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Caldeirão
O caldeirão tradicional é feito de ferro fundido e geralmente possui três pés, variando o seu tamanho desde o modelo em miniatura, ideal para decorar o Altar, até os grandes modelos usados no chão. Este último é bem mais caro e difícil de ser encontrado, além de causar um certo transtorno na hora de guardar.
O praticante não precisa se limitar ao caldeirão com essa descrição mais tradicional, pois, independentemente do modelo e de como planeja usá-lo, o importante é que seja feito de material resistente, tanto ao fogo quanto à água.
O
caldeirão é um instrumento mágico que pode representar o elemento Água,
símbolo da fertilidade e abundância. Embora possa ser associado a este
elemento, em determinados rituais é freqüentemente usado em conjunto com
o elemento Fogo. Alguns Wiccanos inclusive acendem pequenas fogueiras em
seu interior, pois não tem acesso a áreas livres onde poderiam acender
uma grande fogueira. O “scrying”, método divinatório utilizado para
prever o futuro, pode ser outra utilidade dada ao caldeirão.
Algumas pessoas mantêm um caldeirão em casa apenas como instrumento de decoração e quase nunca o utilizam como ferramenta de trabalho. Porém, outras tantas usam o caldeirão com mais freqüência em seus rituais.
O
caldeirão é citado em muitos mitos e um dos mais conhecidos é o da
Deusa céltica Cerridwen. É bem provável que a imagem da Bruxa com o seu
caldeirão tenha surgido a partir daí.
A
história de Taliesin A
Deusa Cerridwen teve um filho chamado Morfran, que infelizmente era muito
feio. Para ajuda-lo a ser mais feliz, Cerridwen decidiu fazer uma poção
mágica para torná-lo sábio. A sua intenção era compensar a feiúra
com sabedoria.
Então, em seu caldeirão, Cerridwen começou a fazer uma poção que levou um ano e um dia para ficar pronta. Para realizar a tarefa de mexer a poção, empregou um menino chamado Gwion, mas em determinado momento, quando a poção estava pronta, ele agitou muito rápido e com isso um pouco da poção espirrou, caindo no seu polegar e queimando-o. Devido à dor da queimadura, Gwion levou o dedo a sua boca e ingeriu, acidentalmente, um pouco da poção, recebendo assim toda a sabedoria e inteligência que eram destinadas a Morfran. A Deusa Cerridwen ficou furiosa e Gwion, para escapar da sua ira, fugiu. Então a Deusa o perseguiu e na caçada os dois mudaram de forma várias vezes, assumindo aspectos de animais. Mas em determinado momento, Gwion se transformou em um grão de milho e Cerridwen em uma galinha. Depois de comer o menino, Cerridwen engravidou, e assim nasceu Talisin, um dos maiores bardos da cultura celta.
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