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Na �poca colonial, havia um costume
Com o desaparecimento da Institui��o do Rei do Congo, em meados do s�culo XIX, teria restado no Recife o Auto dos Congos, folguedo onde os africanos, geralmente escravos, representavam uma pe�a, seguida de m�sica e dan�a pr�prias. Com a decad�ncia desse Auto, a parte de representa��o foi exclu�da, restando apenas a tradi��o do cortejo, que derivou para o folguedo que hoje conhecemos como Maracatu.
Os c�nticos do Maracatu refletem um car�ter misto de religiosidade e profanidade. Podemos observar, em suas toadas (loas), refer�ncias � coroa��o do rei negro e �s divindades dos cultos populares. Seus brincantes buscam, em seus c�nticos e m�sicas, um viver, para reviver a for�a de seus antepassados. Apesar da origem africana, atualmente n�o apenas os negros tomam parte do cortejo, mas tamb�m os mesti�os e brancos, e n�o � raro encontrar uma pessoa branca ocupando o lugar que conviria a uma negra.
Temos, atualmente, dois tipos de Maracatu, cada qual com suas caracter�sticas pr�prias e marcantes: o Maracatu de Baque Solto e o Maracatu de Baque Virado. |
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