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olybio, essa sua veia po�tica!...
Atento ao que o rodeia
Esquece uma coisa s�ria
Pois conhece a minha veia
E n�o conhece aminha art�ria
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E toda a gente ver�
Que � uma atitude feia
Nada pr�pria de quem est�
Atento ao que o rodeia
�
Conhecendo a minha veia
E esquecendo a minha art�ria
Desatento ao que o rodeia
Esquece uma coisa s�ria� �
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�
Para estar dentro da mat�ria
Sem intromiss�o alheia
Deve conhecer a art�ria
Pois conhece a minha veia
�
� uma atitude pat�tica
Porque conhece a mis�ria
Da minha veia po�tica...
... E n�o conhece a minha art�ria
�(O apelo ter� vindo do Professor Carlos Ribeiro)
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- � mod�stia, a valer!
- Senhor Professor Polybio
� s� para o felicitar
Pelo seu grande talento
Na arte de versejar.
�
-Eu n�o sou "homem de vulto"
Na arte de versejar,
Sou sim um "poeta inculto,
Espont�neo, popular"!
- Espont�neo, popular
Aceito que pode ser
Agora, poeta inculto
� modestia, a valer!
�(As cita��es s�o do Poeta Jo�o de Deus num poema de 1895 O "admirador", que o interpela, �-nos desconhecido)
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� bom, � salutar,
A gente dar-se sem esperar
Compensa��o...
Mas, se al�m do nada,
� negativa a recompensa
E h� injusti�a...!
Ent�o, "bolas"!
� cretinice continuar
E apetece
Dar dois pinotes...
E desandar!�
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� quem fa�a pouco,
H� at� quem fa�a muito,
E at� h� quem fa�a pouco
Daqueles que fazem muito.
H� quem, por muito que erre,
Nem sequer ao menos tussa,
Como h� quem logo enterre
O raio da carapu�a...!
Pois se h� quem fa�a muito,
H� tamb�m quem pouco faz;
Como h�, quem fa�a muito
Do muito pouco que faz.��
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m tempos que j� l� v�o
Com o outro "patr�ozinho"
A boca s� se abria
Para meter este pauzinho.�
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(Escrito numa esp�tula de madeira para observa��o da garganta)
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e queres saber a raz�o,
Desta comemora��o,
Do Dia Internacional da Mulher
J� vais ficar a saber.
H� uma raz�o apenas:
� que n�s,
As "pobres crian�as grandes"
N�o nos esquecemos de V�s,
"Ricas crian�as pequenas"!�
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splendorosos madrigais...
Diz Vicente Lusitano
Que as notas musicais
Aliviam qualquer dano!
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E o Gr� Mestre Caraffa
Diz que basta uma nota...
� ento�-la e j� est�
Curada a febre e a gota.� Em Rodrigo Castro li
Que trata bem as vertigens,
Que cura o "angor animi"
Das vi�vas e das virgens,
�
E acaba com qualquer dor,
Fazendo a profilaxia
At� mesmo do "mal de amor",
A musicoterapia.�
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oda a gente se gabou
Dum instrumento nutrido.
E o Maestro confessou
Que, embora um tanto comprido,
Quis a for�a do destino
Que o dele seja leve e fino.
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N�o sejam t�o gabarolas,
N�o se armem em artolas,
N�o se ponham com tais modos,
Porque mesmo assim fininho,
O do Maestro, em remo�nho,
� quem rege os vossos todos.
�
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Creiam que tenho raz�o...
Pois saibam que os instrumentos
Mais doces, mais barulhentos,
Mais r�pidos, ou mais lentos
Se medem pela fun��o,
... Mas aos palmos � que n�o!�
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s m�dicos, letrados,
S�o muito complicados...
Cada dia,
Fazem mais diabruras,
Coma terminologia.
Chamam �s gorduras
L�pidos sangu�neos...
Coisa dos seus dom�nios
Dizem que as gorduras s�o
�steres, combina��o
Dum �cido com um �lcool�
E que os �cidos s�o
Gordos, de longa cadeia,
(Que coisa feia)
E que o �lcool
� o glicerol
Ou o colesterol.
Quando, enfaticamente,
Falam, de repente,
De compostos c�clicos complexos
Todos ficam perplexos.
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Referem-se, tamb�m,
E muito bem,
� insolubilidade
Das gorduras
E �s torturas,
� confus�o
Que, na realidade,
Tal emuls�o
Poderia provocar,
Dando lugar
A uma embolia capilar.
�
Falam de lipoprote�nas,
Associa��o
Dos l�pidos �s apoprote�nas
E dizem, ent�o:
V.L.D.L.
L.D.L.
H.D.L.
Que confus�o...
Os m�dicos, letrados,
S�o mesmo complicados!
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