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Fonte: A nova onda verde
Tudo consistia numa ador�vel sensa��o de dom�nio e poder. Com sua sociedade aberta � imigra��o, Olinda come�ou a receber gente de toda esp�cie, como pessoas foragidas da justi�a na Europa ou aventureiros que buscavam a riqueza f�cil e, por via de conseq��ncia, o fausto e a ostenta��o. O desregramento era tanto que chegava a escandalizar visitantes estrangeiros, especialmente padres.
Os senhores de engenho, por sua vez, viviam como senhores do mundo, em suas casas assobradadas. Acendiam uma vela a Deus, cons- truindo e mantendo capelas, com capel�es, ao lado da casa-grande e da f�brica de a��car; acendiam uma outra ao diabo, exercendo, �s vezes com crueldade, plenos poderes sobre a fam�lia, os escravos, os agregados e os vizinhos pobres. Comemoravam suas datas com festas suntuosas, com vinhos importados da Europa, sedas, roupas caras, j�ias. Levavam a vida como na corte, com a vantagem de estarem longe dos olhos e do alcance das autoridades que podiam control�-los. Sua vontade era a lei. A opress�o pela for�a e o controle pol�tico que os fazia aterrorizar �ndios, escravos e todos aqueles que n�o tivessem a for�a da terra e o poder do dinheiro os autorizava a manter rela��es luxuriosas com jovens escravas ou filhas de agregados. A eles, todo o direito; aos demais, todos os deveres.
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