CRIATIVO, EU?

Seja bem-vindo � disciplina de Cria��o Publicit�ria.
Geralmente ela � ministrada por dois professores, um especialista em Reda��o e outro em Dire��o de Arte, que � o meu caso. Mas haver�o duplas de professores formadas por Atendimento e um Criativo. N�s professores costumamos dividir a ementa, mas haver�o itens tratados por ambos, pois ser�o dadas �nfases de acordo com as nossas �reas de compet�ncia. Neste site estarei disponibilizando as aulas ministradas por mim. Acompanhem as aulas e em caso de d�vida entre em contato.


1. O QUE � CRIATIVIDADE?
�Capacidade de elaborar teorias cient�ficas, inventar instrumentos e / ou aparelhos, ou produzir obras de arte;
�A capacidade de produzir coisas novas e valiosas;
�A capacidade de desestruturar a realidade e reestrutur�-la de outras maneiras;
�O ato de unir duas coisas que nunca haviam estado unidas e tirar da� uma terceira coisa;
�Uma t�cnica de resolver problemas;
�Uma capacidade inata que � bloqueada por influ�ncias culturais e ambientais.

2. A CRIATIVIDADE POSSUI OBJETIVO
A Criatividade pura � a capacidade de fazer alguma coisa nova, nunca dantes vista ou experimentada. A Criatividade pura � subjetiva.
A Criatividade Pura � a capacidade de unir sons ou imagens, aleatoriamente sem conexidade com o mundo. Conferindo apenas o aspecto de novidade.
Criatividade Aplicada � � quando voc� d� � criatividade pura uma objetividade, conferindo utilidade, beleza, viabilidade, originalidade, implementa��o. A Criatividade aplicada � a busca da mente em dar solu��es aos problemas propostos em todas as �reas das nossas vidas.

"Criatividade � uma t�cnica de resolver problemas." (Roberto Dualibi Harry Simonsen Jr � Criatividade & Marketing)

A Criatividade aplicada a qualquer �rea das nossas vidas, utilizando diversos suportes,os mais variados materiais, e conjunto de signos, estar� sempre associada a regras, padr�es e limites, ou simplesmente ao briefing do Cliente.
A criatividade aplicada tipicamente � trein�vel. Ou seja, existem t�cnicas que estimulam a Criatividade. Que aquecem e fazem transbordar o g�nio criativo.
Nosso c�rebro possui grande capacidade ASSOCIATIVA, isto � relacionar coisas; buscar semelhan�as e diferen�as; estabelecer conex�es. � essa a base do racioc�nio humano e da Criatividade.

4. EXERCER A CRIATIVIDADE EXIGE DESAFIOS
Todo o desafio � um enfrentamento. Os desafios instigam, incitam, excitam, estimulam, provocam o indiv�duo a reagir e intervir na realidade estabelecida at� aquele momento. Temos passos e ganchos a serem retirados, primeiramente de n�s mesmos. Para que possamos ter firmeza diante das coisas externos que iremos modificar. As rea��es que iremos provocar, que no nosso caso � o consumo.

1� DESAFIO: AUTO CONHECIMENTO
"Conhece-te a ti mesmo." Um or�culo de Delfos. Conhecer-se significa descobrir potenciais que de outra forma n�o seriam utilizados. � preciso por�m estar preparado para surpresas.

2� DESAFIO: ESPONTANEIDADE
Quando h� dificuldade em expressar-se espontaneamente normalmente est� relacionado ao medo do que os outros v�o pensar a nosso respeito. � o medo da rejei��o. Medo tamb�m de ser criticado ou considerado rid�culo. Ser espont�neo significa ter compromisso com si mesmo. N�o significa estar fora da cultura. Mas reconhecer-se como indiv�duo, �nico e livre. Ser normal n�o existe.
Lembre-se que a NORMALIDADE � um padr�o estabelecido por homens e baseado na m�dia dos padr�es morfol�gicos, psicol�gicos de uma popula��o, atrelada � um espa�o, tempo, regi�o, cultura e etc.
A espontaneidade � uma conquista da liberdade. Os limites s�o colocados pela moral e costumes, ou at� pelo "budge" do cliente, ou id�ias do cliente.Criar livremente significa essencialmente compreender esses limites, para avaliar se � necess�rio ampli�-los, para inovar. Ir al�m do esperado.

3� DESAFIO: FLEXIBILIDADE MENTAL
Significa adiar a cr�tica, at� que toda a criatividade seja liberada. N�o devemos julgar, nem tampouco eliminar uma id�ia por mais "idiota" que pare�a ser. O julgamento adiado � a base do brainstorming, que veremos nas pr�ximas aulas. Um bom exerc�cio para tornar a mente flex�vel �  a associa��o. A associa��o pode ser estabelecida por tra�os de semelhan�a; proximidade; sucess�o e contraste.

"Nada se Cria, nada se perde, tudo se transforma." (Laurent Antoine Lavoisier � qu�mico franc�s do s�c. XVIII)

4� DESAFIO: PERCEP��O
Desenvolver a sensibilidade ao real, inicialmente pelos nossos 5 sentidos nos municia de material para criar.

5� DESAFIO: INTELIGENCIA EM CURVA
H� algum tempo atr�s, os estudiosos da intelig�ncia humana diziam que uma pessoa inteligente era aquela que via mais longe. Hoje afirma-se que inteligente � aquele que enxerga em curva.

6� DESAFIO: CR�TICA NO TEMPO CERTO
TODA BOA CRIA��O PRECISA PASSAR PELA CR�TICA, MAS NO SEU DEVIDO TEMPO, OU SEJA NO FINAL.

Walt Disney
Disney possu�a capacidades excepcionais, inerentes aos g�nios: pegar algo que existe apenas na imagina��o e dar a este algo uma exist�ncia f�sica que influencia de maneira positiva a experi�ncia das pessoas. E o que tornou isto poss�vel? Walt Disney usava uma estrat�gia bem definida para conseguir o que queria. Era como se fossem tr�s "Disney" diferentes. O sonhador tinha toda a liberdade de usar a imagina��o. O realista era o tradutor das fantasias em forma tang�vel. E o cr�tico aplicava o julgamento. O sonho elaborado pelo sonhador era passado ao realista, cuja tarefa era segmentar o sonho em partes administr�veis e execut�veis. O cr�tico ent�o era acionado para reconhecer o que estava bom e questionar o que n�o estava dentro dos crit�rios. O sonhador passava ent�o a elaborar novas id�ias para atender os requisitos de qualidade do cr�tico e solucionar problemas identificados. O ciclo se repetia at� que todos estivessem satisfeitos.
Cada personagem de Disney tinha seus pr�prios m�todos e caracter�sticas. O sonhador era livre e espont�neo. O realista era organizado e anal�tico, e levava em conta recursos e limita��es da realidade. Para o sonhador e o realista era importante ter novas id�ias, mas o mesmo n�o ocorria para o cr�tico, cujo enfoque era a qualidade. Cada um trabalhava em salas diferentes, e at� suas posturas f�sicas eram distintas.

Deus
Geneses � A Cria��o dos C�us e da Terra
No princ�pio Deus criou os c�us e a terra Disse: Haja Luz; e houve luz. Depois, durante seis dias, toda a terra e os seres que nela h�. Inclusive Ad�o e Eva, no sexto dia. Viu Deus tudo quanto fizera e eis que era muito bom. E descansou no s�timo dia.
Observando essa passagem, vemos que Deus "sonhou" o mundo e a vida sobre a terra. Partiu de uma id�ia para a produ��o atrav�s do VERBO, da palavra. Podemos concluir que a palavra tem o poder da transforma��o. Ele disse: Haja Luz. E houve Luz.
Mas s� depois de tudo pronto criticou a sua obra e viu que era muito boa e descansou.
A Cria��o de Deus foi classificada por Ele pr�prio como "�tima"? N�o. Era  muito boa. O que quer dizer que o padr�o de Deus est� acima do que Ele criou. Poderia ser melhor? Poderia.
Em nossa cria��o, podemos sempre nos superar. Podemos sempre achar que o que fizemos estava apenas muito bom, razo�vel, e que o melhor est� por vir.
N�s criadores somos eternos insatisfeitos, eternos fazedores e irremediavelmente rendidos ao prazer de criar.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA:
BONO, Edward de - Criatividade Levada a S�rio- Como gerar id�ias criativas atrav�s... - Ed. Pioneira
HOFFMAN, Donald D. � Como Criamos o Que Vemos - Ed. Campus
DILTS, Robert B. � A Estrat�gia da Genialidade � Ed. Summus

Leia tamb�m para abrir sua Mente Criativa:
WILHELM , Richard -  I Ching � o livro das muta��es, -  Editora Pensamento  (jogos que desenvolvem o pensamento abstrato)
Cartazete criado para campanha promocional DENTE CROSS, veiculada em agosto de 2004, pela W.COM Comunica��o.
A pe�a tem como objetivo informar aos vendedores das concession�rias, sobre a mec�nica da promo��o. Ou seja, � uma pe�a direcionada, quase uma mala-direta. Por isso a grande  massa de texto.
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