Contabilidade                                                                         Voltar



CONTEÚDO

1. INTRODUÇÃO
1.1 Conceito
1.2 Campo de Aplicação
1.3 Utilidade
2. PATRIMÔNIO
2.1 Conceito
2.2 Representação Gráfica
2.3 Patrimônio (a sua formação)
2.4 Origem e Aplicação de Recursos
3. MÉTODO DE PARTIDAS DOBRADAS
3.1 Débito
3.2 Crédito
4. CONTAS
4.1 Conceito
4.2 Classificação
5. ATOS / FATOS ADMINISTRATIVOS
5.1 Fatos Permutativos
5.2 Fatos Modificativos.
6. PLANO DE CONTAS
6.1 Sua Estrutura
7. ESCRITURAÇÃO
7.1 Conceito
7.2 Diário
7.2.1 - Características do Lançamento
7.2.2 - Tipos de Lançamentos
7.3 Razão
7.3.1 - Lançamento
7.3.2 - Fechamento
8. BALANCETE
8.1 Conceito
8.2 Modelos /Fechamento
9. CONSTITUIÇÃO DO CAPITAL DE UMA EMPRESA
9.1 - Da Constituição
9.2 - Da Realização
10. APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
10.1 Apuração do Resultado
10.2 Roteiro para a Apuração
11. BALANÇO PATRIMONIAL
11.2 Elaboração
11.3 Destinação
12. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
12.1 Elaboração simplificada

INTRODUÇÃO

1. INTRODUÇÃO
1.1 Conceito

É uma ciência (arte) que permite, através de suas técnica (método de partidas dobradas e procedimentos: diário e razão), controlar permanentemente o patrimônio (bens, direitos, obrigações e patrimônio líquido) de uma empresa (união de duas ou mais pessoas físicas, com o objetivo de rendas, através da aplicação dos fatores de produção (natureza, capital e trabalho).
A Contabilidade é o instrumento que fornece o máximo de informações úteis para a tomada de decisões dentro e fora da empresa . É um conjunto de conhecimentos sistematizados, com princípios e normas próprias, ela é, na acepção ampla do conceito de ciência, uma das ciências econômicas e administrativas.
Sua função é registrar, classificar, demonstrar, auditar e analisar todos os fenômenos que ocorrem no patrimônio das entidades (conjunto de bens, direitos e obrigações), objetivando fornecer informações, interpretações e orientação sobre a composição e as variações desse patrimônio, para a tomada de decisões de seus administradores. Sendo assim somente os patrimônios ociosos, não-produtivos e não-administrados podem dispensar a ação controladora, informativa e orientadora da Contabilidade.
Alem disso com o passar do tempo o governo começa a utilizar-se dela para arrecadar impostos e a torna obrigatória para a maioria das empresas.
No entanto a contabilidade não deve ser feita visando basicamente a atender às exigências do governo, mas, o que é muito mais importante, a auxiliar as pessoas a tomarem decisões.

1.2 Campo de Aplicação

O campo de aplicação da contabilidade é o das entidades economico-administrativas, sejam de fins lucrativos ou não.

A contabilidade pode ser estudada de modo geral ou em particular.
- Modo Geral - para todas as empresas,
- Particular - aplicada em certo ramo de atividade ou setor da economia.

Alcança todas as entidades econômicos - administrativas, até mesmo a União, o Estado e os Municípios.


1.3 Utilidade

É necessário apontar resumidamente, o tipo e qualidade das informações que a contabilidade fornece aos vários grupos interessados, que por sua vez os interesse são distintos:


Sócios/Acionistas : Segurança e retorno
de seus investimentos


Administradores : Estudo aprofundado, para
tomada de decisões

Bancos : Verificar a capacidade de solvência,
para liberação de empréstimos
INFORMAÇÕES

Fornecedores : Garantir o retorno de suas vendas

CONTÁBEIS
Clientes : Manter o relacionamento de compras

Governo : Arrecadação de impostos e análise
global e setorial da economia

Sindicatos : Determinação da produtividade do
setor, para determinação da política
salarial

São usuários as pessoas que utilizam da Contabilidade, que se interessam pela situação da empresa e buscam na Contabilidade as suas respostas. São exemplos de usuários:

- Os administradores - os presidentes, diretores, gerentes, encarregados, analistas,......
- Os investidores - aqueles que aplicam dinheiro na empresa, estão interessados basicamente em obter lucro, por isso utilizam dos relatórios contábeis, analisando se a empresa é rentável,
- Os fornecedores - querem saber se a empresa tem condições de pagar suas dividas,
- Os bancos - emprestam dinheiro desde que a empresa tenha condições de pagamento,
- O governo - quer saber quanto de impostos foi gerado para os cofres públicos, e
- Outros tantos como : empregados, sindicatos, concorrentes, comunidade, consumidores, etc.

1.4 Atuação

A contabilidade não sofre alterações, não importa que área atue.


Comercial : Compra e venda de bens que não
impliquem em transformação

Industrial : Produção de bens

Bancária : Instituições financeiras

Agrícola e
Pecuária : Solo e criações

CONTABILIDADE à

à Pública : Administrar o dinheiro
público

Doméstica : Controla os bens de pessoas
físicas, voltada à declaração
de imposto de renda ou
inventários

Financeira : Controle das operações com
fornecedores, bancos e governo

Custos : Apuração dos
custos com operações de
fabricação, administrativo,

A contabilidade é feita para Pessoa Física ou Pessoa Jurídica. Considera-se pessoa, juridicamente falando, todo ser capaz de direitos e obrigações.

Pessoa Física - è a pessoa natural, é todo ser humano, é todo indivíduo (sem qualquer exceção). É um ser natural, indivíduo considerado como tal a partir do seu nascimento. A existência da pessoa física termina com a morte.

Pessoa Jurídica - é a união de indivíduos que, através de um contrato reconhecido por lei, formam uma nova pessoa, com personalidade distinta da de seus membros. Ser abstrato, constituído legalmente através de um contrato, formado por duas ou mais pessoas. Normalmente as pessoas jurídicas denominam-se empresas.

2. PATRIMÔNIO

2.1 Conceito

O termo patrimônio significa, a principio, o conjunto de bens e direitos pertencentes a uma pessoa ou a uma empresa. Porem apenas os bens e direitos não identificam a verdadeira situação de uma pessoa ou empresa. É necessário evidenciar as obrigações (dividas) referentes aos bens ou direitos.

Podemos definir patrimônio como um conjunto de bens, direitos e obrigações vinculadas a uma pessoa ou a uma entidade.

Patrimônio de uma pessoa ou de uma empresa

Bens e
Direitos ( a Receber)

Obrigações ( a serem pagas)


Sendo assim o patrimônio é composto por bens, direitos, obrigações e patrimônio líquido de uma empresa, QUE SÃO AVALIADOS EM MOEDA CORRENTE NO PAÍS.

2.1.1.Bens
Para satisfazer suas necessidades, o homem utiliza-se das coisas, transformando-as em bens. Sendo assim entende-se por bens as coisas úteis, capazes de satisfazer às necessidades das pessoas e das empresas.

Os bens podem ser classificados da seguinte maneira:

- Tangíveis - tem forma física são palpáveis;
- Intangíveis - não palpáveis, não constituídos de matérias;
- Imóveis - são aqueles vinculados ao solo, que não podem se retirados sem destruição ou danos;
- Móveis - são aqueles que podem ser removidos por si próprio ou por outras pessoas.

Em sumo bens são coisas capazes de satisfazer as necessidades de alguma entidade, avaliadas economicamente. Eles podem ser: materiais ( possuem corpo e podem ser móveis (podem ser removidos ) ou imóveis ( não podem ser removidos) e imateriais ( não têm corpo ).

2.1.2. Direitos
Em contabilidade entendes-se por direito ou direito a receber o de exigir alguma coisa. São valores a receber, títulos a receber, contas a receber etc.
Todos os valores que se tem "A RECEBER " de terceiros ( Clientes ). É identificado pela expressão acima citada.

2.1.3. Obrigações
São dividas com outras pessoas. Em contabilidade tais dividas são denominadas obrigações exigíveis, isto é, compromisso que serão reclamados, exigidos:
Todos os valores que se tem " A PAGAR " para terceiros (Fornecedores). É identificada pela expressão acima citada.

2.1.4. Patrimônio Líquido
É a medida eficiente da verdadeira riqueza. Patrimônio Liquido é igual a soma dos bens e direitos menos as obrigações.


PATRIMÔNIO LIQUIDO = BENS + DIREITOS ( - ) OBRIGAÇÕES

É formado por:
· CAPITAL (é a soma dos valores que os proprietários investiram);
· RESERVAS (partes retiradas do lucro, para finalidade legais e societárias de provisão);
· LUCRO OU PREJUIZO (resultados obtidos sobre a aplicação do capital total da empresa no mercado).


2.1.4.1. Situação Líquida

Ou Patrimônio Líquido, pode ser considerado como a diferença entre o ativo e o passivo;

PL = A - P

Onde; A= Ativo; P= Passivo; PL= Patrimônio Líquido ou Situação Líquida.

Os elementos patrimoniais devidamente equacionados poderão apresentar três situações líquidas patrimoniais diferentes;

A) Ativa
PL= A > P

B) Passiva
PL= A < P

C) Nula
PL= A = P

2.2 Representação Gráfica


É identificada na contabilidade por:


2.3 Patrimônio (a sua formação)

Na representação gráfica, temos dois lados: o esquerdo que engloba a situação positiva identificada pelos bens e direitos, que será denominado "ATIVO", e o direito que compõe a situação negativa identificada pelas obrigações e indiretamente pelo patrimônio líquido, que será denominado "PASSIVO".
Ativo : é o conjunto de bens e direitos de propriedades da empresa. São os intens positivos do patrimônio; trazem benefícios, proporcionam ganho para a empresa.
Passivo : significa as obrigações exigíveis da empresa, ou seja, as dividas que serão cobradas, reclamadas a partir da data do seu vencimento.

Portanto, o patrimônio será basicamente assim formado:

PATRIMÔNIO

ATIVO ( + ) PASSIVO ( - )

+ bens - obrigações
+ Direitos

2.4 Origem e Aplicação de Recursos

Sabendo-se que recurso tem o mesmo significado que capital, há a necessidade de saber o que vem a ser capital.
Vem a ser o elemento do patrimônio líquido que, quando de sua formação em uma empresa, representa os bens do sócios, investidos para iniciar as atividades da mesma. Porém na contabilidade quando cita - se capital, pode - se considerar, o patrimônio (total do capital) que a empresa dispõe em um determinado momento.
Dentro desse patrimônio, há uma divisão identificada por duas situações distintas: Origem e aplicação deste patrimônio.

2.4.1. O r i g e m
Situa-se do lado direito (financeiro = dívidas) do patrimônio, e é composto pelas obrigações e o patrimônio líquido, contém dois tipos de recursos:

· Capital Próprio
Representa recursos investidos ou emprestado pelos sócios à empresa. Bem como os resultados desse recurso juntamente com o de terceiros, identificando o patrimônio líquido da empresa.
· Capital de Terceiros
Representa recursos originários de empréstimos ou promessas de pagamento a terceiros (fornecedores), identificando obrigações da empresa.

2.4.2. Aplicação
Situa-se do lado esquerdo (econômico = liquidez = dinheiro) do patrimônio, e é composto por bens e direitos, contém apenas um recurso que aplica total de seus elementos:

· Capital Nominal
É representado pelo total dos recursos próprios e de terceiros, que por sua vez são aplicados do lado esquerdo (econômico), para haver resultados econômico, visando uma harmonia entre o ativo e passivo da empresa.


PATRIMÔNIO
( + ) ATIVO (- ) PASSIVO

E C O N Ô M I C O F I N A N C E I R O

+ bens CAPITAL
- obrigações CAPITAL
NOMINAL
+ direitos TERCEIROS

- patrimônio CAPITAL
líquido
PRÓPRIO

APLICAÇÃO ORIGEM

3. MÉTODO DE PARTIDAS DOBRADAS

Este método, desenvolvido pelo FRÁ LUCA PACIOLI, na Itália, século XV, hoje universalmente aceito, dá inicio a uma nova fase para a Contabilidade como disciplina adulta. O método consiste no fato de que qualquer operação há um debito e um credito de igual valor.

Segundo este método, toda entrada de dinheiro ( aplicação = débito ), deve haver uma saída de dinheiro ( origem = crédito ) correspondente de igual valor, ou seja: "PARA TODO DÉBITO DEVE HAVER UM CRÉDITO CORREPONDENTE DE IGUAL VALOR, OU VICE - VERSA".

3.1 N o ç õ e s s o b r e D é b i t o e C r é d i t o

· Débito

Na linguagem comum, pode ser; dívida, situação negativa, estar em débito com alguém, dever para alguém, mas não devemos ligar débito à estes significados, quando estamos falando contabilmente. Na terminologia contábil, o lado positivo. Ativo é o lado do débito no patrimônio.

Em Contabilidade, o debito representa as aplicações de capitais em bens, direitos ou despesas, destinados aos fins de uma empresa.

· Crédito

Na linguagem comum, pode ser, ter crédito com alguém, situação positiva, poder comprar a prazo, a mesma situação se sucede com crédito quanto ao seu significado cotidiano. Na terminologia contábil, o lado negativo, passivo é lado do crédito no patrimônio.

Em Contabilidade, o credito representa as origens de capitais em obrigações ou receitas, destinados aos fins de uma empresa.

Lembrando que, o débito e crédito são utilizados no razão analítico e no livro diário, que usaremos mais adiante, e tem o mesmo mecanismo do conceito de origem e aplicação de recursos, bem como o ativo e passivo, só que o entendimento de débito (é situação positiva = dinheiro = liquidez) e crédito (situação negativa = dívida), se inverte na contabilidade.

3.2 R e s u m o d o m e c a n i s m o d e D é b i t o e C r é d i t o

Podemos dizer então que o mecanismo de débito e crédito, e:

4. CONTAS

4.1 Conceito

É o nome técnico dado aos componentes patrimoniais (bens, direitos, obrigações e patrimônio líquido) e aos elementos de resultado (despesas e receitas).

4.2 Classificação

Representam os elementos dos Ativos (Bens, Direitos) e os do Passivo (Obrigações e
Patrimônio Líquido). São eles que representam o Patrimônio da empresa em um dado momento através do Balanço Patrimonial.

4.3 Contas de Resultado

Representam os elementos de Despesa (decorrentes do consumo de bens e do uso de serviços. Por exemplo: luz, água etc, resultando em despesas) e os elementos de Receita (decorrentes da venda de bens e da prestação de serviços).
Por não constarem no patrimônio, devem ser representadas por uma conta patrimonial, que na maioria da situações é a conta LUCRO OU PREJUIZO ACUMULADOS.
Para diferenciar uma conta de Receita para uma de Despesa, usa-se os adjetivos da receita e despesa antes do elemento.

Por exemplo: - Receita com Vendas
- Despesas com água

5. ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS

5.1 Conceito

Ato administrativo - São atos de gestão, praticados pelos administradores, sem manusear valores patrimoniais, mas tomando providencias com a finalidade de faze-los circular, para obtenção de um resultado. Neste particular, podemos dividir as operações empresariais em:

a) Funções técnicas; controle de produção
b) Funções Comerciais; compras, vendas, trocas etc.
c) Funções Financeiras; gerencia dos capitais
d) Funções de Segurança; proteção de bens e pessoas
e) Funções Contábeis; registro das operações
f) Funções Administrativas; previsão, organização, direção, coordenação e controle.

Quanto à parte administrativa, pode-se dar uma segunda classificação, que determina com clareza as funções do empresário:

a) Fundação da empresa
b) Organização da empresa
c) Gerência da empresa
d) Liquidação da empresa.

Fato administrativo é a mutação sofrida por um bem patrimonial, provocando alteração da situação econômica da empresa. Todavia, deve-se ressaltar que o patrimônio é representado pelos bens, direitos e obrigações, e os fatos ocorrem justamente sobre estes valores concretos, sendo o registro contábil um simples ato e não fato, pois a contabilidade tem por função registrar os fenômenos ocorridos com a pratica de fatos administrativos.

Fatos Contábeis são acontecimentos que provocam variações dos valores do Patrimônio, podendo ou não alterar o Patrimônio Líquido.

5.2 Fatos Permutativos

Trocam elementos do Ativo bem como do Passivo no Patrimônio, sem mudar o valor do Patrimônio Líquido. Podem ocorrer troca entre elementos do Ativo, entre elementos do Passivo e entre ambos ao mesmo tempo.

· Troca entre elementos do Ativo
Recebimento de $ 500, em dinheiro, ref. a duplicata.

· Troca entre elementos do Passivo
Transferência de salários a pagar, um valor de $ 40, para IRRF a recolher.

· Troca entre elementos do Ativo e do Passivo
- Aumento: compra de móveis e utensílios a prazo.
- Diminuição: pagamento da dívida da compra a prazo de móveis e utensílios, em
dinheiro.

5.3 Fatos Modificativos.

Acarretam alterações para mais ou para menos, no Patrimônio, através das Receitas e Despesas.
- Diminuição: Pagamento de uma despesa, em dinheiro, $ 100.
- Aumento: Recebimento de $ 100, ref. a receitas com aluguel.

ESCRITURAÇÃO

6. PLANO DE CONTAS

É um elenco de todas as contas previstas pelo setor contábil da empresa como necessárias aos seus registros contábeis. O plano de contas é indispensável para os registros de todos os fatos contábeis.

6.1 Sua Estrutura

Sua estrutura é baseada através da legislação pertinente . Atualmente obedece às disposições contidas na lei 6404, de 15 de dezembro de 1.976 ( Lei das Sociedades Anônimas ), contendo a seguinte distribuição:

6.2 Sua aplicação e manuseio

Para facilitar a identificação das contas, adota-se um código numérico para cada uma. Esse código é composto de, no máximo, seis números e através dele se pode saber de imediato a que grupo a conta pertence:
· Primeiro Número - indica o grupo ( 1- ativo; 2- passivo; 3- despesas; 4- receitas ).
· Segundo Número - Indica a divisão de cada grupo principal:

· Quarto Número em Diante - Indica mais uma subdivisão e/ ou o número da conta propriamente dita, as quais consta no plano de contas anexo a esta matéria.

7. ESCRITURAÇÃO

7.1 Conceito
É uma técnica que consiste em registrar nos livros próprios ( Diário, Razão, etc.. ) todos os fatos contábeis que ocorrem na empresa .

7.2 Diário
É um livro obrigatório pela legislação comercial. Por ser obrigatório, o Diário está sujeito às duas formalidade legais formalidade legais .
· Extrínseca (Externa) : Deve ser encadernado com folhas numeradas em seqüência, tipografada ou digitada. Deve conter ainda, os termos de abertura e encerramento e ser submetido à autenticação do órgão competente do registro do comércio (JUCESP ).
· Intrínseca (Interna) : Sua escrituração deve ser completa, em idioma e moedas nacionais, em forma mercantil, com individualização e clareza, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco nem entrelinhas, borraduras, rasuras, emendas e transporte para as margens.

Essas formalidades devem ser observadas para que o livro Diário mereça fé a favor do comerciante ou empresário.

7.2.1 - Características do Lançamento
É identificada dentro de sua estrutura, por cinco características:

1. Local e data que ocorreu o fato; 2. Conta a ser lançada a débito, código e nome; 3. Conta a ser lançada a crédito, código e nome, precedida da letra "a"; 4. Histórico através da evidência ( documento ); 5. Valor a ser lançado da transação (desmembrado e total); * A letra "a" precedendo a conta a ser creditada.

7.2.2 - Tipos de Lançamentos

· Ocorrendo um débito e um crédito:
Exemplo : Compra de uma casa, á vista, situada a avenida 9 de julho, 1001, nesta cidade, conforme escritura passada no 5o Tabelião, no valor de r$ 200.000, .

· Ocorrendo um débito e dois ou mais créditos:
Exemplo : Compra de uma bicicleta da marca lunar, da casa estrela, conforme nota fiscal nº.
5.390, no valor de r$ 800,, sendo:
R$ 300, à vista, em dinheiro.
R$ O restante a prazo, conforme aceite de duplicata 0001.

· Ocorrendo dois ou mais débitos e um crédito:
Exemplo: Venda de uma máquina de escrever, conforme nota fiscal 0118, por r$ 500,, sendo:
_ r$ 100, à vista em dinheiro ,
_ O restante em quatro pagamentos mensais, conforme duplicatas nºs. 118/1 a 118/4, no valor de r$ 100, cada uma .

· Ocorrendo dois ou mais débitos e dois ou mais créditos:
Exemplo: Compras efetuadas no Supermercado Taubaté, de :
_ Um refrigerador, para uso da empresa, conf. N.F.. 1.521, r$ 1.000, , e uma moto marca Guará, conf. N.F. 372, R$ 10.000,.
_ Foram pagos, à vista, em dinheiro, r$ 2.000,, o restante a prazo, através de três duplicatas, de nºs. 1 a 3 , sendo de r$ 3.000, cada, vencíveis de 30 em 30 dias.

7.3 Razão
É um livro de grande utilidade para a contabilidade, porque registra o movimento de todas as contas. A escrituração do livro Razão passou a ser obrigatória a partir de 1991 (artigo 14 da Lei nº. 8.218 de 29/08/91). Na contabilidade moderna, o razão é escriturado em fichas.

7.3.1 - Lançamento




7.3.2 - Fechamento
Então a representação gráfica do razão não deixa de ser o razonete, e ficará assim:

Exemplificando: Compras efetuadas no Supermercado Taubaté, de :
_ Um refrigerador, para uso da empresa, conf. N.F.. 1.521, r$ 1.000, , e uma moto marca guará, conf. N.F. 372, R$ 10.000,.
_ Foram pagos, á vista, em dinheiro, r$ 2.000,, o restante a prazo, através de três duplicatas, de nºs. 1 a 3 , sendo de r$ 3.000, cada, vencíveis de 30 em 30 dias.


8. BALANCETE

8.1 Conceito
É a relação de contas extraídas do livro Razão ou Razão Analítico, com seus saldo devedores e credores já apurados, sendo que o total do dois lados devem sempre estar iguais.

8.2 Modelos /Fechamento
Pode - se citar quatro Tipos de Balancetes de Verificação, porém o mais usado é que está sendo frizado agora, o " DE QUATRO COLUNAS ".

1. Duas Colunas
Consta apenas as colunas de saldo atual de débito e crédito:

9. CONSTITUIÇÃO DO CAPITAL DE UMA EMPRESA
Na fase de constituição de uma empresa pode-se considerar dois momentos:

9.1 - Da Constituição
É o momento em que o proprietário providencia o registro da empresa nos órgãos competentes, visando dotá-la de personalidade jurídica.

Exemplificando:
1) Constituição uma sociedade comercial, com capital de R$ 10.000, , subscrito (dividido) entre dois sócios, da seguinte maneira: R$ 5.000, para João e para José R$ 5.000,

contabilizando :

Razão

9.2 Da Realização

É o momento em que o proprietário entrega para empresa, como pagamento do capital que constituiu, dinheiro ou bens e direitos (podendo acontecer o inverso, onde a empresa a partir do momentos que um dos sócios desista da sociedade, ela terá que pagar o capital incluso por aquele sócio ), onde o dinheiro, bens e direitos pode estar mutuamente ligados ou não na realização do capital. A Realização pode acontecer de duas maneiras:

· Integral ( Total do capital )

Exemplificando:
1) Constituição uma sociedade comercial, com capital de R$ 10.000, , subscrito (dividido) entre dois sócios, da seguinte maneira: R$ 5.000, para João e para José R$ 5.000,
2) Realizaram total Capital em dinheiro ;

contabilizando : Razão

Exemplificando:

1) Constituição uma sociedade comercial, com capital de R$ 10.000, , subscrito (dividido ) entre dois sócios, da seguinte maneira: R$ 5.000, para João e para José R$ 5.000,

2) Realização Parcial do Capital subscrito da seguinte maneira: João realiza R$ 3.000, de seu capital subscrito em dinheiro e, José realiza o total de seu capital em imóveis.

contabilizando :Razão


*** Operações com mercadorias:

* VENDA DE MERCADORIAS
1_ Venda de mercadorias do tipo "A", á vista, conf. nfs. 241 a 243,no valor de R$15.000,, em cheque.

Contabilizando: Razão

11. APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

11.1 Apuração do Resultado


Toda empresa é obrigada, legalmente, a fazer a apuração de resultados, pelo menos uma vez por ano. O lucro ou prejuízo de um exercício social está na dependência do confronto das contas de RECEITA e de DESPESAS e este resultado líquido á apurado é apurado na conta denominada resultado do exercício.
As contas de receita e despesa são periódicas, isto é, somente deverão registros para um ano, ou período menor, conforme a duração do exercício contábil, o que significa que todas as contas, de receita e de despesas, devem possuir saldo zero no início de cada exercício social. Para que isto ocorra, deve - se proceder ao encerramento das contas, através dos lançamentos de encerramento, que segue o seguinte roteiro:

11.2 Roteiro para a Apuração

*Roteiro para Apuração de Resultado

1) Transferência da Contas de Despesas para a Conta de Apuração de Resultado.

2) Transferência da Contas de Receitas para a Conta de Apuração de Resultado.

3) Confronto na conta de Apuração de Resultado, entre as Despesas e Receitas.

4) O resultado na conta de Apuração de Resultado, será Transferido da seguinte maneira:

5) O saldo remanescente na conta de Apuração de Resultado do Exercício, deve ser transferido para a conta 2.3.3.02.001 (Lucros ou Prejuízos Acumulados), com um débito nesta conta

BALANÇO PATRIMONIAL

12. BALANÇO PATRIMONIAL ( ARTIGO 176 DA LEI 6404/76 )

12.2 Destinação

É a demonstração financeira que evidencia, resumidamente, o Patrimônio ( riqueza ) de uma empresa, quantitativa ( Valor ) e qualitativamente ( Descriminação em grupos, subgrupos e contas ).

Sabe - se que as contas patrimoniais são aquelas que representam, através do balanço patrimonial, a
situação do patrimônio da empresa, dividindo - se em ATIVO e PASSIVO. Porém, as contas patrimoniais são agrupadas no Balanço Patrimonial em grupos e subgrupos, que serão verificados agora.

A Ordem de disposição, segundo a legislação vigente, é a ordem decrescente do GRAU DE LIQUIDEZ ( É o maior ou menor prazo no qual Bens e Direitos podem ser transformados em dinheiro [disponibilidade ] ) dos elementos nela registrados.

A T I V O

· Ativo Circulante
Neste grupo encontra - se todas as contas que representam os Bens e os Direitos que, estão em constante circulação. Esta composto este grupo pelos subgrupos, DISPONIVEL, CONTAS A RECEBER e ESTOQUES.

· Ativo Realizável a Longo Prazo
Neste grupo encontra - se classificadas todas contas que representam Direitos cujos vencimentos ocorram após o término do exercício social subseqüente. O subgrupos que compõem este grupo pode - se citar um mais importante, CONTAS A RECEBER.

· Ativo Permanente
Neste grupo encontra - se classificadas todas as contas que representam os Bens e Diretos que, que estão aplicado na empresa de maneira permanente. Os subgrupos que compõem este grupo são: INVESTIMENTO, IMOBILIZADO e DIFERIDO .

P A S S I V O

· Passivo Circulante
Neste grupo encontra - se classificadas as contas que representam as Obrigações da empresa que vencem no curso do exercício seguinte. É composto apenas pelo subgrupo EXIGIVEL A CURTO PRAZO.

· Passivo Exigível a Longo Prazo
Neste grupo estão classificadas as contas que representam as Obrigações da empresa que têm vencimentos após o término do exercício seguinte. Sua composição é formada por apenas um subgrupo, o de EMPRÉSTIMOS/ FINANCIAMENTOS.

· Resultado de Exercícios Futuros
Encontram - se as contas que representam as receitas recebidas antecipadamente, diminuídas dos custos e despesas correspondentes.

· Patrimônio Líquido
Neste grupo encontram - se as contas que representam o Patrimônio Líquido da empresa. Os seus subgrupos são, CAPITAL, RESERVAS DE CAPITAL E RESERVAS DE LUCRO.

*OBSERVAÇÃO = Tanto do lado do Ativo como do lado do Passivo, pode - se encontrar contas retificadoras ( redutoras ) . São contas que por exemplo do lado do ativo, mas são contas de saldo credor ou pertencentes ao lado do passivo; devem ser reduzidas do grupo ao qual ela esta situada.

12.3 Elaboração

· Sua Estrutura

Em conformidade com a lei 6404/76, o balanço patrimonial deve conter os seguintes grupos (·) e subgrupos (*)de contas:

* OS COMPONENTES DO BALANÇO PATRIMONIAL

O Balanço Patrimonial é composto pelas contas que representam os bens, os direitos, as obrigações e o Patrimônio Líquido; distribuído entre o ativo e o passivo.
Assim, no ativo, os bens e o direitos devem ser classificados em três grupos principais:
§ Ativo Circulante;
§ Ativo Realizável a Longo Prazo;
§ Ativo Permanente.
Da mesma forma, com o passivo, as obrigações e o patrimônio líquido serão classificados em quatro grupos:
§ Passivo Circulante;
§ Passivo Exigível a Longo Prazo;
§ Resultado do Exercício Futuro;
§ Patrimônio Líquido.

13. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
( ARTIGO 187 DA LEI 6404/76 )

13.1 Destinação

Importante quando da publicação dos demonstrativos pela instituição, a D.R.E não chega a ser uma peça operada na contabilidade. Tanto é que ela é feita por um processo de elaboração. Levanta - se as contas de resultado encerradas contra a conta Apuração de Resultado.
Essa Demonstração evidencia o resultado que a empresa obteve ( lucro ou prejuízo ) no desenvolvimento de suas atividade durante um determinado período, geralmente igual a um ano comercial ( Exercício social = 360 dias comerciais )

13.2 Elaboração simplificada

Resumidamente pode - se evidenciar o seguinte gráfico para elaboração da D.R.E.:
Segundo a lei 6404/76, a D.R.E. discriminará os seguintes elementos:

1. .Receita Operacional Bruta ( Vendas)
2. .Deduções e Abatimentos ( Vendas Anuladas, Descontos,
Concedidos, ICMS s/ Vendas, PIS sobre Faturamento,
COFINS )
3. .Receita Operacional Líquida ( 1- 2 )
4. .Custos Operacionais (C.M.V.)
5. .Lucro Operacional Bruto ( 3 - 4 )
6. .Despesas Operacionais (Despesas com Vendas, Despesas Financeiras,
Receitas Financeiras, Despesas Administrativas, Outras Receitas
Operacionais )
7. .Outras Receitas Operacionais
8. .Lucro ( Prejuízo) Operacional ( 5 - 6 + 7 )
9. .Receitas Não Operacionais
10. .Despesas Não Operacionais
11. .Lucro Antes do Imposto de Renda ( 8 + 9 - 10)
12. .P.I.R.- Provisão do Imposto de Renda (30% )
13. Lucro Líquido do Exercício ( 11 -12 )

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

Equipe de Prof. da F.E.A./U.S.P. Contabilidade Introdutória. São Paulo. 1996. Atlas.

BIBLIOGRAFIA AUXILIAR

RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade Básica Fácil. São Paulo. Saraiva.

PALHARES, Antônio; RODRIGUES, Laércio de Castro. Introdução à Contabilidade.
São Paulo. Scipione.

MOTT, Graham. Contabilidade para Não-Contadores. São Paulo. Makron Books.

PILETTI, Balduino; GUIMARÃES, Sebastião. Contabilidade Básica. São Paulo. Ática.

GOUVEA, Nelson . Contabilidade. São Paulo. Mac Graw - Hill

MARION, Luiz Carlos Marion . Contabilidade Empresarial . São Paulo, Atlas.

IUDICIBUS , Sérgio . Teoria da Contabilidade . São Paulo. Atlas.

IUDICIBUS, Sérgio; MARTINS, Eliseu; GELBCKE, Ernesto R. . Manual de Contabilidade
de Sociedades por Ações.

RIBEIRO, Osni M. . Análise de Balanço Fácil . São Paulo. Saraiva.

ANGÉLICO, João . Contabilidade Básica. São Paulo. Atlas.

RIBEIRO, Osni M. . Contabilidade Geral Fácil . S.P. . Atlas.

FRANZONI, Gervásio . Contabilidade Geral . S.P. . FTD .

C. ALMEIDA, Marcelo . Curso Básico de Contabilidade - Introdução à Metodologia da
Contabilidade - Contabilidade Básica, S.P. . Atlas.

IUDÍCIBUS, Sérgio ; MARION, José C.. Manual de Contabilidade para Não Contadores.
S.P. . Atlas.

SOUZA, Clóvis; FAVERO, Hamilton L.; LONARDONI, Mário e TAKAKURA, M. .
Contabilidade - Teoria e Prática . S.P. . Atlas.

MARION, José C. . Contabilidade Básica. S.P. . Atlas.

GONÇALVES, Eugenio C.; BAPTISTA, Antonio E. . Contabilidade Geral. S.P. . Atlas.

FRANCO, Hilário. Contabilidade Geral. S.P. . Atlas.




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