolvimento e entendimento quanto na organização de todo o processo. Terminamos tudo no prazo marcado, mas só ficou um pouco apertado quando se marcou ruas e demarcou-se quarteirões, onde nos foi acrescido a quantidade de 79 casas/prédios de gesso, para pintarmos, parece incrível tudo se ajeitou e o que achávamos apertado ainda podemos colocar alguma coisa a mais.
O trabalho já esta na reta final e a cada dia perguntamos se tudo ficou pronto e como vai ficar quando juntarmos as peças deste enorme quebra-cabeça, pode ser confuso, tumultuado mas acreditamos no resultado final, pois todos se esforçaram para esta grande homenagem à Cidade de São Paulo.
Conseguimos cumprir com o nosso objetivo e para surpresa de todos, fomos convidados a participar da gravação do Bom Dia São Paulo, na Globo. E lá fomos nós, madrugamos e chegamos no SESC ITAQUERA, pela primeira vez, ainda com o céu repleto de estrelas, uma enorme lua e muito ansiosos, pois além da gravação era a hora de juntar as 72 partes de São Paulo, e só 7.000 peças trabalhadas por inúmeras mãos, hoje todas consagradas e de parabéns. O resultado ficou maravilhoso, e nem sabemos como será a inauguração.
Chegou o tão esperado dia, a entrega da maquete para o público, as autoridades e para a Cidade de São Paulo e assim se fez com discursos e homenagens foi aberta oficialmente para visitação, junto com um grande mapa fotografado por satélite, onde encontramos facilmente nossa casa e o que mais procuramos, vários painéis fotográficos e relatos dos grupos participantes e vídeo de todo o processo desta grande construção sem contar com um cenário especial e os efeitos de iluminação que além de valorizar cada cantinho deste grande trabalho, fez brilhar nos olhos de cada participante a satisfação, o sabor da vitória pois todos vestiram a mesma camisa e construíram esta homenagem tão merecida á nossa cidade.
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SÃO PAULO – 2003 / 2004