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A violência doméstica (e o abuso sexual) contra a criança
não é alguma coisa distante.
Alguma coisa que coisa que só diz respeito a certos grupos e tipos de família. Não é fato restrito às famílias desestruturadas, não é produto apenas de droga ou álcool. Não é problema que afeta somente as famílias pobres. Não é algo que só diz respeito aos outros. Não. Ela pode estar na família de nossos vizinhos, de nossos amigos, de nossos colegas de trabalho, em nossa família. Mas não é apenas por este motivo que nos sensibiliza. Sensibiliza porque humilha aqueles que não podem e não sabem se defender. Faz vitimas mudas e amedrontadas dos que deveriam protegê-las, como função natural e humana. Sensibiliza porque ofende e humilha a nossa condição humana.
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Quando a tristeza em mim batia, Em minha memória o que se revia Era uma trágica infância infeliz. Queria pensar que estava louca Para não Ter que ver que meus pais Eram aqueles que destruíam minha vida Mas tudo porém, me torturava. Quando eu mais fugia da realidade, mais eu me via dentro dela, Onde eu cabia apenas como representação, simbolizada na dor, no abuso e na crueldade, Onde o pai sentia falta da filha Só para enganá-la, Para poder fazer de mim O seu objeto." FABIANA PEREIRA DE ANDRADE - "Labirintos do incesto - O relato de uma sobrevivente", Ed. Escrituras e LACRI, 1998, SP |
A Campanha também irá distribuir o livro "O segredo
do pequeno cavalo"(*) que explica às crianças que elas
não devem respeitar secredos que encubram abusos sexuais. A criança
aprenderá também que se ela confiar seu segredo a um amigo
ou adulto e este amigo ou adulto não tomar nenhuma providência
ela deverá persistir e falar com outra pessoa que a ajude.
(*) do Ministério da Justiça do Canadá
"Le segred du petit cheval"
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