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Fonte: Jornal do Commercio Poesias
A hist�ria da poesia em terras pernambucanas come�a, fins do s�culo XVI, com a Prosopop�ia, de Bento Teixeira, poema �pico para exaltar o governador de Pernambuco Jorge de Albuquerque Coelho. Pol�micas � parte sobre o seu valor liter�rio, a obra, publicada em Lisboa, no ano de 1601, ap�s a morte do autor, consta como sendo o primeiro texto po�tico escrito no Brasil, entre 1585 e 1594. Foi a �poca em que o poeta residiu em Olinda. �PICOS, SAT�RICOS, L�RICOS S�CULO XVII Maur�cio de Nassau, o Conde, governa Pernambuco holand�s entre 1637 e 1644. Ergue pal�cios, constr�i pontes, traz para o Recife artistas e cientistas que perpetuam os tempos flamengos. Nassau permanece no imagin�rio dos poetas da cidade maur�cia:
S�CULO XVIII Na pr�spera capitania do a��car, as atividades liter�rias n�o progrediam na mesma propor��o das atividades econ�rmcas. Os conventos eram o celeiro cultural e aos frades e padres cabia a primazia das letras. O Barroco ainda predominava, atingindo alto grau de maneirismo. Aqui em Pernambuco, temos o Frei Jaboat�o (Recife, 1695-1763/1765) com uma poesia sacra:
E a poesia sat�rica e bem humorada do Pe. Ant�nio Gomes Pacheco (Itamarac� 1741/ Recife 1797):
S�CULO XIX
Sopraram em Pernambuco os ideais da Revolu��o Francesa de 1789, deflagrados na Revolu��o de 1817. Sufocada, deixa as sementes da rebeldia que prosperam, de novo, em 1824, com a Confedera��o do Equador. o nacionalismo revolucion�rio, anti-monarquista, sobressai nas campanhas jornal�sticas do Typhis Pernambucano(1823-1824), dirigido por Frei Caneca, sob a �gide do Iluminismo. Frei do Amor Divino Caneca (Recife 1779) � fuzilado em 1825, no Forte das Cinco Pontas, ap�s a derrota da conjura��o. Deixa o sentimento libert�rio como heran�a po�tica. Na literatura, ainda domina o estilo neocl�ssico. A poesia de Jos� da Natividade Saldanha (Jaboat�o 1795 - Bogot� 1830), poeta revolucion�rio dessa �poca, revela o lado patri�tico e dilui o est�tico.
A transi��o, em Pernambuco, entre o Neoclassicismo e a nova est�tica do Romantismo, surge na poesia de Maciel Monteiro, o bar�o de Itamarac�. O poeta dos sal�es nasce no Recife em 1804. Pol�tico e diplomata, atua em Lisboa onde morre no ano de 1868. Seus poemas, ent�o esparsos, foram reunidos e publicados em edi��o p�s-tuma (Recife 1905�) por Regueira Costa e �lvares de Carvalho. O soneto Formosa cont�m elementos rom�nticos como a diviniza��o da mulher: Formosa, qual pincel em tela fina >>>Pr�xima |
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