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Fonte: A nova onda verde
A substitui��o da mata pelo canavial deu personalidade - riqueza � capitania de Pernambuco, forjando uma voca��o econ�mica que venceria s�culos e chegaria aos dias de hoje. Antes quase uma especiaria, vendido em farm�cias como rem�dio, o a��car popularizou seu consumo na Europa. Passou a ser encontrado em qualquer mercearia, adquirindo com isso not�vel import�ncia econ�mica. Acess�vel �s classs de maior poder aquisitivo como g�nero de consumo di�rio e Indispens�vel, encontrou na "terra garonhona do massap�", para usarmos a express�o de Gilberto Freyre, o solo ideal para a funda��o dos partidos de cana, necess�rios � sua produ��o. Para melhorar esse cen�rio econ�mico, o pre�o, na ponta final de consumo, estava em ascen��o. No mercado de Lisboa, que detinha o monop�lio do com�rcio com os produtos da col�nia, o pre�o da arroba do a��car branco subiu de 1$400, em 1570, para 2$020, em 1610. Havia espa�o, havia sol. A chuva n�o faltava nos per�odos certos. Houve interesse e investimentos do donat�rio e sua f�rrea determina��o de fundar partidos de cana e criar engenhos eram exemplos indutores de uma forte vontade de trabalhar nos colonos. A tanto movimento, n�o correspondia a disponi- bilidade de m�o-de-obra no Brasil do s�culo XVI. Essa defici�ncia, que poderia garrotear a t�o sonhada produ��o de a��car, abriu as p�ginas negras da escravid�o dos africanos e do aldea- mento dos �ndios, esses �ltimos mantidos pelos senhores de engenho em confinamento, para serem utilizados quando o trabalho aumentasse. Foi assim que se formou a civiliza��o do a��car, onde se fundiu a tecnologia do preparo do a��car � for�a bruta da conquista da terra e do cultivo da cana, temperando com um misto de ast�cia e risco para vender e transportar o produto. A capitania de
Duarte Coelho foi a que mais
A cana-de-a��car - Origin�ria da Asia Meridional, trazida pelos �rabes da Africa para a Sic�lia e costa Sul da Espanha, cultivada pelo portugu�s no Algarve, ao tempo de D. Jo�o I (1404), transportada pelo infante D. Henrique para a ilha da Madeira, a cana-de-a��car (Saccharum officinarum L.) veio a ser o grande propulsor do progresso do sistema colonial portugu�s. Sua cultura logo desenvolveu-se nas terras escarpadas da Madeira, que, em 1455, tinha uma produ��o de a��car estimada em 6 mil arrobas. Em 1498, dois anos antes da descoberta do Brasil, tendo a cultura seestabelecido nas ilhas portuguesas dos A�ores, S�o Tom� e Cabo Verde, D. Manuel I j� fizera o limite de 120 mil arrobas anuais para a produ��o da ilha da Madeira. Em Pernambuco, onde encontrou clima favor�vel na natureza e na pol�tica, o cultivo da cana-de-a��car se expandiu rapidamente. Foi o a��car o suporte econ�mico da marcha civilizadora que partiu de Pernambuco e se tornou respons�vel pela coloniza��o de todo o Norte do Brasil. Tal riqueza j� fora observada por Gabriel Soares de Souza, em seu Tratado Descritivo do Brasil, em 1587, no qual relata possuir Pernambuco: ...Mais de cem
homens que t�m at� cinco mil O vatic�nio quanto �s fortifica��es viria a tornar-se realidade em 1595, por ocasi�o da invas�o de cors�rios ingleses, e em 1630, quando da invas�o holandesa. Os primeiros tempos - Os canaviais foram tomando o espa�o da mata em Pernambuco, ocupando as v�rzeas �midas dos rios, enquanto os engenhos eram constru�dos ao longo dos rios, para facilitar o transporte do produto at� o porto, para o que montavam pequenos trapiches onde as barca�as atracavam. A tra��o animal tamb�m era utilizada no transporte de a��car, em locais distantes de cursos d��gua, sistema que, pela dimens�o territorial que tomou a produ��o de a��car, acabou predominando. Os rios tamb�m serviam para fornecer energia para os engenhos, que eram movimentados pelas chamadas rodas d��gua, sendo outros movidos a tra��o animal, utilizando a for�a de bois ou burros. Os primeiros, com rodas d��gua, eram os mais importantes e chamados engenhos reais. Os outros, eram conhecidos como almanjarras ou engenhocas. A realiza��o de toda essa empreitada, necessitava de capital, muitas vezes carente na capitania e mesmo nos cofres dos propriet�rios de terras. Para suprir sua necessidade de dinheiro para contratar especialistas no fabrico e no branquea- mento do a��car, escravos para o cultivo da terra, adquirir m�quinas, confeccionar caixas para ar- mazenar e exportar o produto e no seu transporte, os senhores de engenho se endividavam, normalmente junto aos comerciantes que negocia- vam com o a��car que produziam. Pagavam caro por isso; os juros eram altos. N�o raro, os senhores de engenho perdiam seu neg�cio para esses comerciantes.
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